A V Expo Itaitinga chega neste fim de semana (4 e 5 de julho) à Vila Machado, reunindo agronegócio, pecuária e cultura popular em Itaitinga, município da Região Metropolitana de Fortaleza. Consequentemente, a programação do sábado (4) começa com o parque aberto às 07h e a primeira ordenha do Concurso Leiteiro às 07h20, seguida da abertura oficial com palestra sobre Carcinicultura às 09h — tema que reflete a expansão do interesse pela aquicultura para além das regiões litorâneas tradicionais. Nesse sentido, às 10h a Agromix apresenta palestra técnica sobre aves, linha que dialoga com o crescimento da avicultura no Ceará. A programação musical do sábado inclui Cantoria de Viola (11h), Forrozeiros.Com (12h30), Zé Ivan (15h) e Espaço Kids a partir das 16h — garantindo entretenimento para todas as idades ao longo do dia. O domingo com troféus, mastite e Festival de Quadrilhas O domingo (5) começa ainda mais cedo: a Corrida de Rua parte às 06h, seguida pela abertura do parque às 07h e pela última ordenha do Concurso Leiteiro às 07h20. Às 10h acontece o grande momento da competição: a fala de agradecimento no palco e a entrega dos troféus para os criadores destaques do concurso leiteiro. Consequentemente, às 10h30 tem início a palestra técnica sobre Mastite — doença que afeta diretamente a produtividade e a qualidade do leite, tema central para qualquer produtor que participa de um concurso leiteiro. Nesse sentido, a tarde do domingo traz Cantoria de Viola (11h), John Elton (13h) e Gleydson Gavião (16h), com Fabiano Kibauê encerrando o evento das 18h às 21h. O Festival de Quadrilhas, das 19h às 22h, coroa o encerramento com o melhor da cultura junina cearense — conectando agronegócio e identidade cultural num único fim de semana. Por que a Expo Itaitinga entra no calendário do agronegócio cearense A V Expo Itaitinga tem o apoio institucional do Sistema Faec/Senar-CE e do Sebrae, inserindo-se na mesma rede que sustentou a PEC Brasil 2026 em Fortaleza na semana passada. Consequentemente, esse alinhamento institucional garante que o evento vá além do entretenimento cultural, oferecendo ao produtor de Itaitinga acesso a conteúdo técnico qualificado — como as palestras de carcinicultura e aves — e conexão com a rede de apoio ao agronegócio cearense. Para o Portal AgroMais, a Expo Itaitinga representa um fenômeno importante: a descentralização dos grandes eventos do agronegócio cearense para além da capital, levando ao interior metropolitano o mesmo nível de atenção e suporte que feiras como a PEC Brasil oferecem em Fortaleza. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A V Expo Itaitinga acontece nos dias 4 e 5 de julho na Vila Machado, Itaitinga. O Portal AgroMais acompanha os destaques do evento. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
VIII Expotama: BNB abre mesa de financiamentos hoje em Jaguaretama no 1º dia do Plano Safra
A VIII Expotama — Exposição Agropecuária de Jaguaretama — tem hoje, quinta-feira (2 de julho), um de seus dias mais estratégicos: às 10h, o Banco do Nordeste instala mesa de liberação de financiamentos e coleta de novas propostas diretamente no Parque de Exposição Gilberto Guerra, no exato primeiro dia em que as condições do Plano Safra 2026/27 estão em vigor. Consequentemente, o produtor que comparecer ao BNB na Expotama hoje pode ser um dos primeiros do estado a contratar crédito rural nas novas condições — com o Pronamp a 9% ao ano, o custeio empresarial a 12,5% e linhas de recuperação de pastagens a 8,5%. Nesse sentido, a programação do dia em Jaguaretama é intensa: às 06h e 07h acontecem as zeragens dos torneios leiteiros bovino e caprino, respectivamente; às 08h tem início a Ação da Secretaria de Saúde com testes rápidos e vacinação; às 09h o Senar/Sinrural realiza a Oficina de Produção Artesanal de Derivados de Leite com a instrutora Clarissa Maia. A tarde com julgamentos e mais oficinas técnicas À tarde, a programação da Expotama traz mais conteúdo técnico: às 14h, o Senar/Sinrural realiza a Oficina de Cortes Especiais de Carcaça de Ovino e Caprino, com o instrutor José Carlos — formação que agrega valor diretamente à cadeia da ovinocaprinocultura, vocação produtiva consolidada em Jaguaretama. Consequentemente, às 15h tem início o julgamento das raças ovinas e caprinas, um dos eventos centrais