Com o El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO e pela Embrapa na semana passada (97-99% de probabilidade de ativo até início de 2027), o produtor cearense tem esta semana — de 24 a 28 de agosto — para concluir o checklist de agosto antes que setembro chegue com as primeiras atualizações climáticas do INMET para o trimestre outubro-dezembro. O checklist desta semana tem seis itens prioritários. Fertilizantes: se o pedido de fosfatados (MAP e DAP) ainda não foi fechado com o distribuidor regional, esta é a última semana razoável de agosto para comprar com disponibilidade adequada de produto — setembro vai trazer mais demanda com produtores de toda a região tentando comprar ao mesmo tempo, o que pressiona preço e disponibilidade. Plano Safra 2026/27 no BNB: se o processo ainda não foi iniciado, ir ao banco esta semana — o processo de aprovação leva semanas, e sem crédito aprovado antes de outubro, o produtor vai ao plantio de novembro sem financiamento subsidiado. Funceme (funceme.br): consultar o Índice de Perigo de Incêndio Florestal (IPIF) toda manhã antes de qualquer atividade na propriedade — o El Niño mais forte em 150 anos está mantendo o risco de queimadas elevado no semiárido neste agosto. Diferimento de pastagem: verificar se os aceiros estão limpos e se o diferimento está em andamento com biomassa se acumulando — a forragem acumulada até outubro é o seguro mais barato disponível para a seca do El Niño. Açudes: avaliar o nível atual e a perspectiva de demanda do rebanho até as primeiras chuvas de novembro ou dezembro (com El Niño forte, pode ser dezembro pelo Zarc). Documentação: CAR, CCIR e DAP/CAF regulares via Ematerce (0800 275 4111) — necessários para o Plano Safra no BNB e para a ExpoCacau que começa amanhã. Consequentemente, o produtor cearense que conclui os seis itens desta semana começa setembro com o campo mais organizado possível. Nesse sentido, setembro vai trazer os três eventos e os dados climáticos mais importantes para o calendário de plantio de outubro-novembro: a Expointer (começa em 5 dias, 29/08), a Agrinordeste (começa em 10 dias, 3/09) e a previsão climática do INMET para o trimestre outubro-dezembro (publicada no início de setembro). O produtor que resolve as urgências desta semana chega a setembro com atenção disponível para absorver as informações dos três eventos. Fertilizantes em agosto — por que esta semana é a última janela razoável O alerta de escassez de fosfatados que o Portal AgroMais documentou ao longo de agosto não mudou com o DATAGRO de quinta passada — e esta semana de 24 a 28 de agosto é a última janela razoável para o produtor cearense comprar MAP e DAP com disponibilidade adequada antes da pressão de demanda de setembro. A lógica é simples: o DATAGRO de quinta confirmou que o Norte e Nordeste lidera a expansão do milho safrinha com mais de 10% de crescimento na área 2026/27 — isso significa que mais de 10% dos produtores nordestinos vão precisar de fertilizantes para a safra de novembro. Quando toda essa demanda adicional chegar ao mercado ao mesmo tempo em setembro, o preço e a disponibilidade de MAP e DAP vão ser pressionados. O produtor que comprou em agosto tem o produto em estoque a preço de agosto. O que deixou para setembro vai comprar mais caro e talvez encontre prazo de entrega mais longo. Para o produtor cearense do semiárido que não tem capital para comprar o pacote completo de fertilizantes de uma vez: a prioridade é o fosfatado (MAP ou DAP), que tem o risco maior de escassez com a queda projetada de 75-80% no volume importado em 2026 em relação a 2025. O nitrogênio e o potássio têm dinâmicas de mercado diferentes e podem ser comprados mais próximos do plantio com menor risco de escassez. Consequentemente, a decisão desta semana para o produtor cearense que ainda não comprou fertilizantes é: priorizar o fosfatado (MAP ou DAP) e comprar o volume necessário para a safra 2026/27 antes do encerramento desta semana. Nesse sentido, a Ematerce (0800 275 4111) e o Senar Ceará ((85) 3306-6600) orientam sobre os distribuidores regionais de fertilizantes com melhor disponibilidade para o semiárido cearense — e o produtor que já tem o pedido fechado pode usar esta semana para confirmar a data de entrega antes de setembro. A previsão climática do INMET de setembro — o dado que calibra o calendário de plantio de novembro O evento climático mais importante que o produtor nordestino vai encontrar em setembro não é a Expointer nem a Agrinordeste — é a publicação da previsão climática sazonal do INMET para o trimestre outubro-dezembro de 2026. Essa previsão, publicada mensalmente pelo Instituto Nacional de Meteorologia no início de cada mês, vai revelar o que os meteorologistas brasileiros projetam para as chuvas do semiárido nordestino no trimestre mais crítico para o calendário de plantio. Com El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO (97-99% de probabilidade de ativo até início de 2027), a previsão de outubro-dezembro do INMET vai ser o dado mais qualificado disponível para calibrar se o produtor nordestino planta em novembro (com chuvas chegando no período habitual, apenas atrasadas) ou em dezembro (com chuvas chegando mais tarde do que o habitual devido ao El Niño). A previsão do INMET de setembro vai também revelar a distribuição esperada de chuvas no semiárido — se o El Niño vai afetar mais o norte do Ceará (Sertão Central e Sertão dos Inhamuns) do que o sul (Cariri e Crato), ou se o impacto vai ser relativamente uniforme em todo o estado. Para o produtor cearense que vai decidir quando plantar em outubro: a previsão do INMET de setembro + a consulta ao Zarc Plantio Certo com o cenário climático atualizado = o par de ferramentas mais qualificado disponível para a decisão de calendário de plantio. Consequentemente, o produtor cearense que agenda uma leitura da previsão climática do INMET no início de setembro tem o dado mais qualificado disponível para a
ExpoCacau em Ilhéus: guia final para o cacauicultor nordestino
