A maior feira de tecnologia agrícola da América Latina encerrou sua 31ª edição com números que retratam o momento do agronegócio brasileiro: forte em inovação, pressionado no crédito. A Agrishow 2026, realizada entre 27 de abril e 1º de maio em Ribeirão Preto (SP), registrou R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios — resultado 22% abaixo do registrado na edição anterior. A retração é expressiva, mas o contexto explica. O crédito rural está mais caro, os custos de produção seguem elevados e a inadimplência no setor atingiu o maior nível histórico, segundo dados da CNA. O que aconteceu na Agrishow 2026 Os 197 mil visitantes que passaram pela Agrishow ao longo de cinco dias mostram que o interesse no setor não diminuiu. Mas as intenções de compra ficaram abaixo do esperado. Um revendedor que atende 38 lojas de máquinas agrícolas contou à imprensa que, até o penúltimo dia da feira, apenas 4 de suas revendas haviam aparecido — e nenhuma havia fechado compra. Para o presidente da Agrishow, João Marchesan, o resultado reflete um ciclo desfavorável que já dura três anos, mas não abala a confiança do setor. Tecnologia foi o grande destaque da Agrishow 2026 Robôs autônomos Solix XT e XC, da Solinftec, capazes de operar até 70 horas contínuas e cobrir 1.000 hectares por ciclo. Trator MF 9S da Massey Ferguson, com até 425 cv e direção autônoma. Sistemas retrofit da Fendt para automação de máquinas convencionais. Drones da DJI Agriculture para mapeamento inteligente. Conectividade rural beneficiando mais de 2,6 milhões de pessoas no campo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O anúncio do Plano Safra 2026/2027, previsto para julho, vai definir o fôlego financeiro do campo nos próximos 12 meses. 🏆 Informação que gera valor para o campo. O Portal AgroMais é referência em agronegócio no Ceará e no Nordeste. Acesse agora e fique à frente do mercado. www.portalagromais.com.br
Primeiro frango brasileiro pelo Mercosul-UE gera alerta sanitário na Grécia
O acordo Mercosul-UE entrou em vigor em 1º de maio com expectativa alta. Mas o primeiro teste prático revelou um obstáculo que vai muito além das tarifas: o primeiro lote de carne de frango brasileiro exportado sob o regime do acordo gerou um alerta sanitário na Grécia. O episódio não representa, por si só, uma crise comercial. Alertas sanitários são parte do sistema de vigilância europeu. No entanto, o momento — logo na estreia do acordo — reforça uma mensagem clara: a desgravação tarifária abre a porta, mas é a qualidade sanitária que mantém o acesso. Como funciona o sistema de alertas do acordo Mercosul-UE A União Europeia opera o RASFF (Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), que monitora em tempo real os produtos importados por todos os países membros. Quando um produto apresenta inconformidade — seja em resíduos de medicamentos veterinários, contaminação microbiológica, rotulagem ou rastreabilidade — o sistema emite um alerta compartilhado com todos os países do bloco. Um alerta na Grécia não bloqueia automaticamente o acesso ao mercado europeu inteiro. Mas gera verificações adicionais e pode levar à retenção do lote. O que muda na prática para o produtor e exportador Próximos passos A ABPA e o Mapa precisam agir rapidamente para identificar a origem do alerta e comunicar ao mercado as medidas corretivas adotadas. 🏆 Informação que gera valor para o campo. O Portal AgroMais é referência em agronegócio no Ceará e no Nordeste. Acesse agora e fique à frente do mercado. www.portalagromais.com.br
Brasil lidera exportação de frango no mundo: ABPA divulga Relatório Anual 2026
O Brasil encerrou 2025 como o maior exportador mundial de carne de frango pelo segundo ano consecutivo. Os dados estão no Relatório Anual 2026, publicado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que consolida os indicadores oficiais da avicultura e da suinocultura brasileira no ciclo encerrado. A publicação chega num momento de transformação do mercado global de proteínas, marcado pela abertura do acordo Mercosul-União Europeia e pelo avanço de novos destinos como o Oriente Médio e a África. Para o produtor, a mensagem é direta: o Brasil está bem posicionado, mas o ambiente externo exige cada vez mais organização, sanidade e rastreabilidade. Os números da avicultura em 2025 A produção de carne de frango superou 15 milhões de toneladas no ano passado. As exportações chegaram a 5,324 milhões de toneladas, com receita cambial próxima a US$ 9,8 bilhões. O Brasil mantém a terceira posição entre os maiores produtores globais e segue como líder absoluto nas exportações. No mercado interno, o consumo per capita de frango atingiu 46,7 quilos por habitante em 2025. O alojamento de matrizes de corte chegou a 63 milhões de cabeças, e o abate total ultrapassou 5,7 bilhões de aves. Suinocultura avança para o pódio global A carne suína também registrou desempenho expressivo. A produção brasileira superou 5,5 milhões de toneladas, com exportações de 1,5 milhão de toneladas e receita de US$ 3,6 bilhões. Com esse resultado, o Brasil assumiu a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína. Ovos: 62 bilhões de unidades e 5º lugar global Na produção de ovos, o Brasil atingiu 62,3 bilhões de unidades em 2025, mantendo a quinta posição entre os maiores produtores do mundo. As exportações totalizaram 40,9 mil toneladas, com receita de US$ 97,2 milhões. O consumo interno chegou a 288 unidades por habitante. Para o Nordeste, o Ceará sozinho produz 10 milhões de ovos por dia, distribuídos em mais de 60 municípios. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A ABPA aponta crescimento consistente nos indicadores de 2026, sustentado pela abertura de novos mercados via acordo Mercosul-UE e pela consolidação de destinos como Arábia Saudita, Japão e Filipinas. O desafio é manter o rigor sanitário e ampliar a rastreabilidade. 🏆 Informação que gera valor para o campo. O Portal AgroMais é referência em agronegócio no Ceará e no Nordeste. Acesse agora e fique à frente do mercado. www.portalagromais.com.br