Nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do acordo Mercosul–União Europeia, as exportações brasileiras do agronegócio para o bloco somaram US$ 12,21 bilhões. O valor de maio a setembro de 2026 supera em 14,8% o do mesmo período de 2025, segundo dados do Agrostat divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 1º de novembro. Em volume, foram 17,74 milhões de toneladas, aumento de 8,1%. A comparação mostra crescimento observado, mas não isola quanto dele decorreu das preferências do acordo.
Soja segue como principal segmento
As vendas do complexo soja chegaram a US$ 4,19 bilhões, alta de 34,2% em valor. O grupo reúne grão, farelo e óleo. Entre maio e setembro, produtos apícolas tiveram alta de 367% em valor, enquanto as carnes avançaram 103,5%, conforme os agrupamentos oficiais apresentados pelo Mapa. Percentuais elevados devem ser interpretados junto com as bases de comparação de cada segmento.
Frutas e outros produtos ampliam pauta
O ministério informou avanço de 15% em valor nas frutas, incluindo nozes e castanhas, e de 23% nos produtos florestais. Parte dos produtos passou a acessar preferências tarifárias previstas no acordo durante esse período. Preço internacional, câmbio e demanda europeia também podem influenciar o resultado comercial.
Acesso exige continuidade de adequação
Exportadores devem verificar requisitos sanitários, documentação de origem e regras específicas para cada produto e importador. O aumento das vendas não significa que todas as cadeias ganharam a mesma competitividade. Os dados seguintes permitirão avaliar a persistência da expansão e o uso das condições comerciais previstas.
O que muda na prática
• Observar valor e volume, além de cada produto individualmente.
• Verificar as regras de acesso e preferências aplicáveis à operação.
• Evitar atribuir toda a alta ao acordo sem análise causal.
Próximos passos
A divulgação de novos meses de comércio e do uso das preferências permitirá medir a evolução das vendas.
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