Com o acordo Mercosul-UE em vigor desde 1º de maio, o Ceará entrou num momento decisivo para a sua inserção internacional. Um estudo recente do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), publicado no Farol da Economia Cearense, traça um diagnóstico direto: o estado tem posicionamento favorável para capturar os benefícios do acordo — mas a captura real depende de condições que vão além do texto do tratado. O que o acordo representa em números A União Europeia reúne cerca de 450 milhões de consumidores e um PIB superior a US$ 19 trilhões. Em 2025, a corrente de comércio bilateral entre o Mercosul e a UE foi de US$ 100 bilhões — o equivalente a 16% de todo o comércio exterior brasileiro. Os diferenciais do Ceará Os gargalos que precisam ser resolvidos O que muda na prática para o produtor cearense Próximos passos O Ipece recomenda que o governo estadual e o setor privado atuem de forma coordenada para resolver os gargalos identificados: infraestrutura logística, fortalecimento das cadeias de certificação e qualificação da força de trabalho. 🏆 Informação que gera valor para o campo. O Portal AgroMais é referência em agronegócio no Ceará e no Nordeste. Acesse agora e fique à frente do mercado. www.portalagromais.com.br
Camarão cearense pronto para a Europa, mas barreira sanitária ainda bloqueia exportações
O maior criador de camarão do Brasil não tem dúvidas sobre o potencial do acordo Mercosul-União Europeia para a carcinicultura. Cristiano Maia, presidente da Camarão BR, afirma que o tratado abre ‘uma nova e excitante perspectiva para a carcinicultura cearense, que está pronta para encarar o desafio de abastecer de camarão o mercado consumidor europeu.’ O problema é que a prontidão do setor esbarra numa barreira que existe antes do acordo: o bloqueio sanitário às exportações de pescados brasileiros para a União Europeia, em vigor desde 2018. Enquanto essa vedação não for removida, o acesso ao mercado europeu permanece bloqueado na prática. Camarão cearense no centro do debate O Ceará responde por 54% de toda a produção nacional de camarão cultivado. A interiorização da carcinicultura ampliou a base produtiva. O governador Elmano de Freitas destacou que a Transnordestina será fundamental para a logística de exportação, com os portos secos de Quixeramobim e Iguatu aptos a receber contêineres com camarão. O que o setor precisa fazer agora Próximos passos O Mapa está em tratativas com as autoridades sanitárias europeias para remover o bloqueio às exportações de pescado. Com o Mercosul-UE como catalisador político, a expectativa é de avanço nas negociações. 🏆 Informação que gera valor para o campo. O Portal AgroMais é referência em agronegócio no Ceará e no Nordeste. Acesse agora e fique à frente do mercado. www.portalagromais.com.br
Ceará exportou US$ 447 mi para a Europa em 2025 e quer dobrar com Mercosul-UE
As exportações cearenses já tem uma relação comercial consolidada com a Europa. Em 2025, o Ceará exportou para a União Europeia somaram US$ 447 milhões — o equivalente a 19,5% de toda a pauta exportadora do estado. Com o acordo Mercosul-UE em vigor desde 1º de maio de 2026, a meta agora é outra: dobrar esse volume. A afirmação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, que coloca a União Europeia como prioridade central da estratégia exportadora cearense para os próximos anos. O que o Ceará já exportou para a Europa A pauta exportadora cearense para o bloco europeu: Ferro e Aço (30,4%), Combustíveis (22,5%), Frutas (15,5%) e Calçados (9,3%). No agronegócio, as frutas frescas — com destaque para melão, manga e uva — são o carro-chefe. O agronegócio respondeu por US$ 150 milhões das exportações cearenses à Europa em 2025, equivalente a 30,3% de todo o volume agro destinado ao exterior. Porto do Pecém: o diferencial logístico do Ceará Segundo o professor Luis Haroldo Pereira (Unifor), o Pecém tem um dos menores tempos de travessia até a Europa entre os portos brasileiros — o que reduz o custo logístico e amplia a competitividade dos produtos cearenses no mercado europeu. O que muda na prática para o produtor cearense Próximos passos A Faec e o governo estadual devem intensificar as ações de adequação das cadeias produtivas cearenses às exigências europeias. 🏆 Informação que gera valor para o campo. O Portal AgroMais é referência em agronegócio no Ceará e no Nordeste. Acesse agora e fique à frente do mercado. www.portalagromais.com.br
Açúcar sobe nas bolsas e usinas brasileiras migram para o etanol em maio de 2026
O mercado sucroalcooleiro entrou em maio de 2026 com duas forças apontando para a mesma direção: açúcar em alta nas bolsas internacionais e etanol recuperando atratividade nas usinas brasileiras. O resultado prático é uma mudança no mix de produção das usinas do Centro-Sul — que estão priorizando o biocombustível em detrimento do açúcar neste início de safra. Por que o açúcar está em alta O açúcar vem sustentando trajetória ascendente nas principais bolsas de Nova York e Londres. O principal fator é a preocupação com a oferta global: a safra indiana segue abaixo do esperado, e o real desvalorizado frente ao dólar aumenta a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo. Etanol ganha força com combustível mais competitivo A paridade com a gasolina melhorou nas últimas semanas, puxada pela alta do petróleo e pelo câmbio. Nos postos que operam com etanol hidratado, o biocombustível voltou a ficar competitivo em relação à gasolina em boa parte do país. Minas Gerais projeta safra de cana 11,6% maior Minas Gerais projeta safra de cana-de-açúcar 11,6% maior na temporada 2026/27 em relação ao ciclo anterior. O estado é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, atrás apenas de São Paulo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O mercado aguarda as primeiras estimativas consolidadas da safra 2026/27 de cana no Centro-Sul. Os dados de moagem das usinas em abril, a serem divulgados pela Unica, mostrarão como o mix real de produção começou o ciclo.