Um dos formatos mais participativos da programação da PEC Brasil 2026 aconteceu na sexta-feira (26): o júri popular do Prêmio Brasil Artesanal de Cachaça, promovido pelo Sistema CNA/Senar. Consequentemente, durante o evento, os visitantes puderam degustar as amostras finalistas sem a identificação dos rótulos e votar para escolher os produtos vencedores — uma dinâmica que aproximou diretamente o consumidor da produção artesanal nacional. Nesse sentido, a iniciativa do Prêmio Brasil Artesanal busca exatamente isso: aproximar consumidores da produção artesanal e ampliar a visibilidade dos produtores, num modelo que já vínhamos destacando em outras pautas da feira, como a discussão sobre o desenvolvimento sustentável da cachaça de Viçosa do Ceará através da legalização e do mercado, com apoio técnico do Senar Ceará. Degustação às cegas como ferramenta de avaliação justa O formato de degustação sem identificação de rótulos — conhecido como julgamento às cegas — é amplamente utilizado em competições de bebidas e alimentos justamente para garantir que a avaliação do público se baseie exclusivamente na qualidade sensorial do produto, sem influência de marca, embalagem ou reputação prévia do produtor. Consequentemente, esse formato é especialmente valioso para produtores artesanais menores, que competem em igualdade de condições sensoriais com marcas mais estabelecidas no mercado. Ademais, essa dinâmica conecta-se diretamente com a discussão sobre a cachaça de Viçosa do Ceará apresentada em outro momento da feira — município que busca consolidar sua produção de aguardente artesanal através de processos de legalização e fortalecimento de mercado, com assistência técnica e gerencial do Senar Ceará. Do aguardente da terra ao destilado de padrão internacional A trajetória da cachaça artesanal brasileira — de produto regional consumido localmente a destilado reconhecido internacionalmente — é um movimento que o próprio setor já discute em diferentes fóruns do agronegócio nacional. Consequentemente, iniciativas como o Prêmio Brasil Artesanal e o júri popular realizado na PEC Brasil 2026 cumprem papel relevante nessa trajetória, oferecendo visibilidade e validação de qualidade para produtores que, de outra forma, teriam dificuldade de competir por atenção do consumidor e do mercado especializado. Nesse sentido, para o Ceará — que já discute, em paralelo, a Indicação Geográfica para produtos como a manta de carneiro e busca o mesmo caminho para os queijos artesanais —, a cachaça surge como mais uma cadeia com potencial de valorização através de identidade territorial e qualidade comprovada, reforçando um padrão que atravessou diversas trilhas da PEC Brasil 2026. O que muda na prática para o produtor Próximos passos Os resultados do Prêmio Brasil Artesanal de Cachaça devem ser divulgados pelo Sistema CNA/Senar nos próximos dias. O Portal AgroMais acompanha o movimento de valorização da produção artesanal cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
CNA analisa impactos da reforma tributária para o agro na PEC Brasil 2026
Entre os temas mais técnicos da programação da PEC Brasil 2026 esteve a análise dos impactos da reforma tributária sobre o setor agropecuário, palestra conduzida pelo coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, na sexta-feira (26). Consequentemente, o tema chega num momento em que produtores rurais de todo o país buscam entender como as novas regras tributárias, ainda em fase de regulamentação, vão afetar o custo e a competitividade da produção agropecuária. Nesse sentido, a presença da CNA na feira através do Sistema CNA/Senar reforça o caráter multifacetado da PEC Brasil 2026, que combinou ao longo dos três dias discussões de genética animal, mercado internacional, sucessão rural e também temas de política econômica e tributária que afetam diretamente a rentabilidade do produtor. Por que a reforma tributária preocupa o setor agropecuário A reforma tributária brasileira, em processo de regulamentação, traz mudanças significativas na forma como impostos sobre consumo são cobrados em toda a cadeia produtiva — incluindo o agronegócio, setor com regras específicas historicamente negociadas para preservar a competitividade da produção rural brasileira. Consequentemente, entender os detalhes dessa transição é fundamental para que produtores e cooperativas possam se planejar financeiramente para os próximos ciclos. Ademais, para cooperativas — modelo de organização produtiva amplamente utilizado no Ceará e em todo o Nordeste —, a reforma tributária tem implicações específicas, já que o regime de tributação cooperativista possui características próprias que precisam ser preservadas ou adaptadas no novo sistema. Nesse sentido, a palestra de Renato Conchon buscou justamente esclarecer esses pontos para o público presente. O projeto de forrageiras do semiárido, outro destaque da CNA na feira Além da pauta tributária, o Sistema CNA/Senar também apresentou na PEC Brasil 2026 o projeto que avalia, desde 2017, o potencial produtivo de plantas forrageiras às condições de clima e solo do semiárido, e a capacidade de resiliência dessas plantas ao pastejo por ovinos, bovinos de corte e leite — iniciativa que conta com a contribuição técnica da Embrapa. Consequentemente, esse projeto se conecta diretamente com a urgência climática que o Portal AgroMais já vinha destacando ao longo da cobertura da feira: diante do El Niño histórico projetado para o segundo semestre, forrageiras mais resistentes à seca são ferramenta estratégica para a pecuária do semiárido nordestino. Nesse sentido, a combinação entre análise tributária e pesquisa em forrageiras resistentes ilustra bem o papel que a CNA busca desempenhar junto ao produtor rural: oferecer tanto inteligência econômica quanto tecnologia aplicada, em uma mesma estrutura institucional presente na feira. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A regulamentação da reforma tributária para o setor agropecuário deve avançar nos próximos meses. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos tributários e suas implicações para o produtor cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Leilão Sindi ExpoBrasil encerra hoje os remates da PEC Brasil 2026
A PEC Brasil 2026 fecha sua programação de leilões hoje, sábado (27), valorizando uma raça feita para o calor do semiárido. Consequentemente, o Leilão Sindi ExpoBrasil, realizado à noite, oferece animais de uma raça reconhecida pela rusticidade e pela adaptação às condições climáticas do Nordeste — encerrando um ciclo de remates que já passou pelo Leilão Vaquejada na abertura da feira e pelo 2º Leilão Leite Nordeste na sexta-feira (26). Nesse sentido, encerrar a programação comercial da feira com essa raça reforça uma mensagem central que atravessou os três dias de PEC Brasil: o agro do Nordeste produz com tecnologia, genética e estratégia, transformando as características climáticas da região — calor intenso, irregularidade de chuvas, semiárido — em vantagem competitiva, e não em limitação. O Sindi como resposta genética ao clima nordestino O Sindi é uma das raças zebuínas mais bem adaptadas ao clima quente e seco, valorizada por criadores que buscam eficiência produtiva em ambientes desafiadores — exatamente o tipo de animal que o semiárido cearense e nordestino historicamente demanda. Consequentemente, num momento em que o El Niño 2026/27 já é apontado por diversos relatórios como um fenômeno que pode atingir patamar histórico, com risco de seca severa para o Nordeste, investir em genética bovina mais resistente ao calor e à escassez hídrica ganha relevância estratégica adicional. Ademais, o leilão de hoje conversa diretamente com discussões técnicas que atravessaram a programação da feira ao longo dos três dias — da seleção genômica do camarão, debatida na sexta-feira, à genética leiteira ofertada no 2º Leilão Leite Nordeste. Nesse sentido, o fio condutor é o mesmo: ciência aplicada à produção animal como caminho para enfrentar os desafios climáticos e de mercado que o agronegócio nordestino enfrenta. O fechamento simbólico de um ciclo de negócios Junto à programação institucional do dia — que inclui também o IV Encontro das Mulheres do Agro e do Cooperativismo Cearense —, o Leilão Sindi ExpoBrasil faz deste sábado o ponto de encerramento tanto comercial quanto simbólico da primeira edição da PEC Brasil. Consequentemente, depois de três dias que reuniram desde autoridades internacionais da carcinicultura até startups de bioeconomia, passando por debates sobre sucessão rural e mercado internacional, a feira termina onde sempre começou: na valorização do animal, da genética e da capacidade do produtor nordestino de transformar adversidade climática em produção de qualidade. Nesse sentido, para o pecuarista que acompanhou a programação técnica ao longo dos três dias, o leilão desta noite representa a oportunidade final de transformar o conhecimento adquirido na feira em decisão concreta de investimento genético para o próximo ciclo produtivo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A PEC Brasil 2026 encerra hoje, sábado (27), com o Leilão Sindi ExpoBrasil à noite. O Portal AgroMais publicará balanço completo dos três dias de evento, incluindo os destaques dos quatro leilões realizados. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Queijos artesanais cearenses ganham espaço de negócio na PEC Brasil 2026
Entre as palestras que marcaram a trilha de Agroindústria na PEC Brasil 2026, a roda de conversa sobre os queijos especiais do Ceará reuniu marcas que já são referência regional — Nossa Santa, Queijo do Tonho, Fazenda Timbaúba e Laticínio Lopes — para discutir o que sustenta a identidade desses produtos num mercado cada vez mais dominado por grandes indústrias nacionais. Consequentemente, a discussão teve mediação ligada à Associação Queijo Cearense, entidade que atua na defesa e valorização dos produtores de queijos artesanais do estado. Nesse sentido, a programação seguiu com a palestra ‘Sabores que geram valor: cases de sucesso e experiências de laticínios atendidos pelo Sebrae Ceará’, reforçando que a transformação dos queijos artesanais em negócio estruturado passa diretamente pelo apoio técnico e institucional disponível ao pequeno produtor cearense. Pequena escala, grande identidade O argumento central que sustentou a roda de conversa