A 2ª ExpoCacau começa amanhã — terça-feira, 25 de agosto de 2026, das 9h às 19h, no Centro de Convenções de Ilhéus (Avenida Soares Lopes, 1597, Centro, Ilhéus-BA). Entrada gratuita com cadastro prévio em expocacau.com.br — o cadastro ainda pode ser feito hoje. O Portal AgroMais publica o guia final para o cacauicultor nordestino que vai ao maior evento da cacauicultura brasileira de 2026 aproveitar ao máximo os três dias disponíveis. O Banco do Nordeste está presente como patrocinador Prata — os técnicos do BNB vão estar no evento orientando sobre linhas de crédito para o cacauicultor: Pronaf Custeio (1% a 6% ao ano), investimento em irrigação (8% ao ano), mecanização e infraestrutura de pós-colheita. O que levar para os três dias: CAR em situação regular no Sicar (condição sine qua non para o BNB iniciar qualquer operação de crédito); CCIR atualizado no INCRA; DAP/CAF emitida pela Ematerce ou equivalente; amostras de amêndoas da última colheita (para o curso de classificação que vai revelar se as amêndoas estão no padrão premium ou convencional); lista de insumos e equipamentos que quer pesquisar nos 60+ estandes. O roteiro dos três dias: dia 1 (terça 25/08) — 8º Fórum Anual do Cacau e primeiro reconhecimento dos estandes; dia 2 (quarta 26/08) — BNB para crédito com documentação em mãos e cursos de fermentação e classificação de amêndoas; dia 3 (quinta 27/08) — fechar negócios com expositores e consolidar contatos. A 2ª edição projeta 8 mil visitantes — 33% acima dos 6 mil da 1ª edição de 2025, que gerou R$ 240 mi em negócios em três dias. Mais de 2 mil produtores chegam em caravanas de 24 estados. Consequentemente, amanhã começa o evento mais importante do calendário de agosto para o cacauicultor nordestino — e o guia final do Portal AgroMais garante que o cacauicultor que vai a Ilhéus saí dos três dias com crédito iniciado, curso concluído e negócios fechados. Nesse sentido, o A Força do Agro #807 da semana passada — que documentou a valorização das cascas de amêndoa de cacau pelos pesquisadores da Unicamp — tem leitura direta para a ExpoCacau de amanhã: o cacauicultor nordestino que vai ao evento com a pergunta sobre aproveitamento das cascas de amêndoa vai encontrar nos pesquisadores do Fórum Anual do Cacau os especialistas mais qualificados disponíveis para responder como essa inovação se aplica ao cacau nordestino. O que o cacauicultor nordestino resolve na ExpoCacau que não resolve em casa A ExpoCacau não é apenas uma feira de compras — é o único evento do ano em que o cacauicultor nordestino pode resolver em três dias o que levaria meses de trabalho fragmentado. O que resolve no estande do BNB em 30 minutos que levaria meses por telefone ou e-mail: entender quais linhas de crédito estão disponíveis para a cadeia do cacau no Plano Safra 2026/27 (Pronaf Custeio a 1%-6%, irrigação a 8%, mecanização e pós-colheita), ter os requisitos documentais esclarecidos (CAR, CCIR, DAP/CAF, laudo técnico), e iniciar o processo de contratação com o gerente de crédito rural presente no evento. O que resolve no curso de fermentação em 4 horas que levaria anos de tentativa e erro: entender a relação entre o processo de fermentação (tempo, temperatura, revolvimento das amêndoas) e o perfil sensorial do cacau (acidez, amargor, aroma, frutado) que determina o preço pago pela chocolateira premium — e saber exatamente o que precisa ajustar na sua fermentação para elevar a qualidade das amêndoas ao próximo nível de preço. O que resolve no estande da Rainforest Alliance em 20 minutos que levaria meses de pesquisa: entender os requisitos exatos da certificação sustentável que abre o mercado premium de chocolate europeu e americano — e calcular se o investimento em certificação é justificado pelo prêmio de preço disponível. Consequentemente, a ExpoCacau de 25-27/08 é o evento que substitui meses de busca de informação dispersa por três dias de concentração de especialistas, fornecedores, compradores e outros produtores no mesmo espaço — e o cacauicultor nordestino que usa o roteiro de três dias do Portal AgroMais extrai o máximo disponível em cada dia. Nesse sentido, para dúvidas de última hora sobre programação e cadastro: contato@expocacau.com.br e site expocacau.com.br. Para regularizar o CAR ou a DAP/CAF ainda hoje: Ematerce (0800 275 4111). O Portal AgroMais cobre a 2ª ExpoCacau de 25 a 27/08 com lente nordestina. A pergunta do A Força do Agro #807 na ExpoCacau — cascas de amêndoa com potencial de aproveitamento O A Força do Agro #807 (19/08, Revista Oeste) revelou que pesquisadores da Unicamp identificaram ‘alto potencial de aproveitamento’ nas cascas de amêndoa de cacau — subproduto do processo de torrefação e descascamento que hoje é descartado ou usado como biomassa de baixo valor. Para o cacauicultor nordestino que vai à ExpoCacau de amanhã, essa informação se traduz em uma pergunta que vale ser feita nos estandes e nos painéis do Fórum Anual do Cacau: qual é o estado atual da pesquisa sobre aproveitamento de cascas de amêndoa de cacau no Brasil, e o que o cacauicultor nordestino que tem fermentário e secador próprios pode fazer hoje para começar a capturar valor nesse subproduto? A resposta do mercado vai depender de: volume de cascas disponível por propriedade (pequenas propriedades precisam de cooperativa para agregar volume suficiente para um comprador industrial); infraestrutura de coleta e armazenamento das cascas (higiene e secagem são requisitos básicos); e identificação do comprador (indústria de alimentos, cosméticos ou nutracêuticos interessada nas cascas com os compostos identificados pela Unicamp). Consequentemente, a ExpoCacau de amanhã é o lugar onde essa pergunta tem mais chance de encontrar uma resposta qualificada — com pesquisadores, processadores e compradores de cacau no mesmo espaço. Nesse sentido, o Portal AgroMais vai documentar as respostas que encontrar sobre valorização de subprodutos do cacau na cobertura da ExpoCacau de 25-27/08 com lente nordestina — e vai publicar o que os especialistas presentes têm a dizer sobre como o cacauicultor nordestino acessa o valor potencial das cascas de amêndoa identificado pelo A Força do Agro #807. O
Agrinordeste: guia completo do que o nordestino não pode perder
