O fim de semana marcou o encerramento de dois dos eventos regionais, VIII Expotama e V Expo Itaitinga, mais relevantes do agronegócio cearense desta semana: a VIII Expotama, em Jaguaretama, concluiu sua programação no sábado (4 de julho) com a solenidade de encerramento e premiação às 20h — coroando quatro dias intensos que reuniram BNB com financiamentos do Plano Safra, oficinas do Senar em Pilotagem de Drones e Forragens na Seca, Concurso de Queijos, Doma Racional de Equino e julgamentos das raças bovinas, caprinas e ovinas. Consequentemente, a saída dos animais com emissão de GTA a partir das 21h e a atração musical encerraram a programação do Parque Gilberto Guerra em Jaguaretama. Nesse sentido, a V Expo Itaitinga, na Vila Machado, concluiu sua programação no domingo (5 de julho) com o Festival de Quadrilhas das 19h às 22h — uma das mais aguardadas atrações culturais da região —, além da entrega dos troféus do concurso leiteiro às 10h e da palestra técnica sobre Mastite às 10h30, que completaram dois dias de concurso leiteiro, palestras técnicas sobre carcinicultura e aves, e shows musicais. Os destaques técnicos que ficam de legado Além da dimensão comercial e cultural, os dois eventos deixaram um legado técnico relevante para os produtores da região. Na Expotama, a Oficina de Manejo Alimentar em Período de Seca com Franck Estélio do Senar chegou num momento especialmente oportuno, diante do El Niño projetado para o segundo semestre; a palestra sobre Forragens na Seca com Rodrigo Gregório complementou essa preparação; e a Oficina de Drone no Campo com Eduardo do Senar deu aos produtores acesso a uma tecnologia que pode mudar a gestão de propriedades rurais do semiárido. Consequentemente, na V Expo Itaitinga, a palestra de Carcinicultura na abertura do sábado sinalizou o interesse crescente pela aquicultura em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza. Nesse sentido, o Concurso de Queijos da Expotama e o Concurso Leiteiro da V Expo Itaitinga cumprem papel relevante para a cadeia láctea cearense: criar um espaço formal de reconhecimento da qualidade, que motiva produtores a investir em melhoramento genético, manejo e qualidade da produção, numa dinâmica que o Portal AgroMais já identificou como fundamental para a valorização dos queijos artesanais cearenses. Os dois eventos como parte do Circuito Agropecuário Ceará A VIII Expotama e a V Expo Itaitinga fazem parte do Circuito Agropecuário Ceará, iniciativa da Faec com 8 a 9 etapas distribuídas pelo território cearense e R$ 800 mil em prêmios. Consequentemente, esses dois eventos confirmaram que o circuito está cumprindo seu papel: levar ao interior do estado o que a PEC Brasil concentra em Fortaleza — crédito rural (BNB presente com financiamentos do Plano Safra na Expotama), capacitação técnica (Senar com múltiplas oficinas nos dois eventos) e competição zootécnica (julgamentos de raças e concursos de qualidade). Nesse sentido, a semana foi especialmente rica para o agronegócio cearense: além desses dois eventos, a Exposição Estadual da Agricultura Familiar em Meruoca aconteceu de quarta a sexta — com a presença de Dina Pereira, da Flor da Aurora, e do palestrante Emerson Pinto —, confirmando o padrão de múltiplos eventos simultâneos pelo interior do estado que o Portal AgroMais identificou como a nova dinâmica do agronegócio cearense no segundo semestre de 2026. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A Faec deve anunciar as próximas etapas do Circuito Agropecuário Ceará nos próximos meses. O Portal AgroMais acompanha os eventos do agronegócio cearense ao longo do segundo semestre. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Agroecologia avança no Ceará com SAFs e BNB prevê 13 mil financiamentos em 2026