para os criadores que trouxeram seus animais ao Parque Gilberto Guerra. Ademais, às 18h acontecem simultaneamente a Oficina de Produção Artesanal de Derivados de Frutas, também com Clarissa Maia do Senar, e a primeira ordenha do torneio leiteiro bovino. Nesse sentido, a solenidade de abertura oficial do evento está marcada para as 20h — encerrando um dia que reúne numa mesma jornada crédito rural (BNB), capacitação técnica (Senar) e competição zootécnica, o tripé que define a Expotama como o principal evento do agronegócio de Jaguaretama. A programação segue até sábado (4) A Expotama segue até sábado (4), com programação ainda mais intensa: sexta-feira (3) traz concurso de queijos e derivados (10h), julgamento de bovinos de leite (10h), Doma Racional de Equino com Rafael Campos do Senar (19h) e Desfile Pet (20h). Já no sábado (4), as atrações incluem Oficina de Drone no Campo com Eduardo do Senar (08h), palestra técnica sobre Forragens na Seca com Rodrigo Gregório (10h) e encerramento com solenidade de premiação às 20h e emissão de GTA a partir das 21h. Consequentemente, para o produtor de Jaguaretama e da região do Vale do Jaguaribe, os quatro dias da Expotama representam uma das maiores concentrações de oportunidades técnicas, comerciais e financeiras do ano — potencializada nesta edição pela coincidência com o início do novo ciclo do Plano Safra. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A VIII Expotama segue até sábado (4 de julho) no Parque Gilberto Guerra, em Jaguaretama. O Portal AgroMais acompanha os destaques do evento ao longo dos quatro dias. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
SRB cobra política agrícola permanente após críticas ao Plano Safra 2026/27
A Sociedade Rural Brasileira (SRB) juntou sua voz ao coro de críticas ao Plano Safra 2026/27 com uma demanda mais estrutural do que os ajustes pontuais pedidos por outras entidades: a criação de uma política agrícola permanente, com planejamento contínuo e regras estáveis, em vez do modelo atual de renegociação anual. Consequentemente, ‘O Plano Safra não pode ser uma discussão que se repete todos os anos. O agronegócio precisa de uma política de Estado, com planejamento contínuo e regras estáveis’, afirmou o presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, em nota divulgada nesta quarta-feira (1º de julho). Nesse sentido, a demanda da SRB ecoa o que a CNA já havia defendido ao longo das negociações do novo ciclo: um Plano Agrícola e Pecuário Plurianual — proposta que, se adotada, mudaria estruturalmente a forma como o crédito rural é planejado e executado no Brasil, garantindo ao produtor maior previsibilidade para tomar decisões de investimento de médio e longo prazo. O custo invisível da imprevisibilidade política Para entender a relevância da demanda da SRB, é preciso dimensionar o custo que a imprevisibilidade política gera para o setor produtivo. Consequentemente, cada vez que um Plano Safra é anunciado com determinado volume e taxas, mas executado parcialmente ao longo do ano — como ocorreu no ciclo 2025/26, em que apenas R$ 97 bilhões foram efetivamente equalizados dos R$ 113,8 bilhões prometidos —, o produtor que planejou sua safra com base nos números oficiais se depara com condições diferentes das esperadas no momento de contratar o crédito. Ademais, a incerteza sobre o seguro rural — que no novo ciclo chegou ao nível mais baixo de cobertura da última década sem aviso prévio — é outro exemplo concreto de como a falta de previsibilidade política se traduz em risco financeiro para o produtor. Nesse sentido, um modelo plurianual, com volumes e taxas definidos com antecedência para dois ou três ciclos seguidos, permitiria ao produtor planejar investimentos de maior porte sem o risco de que as condições mudem no meio do caminho. O que os produtores cearenses podem fazer diante desse cenário Para o produtor cearense e nordestino, a discussão sobre uma política agrícola permanente pode parecer distante da realidade cotidiana — mas seus efeitos práticos são muito concretos. Consequentemente, a imprevisibilidade nas condições do crédito rural afeta diretamente as cooperativas e associações que tentam planejar programas de assistência técnica, o produtor familiar que quer investir em irrigação sabendo que o crédito estará disponível, e o pecuarista que precisa tomar decisão sobre o tamanho do rebanho meses antes de saber as condições de custeio da próxima safra. Nesse sentido, a recomendação prática para o produtor cearense neste momento é buscar o crédito do novo Plano Safra 2026/27 o quanto antes — nas condições confirmadas de juros (Pronamp a 9%, custeio a 12,5%) — em vez de esperar por eventuais melhoras futuras que podem ou não se concretizar dentro do ciclo atual. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Congresso deve continuar pressionando o governo por medidas complementares ao Plano Safra, especialmente em seguro rural e renegociação de dívidas. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Seguro rural cobre só 2,69 milhões de hectares — mínimo da última década
O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) chega ao novo ciclo no patamar mais baixo de cobertura da última década. Consequentemente, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), os sucessivos contingenciamentos orçamentários ao longo de 2026 — incluindo bloqueio de R$ 445 milhões entre bloqueio e contingenciamento em meados de junho — devem limitar a cobertura a apenas 2,69 milhões de hectares no ciclo 2026/27, ante os quase 14 milhões de hectares cobertos em 2021. Nesse sentido, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, classificou a ausência de informações sobre o seguro rural no anúncio do Plano Safra como ‘descaso’, alertando que o corte ocorre ‘justamente em um cenário de maior risco climático, agravado pelos efeitos do fenômeno El Niño’ — exatamente o fenômeno que o IRI projeta atingir patamar histórico no segundo semestre de 2026. A queda de 14 milhões para 2,69 milhões de hectares em cinco anos A trajetória de queda na cobertura do seguro rural é impressionante: de quase 14 milhões de hectares em 2021 para uma projeção de 2,69 milhões no novo ciclo — uma redução de mais de 80% em cinco anos. Consequentemente, essa tendência de recuo sistemático na área coberta pelo PSR coincide paradoxalmente com um período de crescimento dos riscos climáticos, em que o El Niño 2026/27 se consolida como um dos mais intensos projetados na história recente. Ademais, o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, reforçou a cobrança: ‘O governo sequer mencionou o seguro rural no lançamento do plano.’ Para o produtor, a ausência de informações sobre o PSR no anúncio do Plano Safra significa que ele precisará aguardar comunicados complementares do Ministério da Agricultura para entender quais culturas, regiões e modalidades terão subvenção disponível no novo ciclo — uma incerteza que complica o planejamento financeiro da safra. O seguro rural como instrumento anticíclico que está falhando O seguro rural foi desenhado justamente para funcionar como instrumento anticíclico: cobrir o produtor nos momentos de maior risco, quando as perdas climáticas são mais prováveis. Consequentemente, reduzir a cobertura do seguro precisamente no ciclo em que o El Niño histórico ameaça o Nordeste e o Centro-Oeste é o oposto da lógica anticíclica que justifica a existência do programa — um paradoxo que as entidades do setor não deixam passar despercebido. Nesse sentido, o ministro da Agricultura, André de Paula, sinalizou que o governo pode descongelar recursos destinados ao seguro rural caso haja demanda da nova safra — uma declaração que deixa o produtor em posição de incerteza, já que a disponibilidade do subsídio passaria a depender do comportamento da demanda ao longo do ciclo, e não de uma garantia prévia de cobertura. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Congresso deve votar o PL 2.951/2024 sobre seguro rural nas próximas semanas. O governo pode anunciar o descongelamento do PSR caso a demanda justifique. O Portal AgroMais acompanha a tramitação. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
FPA e Aprosoja afirmam que governo inflou números do Plano Safra 2026/27
