Sustentabilidade | Representando o Ministério da Agricultura e Pecuária, a assessora especial do ministro André de Paula, Sibelle Andrade, participou de sessão de abertura dedicada à cooperação entre Brasil e União Europeia, ao lado do diretor para América Latina e Caribe da Direção-Geral de Parcerias Internacionais da Comissão Europeia, Félix Fernández-Shaw, e do embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva. Consequentemente, na ocasião, ela destacou o papel do Brasil como potência agroalimentar e ambiental, apresentando um conjunto de políticas públicas que sustentam esse posicionamento. Entre as iniciativas apresentadas estão o Plano ABC+, o RenovaBio, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e a plataforma Agro Brasil + Sustentável. Nesse sentido, Sibelle também ressaltou o potencial do Acordo Mercosul-União Europeia para ampliar oportunidades em áreas como bioeconomia, bioinsumos e indicações geográficas — exatamente os temas que vêm sendo debatidos por cadeias produtivas cearenses como a cajucultura e a manta de carneiro dos Inhamuns, que pleiteia no INPI o título de primeira Indicação Geográfica ovina do Brasil. O painel sobre sustentabilidade na pecuária brasileira Outro destaque da programação em Bruxelas foi a participação do coordenador-geral de Produção Animal do Mapa, Bruno Meireles Leite, no painel ‘Sustainability Policies in the Brazilian Context’. Ao lado de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Ministério Público Federal, Bruno apresentou iniciativas voltadas à intensificação sustentável da pecuária, com destaque para os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), mecanismos de reconhecimento de boas práticas socioambientais e a própria plataforma Agro Brasil + Sustentável. Consequentemente, esse tipo de apresentação tem peso estratégico direto sobre as negociações comerciais entre Brasil e Europa, já que critérios de sustentabilidade e rastreabilidade são cada vez mais exigidos pelos compradores europeus — exatamente o desafio que o Ceará já enfrenta ao buscar a remoção da vedação sanitária europeia ao camarão cultivado no estado. Os resultados do AL-INVEST Verde para a rastreabilidade O encerramento do programa em Bruxelas também evidenciou resultados concretos alcançados pelo AL-INVEST Verde no Brasil, especialmente em iniciativas voltadas ao fortalecimento da rastreabilidade e da transparência das cadeias produtivas em estados como Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Nesse sentido, embora o Ceará não esteja entre os estados citados nessa rodada específica do programa, a lógica de fortalecer rastreabilidade para acessar mercados europeus é exatamente a mesma que orienta o trabalho que produtores cearenses de mel, camarão e frutas vêm fazendo para captar os benefícios do Mercosul-UE. Por que esse tipo de articulação importa para o Nordeste Para o agronegócio nordestino, a participação do Mapa em fóruns internacionais como esse em Bruxelas tem efeito indireto, mas relevante: cada política de sustentabilidade e rastreabilidade apresentada ao mercado europeu fortalece a credibilidade do Brasil como fornecedor confiável, o que beneficia também produtos regionais que buscam consolidar presença na Europa — como o mel da Caatinga, a fruticultura irrigada do Vale do Jaguaribe e, potencialmente, o camarão cearense, uma vez resolvida a questão sanitária. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Mapa deve continuar participando de fóruns internacionais sobre sustentabilidade e comércio agrícola ao longo do segundo semestre. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos das negociações Mercosul-UE para o agronegócio nordestino. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Ministro André de Paula lança hoje o Programa de Integração Brasil-Bolívia-Pacífico
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula — presença confirmada na mesa sobre o semiárido durante a Agro Tauá 2026, ao lado do maior produtor de camarão do Brasil, Cristiano Maia — lança hoje, às 10h, na sede do Mapa em Brasília, o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico. Consequentemente, a iniciativa busca fortalecer a competitividade das cadeias produtivas das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, ampliando as alternativas de escoamento da produção agropecuária nacional. Segundo o Mapa, o programa prevê rotas logísticas que integram o território boliviano e alcançam os portos do Oceano Pacífico, com o objetivo de ampliar o acesso do agronegócio brasileiro aos mercados asiáticos e da região do Pacífico. Nesse sentido, a proposta é conectar a produção brasileira a novas alternativas de transporte e embarque, promovendo maior eficiência logística e redução de custos de transporte. Por que essa rota faz sentido geográfico e estratégico Para entender a relevância do programa que será lançado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, é preciso considerar a geografia da produção brasileira. Estados do Centro-Oeste e do Norte que produzem soja, milho e outras commodities frequentemente enfrentam distâncias logísticas expressivas até os portos do Sudeste e do Sul do país. Consequentemente, uma rota que atravessa o território boliviano até os portos do Pacífico — como Ilo e Matarani, no Peru, ou Arica, no Chile, rotas que vêm sendo discutidas em projetos de corredores bioceânicos há anos — pode reduzir significativamente a distância até os mercados asiáticos, especialmente a China, maior compradora de soja brasileira. Ademais, essa lógica de diversificação logística não é exclusiva do Centro-Oeste. O próprio Ceará vem investindo na consolidação do Porto do Pecém como rota direta para a Europa via Mercosul-UE, com 80% dos contêineres de frutas que saem pelo complexo chegando a Roterdã e Londres. Nesse sentido, o lançamento de hoje mostra que o Brasil busca, simultaneamente, abrir corredores tanto para o Atlântico quanto para o Pacífico — uma estratégia de redução de dependência de rotas únicas que o setor logístico do agronegócio já reivindicava há anos. O contexto da diversificação de mercados como prioridade nacional O lançamento do programa pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, também se conecta com outro movimento que o Portal AgroMais vem acompanhando: a diversificação de destinos de exportação como estratégia de redução de risco geopolítico. Consequentemente, o Ministério da Agricultura já havia aberto 639 novos mercados desde 2023, e a expansão de rotas logísticas — tanto via Pacífico quanto via Atlântico — é parte complementar dessa mesma estratégia, ampliando não apenas os destinos comerciais, mas também os caminhos físicos disponíveis para alcançá-los. Para o produtor brasileiro de soja e milho no Centro-Oeste e no Norte, portanto, o programa lançado hoje representa, no médio e longo prazo, uma alternativa concreta de redução de custo logístico — desde que os investimentos em infraestrutura rodoviária e portuária na Bolívia e nos países vizinhos avancem conforme planejado. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Programa Brasil-Bolívia-Pacífico é lançado hoje, às 10h, na sede do Mapa em Brasília. O Portal AgroMais acompanha os detalhes da iniciativa e seus desdobramentos para a logística do agronegócio brasileiro. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br