As exportações do agronegócio do Ceará somaram US$ 393,8 milhões entre janeiro e setembro de 2026, queda de 12,3% frente ao mesmo intervalo de 2025. O levantamento do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Ceará (CIN/Fiec), publicado por O POVO em 28 de outubro, mostra resultados distintos nas cadeias: a cera de carnaúba segue na liderança, enquanto frutas e água de coco cresceram.
Carnaúba lidera, castanha perde valor
A cera de carnaúba movimentou US$ 70,1 milhões, recuo de 11,6%. A castanha de caju somou US$ 30,5 milhões, queda de 41,4%. Os valores de exportação refletem preço, volume e composição das vendas; apenas o total em dólares não permite atribuir toda a mudança a uma dessas variáveis.
Frutas e bebidas mostram outra direção
As vendas de melão chegaram a US$ 58 milhões, avanço de 16,5%. A água de coco alcançou US$ 18,6 milhões, alta de 24%, e a melancia US$ 17,9 milhões, crescimento de 35,3%. O desempenho positivo desses itens não foi suficiente para impedir o recuo do agregado do setor no período.
Destinos ajudam a ler o mercado
Os Estados Unidos foram o principal destino, com US$ 88,2 milhões, seguidos por Países Baixos, China e Reino Unido. O saldo comercial do agro cearense foi positivo em US$ 81,3 milhões, mas 31,4% menor que o do período comparável. Empresas precisam observar produto e mercado separadamente antes de tomar o total estadual como referência para sua cadeia.
O que muda na prática
• Separar resultado por cadeia e destino comercial.
• Comparar valor exportado com volume e preço quando disponíveis.
• Monitorar a evolução da safra de frutas e da castanha.
Próximos passos
Os dados do último trimestre definirão se as cadeias em alta compensam parte das perdas até o fechamento do ano.
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