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Aprosoja Brasil, a Faesp, a Famato e outras entidades do setor reagiram com críticas detalhadas ao Plano Safra 2026/27 anunciado na terça-feira (30 de junho). Consequentemente, a principal controvérsia envolve a composição dos recursos anunciados: dos R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, R$ 194 bilhões — equivalentes a 37% do total — correspondem a Cédulas de Produto Rural (CPRs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), modalidades com juros de mercado livre que, segundo as entidades e a análise da StoneX, não deveriam ser contabilizadas como crédito rural subsidiado. Nesse sentido, descontando também os R$ 38,5 bilhões vindos do Move Agricultura e do Ecoinvest Brasil — programas que não integravam o escopo tradicional do crédito rural —, o programa empresarial teria na prática uma redução real de 5,7% em relação ao ciclo passado, ao contrário do crescimento de 1,7% anunciado pelo governo. A FPA afirma que o custeio e a comercialização recuaram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, uma queda de R$ 29,8 bilhões na linha considerada mais essencial para financiar o plantio, compra de insumos e manutenção da atividade produtiva. A controvérsia dos recursos equalizados Um dos pontos centrais da crítica das entidades é a redução dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional paga parte dos juros para que o banco cobre menos do produtor. Segundo a FPA, esses recursos caíram de R$ 113,8 bilhões para R$ 97 bilhões, uma redução de 14,7%. Consequentemente, isso indica que o crédito público e efetivamente subsidiado encolheu na comparação anual, mesmo com o volume total do plano em alta — uma mudança que, segundo a análise da StoneX, força o agricultor a buscar mais crédito no mercado livre a custos financeiros mais elevados. Ademais, a FPA destacou cortes pontuais dentro do próprio pacote de investimentos: o Moderfrota — programa de financiamento de máquinas agrícolas — perdeu 54% dos recursos, e o PCA — Programa para Construção e Ampliação de Armazéns — registrou queda de 28%, mesmo diante do déficit de armazenagem reconhecido no país. Nesse sentido, a bancada qualificou esses movimentos como uma ‘engenharia financeira’ que inflou o número total sem resolver a necessidade de crédito efetivo na ponta do produtor. A ausência de Lula e a divisão política do anúncio Além das críticas técnicas, a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento da parte empresarial do Plano Safra — reservando sua presença apenas ao anúncio da agricultura familiar — gerou forte reação política do setor. Segundo nota da FPA, ‘o presidente da República fez questão de afirmar que não participaria do lançamento do Plano Safra da agricultura empresarial, reservando presença apenas ao anúncio da agricultura familiar. A postura reforça uma tentativa equivocada do governo de dividir o agro brasileiro, como se pequenos, médios e grandes produtores, cooperativas e cadeias produtivas não fizessem parte de um mesmo sistema.’ Para o Portal AgroMais, que vinha cobrindo a construção do Plano Safra ao longo das últimas semanas, a reação do setor confirma que o anúncio de ontem não encerrou o debate — ele apenas abriu uma nova fase de negociação política entre o setor produtivo, o Congresso e o governo, especialmente em torno da renegociação de dívidas e do reforço ao seguro rural. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Congresso deve retomar as discussões sobre renegociação de dívidas e seguro rural nas próximas semanas. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos políticos do Plano Safra 2026/27. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Inmet projeta julho com chuvas no Sul e calor acima da média no Nordeste
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou a previsão climática para julho de 2026, indicando chuvas acima da média histórica para a Região Sul do Brasil ao longo do mês, enquanto grande parte do território nacional — incluindo Centro-Oeste, Nordeste e partes do Sudeste — deve enfrentar temperaturas mais elevadas e precipitações abaixo da média. Consequentemente, esse padrão confirma o que múltiplos relatórios já vinham sinalizando sobre o El Niño 2026/27: distribuição geográfica desigual, com excesso de chuva no Sul e déficit hídrico crescente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Nesse sentido, para o produtor cearense e nordestino, julho marca o início do período em que as previsões climáticas do segundo semestre começam a se materializar no campo — tornando o planejamento hídrico, a produção de forragem e o acesso a linhas de crédito para irrigação cada vez mais urgentes diante