Um tema que conecta tradição, saúde e campo: a importância de conhecer a própria história e resgatar alimentos e costumes com histórias milenares. O quadro ‘bem-estar’ do A Força do Agro, ao longo de três anos, trouxe informações sobre alimentos com histórias milenares, espiritualidade, nutrição e qualidade de vida — e o especial de três anos reuniu os momentos mais marcantes dessa jornada, mostrando como pequenas escolhas no cotidiano alimentar podem fazer a diferença na busca por uma vida mais saudável. O especial de três anos do A Força do Agro é relevante para o campo nordestino por uma razão que vai além da celebração do programa: os alimentos com histórias milenares que o programa resgatou ao longo de três anos incluem culturas que têm raízes profundas no semiárido nordestino. O feijão-caupi (feijão de corda), cultivado há milênios no semiárido nordestino, é a leguminosa com maior tolerância à seca disponível no Brasil — exatamente a característica mais valiosa num contexto de El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO. A mandioca nordestina, cultivada há mais de 4.000 anos pelo povo indígena do Nordeste, é a raiz mais resistente à seca disponível no campo nordestino — e seu preço em alta documentado pelo Agrolink e pelo Cepea neste agosto confirma que a demanda por alimentos tradicionais resistentes ao clima está crescendo. O umbu, fruta nativa da caatinga com uso milenar pelas populações do semiárido, tem potencial de exportação para o mercado europeu de frutas exóticas que o Portal AgroMais documentou ao longo de agosto. Consequentemente, o A Força do Agro #809 lembrou que o campo nordestino tem um patrimônio alimentar milenar que é, simultaneamente, o portfólio de maior adaptação climática e o portfólio de maior diferenciação cultural disponível para o mercado premium.
Nesse sentido, o Portal AgroMais mantém o A Força do Agro (Revista Oeste, de segunda a sexta-feira às 19h50, apresentado por Joice Maffezzolli) como fonte obrigatória do radar diário — e o episódio #810 vai ao ar hoje (segunda, 24/08) às 19h50, iniciando a nova semana do programa.
Os alimentos milenares do semiárido nordestino — e por que eles têm mercado crescente em 2026
O resgate de alimentos com histórias milenares que o A Força do Agro #809 celebrou tem uma convergência especialmente favorável com o momento do campo nordestino em 2026. O mercado global de alimentos tradicionais, nativos e adaptados ao clima está crescendo junto com as preocupações sobre mudanças climáticas e segurança alimentar — e o semiárido nordestino tem um dos portfólios de alimentos nativos mais resilientes ao calor e à seca disponíveis em qualquer região produtora do mundo. O feijão-caupi (Vigna unguiculata) é o caso mais direto: com tolerância ao calor e à seca que as variedades de feijão comum (Phaseolus vulgaris) não têm, o feijão-caupi é a leguminosa mais cultivada em partes da África subsaariana e do Sahel africano — regiões com clima similar ao semiárido nordestino. A valorização do feijão-caupi no mercado internacional de proteínas vegetais e no mercado brasileiro de alimentos naturais confirma que o produto milenar do semiárido nordestino tem mercado crescente. O umbu — fruta nativa da caatinga consumida pelos povos indígenas há milênios — está sendo redescoberto pelos mercados europeus de frutas exóticas e pelo mercado brasileiro de sucos naturais: a polpa de umbu congelada tem preço por quilo significativamente superior ao umbuzeiro médio cultivado no semiárido. A palma forrageira — introduzida no semiárido nordestino há mais de um século e que as populações rurais aprenderam a usar como alimento, forragem e fonte de água — tem a maior eficiência de uso de água disponível entre todas as forragens do semiárido. Consequentemente, os alimentos milenares do semiárido nordestino que o A Força do Agro #809 celebrou são exatamente o portfólio de maior adaptação ao El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO — e de maior potencial de valorização no mercado de alimentos tradicionais e nativos que cresce globalmente.
Nesse sentido, a Embrapa Semiárido (em Petrolina-PE) pesquisa as variedades mais resistentes de feijão-caupi, umbu, palma forrageira e outras culturas nativas do semiárido nordestino — e suas publicações técnicas estão disponíveis gratuitamente em embrapa.br/semiarido para o produtor nordestino que quer aprofundar o conhecimento sobre as culturas milenares mais adaptadas ao seu bioma.
Três anos do A Força do Agro — o que o programa entregou para o campo nordestino
O A Força do Agro completou três anos de programa em agosto de 2026 com o episódio #809 — e o Portal AgroMais documenta o que o programa entregou de mais relevante para o campo nordestino ao longo desse período, com base nos episódios que o radar do Portal AgroMais acompanhou em agosto. Os episódios mais relevantes para o campo nordestino neste mês de agosto incluem: #795 (03/08) — benefícios do CAR para o produtor rural e sustentabilidade como aliada da produtividade (FAESP); #800 (10/08) — segurança no campo com redes de apoio e tecnologia para proteger o produtor paulista (FAESP) — dado relevante para o semiárido nordestino com histórico de conflitos; #801 (11/08) — café brasileiro com US$ 14,6 bi de receita apesar da queda de volume — segundo maior desempenho histórico; #802 (12/08) — estruvita da Embrapa como alternativa sustentável aos fosfatados importados; #803 (13/08) — biodetergente UFRJ/Embrapa que prolonga vida útil de frutas (30% de perdas pós-colheita no Brasil); #805 (17/08) — MP de R$ 100 bi em dívidas rurais: prazo 12/11 no BNB; #806 (18/08) — arroz para SAF e etanol em Charqueadas-RS: 635 mi de litros; #807 (19/08) — isoflavonas do farelo de soja e valorização de cascas de amêndoa de cacau (Unicamp); #808 (20/08) — episódio do dia do DATAGRO; #809 (21/08) — especial 3 anos com alimentos milenares. Consequentemente, o A Força do Agro entregou ao longo deste agosto um mapa de inovação e políticas públicas do campo brasileiro que o Portal AgroMais vai continuar documentando com lente nordestina ao longo de setembro e outubro — cada episódio a partir do #810 desta semana.
Nesse sentido, o produtor nordestino que não assistiu aos episódios anteriores pode acessar todos na playlist do YouTube da Revista Oeste e no site revistaoeste.com — os episódios ficam disponíveis permanentemente após o ar, e cada um tem entre 8 e 15 minutos de duração.
O que muda na prática para o produtor
- Assistir ao A Força do Agro #809 disponível em revistaoeste.com — o especial de 3 anos com os alimentos milenares do campo brasileiro que incluem culturas do semiárido nordestino
- Produtores familiares nordestinos com feijão-caupi: a tolerância à seca dessa leguminosa milenar é seu maior diferencial com El Niño mais forte em 150 anos — avaliar ampliar a área na safra 2026/27
- Produtores de umbu no semiárido: verificar com o Sebrae Ceará e a Embrapa Semiárido (embrapa.br/semiarido) como acessar o mercado de polpa de umbu congelada com preço premium
- Acompanhar o A Força do Agro #810 hoje (segunda, 24/08) às 19h50 na Revista Oeste — o primeiro episódio da nova semana que o Portal AgroMais vai incorporar ao radar
- Consultar as publicações da Embrapa Semiárido (embrapa.br/semiarido) sobre feijão-caupi, palma forrageira e umbu — portfólio de culturas milenares mais adaptadas ao El Niño forte do semiárido nordestino
Próximos passos
O Portal AgroMais acompanha o A Força do Agro e as culturas milenares do semiárido nordestino com lente cearense.
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