A 33ª Agrinordeste começa em 10 dias — de 3 a 6 de setembro de 2026 no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon) em Olinda, das 10h às 21h, com entrada gratuita e mais de 300 estandes. A feira documenta 35 mil visitantes esperados, com seminários técnicos nas cadeias mais relevantes para o semiárido nordestino: caprinovinocultura, apicultura, carcinicultura e bovinocultura. A 33ª Agrinordeste é o evento que entrega para o produtor nordestino o que a Expointer — que começa em 5 dias em Esteio-RS — não entrega: conteúdo técnico específico das cadeias do semiárido nordestino, com especialistas da Embrapa Caprinos e Ovinos de Sobral-CE, das associações de apicultores e carcinicultores nordestinos e dos pesquisadores de bovinocultura adaptada ao semiárido. O Portal AgroMais documenta o que o produtor nordestino não pode perder em cada área temática da 33ª Agrinordeste. Caprinovinocultura: com El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO na semana passada, o manejo de caprinos e ovinos em seca severa é o conteúdo mais urgente disponível para o pecuarista nordestino — e a Embrapa Caprinos e Ovinos de Sobral-CE tem as pesquisas mais avançadas sobre raças, manejo e alimentação em condições de deficit hídrico. Apicultura: com o tarifaço americano reorientando importadores europeus para o mel premium de origem documentada, a janela do mel de IG do Cariri cearense no mercado europeu que o AgFeed documentou esta semana está mais aberta do que em qualquer outro momento recente. Carcinicultura: o camarão nordestino continua isento do tarifaço americano — o que mantém a vantagem competitiva dos carcinicultores nordestinos no mercado americano em relação ao camarão asiático. Consequentemente, a 33ª Agrinordeste de 3-6/09 em Pernambuco completa, com conteúdo regional nordestino específico, o que a Expointer entrega de genética nacional e lançamentos de máquinas. Nesse sentido, o produtor nordestino que ainda não organizou a caravana para a Agrinordeste tem 10 dias para contatar o sindicato rural municipal — tempo suficiente para uma caravana organizada em ônibus fretado com outros produtores da região. O contato da organização para expositores e informações é o WhatsApp (81) 99901-4679. O seminário de caprinovinocultura da Agrinordeste — o mais urgente com El Niño mais forte em 150 anos O seminário de caprinovinocultura da 33ª Agrinordeste é o mais urgente para o produtor nordestino neste ano específico — porque o El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO e pela Embrapa na semana passada vai criar as condições de seca severa mais intensas em 150 anos exatamente no período de maior vulnerabilidade do rebanho de caprinos e ovinos do semiárido: de setembro a novembro, quando a forragem natural da caatinga está no pico da escassez e quando o rebanho está no período de acasalamento e prenhez. A Embrapa Caprinos e Ovinos de Sobral-CE pesquisa as raças nativas mais adaptadas ao semiárido nordestino — Canindé, Moxotó, Anglo-Nubiana e Boer para caprinos; Morada Nova, Santa Inês e Somali Brasileira para ovinos — e os resultados dessas pesquisas indicam quais raças têm maior resistência à seca e menor necessidade de suplementação durante o período de escassez. Para o criador de caprinos e ovinos que vai à Agrinordeste: os especialistas da Embrapa vão apresentar as estratégias mais eficazes disponíveis para manejar o rebanho durante uma seca de intensidade histórica — com dados de consumo de palma forrageira por raça, de reposição de mineral em seca severa e de manejo reprodutivo para minimizar as perdas durante o período de escassez. A conta que o criador nordestino precisa fazer antes da Agrinordeste é simples: quantos animais tem no plantel, qual o consumo diário de forragem por cabeça por raça, e quanto de forragem está disponível (no diferimento de pastagem + na palma colhida + no feno armazenado) para os próximos 5 meses (setembro a janeiro). Consequentemente, o seminário de caprinovinocultura da Agrinordeste vai dar ao criador nordestino os dados de consumo por raça e as estratégias de manejo que tornam esse cálculo mais preciso. Nesse sentido, o Senar Ceará ((85) 3306-6600) tem o programa de caprinovinocultura com orientação sobre manejo em anos de El Niño forte — e pode orientar o produtor nordestino antes da Agrinordeste sobre quais perguntas fazer aos especialistas da Embrapa no seminário de Pernambuco. Apicultura, carcinicultura e bovinocultura na Agrinordeste — as três cadeias com maior oportunidade em 2026 A apicultura nordestina tem na 33ª Agrinordeste a melhor oportunidade disponível para o apicultor do Cariri cearense entender como acessar o mercado europeu de mel premium que o tarifaço americano abriu. Com o mel americano ficando mais caro para a Europa com as contra-tarifas, os importadores europeus estão procurando alternativas de mel de qualidade comparável — e o mel de IG do Cariri cearense, com floradas nativas únicas de angico, jurema, mandacaru e juazeiro, tem os argumentos de origem documentada e de perfil sensorial diferenciado que os importadores europeus premium buscam. O seminário de apicultura vai abordar como o apicultor nordestino estrutura a rastreabilidade, a certificação e o acesso ao canal de exportação. A carcinicultura nordestina tem a vantagem competitiva mais óbvia disponível neste momento: o camarão nordestino é isento do tarifaço americano, enquanto o camarão asiático (que domina 90% das importações americanas de camarão) enfrenta tarifas crescentes. O seminário de carcinicultura vai debater como os carcinicultores nordestinos aproveitam essa janela de mercado para aumentar a participação no mercado americano. A bovinocultura na Agrinordeste vai ter foco em forrageiras adaptadas ao El Niño forte — um tema que conecta o seminário de bovinocultura com o que o pecuarista nordestino já está fazendo com o diferimento de pastagem e a palma forrageira. Consequentemente, as três cadeias — apicultura, carcinicultura e bovinocultura — têm na 33ª Agrinordeste um momento de debates técnicos de alta relevância para as decisões de produção e comercialização do segundo semestre. Nesse sentido, o Portal AgroMais vai cobrir a 33ª Agrinordeste de 3 a 6 de setembro com lente nordestina — documentando os destaques dos seminários técnicos e as oportunidades específicas para o produtor cearense em cada cadeia. O que muda na prática para o produtor