do cenário que se consolida. O padrão El Niño se confirma na primeira previsão mensal de julho A previsão do Inmet para julho é a primeira a refletir plenamente o padrão climático associado ao El Niño 2026/27, fenômeno que o IRI (Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade) projeta atingir anomalias acima de 2,5°C no Pacífico — patamar comparável aos super El Niños de 1982-83, 1997-98 e 2015-16. Consequentemente, o padrão previsto pelo Inmet — chuvas acima da média no Sul e temperaturas elevadas no Nordeste — é exatamente o padrão clássico que esse tipo de fenômeno produz no Brasil: mais umidade no Sul, mais seca no Norte e no Nordeste. Ademais, as temperaturas elevadas previstas para grande parte do Brasil em julho têm impacto duplo sobre o agronegócio nordestino: elevam a demanda hídrica das culturas irrigadas — exigindo mais água nos sistemas de irrigação — e aumentam o estresse térmico sobre os rebanhos bovinos, caprinos e ovinos, reduzindo produção de leite e ganho de peso nos animais. O que fazer agora diante do cenário climático de julho Para o pecuarista do semiárido, julho já deve ser tratado como o início da fase mais crítica do ciclo climático 2026. Consequentemente, as ações prioritárias incluem garantir estoques adequados de forragem e suplementação mineral para o rebanho antes que a estiagem se intensifique, verificar a capacidade dos sistemas de abastecimento de água da propriedade e avaliar o custo-benefício de ampliar a irrigação das pastagens nas propriedades com infraestrutura disponível. Nesse sentido, para o agricultor familiar do semiárido, a chegada do período de seca também reforça a importância de acessar as novas linhas do Plano Safra 2026/27 o mais rapidamente possível — especialmente as de recuperação de pastagens (8,5% ao ano) e as do Pronaf Semiárido — para fazer investimentos que aumentem a resiliência da propriedade antes da intensificação do El Niño. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A Funceme deve divulgar seu prognóstico climático trimestral em breve. O Portal AgroMais acompanha as condições climáticas do Ceará e do Nordeste ao longo do período de estiagem. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Weather Market: clima dos EUA assume controle dos preços de grãos em Chicago em julho
Julho chega com uma dinâmica bem conhecida pelos mercados de grãos: o chamado Weather Market, período em que o clima dos Estados Unidos — especialmente nas regiões produtoras do Meio-Oeste americano — assume o protagonismo na formação de preços nas bolsas de Chicago (CBOT). Consequentemente, o milho seguiu em alta nesta quinta-feira, com os futuros para setembro registrando valorização de 1,7% e o contrato dezembro subindo 1,7%, depois que os estoques trimestrais do USDA divulgados na terça-feira (30) vieram abaixo das expectativas do mercado: 134 milhões de toneladas, ante projeção de 137,37 milhões. Nesse sentido, a soja iniciou julho com estabilidade em Chicago, aguardando os próximos relatórios de condições de lavouras antes de definir tendência mais clara, enquanto o trigo fechou a semana em alta sustentado pela oferta restrita no mercado global. O que é o Weather Market e por que ele importa para o Brasil O Weather Market é o período do ano em que as condições climáticas nos estados produtores dos Estados Unidos — como Iowa, Illinois e Indiana — exercem influência dominante sobre a formação de preços das principais commodities agrícolas nas bolsas internacionais. Consequentemente, qualquer desvio significativo do clima esperado nas lavouras americanas — seja seca, excesso de chuva ou geada fora de época — tende a se traduzir rapidamente em movimentos de alta ou baixa nos contratos futuros de Chicago. Para o produtor brasileiro, o Weather Market é relevante porque os preços internacionais em Chicago funcionam como referência global para a formação do preço da soja e do milho no Brasil. Ademais, com a safrinha de milho brasileira ainda em colheita em partes do Centro-Oeste e a definição das intenções de plantio da safra 2026/27 se aproximando, o comportamento do Weather Market nas próximas semanas vai influenciar diretamente as cotações domésticas. Os números que saíram do USDA e seus impactos A atualização dos estoques trimestrais de grãos dos Estados Unidos divulgada pelo