A agroecologia virou o futuro de parte do agro cearense, com produtores do interior do estado multiplicando a produção e a renda por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs) financiados pelo Pronaf. Consequentemente, para 2026, o Banco do Nordeste prevê a celebração de quase 13 mil financiamentos para sistemas agroflorestais, que devem mobilizar R$ 423 milhões — enquanto o programa Recaatingar, promovido pelo BNB em parceria com o BNDES, deve investir outros R$ 60 milhões na recuperação socioprodutiva de terras degradadas na Caatinga. Nesse sentido, no Sítio Coqueiro, no assentamento Maceió, em Itapipoca, a migração para o SAF triplicou a produção de frutíferas em menos de um ano: pés de banana, abacaxi e abacate foram incorporados à araruta, planta nativa. Em Aiuaba, no Sertão dos Inhamuns, um produtor usa o Pronaf para reflorestamento com espécies nativas e criação de abelhas para produção de mel. Por que os SAFs ganham relevância diante do El Niño Os Sistemas Agroflorestais são apontados pelo BNB como parte essencial da agropecuária de baixo carbono — mas sua relevância vai além da sustentabilidade ambiental. Consequentemente, em regiões sujeitas à irregularidade climática como o semiárido cearense, a diversificação de espécies e estratos proporcionada pelos SAFs cria resiliência: quando uma cultura falha por seca ou excesso de chuva, outras culturas dentro do sistema compensam, reduzindo o risco de perda total da renda da propriedade. Nesse sentido, diante do El Niño 2026/27 projetado para atingir patamar histórico, os SAFs surgem como uma das estratégias mais inteligentes de adaptação climática disponíveis para o agricultor familiar do semiárido — especialmente quando combinados com práticas de cobertura vegetal do solo, que reduzem a perda de umidade e mantêm a temperatura do solo mais estável durante os períodos de seca. O novo Plano Safra cria condições inéditas para escalar os SAFs O Plano Safra 2026/27, que entrou em vigor nesta semana, traz condições especialmente favoráveis para quem quer investir em sistemas agroflorestais: o Pronaf Floresta opera com taxas abaixo da inflação, e as linhas de sociobiodiversidade — que incluem produtos como mel, castanhas e extratos da Caatinga frequentemente integrados aos SAFs — têm taxa de apenas 1% ao ano, a mais baixa do ciclo. Consequentemente, essa combinação entre crédito extremamente barato e a possibilidade de integrar múltiplas cadeias produtivas numa mesma propriedade cria um incentivo concreto para que mais agricultores familiares cearenses migrem para o modelo agroflorestal. Nesse sentido, o programa Recaatingar, com R$ 60 milhões adicionais do BNB e do BNDES especificamente para recuperação de terras degradadas na Caatinga, representa uma oportunidade rara para produtores que têm áreas comprometidas na propriedade: recuperar essas áreas com espécies nativas, integrá-las a sistemas produtivos de baixo carbono e ainda acessar crédito subsidiado para financiar o processo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha o avanço da agroecologia e dos sistemas agroflorestais no Ceará e no Nordeste. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Ferramenta inédita traz transparência no mercado de insumos agrícolas
O mercado de insumos agrícolas brasileiro opera há décadas com uma assimetria de informação estrutural: distribuidoras e revendas conhecem os preços reais praticados no mercado, enquanto o produtor costuma negociar sem referência de quanto o mesmo produto está sendo vendido para o vizinho na propriedade ao lado. Consequentemente, o lançamento de uma ferramenta inédita que traz transparência de preços nesse mercado representa uma mudança relevante para o produtor que precisa negociar fertilizantes, defensivos e sementes em safra de margens estreitas, custos altos e crédito mais escasso. Nesse sentido, a iniciativa chega num momento crítico: com o Plano Safra 2026/27 trazendo recursos equalizados menores do que o anunciado — segundo análise da FPA e da StoneX —, e com o endividamento rural no nível mais alto já registrado, o produtor que consegue negociar insumos com base em informação real de mercado está em posição significativamente mais vantajosa do que aquele que aceita o primeiro preço apresentado pela distribuidora. Por que a transparência de preços muda a dinâmica de negociação No mercado de insumos