A apenas dois dias do início da PEC Brasil 2026, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE) confirmou participação institucional de destaque ao longo dos três dias de evento, com stands divididos em dois espaços estratégicos no Centro de Eventos do Ceará. Consequentemente, segundo o secretário Fábio Feijó, ‘a PEC Nordeste se consolidar como PEC Brasil reflete diretamente o amadurecimento do nosso mercado. Para a SDE, apoiar e estar presente em um evento deste porte é uma prioridade, pois enxergamos aqui um ambiente propício para a geração de novos negócios, atração de investimentos e fortalecimento das empresas locais.’ Nesse sentido, o secretário acrescenta que a feira é ‘uma vitrine fundamental para o desenvolvimento econômico, criando emprego, renda e abrindo caminhos sólidos de inovação e oportunidades para o agronegócio cearense se destacar tanto no cenário nacional quanto no mercado internacional.’ PEC Brasil 2026: lançamento do estudo da carcinicultura cearense Um dos anúncios mais relevantes para o setor produtivo é a confirmação de que a feira será palco para o lançamento de um estudo sobre a carcinicultura cearense. Segundo o secretário executivo do Agronegócio da SDE, Silvio Carlos, ‘este evento é o momento em que Fortaleza e todo o Ceará se conectam com o que há de mais moderno na agropecuária brasileira. O agronegócio no nosso estado tem uma força tremenda e, dentro da feira, o produtor rural cearense tem acesso a palestrantes nacionais, cooperativismo e tecnologias que mudam o dia a dia no campo. Apresentar os nossos projetos e lançar o estudo da carcinicultura na PEC mostra que estamos planejando o futuro do agro com dados, inteligência e muito apoio ao homem do campo.’ Consequentemente, esse anúncio reforça o que o Portal AgroMais já vinha destacando sobre o peso da carcinicultura para a economia cearense — setor que responde por cerca de 60 mil toneladas de uma produção brasileira de aproximadamente 170 mil toneladas anuais, segundo dados apresentados por Cristiano Maia, do Grupo Samaria, durante a Agro Tauá 2026. Nesse sentido, ter um estudo técnico e atualizado sobre o setor, lançado num evento da magnitude da PEC Brasil, pode embasar políticas públicas futuras de apoio à cadeia. Solidariedade e proteção animal entram na programação institucional Além da agenda técnica e econômica, a SDE confirmou iniciativas de caráter social inéditas para esta edição. Pela primeira vez, a secretaria fechou parceria com a Secretaria de Proteção Animal (Sepa), que promoverá campanhas de arrecadação de ração, além de oferecer serviços de vacinação e doação de coleiras durante os três dias de evento. Consequentemente, essa parceria amplia o escopo da PEC Brasil para além do agronegócio puramente comercial, incorporando uma pauta de bem-estar animal que tem ganhado relevância crescente no setor. Ademais, o programa Ceará Sem Fome, coordenado pela primeira-dama Lia de Freitas, também estará presente com equipes mobilizadas para recolher doações de alimentos não perecíveis destinados a famílias em situação de vulnerabilidade — conectando a maior feira do agronegócio do estado a uma das principais políticas de segurança alimentar do governo cearense. O que esperar dos dois espaços institucionais da SDE Com a participação dividida em dois grandes espaços estratégicos no Centro de Eventos do Ceará, a SDE e suas vinculadas devem oferecer atendimento direto ao público sobre programas estaduais de apoio ao agronegócio — incluindo, possivelmente, informações sobre a retomada da cotonicultura em Tauá e outras iniciativas que a secretaria vem articulando com lideranças do setor produtivo nas últimas semanas. Para o produtor cearense, portanto, esses estandes institucionais são uma oportunidade de acesso direto a informações sobre programas estaduais, complementando o que será oferecido pelas instituições financeiras como BNB e Banco do Brasil. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A PEC Brasil 2026 acontece de 25 a 27 de junho no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza — faltam apenas dois dias. O Portal AgroMais vai cobrir o evento com matérias diárias, incluindo o lançamento do estudo da carcinicultura. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
ANTT dá 30 dias para cercar faixas de domínio em 10 mil km de rodovias, e setor reage