Boi gordo sustenta R$ 347,40/@ – nordestino posicionado para o 4T
O Cepea/Esalq mantém o Indicador de boi gordo em R$ 347,40/@ nesta segunda-feira (24/08) — alta de 8,6% no acumulado de 2026 —, com exportações aquecidas e oferta ajustada continuando a sustentar os preços no início da última semana de agosto. O Cepea documenta que o boi gordo se valorizou mais do que a vaca em 2026 — sinal de que o mercado de carne de qualidade (boi terminado) cresce mais do que o mercado de carne de descarte (vaca), reflexo das exportações aquecidas com frigoríficos exportadores disputando animais para cumprir contratos externos com escalas de abate de 7 a 8 dias. O bezerro mantém a maior valorização do conjunto com alta de 10,4% no acumulado de 2026, cotado a US$ 655,50/cabeça — o maior patamar para o período do ano registrado pelo Cepea. Para o pecuarista nordestino com animais em terminação e diferimento de pastagem feito: o ambiente desta semana confirma a perspectiva de R$ 400/@ para o quarto trimestre projetada pela Agrifatto, Scot Consultoria e Safras & Mercado — e o pecuarista que aguarda com custo de manutenção controlado está posicionado para capturar esse prêmio adicional de R$ 52,60/@ no trimestre mais favorável do ano para a pecuária de corte. Consequentemente, o pecuarista nordestino que chegou a esta semana com o diferimento feito, a forragem estocada e o açude com nível adequado para o rebanho até as primeiras chuvas de novembro está na posição mais favorável disponível para navegar o quarto trimestre de El Niño mais forte em 150 anos com margem positiva. Nesse sentido, o DATAGRO de quinta passada (20/08) confirmou no painel de pecuária que o fundamento de exportações aquecidas tem base na demanda global por proteína animal brasileira — especialmente nos mercados da China, Oriente Médio e América do Norte —, sustentando a perspectiva de preços favoráveis até o final do ano para o boi terminado nordestino. A conta do quarto trimestre — quanto vale aguardar com o diferimento feito A conta que o pecuarista nordestino precisa fazer nesta semana é direta: o ganho potencial de aguardar até o quarto trimestre com os animais em terminação é calculável com os dados disponíveis. O Indicador Cepea atual é R$ 347,40/@ — o melhor patamar disponível neste momento. A perspectiva de R$ 400/@ no quarto trimestre (projetada pelas principais consultorias pecuárias) representa um ganho adicional de R$ 52,60/@ por animal. Um boi nordestino com 15 arrobas terminadas representa um ganho potencial de R$ 789,00 por cabeça (15 arrobas × R$ 52,60). Para o pecuarista com 100 animais em terminação, o ganho potencial de aguardar o quarto trimestre é de R$ 78.900,00. A conta do outro lado da equação é o custo de manutenção: alimentação (forragem ou ração), água, mineral e mão de obra por dia por cabeça durante os meses de setembro e outubro até o abate no quarto trimestre. O pecuarista nordestino que tem diferimento de pastagem com biomassa acumulada tem custo de manutenção muito mais baixo do que o que precisa comprar forragem no mercado em setembro — quando a seca do El Niño mais forte em 150 anos vai manter o preço da palma e do feno elevado. A matemática é a que define a decisão: se o custo de manutenção de setembro-outubro é menor do que R$ 52,60/@ de ganho potencial no quarto trimestre, aguardar é financeiramente mais racional. Consequentemente, o diferimento de pastagem que o Portal AgroMais recomendou ao longo de agosto não é apenas uma prática climática — é a ferramenta que torna a conta de aguardar o quarto trimestre financeiramente positiva. Nesse sentido, o Senar Ceará ((85) 3306-6600) e a Ematerce (0800 275 4111) orientam sobre o cálculo do custo de manutenção do rebanho por categoria (boi em terminação, bezerro, vaca de cria) no contexto específico do semiárido cearense — dado indispensável para o pecuarista nordestino fazer a conta do quarto trimestre com os números reais da sua propriedade. Bezerro nas máximas de 2026 — a janela de comercialização para o cria nordestino A alta de 10,4% do bezerro no acumulado de 2026 — documentada pelo Cepea/Esalq com cotação de US$ 655,50/cabeça na parcial de agosto — é o dado mais relevante para o pecuarista nordestino que cria bezerros para a venda no desmame ou na recria. Com o maior patamar para o período do ano registrado pelo Cepea, o bezerro nordestino de qualidade (Nelore desmamado, Gir Leiteiro F1 ou mestiço Guzerá) está num mercado historicamente favorável que reflete o mesmo fundamento do boi gordo: exportações aquecidas gerando demanda crescente por animais para reposição nos confinamentos do Centro-Sul. Para o pecuarista nordestino que vai vender bezerros nos próximos 30 a 60 dias: o ambiente de preços desta semana é o melhor disponível no ano — e a convergência de alta de 10,4% no bezerro com o início da Expointer em 5 dias (que vai revelar os campeões zebuínos e calibrar o mercado de genética) sugere que o mês de setembro vai ter fundamentos sólidos para a manutenção do patamar de bezerro atual. Para o pecuarista nordestino que está pensando em comprar bezerros para a recria com a perspectiva do boi gordo a R$ 400/@ no 4T: o custo de aquisição do bezerro hoje (US$ 655,50/cabeça, convertido para reais com o câmbio atual) define o custo de entrada na equação de recria — e o ganho potencial de terminar e vender o animal no 4T precisa remunerar esse custo de entrada mais o custo de manutenção da recria. Consequentemente, tanto o pecuarista vendedor de bezerros quanto o comprador têm dados favoráveis disponíveis nesta semana — e a Expointer de 29/08 vai fornecer o próximo catalisador de mercado de genética que pode ajustar os preços do bezerro nordestino nos meses seguintes. Nesse sentido, o Canal Rural vai transmitir ao vivo os julgamentos e leilões de reprodutores da Expointer a partir de 29/08 — e os preços médios dos leilões de zebuínos da Expointer são a referência mais objetiva disponível para calibrar o mercado de bezerro e reprodutor zebuíno nacional no mês
Expointer 2026 — feira abre em 5 dias com recorde de zebuínos
