O mercado sucroalcooleiro entrou em maio de 2026 com duas forças apontando para a mesma direção: açúcar em alta nas bolsas internacionais e etanol recuperando atratividade nas usinas brasileiras. O resultado prático é uma mudança no mix de produção das usinas do Centro-Sul — que estão priorizando o biocombustível em detrimento do açúcar neste início de safra.
Por que o açúcar está em alta
O açúcar vem sustentando trajetória ascendente nas principais bolsas de Nova York e Londres. O principal fator é a preocupação com a oferta global: a safra indiana segue abaixo do esperado, e o real desvalorizado frente ao dólar aumenta a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo.
Etanol ganha força com combustível mais competitivo
A paridade com a gasolina melhorou nas últimas semanas, puxada pela alta do petróleo e pelo câmbio. Nos postos que operam com etanol hidratado, o biocombustível voltou a ficar competitivo em relação à gasolina em boa parte do país.
Minas Gerais projeta safra de cana 11,6% maior
Minas Gerais projeta safra de cana-de-açúcar 11,6% maior na temporada 2026/27 em relação ao ciclo anterior. O estado é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, atrás apenas de São Paulo.
O que muda na prática para o produtor
- A alta do açúcar nas bolsas pode se refletir em melhores preços nos contratos de venda antecipada
- Etanol competitivo melhora o retorno por tonelada processada nas usinas
- Produtores de cana devem acompanhar o ATR de perto, pois o mix das usinas afeta o preço pago pela tonelada
- A projeção de safra maior em MG é positiva, mas exige logística de escoamento planejada
Próximos passos
O mercado aguarda as primeiras estimativas consolidadas da safra 2026/27 de cana no Centro-Sul. Os dados de moagem das usinas em abril, a serem divulgados pela Unica, mostrarão como o mix real de produção começou o ciclo.