agrícolas, o produtor rural enfrenta uma desvantagem estrutural: a distribuidora sabe quanto cobra de todos os seus clientes; o produtor só sabe quanto pagou. Consequentemente, sem referência de mercado, o produtor não tem argumento concreto para questionar um preço ou buscar desconto — aceitando a margem que o distribuidor quer cobrar por falta de informação alternativa. Com uma ferramenta que agrega preços praticados em diferentes regiões e momentos, esse equilíbrio de poder começa a se alterar. Nesse sentido, a transparência de preços no mercado de insumos é especialmente relevante neste momento porque, segundo análise publicada pelo economista Arlélio Santos, do ABRAMAGRO, ‘travar fertilizante agora — antes que a janela de contrato longo feche — é uma das tarefas mais urgentes para produtores que querem proteger sua margem na safra 2026/27, dado que fornecedores europeus já invocaram força maior em contratos anteriores.’ Quem sabe o preço real de mercado negocia melhor e trava antes — reduzindo o custo da safra antes que o momento de comprar passe. O contexto mais amplo da transparência no agro brasileiro A iniciativa de transparência no mercado de insumos se insere num movimento mais amplo de digitalização e democratização da informação no agronegócio brasileiro. Consequentemente, plataformas de dados de preços, conectividade 4G cobrindo 26 milhões de hectares (conforme dados da TIM apresentados na Agrishow 2026) e ferramentas de gestão financeira acessíveis ao pequeno produtor estão progressivamente reduzindo a assimetria de informação que historicamente favorecia os elos mais concentrados da cadeia produtiva. Nesse sentido, para o produtor cearense — que está no início de um novo ciclo do Plano Safra com boas condições de crédito disponíveis, mas com custo de insumos ainda elevado e margens apertadas —, ter acesso a informação real de preços de fertilizantes e defensivos é tão importante quanto ter acesso ao crédito: de nada adianta crédito barato se os insumos são comprados caro por falta de referência de mercado. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha as ferramentas de transparência e inovação disponíveis para o produtor rural brasileiro. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Milho, trigo e soja sobem em Chicago com calor no Corn Belt — portos testam R$ 138/sc
Além da soja, milho e trigo também acompanham altas intensas nesta segunda-feira, com as previsões de temperaturas acima da média no Corn Belt americano sustentando o movimento de compra generalizado no Weather Market. Consequentemente, os portos brasileiros testaram R$ 138 por saca de soja no fechamento da semana passada — acima da paridade de exportação —, criando janela favorável para o produtor que ainda tem grão em estoque. Nesse sentido, o milho vem de uma semana de recuperação após os estoques trimestrais do USDA virem abaixo das expectativas (134 mi t vs. projeção de 137,37 mi t), e o trigo fechou a semana passada com alta de 1,64% e contratos para setembro a US$ 5,89 por bushel — sustentado por aperto de oferta global e pela redução das estimativas de área colhida nos EUA para o menor nível desde 1877, conforme dados do USDA. O trigo americano e o menor estoque desde 1877 Um dos dados mais impactantes do relatório do USDA da semana passada foi a revisão da área destinada à colheita de trigo nos EUA: de 13,31 para 12,98 milhões de hectares — o menor nível registrado desde 1877. Consequentemente, combinado ao estoque em 1º de julho que ficou em 25,04 milhões de toneladas — abaixo da projeção de analistas privados (25,45 mi t) e inferior à estimativa do próprio USDA para o estoque final de 2025/26 —, esse dado reforçou a percepção de aperto de oferta no mercado global de trigo. Ademais, para o Brasil, que nos últimos ciclos avançou sua produção de trigo no Rio Grande do Sul e na Bahia, esse cenário de aperto global cria oportunidade de valorização do trigo brasileiro — especialmente com o câmbio em patamar favorável ao exportador. Nesse sentido, o plantio do trigo avança bem no Rio Grande do