A Expointer 2026 começa sua mobilização hoje (24 de agosto) com os primeiros animais iniciando a entrada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil em Esteio-RS — o período de instalação de 24 a 28 de agosto que antecede a abertura ao público na próxima sexta-feira (29/08). A 49ª edição tem recorde de inscrições: 5.756 animais para julgamento, número 12% acima de 2025 e o maior desde 2012, com crescimento de 78% nas inscrições de bovinos zebuínos — Nelore, Gir, Guzerá, Tabapuã e Brahman, as raças que dominam a pecuária comercial adaptada ao calor no Brasil e que são as mais relevantes para o pecuarista nordestino do semiárido. A feira acontece de 29/08 a 6/09, das 8h às 20h, no Parque Assis Brasil (141 hectares) em Esteio-RS, com ingressos a R$ 22 (pedestre) e R$ 11 (estudante). Para o produtor nordestino que vai monitorar remotamente: o Canal Rural tem cobertura ao vivo dos julgamentos de zebuínos a partir de 29/08, com foco especial em Nelore, Gir Leiteiro, Guzerá e Tabapuã — as raças com maior relevância para a pecuária adaptada ao semiárido nordestino. O retorno do Guzerá e do Tabapuã à Expointer 2026 após anos de ausência é especialmente relevante num ano em que o El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO torna a adaptação climática das raças um critério de seleção ainda mais importante do que em anos normais. Consequentemente, a entrada dos animais hoje no Parque Assis Brasil abre a contagem regressiva para o início da feira — e o Portal AgroMais vai cobrir a Expointer a partir de 29/08 com lente nordestina. Nesse sentido, o crescimento de 78% nas inscrições de zebuínos é o termômetro mais objetivo disponível da confiança dos criadores de raças adaptadas ao calor no mercado pecuário. Para o pecuarista nordestino com Nelore ou Gir no plantel, os DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie) dos campeões dos julgamentos vão calibrar o mercado de sêmen nacional nos meses seguintes — um dado de mercado de genética que o produtor nordestino usa nas decisões de melhoramento do rebanho. O roteiro de monitoramento remoto da Expointer para o produtor nordestino O Portal AgroMais consolida o roteiro de monitoramento remoto da Expointer 2026 para o produtor nordestino que vai acompanhar a maior feira agropecuária da América Latina sem sair do semiárido. Semana 1 — 29/08 a 2/09: prioridade para os primeiros julgamentos de bovinos zebuínos. Nelore e Gir Leiteiro são as raças com maior número de inscrições e cujos campeões têm mais impacto imediato no mercado de sêmen nacional. Monitorar via Canal Rural (ao vivo) e Notícias Agrícolas (resultados de julgamentos). Semana 1-2 — 1-4/09: parque de máquinas. Os lançamentos de tratores, plantadeiras de precisão e implementos de conservação do solo apresentados em Esteio chegam às distribuidoras nordestinas em 12 a 18 meses — dado de planejamento de investimento em maquinário. Semana 2 — 3-6/09 (concomitante com a Agrinordeste em Pernambuco): leilões de touros zebuínos, cuja média de preços calibra o valor do material genético nacional. Freio de Ouro do Cavalo Crioulo. Para o produtor que vai à Agrinordeste presencialmente em Pernambuco nessa semana: acompanhar a Expointer pelo celular durante os intervalos dos seminários é a forma mais eficiente de cobrir os dois eventos simultâneos. O Portal AgroMais vai publicar diariamente os destaques da Expointer com lente nordestina a partir de 29/08 — selecionando os resultados dos julgamentos de zebuínos, os preços dos leilões e os lançamentos de máquinas mais relevantes para o campo do semiárido cearense. Consequentemente, o roteiro semanal permite ao produtor nordestino focar a atenção nos dados de maior relevância entre os centenas de eventos simultâneos da maior feira da América Latina. Nesse sentido, o Guzerá e o Tabapuã — cujo retorno à programação da Expointer foi documentado pelo Jornal Timoneiro — merecem atenção especial do pecuarista nordestino do semiárido. O Guzerá tem adaptação ao calor e à seca superior à do Nelore em condições extremas — exatamente as condições que o El Niño mais forte em 150 anos vai impor ao semiárido nordestino no quarto trimestre de 2026. A convergência de Expointer + Agrinordeste na semana de 3-6/09 — dois eventos ao mesmo tempo A semana de 3 a 6 de setembro de 2026 vai concentrar dois eventos agropecuários relevantes simultaneamente: a segunda semana da Expointer em Esteio-RS (com os leilões de touros zebuínos e o Freio de Ouro do Cavalo Crioulo) e a 33ª Agrinordeste em Olinda-PE (com seminários de caprinovinocultura, apicultura, carcinicultura e bovinocultura). Para o produtor nordestino que pode estar fisicamente em apenas um lugar, a divisão lógica é: ir presencialmente à Agrinordeste em Pernambuco (que tem conteúdo específico das cadeias nordestinas que a Expointer não entrega) e monitorar remotamente a Expointer via Canal Rural e Portal AgroMais (que tem a genética zebuína nacional e os lançamentos de máquinas que a Agrinordeste não tem). O celular com o Canal Rural ou o Portal AgroMais aberto durante os intervalos dos seminários da Agrinordeste permite ao produtor nordestino cobrir simultaneamente os dois eventos — sem abrir mão do conteúdo técnico regional da Agrinordeste nem perder os resultados dos leilões de zebuínos da Expointer. Para o produtor nordestino que não pode ir a nenhum dos dois eventos presencialmente: Canal Rural para a Expointer e Agrinordeste.com.br para a programação dos seminários nordestinos — com a síntese com lente nordestina no Portal AgroMais diariamente nos 9 dias de 29/08 a 6/09. Consequentemente, a convergência de Expointer + Agrinordeste na semana de 3-6/09 é, para o produtor nordestino bem organizado, a melhor oferta de conteúdo técnico disponível em todo o segundo semestre — com genética nacional, cadeias nordestinas específicas e tecnologia agrícola concentradas em duas semanas consecutivas. Nesse sentido, a 33ª Agrinordeste começa em 10 dias (3/09) e o produtor nordestino que ainda não organizou a caravana via sindicato rural municipal tem esta semana para fazer isso — com 10 dias de antecedência ainda é possível organizar um ônibus fretado para a feira gratuita de Pernambuco. O que muda na prática para o produtor
