O maior criador de camarão do Brasil não tem dúvidas sobre o potencial do acordo Mercosul-União Europeia para a carcinicultura. Cristiano Maia, presidente da Camarão BR, afirma que o tratado abre ‘uma nova e excitante perspectiva para a carcinicultura cearense, que está pronta para encarar o desafio de abastecer de camarão o mercado consumidor europeu.’
O problema é que a prontidão do setor esbarra numa barreira que existe antes do acordo: o bloqueio sanitário às exportações de pescados brasileiros para a União Europeia, em vigor desde 2018. Enquanto essa vedação não for removida, o acesso ao mercado europeu permanece bloqueado na prática.
Camarão cearense no centro do debate
O Ceará responde por 54% de toda a produção nacional de camarão cultivado. A interiorização da carcinicultura ampliou a base produtiva. O governador Elmano de Freitas destacou que a Transnordestina será fundamental para a logística de exportação, com os portos secos de Quixeramobim e Iguatu aptos a receber contêineres com camarão.
O que o setor precisa fazer agora
- Iniciar a adequação das plantas processadoras às normas sanitárias da UE
- Investir em rastreabilidade individual dos lotes de produção
- Controlar o uso de medicamentos veterinários dentro dos limites europeus
- Acompanhar as tratativas do Mapa com as autoridades sanitárias europeias
- Quem se preparar agora sai na frente quando o mercado abrir
Próximos passos
O Mapa está em tratativas com as autoridades sanitárias europeias para remover o bloqueio às exportações de pescado. Com o Mercosul-UE como catalisador político, a expectativa é de avanço nas negociações.
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