Sul e a Bahia se destaca como estado que mais aumentou o cultivo da cultura em 2025/26, segundo dados desta semana. O farelo de soja como vetor de alta para o complexo No complexo soja, o farelo de soja tem desempenhado papel importante na sustentação das cotações gerais, com ganhos superiores a 0,5% nas últimas sessões. Consequentemente, a Abiove elevou sua projeção de processamento de soja para 63 milhões de toneladas em 2026, com estimativa de exportações recordes de 114,1 milhões de toneladas para o complexo soja como um todo — incluindo grão, farelo e óleo. Nesse sentido, esse volume recorde de processamento e exportação é o que sustenta os portos brasileiros acima da paridade, já que a demanda internacional por derivados de soja segue aquecida mesmo com o volume histórico da safra 2025/26 disponível no mercado. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha as cotações internacionais de grãos e seus efeitos sobre o produtor brasileiro ao longo do Weather Market de julho. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Governo cria força-tarefa para El Niño e setor cobra política permanente de gestão de risco
No lançamento do Plano Safra 2026/27, o governo federal criou uma força-tarefa para acompanhar os impactos do El Niño na agropecuária, reunindo representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Embrapa e do Ministério do Meio Ambiente para coordenar ações voltadas à redução dos efeitos do fenômeno sobre a produção agrícola. Consequentemente, a medida chega num momento em que múltiplos relatórios climáticos — incluindo atualizações do IRI, do INPE e do próprio Inmet — convergem na projeção de um El Niño 2026/27 que pode atingir patamar histórico, com anomalias acima de 2,5°C no Pacífico. Nesse sentido, pesquisadores e entidades do setor, ao mesmo tempo que reconhecem a criação da força-tarefa como um primeiro passo positivo, defendem algo mais estrutural: uma política permanente de gestão de risco climático para a agropecuária — argumento que se soma às críticas ao Plano Safra 2026/27, que chegou ao novo ciclo com o seguro rural no menor nível de cobertura da última década. Por que uma força-tarefa não é suficiente O El Niño não é uma surpresa climática nova — é um fenômeno cíclico, bem documentado e com efeitos conhecidos sobre o Brasil: mais seca no Nordeste e no Norte, mais chuva no Sul, veranicos no Centro-Oeste. Consequentemente, criar uma força-tarefa quando o fenômeno já está se materializando é uma resposta reativa, quando o que o setor produtivo precisa é de uma política preventiva e estruturada que seja ativada independentemente do governo do momento ou da intensidade de cada episódio climático. Nesse sentido, a demanda por uma política permanente de gestão de risco climático para a agropecuária vai na mesma direção do que a SRB e a CNA já vinham pedindo em relação ao modelo do Plano Safra como um todo: previsibilidade, continuidade e regras estáveis que permitam ao produtor planejar com antecedência, em vez de reagir a cada anúncio anual de condições que podem mudar ao longo do ciclo. O que o produtor nordestino deve fazer enquanto a política não vem Para o produtor cearense e nordestino, que já está na fronteira climática mais exposta ao El Niño 2026/27, o conselho prático não pode depender da velocidade com que o governo estrutura uma política permanente. Consequentemente, as ações prioritárias de curto prazo incluem: garantir estoques de forragem e suplementação para o rebanho antes da intensificação da seca em agosto e setembro; verificar a disponibilidade hídrica da propriedade enquanto os reservatórios ainda estão em bom nível; e acessar as linhas de crédito do Plano Safra 2026/27 para irrigação e recuperação de pastagens, que operam a 8% e 8,5% ao ano — as menores taxas do ciclo. Nesse sentido, o lançamento regional do Plano Safra em Fortaleza, com a ministra Fernanda Machiaveli na última quarta-feira, é uma oportunidade concreta de agilizar esse acesso: cooperativas e produtores que ainda não organizaram sua documentação devem fazê-lo imediatamente, já que as condições favoráveis do novo ciclo estão disponíveis agora e podem ser aproveitadas antes que o El Niño restrinja as janelas climáticas de plantio indicadas pelo Zarc. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A força-tarefa governamental sobre El Niño deve divulgar seus primeiros comunicados nas próximas semanas. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos climáticos e suas implicações para o produtor cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Boi gordo mantém queda com férias coletivas e mercado aguarda retomada em setembro