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) determinou prazo de 30 dias para que produtores rurais cerquem faixas de domínio em 10 mil quilômetros de rodovias — área que, segundo estimativas do setor, exigiria a instalação de pelo menos 20 mil quilômetros de cercas (considerando ambos os lados das vias) até meados de julho. Consequentemente, representantes do setor produtivo classificam o prazo como inviável, apontando escassez de insumos como mourões e arame, além da dificuldade de contratar mão de obra qualificada em tão curto período. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) já reagiu à decisão, classificando-a como lamentável diante de uma questão que, segundo a entidade, já estava encaminhada e pacificada por meio de instrumentos como o Contrato de Permissão Especial de Uso (CPEU) e o Projeto de Interesse de Terceiro (PIT). O que são as faixas de domínio e por que elas importam para o produtor As faixas de domínio são áreas localizadas ao longo das rodovias federais e estaduais que, tecnicamente, pertencem ao poder concedente — mas que, em muitos casos, vinham sendo utilizadas para produção agrícola mediante instrumentos oficiais da própria ANTT, como o CPEU e o PIT. Consequentemente, produtores que investiram recursos e seguiram processos técnicos de regularização junto a concessionárias rodoviárias e sindicatos rurais agora se veem diante de uma nova exigência que altera bruscamente o planejamento operacional de suas safras. Segundo a FAEP, ‘é lamentável que os produtores rurais voltem a enfrentar incertezas sobre uma questão que já estava encaminhada e pacificada. A medida gera insegurança e impactos econômicos significativos para milhares de famílias do campo.’ Nesse sentido, a entidade destaca que os processos de regularização sempre observaram critérios de segurança viária e conformidade legal, o que torna a nova determinação ainda mais surpreendente para o setor. Os desafios práticos do prazo de 30 dias Para colocar a magnitude do desafio em perspectiva: instalar 20 mil quilômetros de cercas em 30 dias exigiria uma logística de produção, transporte e mão de obra que, segundo o próprio setor, não está disponível no mercado atual. Consequentemente, a escassez de mourões e arame — insumos básicos para esse tipo de obra — já é apontada como um dos principais obstáculos, somada à dificuldade de mobilizar equipes qualificadas em tempo hábil em todas as regiões afetadas simultaneamente. Ademais, vale lembrar que essa determinação chega num momento em que o setor produtivo já está lidando com outras frentes de pressão regulatória e de custo, como a discussão sobre a MP do Frete no Senado — reforçando uma percepção de que múltiplas decisões regulatórias estão convergindo ao mesmo tempo sobre o produtor rural brasileiro. O que pode acontecer a partir de agora Diante da reação do setor, é provável que entidades representativas como a FAEP e outras federações estaduais de agricultura busquem negociar com a ANTT uma extensão do prazo ou uma revisão dos critérios técnicos da exigência. Consequentemente, produtores que utilizam faixas de domínio para produção agrícola devem acompanhar de perto os próximos desdobramentos dessa negociação, já que o cumprimento integral do prazo original parece, segundo o próprio setor, pouco factível. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O prazo determinado pela ANTT se encerra em meados de julho. Entidades do setor devem buscar negociação com a agência nas próximas semanas. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos dessa exigência regulatória. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Fiesp critica MP do Frete e alerta para aumento dos custos logísticos no agronegócio