USDA na terça-feira trouxe uma surpresa: o estoque de milho americano ficou em 134 milhões de toneladas, ante projeção de 137,37 milhões — 2,4% abaixo do esperado. Consequentemente, esse resultado mais apertado do que o antecipado pelos traders contribuiu para sustentar a alta do milho ao longo desta semana, com os fundos de investimento ampliando posições compradas no cereal após a divulgação. Nesse sentido, o resultado do USDA também revelou que a área plantada de milho nos EUA para a safra 2026/27 foi ligeiramente superior ao esperado, mas o mercado tratou o número de estoques mais apertados como o fator dominante na sessão de terça-feira — uma leitura que confirma a lógica do Weather Market: neste período do ano, o dado de oferta presente supera as projeções de safra futura como motor de preços. O que muda na prática para o produtor Próximos passos Os relatórios semanais do USDA sobre condições de lavouras devem guiar o Weather Market ao longo de julho. O Portal AgroMais acompanha as cotações internacionais de grãos e seus efeitos sobre o produtor brasileiro. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Café arábica dispara acima de US$ 3,00 a libra com chuvas travando colheita no Brasil
A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) registrou forte alta no café arábica nesta semana, com os contratos para setembro/2026 fechando a 309,90 centavos de dólar por libra-peso na quarta-feira (1º de julho), alta de 4,5% no dia — superando pela primeira vez em cinco meses a linha psicológica de US$ 3,00. Consequentemente, o movimento confirma uma virada relevante no mercado internacional da commodity, que acumulou pressão ao longo das últimas semanas com a piora das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil. Nesse sentido, os principais fatores de sustentação são as chuvas sobre o cinturão cafeeiro do Brasil, que continuam atrapalhando a evolução da colheita, a secagem e o beneficiamento dos grãos, com indicações de prejuízos à qualidade pelo excesso de umidade. A contínua queda nos estoques certificados nos armazéns credenciados pela ICE também garante suporte aos preços, sugerindo aperto na oferta no curto prazo. A sequência de altas que culminou no rompimento dos US$ 3,00 Na terça-feira (30 de junho), o café já havia encerrado o mês com disparada superior a 7% em Nova York, acumulando ganhos expressivos na última semana do semestre. Consequentemente, o mês de junho de 2026 encerrou com o café como uma das commodities agrícolas de melhor desempenho relativo, impulsionado justamente pela combinação de colheita atrasada no Brasil e estoques em queda nas bolsas internacionais. Ademais, a queda nos estoques certificados pela ICE reflete um fenômeno que o mercado monitora de perto: a redução gradual dos lotes de café disponíveis para entrega nos armazéns credenciados, que costuma preceder movimentos mais intensos de alta quando coincide com período de colheita problemática nas origens produtoras, como está ocorrendo no Brasil atualmente. O que isso significa para o cafeicultor brasileiro Para o cafeicultor brasileiro, a alta acima de US$ 3,00 a libra em Nova York representa uma janela de comercialização significativamente mais vantajosa do que a observada em meses anteriores, quando os preços internacionais operavam abaixo desse patamar. Consequentemente, a recomendação prática é avaliar a fixação de contratos de venda para parte da produção atual nesses níveis, já que o gatilho que sustenta a alta — as chuvas sobre o cinturão cafeeiro — é de natureza temporária e pode se reverter rapidamente quando o clima normalizar. Nesse sentido, outro fator que o produtor deve monitorar é o câmbio: embora o dólar ainda se mantenha em patamar que favorece o exportador brasileiro, variações na taxa de câmbio podem ampliar ou reduzir o retorno em reais da alta internacional, tornando a combinação de preço externo e câmbio o principal parâmetro de decisão de comercialização nas próximas semanas. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O mercado de café deve seguir volátil nas próximas sessões conforme a colheita avança — ou não — nas principais regiões produtoras. O Portal AgroMais acompanha as cotações internacionais e seus efeitos sobre o cafeicultor brasileiro. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br