Alimentos milenares do semiárido
Um tema que conecta tradição, saúde e campo: a importância de conhecer a própria história e resgatar alimentos e costumes com histórias milenares. O quadro ‘bem-estar’ do A Força do Agro, ao longo de três anos, trouxe informações sobre alimentos com histórias milenares, espiritualidade, nutrição e qualidade de vida — e o especial de três anos reuniu os momentos mais marcantes dessa jornada, mostrando como pequenas escolhas no cotidiano alimentar podem fazer a diferença na busca por uma vida mais saudável. O especial de três anos do A Força do Agro é relevante para o campo nordestino por uma razão que vai além da celebração do programa: os alimentos com histórias milenares que o programa resgatou ao longo de três anos incluem culturas que têm raízes profundas no semiárido nordestino. O feijão-caupi (feijão de corda), cultivado há milênios no semiárido nordestino, é a leguminosa com maior tolerância à seca disponível no Brasil — exatamente a característica mais valiosa num contexto de El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO. A mandioca nordestina, cultivada há mais de 4.000 anos pelo povo indígena do Nordeste, é a raiz mais resistente à seca disponível no campo nordestino — e seu preço em alta documentado pelo Agrolink e pelo Cepea neste agosto confirma que a demanda por alimentos tradicionais resistentes ao clima está crescendo. O umbu, fruta nativa da caatinga com uso milenar pelas populações do semiárido, tem potencial de exportação para o mercado europeu de frutas exóticas que o Portal AgroMais documentou ao longo de agosto. Consequentemente, o A Força do Agro #809 lembrou que o campo nordestino tem um patrimônio alimentar milenar que é, simultaneamente, o portfólio de maior adaptação climática e o portfólio de maior diferenciação cultural disponível para o mercado premium. Nesse sentido, o Portal AgroMais mantém o A Força do Agro (Revista Oeste, de segunda a sexta-feira às 19h50, apresentado por Joice Maffezzolli) como fonte obrigatória do radar diário — e o episódio #810 vai ao ar hoje (segunda, 24/08) às 19h50, iniciando a nova semana do programa. Os alimentos milenares do semiárido nordestino — e por que eles têm mercado crescente em 2026 O resgate de alimentos com histórias milenares que o A Força do Agro #809 celebrou tem uma convergência especialmente favorável com o momento do campo nordestino em 2026. O mercado global de alimentos tradicionais, nativos e adaptados ao clima está crescendo junto com as preocupações sobre mudanças climáticas e segurança alimentar — e o semiárido nordestino tem um dos portfólios de alimentos nativos mais resilientes ao calor e à seca disponíveis em qualquer região produtora do mundo. O feijão-caupi (Vigna unguiculata) é o caso mais direto: com tolerância ao calor e à seca que as variedades de feijão comum (Phaseolus vulgaris) não têm, o feijão-caupi é a leguminosa mais cultivada em partes da África subsaariana e do Sahel africano — regiões com clima similar ao semiárido nordestino. A valorização do feijão-caupi no mercado internacional de proteínas vegetais e no mercado brasileiro de alimentos naturais confirma que o produto milenar do semiárido nordestino tem mercado crescente. O umbu — fruta nativa da caatinga consumida pelos povos indígenas há milênios — está sendo redescoberto pelos mercados europeus de frutas exóticas e pelo mercado brasileiro de sucos naturais: a polpa de umbu congelada tem preço por quilo significativamente superior ao umbuzeiro médio cultivado no semiárido. A palma forrageira — introduzida no semiárido nordestino há mais de um século e que as populações rurais aprenderam a usar como alimento, forragem e fonte de água — tem a maior eficiência de uso de água disponível entre todas as forragens do semiárido. Consequentemente, os alimentos milenares do semiárido nordestino que o A Força do Agro #809 celebrou são exatamente o portfólio de maior adaptação ao El Niño mais forte em 150 anos confirmado pelo DATAGRO — e de maior potencial de valorização no mercado de alimentos tradicionais e nativos que cresce globalmente. Nesse sentido, a Embrapa Semiárido (em Petrolina-PE) pesquisa as variedades mais resistentes de feijão-caupi, umbu, palma forrageira e outras culturas nativas do semiárido nordestino — e suas publicações técnicas estão disponíveis gratuitamente em embrapa.br/semiarido para o produtor nordestino que quer aprofundar o conhecimento sobre as culturas milenares mais adaptadas ao seu bioma. Três anos do A Força do Agro — o que o programa entregou para o campo nordestino O A Força do Agro completou três anos de programa em agosto de 2026 com o episódio #809 — e o Portal AgroMais documenta o que o programa entregou de mais relevante para o campo nordestino ao longo desse período, com base nos episódios que o radar do Portal AgroMais acompanhou em agosto. Os episódios mais relevantes para o campo nordestino neste mês de agosto incluem: #795 (03/08) — benefícios do CAR para o produtor rural e sustentabilidade como aliada da produtividade (FAESP); #800 (10/08) — segurança no campo com redes de apoio e tecnologia para proteger o produtor paulista (FAESP) — dado relevante para o semiárido nordestino com histórico de conflitos; #801 (11/08) — café brasileiro com US$ 14,6 bi de receita apesar da queda de volume — segundo maior desempenho histórico; #802 (12/08) — estruvita da Embrapa como alternativa sustentável aos fosfatados importados; #803 (13/08) — biodetergente UFRJ/Embrapa que prolonga vida útil de frutas (30% de perdas pós-colheita no Brasil); #805 (17/08) — MP de R$ 100 bi em dívidas rurais: prazo 12/11 no BNB; #806 (18/08) — arroz para SAF e etanol em Charqueadas-RS: 635 mi de litros; #807 (19/08) — isoflavonas do farelo de soja e valorização de cascas de amêndoa de cacau (Unicamp); #808 (20/08) — episódio do dia do DATAGRO; #809 (21/08) — especial 3 anos com alimentos milenares. Consequentemente, o A Força do Agro entregou ao longo deste agosto um mapa de inovação e políticas públicas do campo brasileiro que o Portal AgroMais vai continuar documentando com lente nordestina ao longo de setembro e outubro — cada episódio a partir do #810 desta semana. Nesse sentido, o produtor nordestino que