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou forte preocupação com a Medida Provisória do Frete, atualmente em tramitação no Senado Federal. Segundo a entidade, a proposta amplia a intervenção estatal no setor de transporte rodoviário de cargas, aumenta a insegurança jurídica e pode provocar impactos diretos nos custos logísticos do agronegócio e de toda a economia brasileira. Consequentemente, a principal crítica da Fiesp está relacionada às regras para definição do piso mínimo do frete. De acordo com a federação, o texto estabelece mecanismos que limitam a livre negociação entre contratantes e transportadores, reduzindo a flexibilidade do mercado e aumentando os custos operacionais — com reflexos em toda a cadeia produtiva e potencial repasse aos preços pagos pelos consumidores. Por que o custo do frete é tão sensível para o agronegócio O transporte rodoviário de cargas é responsável pela maior parte da movimentação de grãos, fertilizantes e outros insumos agrícolas no Brasil, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes portos e centros de processamento. Consequentemente, qualquer mudança regulatória que eleve o custo mínimo do frete tende a se propagar rapidamente por toda a cadeia — do custo de transporte de insumos até a propriedade rural ao custo de escoamento da produção até os portos de exportação. Nesse sentido, a preocupação da Fiesp ecoa discussões que o setor já vinha tendo em relação a outros temas logísticos, como a recente determinação da ANTT sobre faixas de domínio em rodovias — outro caso em que o setor produtivo reagiu apontando potencial de aumento de custos e insegurança jurídica em decisões regulatórias com impacto direto na operação do campo. O momento sensível para o custo logístico do agro A discussão sobre a MP do Frete ocorre num momento em que o agronegócio brasileiro já vinha sentindo alívio em outras frentes de custo — como a queda de mais de 40% nos preços da ureia após a reabertura do Estreito de Ormuz. Consequentemente, qualquer elevação no custo do frete rodoviário tenderia a neutralizar parte desse alívio recente, especialmente para produtores de regiões mais distantes dos centros consumidores e portos, como o Centro-Oeste e partes do Nordeste. Ademais, para o produtor nordestino especificamente, o custo do frete já é um fator crítico — basta lembrar que a diferença de preço da soja entre o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso, registrada em semanas anteriores, era explicada justamente pela distância até os portos. Portanto, qualquer mudança regulatória que eleve ainda mais esse custo de transporte tem potencial de pressionar ainda mais a competitividade de regiões já distantes da costa. Os próximos passos da tramitação no Senado Com a MP do Frete ainda em tramitação no Senado Federal, o desfecho da discussão permanece incerto. Consequentemente, entidades como a Fiesp devem intensificar a articulação política nas próximas semanas para tentar influenciar o texto final, buscando preservar maior flexibilidade nas negociações entre contratantes e transportadores. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A MP do Frete segue em tramitação no Senado Federal, sem prazo definido para votação final. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos da discussão e seus impactos para o custo logístico do agronegócio. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
El Niño 2026/27 pode elevar riscos para soja, milho, café e cana, aponta novo relatório
Um novo alerta sobre o El Niño 2026/27 reforça que o fenômeno climático deve elevar os riscos para múltiplas culturas simultaneamente — soja, milho, café e cana entre as mais expostas — com potencial de aumentar a volatilidade no agronegócio em escala global. Consequentemente, a confirmação se soma a outros relatórios recentes, como o do Itaú BBA, que já classificava o El Niño 2026/27 como um vetor estratégico de risco capaz de dividir o desempenho agrícola do Brasil entre regiões beneficiadas e regiões severamente afetadas. Para o produtor brasileiro, portanto, a mensagem que se consolida nas últimas semanas é a mesma: o planejamento da safra 2026/27 não pode mais tratar o El Niño como cenário hipotético, mas como premissa central de gestão de risco em praticamente todas as principais cadeias produtivas do país. El Niño: porque múltiplas culturas são afetadas ao mesmo tempo Diferentemente de eventos climáticos localizados, que afetam uma região ou cultura específica, o El Niño tem a particularidade de alterar padrões de circulação atmosférica em escala continental — o que explica por que soja, milho, café e cana podem ser impactados simultaneamente, ainda que por mecanismos distintos. Consequentemente, enquanto a soja e o milho sofrem principalmente com atrasos de plantio e veranicos no Centro-Oeste e Matopiba, o café enfrenta o