O Brasil encerrou 2025 como o maior exportador mundial de carne de frango pelo segundo ano consecutivo. Os dados estão no Relatório Anual 2026, publicado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que consolida os indicadores oficiais da avicultura e da suinocultura brasileira no ciclo encerrado.
A publicação chega num momento de transformação do mercado global de proteínas, marcado pela abertura do acordo Mercosul-União Europeia e pelo avanço de novos destinos como o Oriente Médio e a África. Para o produtor, a mensagem é direta: o Brasil está bem posicionado, mas o ambiente externo exige cada vez mais organização, sanidade e rastreabilidade.
Os números da avicultura em 2025
A produção de carne de frango superou 15 milhões de toneladas no ano passado. As exportações chegaram a 5,324 milhões de toneladas, com receita cambial próxima a US$ 9,8 bilhões. O Brasil mantém a terceira posição entre os maiores produtores globais e segue como líder absoluto nas exportações.
No mercado interno, o consumo per capita de frango atingiu 46,7 quilos por habitante em 2025. O alojamento de matrizes de corte chegou a 63 milhões de cabeças, e o abate total ultrapassou 5,7 bilhões de aves.
Suinocultura avança para o pódio global
A carne suína também registrou desempenho expressivo. A produção brasileira superou 5,5 milhões de toneladas, com exportações de 1,5 milhão de toneladas e receita de US$ 3,6 bilhões. Com esse resultado, o Brasil assumiu a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.
Ovos: 62 bilhões de unidades e 5º lugar global
Na produção de ovos, o Brasil atingiu 62,3 bilhões de unidades em 2025, mantendo a quinta posição entre os maiores produtores do mundo. As exportações totalizaram 40,9 mil toneladas, com receita de US$ 97,2 milhões. O consumo interno chegou a 288 unidades por habitante.
Para o Nordeste, o Ceará sozinho produz 10 milhões de ovos por dia, distribuídos em mais de 60 municípios.
O que muda na prática para o produtor
- A liderança global em frango reforça a importância da cadeia avícola como geradora de renda e emprego em todo o país
- O avanço na suinocultura abre novas oportunidades de mercado para quem produz suínos no Brasil
- O consumo per capita de 46,7 kg de frango por habitante mostra que o mercado interno segue como base sólida
- A gestão sanitária rigorosa é o que garante o acesso aos mercados internacionais
- Produtores do Nordeste, especialmente do Ceará, participam diretamente desse resultado
Próximos passos
A ABPA aponta crescimento consistente nos indicadores de 2026, sustentado pela abertura de novos mercados via acordo Mercosul-UE e pela consolidação de destinos como Arábia Saudita, Japão e Filipinas. O desafio é manter o rigor sanitário e ampliar a rastreabilidade.
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