Unicamp extrai isoflavonas do farelo de soja e cacau
Pesquisadores da Unicamp conseguiram desenvolver tecnologias capazes de extrair isoflavonas do farelo de soja e aumentar sua biodisponibilidade para as indústrias de alimentos, cosméticos e suplementos — e, além do farelo de soja, os pesquisadores valorizaram as cascas da amêndoa de cacau, subproduto que normalmente é descartado mas possui alto potencial de aproveitamento. A isoflavona extraída do farelo de soja é um fitoestrógeno de alto valor comercial: suplementos de isoflavona de soja são amplamente comercializados nos mercados de saúde e bem-estar da Europa, do Japão e dos EUA, com preços por quilo muito superiores ao do farelo convencional destinado à ração animal. A tecnologia da Unicamp para aumentar a biodisponibilidade das isoflavonas — tornando-as mais facilmente absorvidas pelo organismo — adiciona ainda mais valor ao produto, posicionando-o para o mercado premium de suplementos funcionais. Para o produtor de soja do MATOPIBA nordestino: a inovação da Unicamp sinaliza que o farelo de soja — hoje vendido como subproduto de menor valor do esmagamento —, tem potencial de ser fracionado para extrair compostos de alto valor antes de ir para a ração animal. Para o cacauicultor nordestino que vai à ExpoCacau de amanhã (25/08) em Ilhéus: a valorização das cascas de amêndoa de cacau é uma notícia diretamente relevante para sua operação. As cascas representam 10-12% do peso das amêndoas beneficiadas — um volume que hoje tem custo de descarte e que a pesquisa da Unicamp aponta como tendo ‘alto potencial de aproveitamento’. Consequentemente, o A Força do Agro #807 documentou a inovação de maior impacto prático para dois produtos nordestinos simultaneamente: o farelo de soja do MATOPIBA e as cascas de amêndoa de cacau da Bahia. Nesse sentido, a Embrapa Agroindústria Tropical em Fortaleza (CE) — que pesquisa tecnologias de aproveitamento de subprodutos do caju, do cacau e de frutas tropicais nordestinas — é o recurso mais próximo disponível para o cacauicultor nordestino que quer entender como tecnologias similares de valorização de subprodutos do cacau se aplicam à sua realidade regional. O Portal AgroMais vai documentar o que a ExpoCacau de 25-27/08 em Ilhéus vai apresentar sobre aproveitamento de subprodutos do cacau com lente nordestina. O que a isoflavona do farelo de soja significa para o produtor do MATOPIBA nordestino O farelo de soja é o subproduto do esmagamento da soja: depois que a esmagadora extrai o óleo, o resíduo proteico é o farelo, que vai principalmente para a ração animal (frangos, suínos e bovinos). O farelo de soja tem preço por tonelada significativamente mais baixo do que o óleo de soja — e muito mais baixo do que os compostos funcionais que ele contém, como as isoflavonas. A tecnologia da Unicamp para extrair isoflavonas do farelo com maior biodisponibilidade cria um novo fluxo de valor dentro do processamento da soja: antes de o farelo ir integralmente para a ração, uma fração de alto valor (as isoflavonas) pode ser extraída e destinada ao mercado premium de suplementos e alimentos funcionais. Para o produtor de soja do MATOPIBA nordestino, esse dado tem uma leitura de médio prazo: à medida que as esmagadoras brasileiras adotam essa tecnologia de fracionamento do farelo, o valor agregado por tonelada de soja processada aumenta — o que, por sua vez, aumenta a demanda por soja de alta qualidade e pode elevar os prêmios pagos pela soja nordestina. O produtor que planta variedades com maior teor de isoflavonas pode, no médio prazo, negociar prêmio sobre as variedades convencionais — similar ao que acontece com o cacau de origem (que paga prêmio sobre o cacau convencional) e com o mel de IG do Cariri (que paga prêmio sobre o mel sem denominação de origem). Consequentemente, a inovação da Unicamp documentada pelo A Força do Agro #807 é um passo na direção de um mercado de soja mais diferenciado — onde a qualidade composicional da soja (não apenas o volume por hectare) pode gerar prêmio para o produtor. Nesse sentido, a Embrapa Soja (sediada em Londrina-PR com campo experimental no MATOPIBA nordestino) pesquisa variedades de soja com composição química diferenciada — incluindo teor de proteína, perfil de aminoácidos e concentração de isoflavonas. O produtor nordestino que quer entender quais variedades têm maior teor de isoflavonas pode consultar as publicações da Embrapa Soja disponíveis gratuitamente em embrapa.br/soja. As cascas de amêndoa de cacau — o que a Unicamp revelou para o cacauicultor nordestino A segunda parte da inovação do A Força do Agro #807 — a valorização das cascas de amêndoa de cacau pelo grupo de pesquisa da Unicamp — é especialmente relevante para o cacauicultor nordestino da Bahia que vai à ExpoCacau de amanhã (25/08) em Ilhéus. As cascas de amêndoa (conhecidas também como ‘shell’ ou casca de cacau) são o subproduto do processo de torrefação e descascamento das amêndoas nas fábricas de chocolate: após a torra, as amêndoas são descascadas e as cascas representam 10-12% do peso total das amêndoas processadas. Hoje, a maior parte das cascas de amêndoa de cacau é descartada ou usada como biomassa de baixo valor (adubo ou ração animal). A Unicamp identificou ‘alto potencial de aproveitamento’ nas cascas — o que sugere que compostos de interesse para as indústrias de alimentos, cosméticos ou nutracêuticos estão presentes nesse subproduto que hoje vai para o descarte. Para o cacauicultor nordestino da Bahia que beneficia suas amêndoas localmente (com fermentário e secador próprios), as cascas de amêndoa são um subproduto com custo de descarte que a inovação da Unicamp aponta como tendo valor potencial. A escala de valorização depende do volume de cascas disponível — e é justamente no volume agregado de cascas de várias propriedades (via cooperativa) que o potencial se transforma em negócio viável. Consequentemente, a inovação da Unicamp documentada pelo A Força do Agro #807 é o dado mais recente disponível para o cacauicultor nordestino que quer entender como valorizar cada parte do cacau que produz — e a ExpoCacau de amanhã (25/08) é o melhor lugar disponível para discutir isso com os especialistas presentes. Nesse sentido, a Embrapa Agroindústria Tropical em Fortaleza