risco de floradas erráticas, e a cana pode ser afetada tanto pelo estresse hídrico em algumas regiões quanto pelo excesso de chuva em outras. Nesse sentido, a cana-de-açúcar merece atenção especial porque a safra do Centro-Sul, que se inicia normalmente em abril, já está em andamento, e qualquer irregularidade climática ao longo dos próximos meses pode afetar tanto a produtividade agrícola quanto o teor de açúcar (ATR) da matéria-prima — variável crítica para a decisão das usinas entre produzir mais etanol ou mais açúcar. A volatilidade como nova normalidade para o segundo semestre Ademais, o relatório reforça que a combinação de múltiplos riscos climáticos simultâneos tende a se traduzir em maior volatilidade nos mercados futuros de commodities agrícolas — um padrão que já vínhamos observando nas últimas semanas, com o mercado de café alternando sessões de alta e baixa conforme as atualizações climáticas chegam. Consequentemente, essa volatilidade deve se intensificar à medida que o El Niño avança em força ao longo do segundo semestre, especialmente no último trimestre do ano, quando o fenômeno deve atingir sua maior intensidade segundo as projeções mais recentes. El Niño: o que isso significa para a gestão de risco do produtor Diante de um cenário de riscos climáticos múltiplos e simultâneos, a gestão de risco do produtor brasileiro precisa ser igualmente multifacetada. Para quem produz soja e milho, isso significa considerar a diversificação de variedades e o escalonamento do plantio. Para o cafeicultor, monitorar de perto a janela de florada. Para o setor sucroenergético, acompanhar o desenvolvimento do canavial e ajustar o planejamento de moagem conforme as condições reais observadas em campo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O El Niño deve atingir sua maior intensidade no último trimestre de 2026, segundo as projeções mais recentes. O Portal AgroMais acompanha os relatórios de risco climático e seus desdobramentos para as principais cadeias do agronegócio brasileiro. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Café arábica e robusta caem na abertura da semana com foco na colheita e no El Niño
O café arábica e o robusta recuaram nesta segunda-feira (22), pressionados pelo avanço da colheita brasileira da safra 2026, que segue ampliando a oferta no curto prazo. Consequentemente, a expectativa de uma produção mais robusta para o ciclo atua como limitador para movimentos mais consistentes de alta nas bolsas internacionais, tanto na Bolsa de Nova York quanto na ICE Europa, em Londres. Nesse contexto, apesar do recuo observado na abertura da semana, o mercado permanece atento às condições climáticas, especialmente aos efeitos do El Niño, que pode provocar irregularidades no regime de chuvas e nas temperaturas, afetando diretamente o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras nos próximos meses. Por que o mercado opera com cautela mesmo diante de boa safra A lógica do mercado cafeeiro, assim como observamos em outras commodities agrícolas, costuma precificar com antecedência tanto os fundamentos de oferta presente quanto os riscos futuros. Consequentemente, mesmo com a colheita em ritmo favorável e a perspectiva de produção robusta para 2026, qualquer sinal de risco climático para os próximos ciclos é suficiente para conter movimentos de queda mais expressivos nos preços. Ademais, esse comportamento já vinha sendo observado nas semanas anteriores, quando o mercado alternou sessões de alta e baixa conforme as previsões climáticas eram atualizadas — um padrão que tende a se repetir ao longo do segundo semestre, à medida que o El Niño avança em intensidade. O El Niño como fator estrutural, não mais hipotético Para o cafeicultor brasileiro, a principal mudança de postura recomendada pelo mercado nas últimas semanas é parar de tratar o El Niño como cenário hipotético e passar a incorporá-lo como premissa central do planejamento da safra 2026/27. Nesse sentido, o próprio relatório do Itaú BBA, divulgado nas últimas semanas, já havia identificado a janela crítica de setembro a outubro — período da florada do café — como especialmente vulnerável a chuvas erráticas decorrentes do fenômeno. Consequentemente, cafeicultores de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Bahia devem monitorar de