é direto: o queijo cearense não compete em volume com as grandes indústrias do Sudeste, e não precisa. Consequentemente, ele compete em identidade, em sabor de origem — características que o consumidor está cada vez mais dispostos a pagar mais para ter. Nesse sentido, essa lógica de valorização territorial já vínhamos destacando em outras cadeias da agricultura familiar nordestina, como o caso dos pequenos produtores de café em Minas Gerais que triplicaram a renda investindo em torrefação própria e venda direta. Ademais, o Ceará abriga simultaneamente grandes players da cadeia láctea, como a Alvoar Lácteos — quinta maior indústria de laticínios do Brasil —, e uma rede de produtores artesanais que cresce em paralelo, mostrando que o setor lácteo cearense consegue sustentar escalas de produção muito diferentes sem que uma exclua a outra. O caminho do selo de origem Um dos pontos mais relevantes discutidos na roda de conversa foi a busca por reconhecimento formal de origem para os queijos especiais cearenses — movimento que já está em curso em outras cadeias do estado, como a manta de carneiro dos Inhamuns, que pleiteia no INPI o título de primeira Indicação Geográfica ovina do Brasil. Consequentemente, a pergunta que ficou no ar entre os produtores presentes foi direta: se a manta de Tauá pode ter esse reconhecimento, por que o queijo do Ceará não pode também? Nesse sentido, o Prêmio Brasil Artesanal de Cachaça, com júri popular realizado também durante a PEC Brasil 2026, reforça que esse movimento de valorização da produção artesanal cearense não se limita aos laticínios — a cachaça de Viçosa do Ceará também buscou, na mesma feira, o caminho da legalização e do mercado através de assistência técnica do Senar. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A PEC Brasil 2026 encerra hoje, sábado (27), no Centro de Eventos do Ceará. O Portal AgroMais acompanha o movimento de valorização da produção artesanal cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Encontro das Mulheres do Agro debate protagonismo feminino na PEC Brasil 2026
O terceiro e último dia da PEC Brasil 2026 reserva um dos encontros mais aguardados pelo público feminino do agronegócio cearense: o IV Encontro das Mulheres do Agro e do Cooperativismo Cearense, realizado hoje, sábado (27), no Centro de Eventos do Ceará. Consequentemente, o evento promove debates sobre o protagonismo feminino no setor, com destaque para o papel das Comissões de Mulheres na formação de lideranças e no fortalecimento da participação das mulheres no agronegócio. Nesse sentido, a realização do encontro no encerramento da feira não é coincidência: depois de três dias dedicados a genética, mercado internacional, tecnologia e negócios, a programação reserva o fechamento para discutir quem sustenta boa parte dessa engrenagem produtiva no campo — e que, historicamente, teve menos espaço de protagonismo institucional dentro do setor. As Comissões de Mulheres como caminho de liderança Um dos eixos centrais do encontro é o papel das Comissões de Mulheres do Agro na formação de novas lideranças dentro de sindicatos rurais, cooperativas e associações de produtores. Consequentemente, esse modelo de organização, já consolidado em diversos estados brasileiros, busca garantir que mulheres rurais tenham voz ativa nas decisões que afetam diretamente sua atividade produtiva — da política de crédito rural ao planejamento de assistência técnica. Ademais, o fortalecimento dessas comissões dialoga diretamente com uma pauta que o Portal AgroMais já vinha acompanhando ao longo da cobertura da PEC Brasil 2026: a profissionalização de cadeias produtivas tradicionalmente conduzidas por mulheres no Ceará, como os queijos artesanais e a apicultura — exemplos em que a liderança feminina já produz resultados econômicos concretos e reconhecidos. Cooperativismo como rede de sustentação O encontro Mulheres do Agro também reforça a conexão entre protagonismo feminino e cooperativismo — modelo que, como já discutido no Encontro de Jovens do Agro realizado na sexta-feira (26), funciona como rede de apoio para quem busca se estabelecer e crescer no agronegócio. Consequentemente, para a mulher rural cearense, o cooperativismo representa frequentemente o caminho mais viável de acesso a crédito, capacitação técnica e mercado, especialmente em regiões do semiárido onde o acesso individual a essas estruturas costuma ser mais limitado. Nesse sentido, encerrar a PEC Brasil 2026 com esse debate reforça a mensagem que a feira buscou transmitir ao longo dos três dias: o agro moderno se constrói com diversidade de protagonistas — do grande produtor de camarão ao jovem que assume a sucessão rural, da liderança feminina nas cooperativas ao pesquisador que desenvolve seleção genômica. Para o Ceará, fechar o evento com essa pauta é also uma declaração de prioridade institucional para os próximos ciclos do agronegócio estadual. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A PEC Brasil 2026 encerra hoje, sábado (27), no Centro de Eventos do Ceará. O Portal AgroMais publicará balanço completo dos três dias de evento nos próximos dias. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br