Soja em acomodação pós-DATAGRO — mercado busca equilíbrio
A soja entra na semana de 24 a 28 de agosto em modo de acomodação pós-DATAGRO, com o mercado digerindo as projeções de 185,6 mi t para a safra 2026/27 (20ª expansão consecutiva) e buscando o novo ponto de equilíbrio após a semana histórica de 17 a 21 de agosto que concentrou Pro Farmer Crop Tour, DATAGRO em Goiânia e os melhores prêmios de 2026 em Paranaguá. O Cepea/Esalq confirma o Indicador de Paranaguá próximo das máximas nominais de 2026 (R$ 149/sc na sexta passada), com o basis firme sustentado pelos dois grandes fundamentos de demanda disponíveis: a China com 50,15 mi t de soja importadas no 1S26 (+1,5% sobre 2025) e o USDA com estoques americanos apertados (310 mi bushels versus 353 esperados). A acomodação pós-evento é um padrão esperado no mercado de soja após grandes eventos técnicos: depois do DATAGRO de agosto, o mercado costuma lateralizar até que o início do plantio de outubro no Brasil forneça o próximo catalisador de informação relevante. Para o produtor nordestino com soja em estoque da safra 2025/26 que ainda não realizou posição: o ambiente desta segunda-feira não é de queda abrupta de prêmios, mas de mercado em equilíbrio — o que favorece quem quer realizar com informação e sem urgência, aproveitando os referenciais sustentados documentados pela Brandalizze Consulting. Consequentemente, a semana de 24 a 28 de agosto abre com soja em equilíbrio favorável para o produtor nordestino com estoque — e os próximos catalisadores a monitorar são a evolução das compras chinesas no segundo semestre e os dados finais do Pro Farmer Crop Tour desta semana. Nesse sentido, a Brandalizze Consulting documentou na sexta (21/08) os melhores referenciais de prazo do ano para o produtor nordestino: soja 2026 com entrega out-nov e pagamento em janeiro em Rio Grande a R$ 151,50/sc; com pagamento em maio de 2027, a R$ 157,00/sc. Para o produtor nordestino com soja em estoque e custo de carrego acumulando, esses são os referenciais de referência para decidir o momento de realizar o restante da posição nesta semana. Por que os prêmios se sustentam depois do DATAGRO — a explicação para o produtor nordestino A questão que o produtor nordestino com soja em estoque faz nesta segunda é direta: se o DATAGRO projetou 185,6 mi t de soja para 2026/27 — uma produção ainda maior do que 2025/26 —, por que os prêmios de Paranaguá não caíram? A resposta do Cepea e da Safras & Mercado é precisa: os prêmios físicos de Paranaguá medem a demanda atual pelo grão físico disponível da safra 2025/26, não a oferta projetada da safra futura 2026/27. A produção de 185,6 mi t projetada pelo DATAGRO vai ao mercado a partir de fevereiro de 2027 — a soja atual que os compradores querem hoje é da safra 2025/26, que já foi majoritariamente comercializada. Com basis firme e compradores reais disputando o volume restante de soja 2025/26 nos portos, os prêmios se sustentam independentemente das projeções futuras do DATAGRO. Para o produtor nordestino, o dado que mais importa para a decisão de estoque não é a projeção de 185,6 mi t, mas o Indicador Cepea/Esalq de Paranaguá de hoje de manhã (disponível em cepea.org.br antes das 8h30) comparado com o custo de carrego acumulado desde o último dia de realização. Se o prêmio hoje está acima do custo de carrego: aguardar a próxima quinzena de setembro com o restante tem sustentação de mercado. Se o prêmio está abaixo do custo de carrego: realizar hoje é a decisão financeiramente mais racional disponível. Consequentemente, a decisão de estoque desta semana não é mais sobre o DATAGRO — é sobre o custo de carrego individual versus o prêmio de hoje. Nesse sentido, o Pro Farmer Crop Tour está concluindo sua análise de campo nos EUA esta semana — e os dados finais de produtividade americana podem fornecer um catalisador adicional de Chicago que afeta os prêmios de Paranaguá antes do encerramento desta semana. O produtor nordestino que monitora o Tour via Canal Rural e Notícias Agrícolas tem o radar do mercado de Chicago mais atualizado disponível. A safra nova 2026/27 — o que o DATAGRO de 20/08 entregou para a fixação antecipada nordestina Para a safra nova 2026/27 — que o produtor nordestino vai plantar em outubro ou novembro —, o DATAGRO de 20/08 entregou o dado mais importante disponível para a decisão de fixação antecipada: o consenso dos melhores especialistas do agronegócio brasileiro sobre o preço de equilíbrio projetado para soja, milho e algodão na safra 2026/27. O Portal AgroMais vai publicar a análise completa desse dado com lente nordestina ao longo desta semana — mas o resumo que o produtor nordestino pode usar desde agora para calibrar a posição de fixação é: soja com produtividade recorde projetada (3.763 kg/ha) e demanda global firme (China + Índia + Europa comprando do Brasil) sustentam o patamar de preço de equilíbrio que justifica manter ou ampliar a fixação antecipada com março/27 ou maio/27 na B3. Milho com safrinha em 19,4 mi ha recorde e Norte/Nordeste liderando expansão com +10% tem a demanda de bioenergia (+4% na safra 2026/27) como fundamento de preço sustentando o vencimento março/27 na B3 (~R$ 80/sc). Consequentemente, o DATAGRO de 20/08 não mudou a direção da estratégia de fixação antecipada que o Portal AgroMais vinha recomendando ao longo de agosto — confirmou ela: fixar 30-50% da produção antes de plantar é a prática mais racional disponível para a safra 2026/27. Nesse sentido, setembro vai ser o mês de confirmar a data de plantio via Zarc Plantio Certo com o cenário climático de El Niño mais forte em 150 anos — e a previsão climática do INMET para o trimestre outubro-dezembro (publicada no início de setembro) vai fornecer o dado mais qualificado disponível para calibrar quando plantar no semiárido nordestino. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha os prêmios de soja pós-DATAGRO e o mercado de grãos com lente nordestina. 🌾 Fique por dentro de tudo que