perto as atualizações climáticas para esse período, já que floradas antecipadas, desuniformes ou com maior taxa de abortamento podem comprometer diretamente a produtividade do próximo ciclo — mesmo que a safra atual, em colheita, mantenha-se dentro das expectativas. O que isso significa para a comercialização da safra atual Diante desse cenário, a recomendação para quem ainda tem café da safra 2026 a comercializar é avaliar a fixação de parte da produção em momentos de alta pontual — como os observados em sessões anteriores, motivados por fatores técnicos ou geopolíticos —, em vez de aguardar uma tendência de alta sustentada que pode não se confirmar enquanto a colheita ainda está em pleno andamento. Portanto, o equilíbrio entre capturar preços favoráveis no curto prazo e gerenciar o risco climático do próximo ciclo é o desafio central do cafeicultor neste momento do ano. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O mercado de café deve seguir sensível às atualizações climáticas relacionadas ao El Niño nas próximas semanas. O Portal AgroMais acompanha as cotações de café e os relatórios de risco climático para o setor. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Mapa reforça compromisso do Brasil com sustentabilidade em encontro em Bruxelas
Sustentabilidade | Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, a assessora especial do ministro André de Paula, Sibelle Andrade, participou de sessão de abertura dedicada à cooperação entre Brasil e União Europeia, ao lado do diretor para América Latina e Caribe da Direção-Geral de Parcerias Internacionais da Comissão Europeia, Félix Fernández-Shaw, e do embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva. Consequentemente, na ocasião, ela destacou o papel do Brasil como potência agroalimentar e ambiental, apresentando um conjunto de políticas públicas que sustentam esse posicionamento. Entre as iniciativas apresentadas estão o Plano ABC+, o RenovaBio, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e a plataforma Agro Brasil + Sustentável. Nesse sentido, Sibelle também ressaltou o potencial do Acordo Mercosul-União Europeia para ampliar oportunidades em áreas como bioeconomia, bioinsumos e indicações geográficas — exatamente os temas que vêm sendo debatidos por cadeias produtivas cearenses como a cajucultura e a manta de carneiro dos Inhamuns, que pleiteia no INPI o título de primeira Indicação Geográfica ovina do Brasil. O painel sobre sustentabilidade na pecuária brasileira Outro destaque da programação em Bruxelas foi a participação do coordenador-geral de Produção Animal do Mapa, Bruno Meireles Leite, no painel ‘Sustainability Policies in the Brazilian Context’. Ao lado de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Ministério Público Federal, Bruno apresentou iniciativas voltadas à intensificação sustentável da pecuária, com destaque para os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), mecanismos de reconhecimento de boas práticas socioambientais e a própria plataforma Agro Brasil + Sustentável. Consequentemente, esse tipo de apresentação tem peso estratégico direto sobre as negociações comerciais entre Brasil e Europa, já que critérios de sustentabilidade e rastreabilidade são cada vez mais exigidos pelos compradores europeus — exatamente o desafio que o Ceará já enfrenta ao buscar a remoção da vedação sanitária europeia ao camarão cultivado no estado. Os resultados do AL-INVEST Verde para a rastreabilidade O encerramento do programa em Bruxelas também evidenciou resultados concretos alcançados pelo AL-INVEST Verde no Brasil, especialmente em iniciativas voltadas ao fortalecimento da rastreabilidade e da transparência das cadeias produtivas em estados como Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Nesse sentido, embora o Ceará não esteja entre os estados citados nessa rodada específica do programa, a lógica de fortalecer rastreabilidade para acessar mercados europeus é exatamente a mesma que orienta o trabalho que produtores cearenses de mel, camarão e frutas vêm fazendo para captar os benefícios do Mercosul-UE. Por que esse tipo de articulação importa para o Nordeste Para o agronegócio nordestino, a participação do Mapa em fóruns internacionais como esse em Bruxelas tem efeito indireto, mas relevante: cada política de sustentabilidade e rastreabilidade apresentada ao mercado europeu fortalece a credibilidade do Brasil como fornecedor confiável, o que beneficia também produtos regionais que buscam consolidar presença na Europa — como o mel da Caatinga, a fruticultura irrigada do Vale do Jaguaribe e, potencialmente, o camarão cearense, uma vez resolvida a questão sanitária. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Mapa deve continuar participando de fóruns internacionais sobre sustentabilidade e comércio agrícola ao longo do segundo semestre. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos das negociações Mercosul-UE para o agronegócio nordestino. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Ministro André de Paula lança hoje o Programa de Integração Brasil-Bolívia-Pacífico
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula — presença confirmada na mesa sobre o semiárido durante a Agro Tauá 2026, ao lado do maior produtor de camarão do Brasil, Cristiano Maia — lança hoje, às 10h, na sede do Mapa em Brasília, o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico. Consequentemente, a iniciativa busca fortalecer a competitividade das cadeias produtivas das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, ampliando as alternativas de escoamento da produção agropecuária nacional. Segundo o Mapa, o programa prevê rotas logísticas que integram o território boliviano e alcançam os portos do Oceano Pacífico, com o objetivo de ampliar o acesso do agronegócio brasileiro aos mercados asiáticos e da região do Pacífico. Nesse sentido, a proposta é conectar a produção brasileira a novas alternativas de transporte e embarque, promovendo maior eficiência logística e redução de custos de transporte. Por que essa rota faz sentido geográfico e estratégico Para entender a relevância do programa que será lançado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, é preciso considerar a geografia da produção brasileira. Estados do Centro-Oeste e do Norte que produzem soja, milho e outras commodities frequentemente enfrentam distâncias logísticas expressivas até os portos do Sudeste e do Sul do país. Consequentemente, uma rota que atravessa o território boliviano até os portos do Pacífico — como Ilo e Matarani, no Peru, ou Arica, no Chile, rotas que vêm sendo discutidas em projetos de corredores bioceânicos há anos — pode reduzir significativamente a distância até os mercados asiáticos, especialmente a China, maior compradora de soja brasileira. Ademais, essa lógica de diversificação logística não é exclusiva do Centro-Oeste. O próprio Ceará vem investindo na consolidação do Porto do Pecém como rota direta para a Europa via Mercosul-UE, com 80% dos contêineres de frutas que saem pelo complexo chegando a Roterdã e Londres. Nesse sentido, o lançamento de hoje mostra que o Brasil busca, simultaneamente, abrir corredores tanto para o Atlântico quanto para o Pacífico — uma estratégia de redução de dependência de rotas únicas que o setor logístico do agronegócio já reivindicava há anos. O contexto da diversificação de mercados como prioridade nacional O lançamento do programa pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, também se conecta com outro movimento que o Portal AgroMais vem acompanhando: a diversificação de destinos de exportação como estratégia de redução de risco geopolítico. Consequentemente, o Ministério da Agricultura já havia aberto 639 novos mercados desde 2023, e a expansão de rotas logísticas — tanto via Pacífico quanto via Atlântico — é parte complementar dessa mesma estratégia, ampliando não apenas os destinos comerciais, mas também os caminhos físicos disponíveis para alcançá-los. Para o produtor brasileiro de soja e milho no Centro-Oeste e no Norte, portanto, o programa lançado hoje representa, no médio e longo prazo, uma alternativa concreta de redução de custo logístico — desde que os investimentos em infraestrutura rodoviária e portuária na Bolívia e nos países vizinhos avancem conforme planejado. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Programa Brasil-Bolívia-Pacífico é lançado hoje, às 10h, na sede do Mapa em Brasília. O Portal AgroMais acompanha os detalhes da iniciativa e seus desdobramentos para a logística do agronegócio brasileiro. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br