O mercado do boi gordo encerrou a primeira semana de julho em ambiente completamente diferente do que dominou o primeiro semestre. Segundo a Safras & Mercado, ao longo da última semana novos anúncios de férias coletivas foram realizados pela indústria frigorífica, com destaque para o mercado mato-grossense, em duas unidades ao norte do estado. Consequentemente, ‘o aumento da capacidade ociosa tem se tornado prática comum entre frigoríficos no mês de julho, avaliando as consequências do esgotamento precoce das cotas chinesas, fazendo com que a indústria precise se adequar a uma nova realidade de demanda’, disse Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado. Nesse sentido, em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, o boi gordo encerrou a primeira semana de julho em queda: o boi gordo estava a R$ 334 por arroba, enquanto a novilha gorda fechou a R$ 325 — reflexo de um mercado em transição que, segundo o zootecnista Felipe Fabbri, da Scot, deve permanecer sob pressão em julho e agosto, mas com dinâmica tendendo a mudar a partir de setembro. Como a estratégia dos frigoríficos está moldando o mercado A Better Beef vai interromper a produção em sua planta de Araçatuba (SP) de 20 de julho a 10 de agosto. A Iguatemi Beef, de Mato Grosso do Sul, dará férias coletivas em julho para cerca de 650 funcionários. A Plena Alimentos adotou 21 dias úteis de férias para 1,5 mil funcionários em Goiás e Tocantins. A Frigol deu 18 dias de férias coletivas para a unidade do Pará. Consequentemente, ao reduzir a capacidade instalada de abate, os frigoríficos controlam a oferta de carne no mercado doméstico — evitando uma queda ainda mais acentuada nos preços da arroba do que a que já está sendo observada. Nesse sentido, mesmo com maior disponibilidade de carne no mercado interno — já que parte do volume antes destinado à China foi redirecionada para o mercado doméstico —, o impacto sobre os preços no atacado tem sido mais moderado do que o esperado. O consumo doméstico tem se mostrado relativamente firme, segundo os analistas, o que ajuda a reduzir o ritmo de queda dos preços da carne ao consumidor final. Setembro como ponto de inflexão esperado pelo mercado A expectativa dos analistas é que a dinâmica do boi gordo comece a mudar a partir de setembro, quando frigoríficos devem começar a formar posições para atender a cota chinesa de 2027 — já que volumes que saírem do Brasil nos últimos meses do ano só chegarão à China no começo de 2027, dentro do novo ciclo de cota. Consequentemente, ‘Como a China vai fazer isso e de onde vai comprar essa carne? Por enquanto, ninguém sabe’, resume Rodrigo Costa, da Radar Investimentos, destacando a incerteza que ainda paira sobre o timing exato da retomada das compras chinesas. Nesse sentido, para o pecuarista com gado pronto para venda, o período mais crítico se estende de julho a meados de setembro — quando a combinação entre férias coletivas dos frigoríficos e ausência da demanda chinesa deve manter a pressão baixista sobre a arroba. Quem puder planejar a comercialização para depois de setembro, quando a retomada gradual das compras começa a se materializar, tende a encontrar condições mais favoráveis. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O mercado aguarda sinais da China sobre a retomada das compras de carne bovina, estimada para setembro-outubro. O Portal AgroMais acompanha as cotações do boi gordo semanalmente. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br