Quem vê o camarão no prato nem imagina a potência que existe por trás dessa cadeia produtiva. Na noite desta quinta-feira (25), o segundo dia de programação da PEC Brasil 2026 teve um de seus momentos mais concorridos: a palestra de Cristiano Maia, do Grupo Samaria, lotou o auditório da trilha de Carcinicultura, reunindo produtores, técnicos e empresários do setor que vieram de toda a região para ouvir um dos maiores nomes da carcinicultura brasileira. Consequentemente, a presença em peso do público carcinicultor não foi coincidência. Cristiano Maia é hoje reconhecido como um dos maiores produtores de camarão do Brasil e preside a Camarão BR, entidade que reúne os principais carcinicultores do país — uma trajetória que começou na Fazenda Samaria, em Jaguaribara, e que se tornou referência de empreendedorismo, inovação e geração de oportunidades para todo o setor. Uma cadeia que vai muito além do prato Durante a palestra, Cristiano Maia reforçou um ponto que resume bem o espírito do encontro: mais do que números, a carcinicultura movimenta a economia, gera milhares de empregos e coloca o Ceará em posição de destaque no cenário nacional. Nesse sentido, os dados do setor confirmam a dimensão dessa força. Segundo o mais recente Censo da Carcinicultura, realizado pela Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), o Ceará produziu 110 mil toneladas de camarão em 2024, o equivalente a mais da metade de toda a produção nacional, que somou 210 mil toneladas no mesmo período. Ademais, o faturamento do setor no estado chegou a R$ 3,5 bilhões em 2024, com projeção de alcançar R$ 4 bilhões em 2025, conforme estimativas da ABCC. Atualmente, o Ceará conta com cerca de 2.500 empreendimentos ativos na atividade, dos quais 85% são micro e pequenos produtores — um retrato que mostra como a carcinicultura cearense é, antes de tudo, uma economia pulverizada e capilarizada, com produtores de diferentes portes encontrando espaço para crescer. A interiorização como vetor de desenvolvimento Um dos pontos mais relevantes destacados durante a palestra foi o papel da interiorização da carcinicultura como motor de desenvolvimento para regiões antes distantes da atividade pesqueira tradicional. Consequentemente, o que começou predominantemente no litoral cearense hoje já alcança o sertão, com produtores utilizando águas oligohalinas — de salinidade baixa e uso antes considerado insignificante — para cultivar camarão em municípios do interior do estado. Nesse sentido, esse movimento de interiorização já alcança ao menos 59 municípios cearenses, segundo o último censo disponível, e tem se mostrado decisivo para dinamizar economias rurais, gerar emprego formal e fixar famílias no campo — inclusive abrindo oportunidades de trabalho para mulheres em regiões historicamente marcadas pelo êxodo rural. Ademais, a expansão ao longo das margens do rio Jaguaribe e em direção ao sertão dos Inhamuns tem atraído produtores que migram de atividades agropecuárias tradicionais para a carcinicultura, atraídos pela perspectiva de renda mais estável ao longo do ano. O potencial que ainda está por vir Apesar da liderança nacional consolidada, Cristiano Maia também reforçou que a carcinicultura brasileira — e cearense em particular — ainda tem um potencial de crescimento gigantesco a ser explorado. Consequentemente, especialistas do setor costumam citar a comparação com o Equador, país do tamanho de Pernambuco que exporta 1,5 milhão de toneladas de camarão por ano, dez vezes mais do que toda a produção brasileira, atualmente em torno de 150 mil a 210 mil toneladas anuais. Nesse sentido, a abertura de novos mercados internacionais — com negociações em curso para acesso à União Europeia e à China, e embarques pontuais já realizados para os Estados Unidos e Emirados Árabes — surge como o principal caminho para que o Ceará transforme essa força produtiva em ainda mais divisas, emprego e renda. Para o público que lotou o auditório na noite de quinta-feira, a mensagem foi clara: estar na PEC Brasil é entender que o agro vai muito além do campo. É tecnologia, gestão, desenvolvimento e pessoas que acreditam no potencial da terra cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
2º Leilão Leite Nordeste oferta genética leiteira na PEC Brasil 2026
A noite desta sexta-feira (26) reserva o encontro entre a teoria e o negócio na PEC Brasil 2026. Consequentemente, o 2º Leilão Leite Nordeste, às 18h, oferta genética leiteira em sintonia com a programação técnica do dia, dedicada à bovinocultura de leite. É o produtor que assiste aos debates sobre genética e nutrição pela manhã e pode arrematar, à noite, a genética que leva esse avanço para dentro da porteira — um arco que percorre toda a lógica da feira: conhecimento técnico transformado em decisão de negócio na mesma jornada. Por que o segundo leilão consolida a pecuária de leite na feira Em sua segunda edição dentro da PEC Brasil, o Leilão Leite Nordeste chega num momento de afirmação da pecuária leiteira nordestina, que vem investindo em melhoramento genético, nutrição e gestão para elevar produtividade no semiárido. Consequentemente, o remate de hoje dialoga diretamente com a programação técnica realizada ao longo do dia, que discutiu temas como eficiência alimentar de vacas leiteiras e estratégias de avanço genético em mercado competitivo. Nesse sentido, para o produtor de leite do Ceará e do Nordeste, participar do leilão de leite depois de acompanhar as palestras técnicas representa uma oportunidade de aplicar imediatamente o conhecimento adquirido, fazendo escolhas de genética mais informadas do que faria sem o contexto técnico da programação da feira. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais vai divulgar os destaques do leilão, incluindo os animais de maior valor e o volume total negociado, assim que os dados forem divulgados pela organização da PEC Brasil. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Mercado da tilápia após tarifaço dos EUA é analisado na PEC Brasil 2026
A piscicultura nordestina entrou na pauta do segundo dia da PEC Brasil 2026 pelo ângulo do mercado. Consequentemente, o debate sobre o cenário da tilápia após as mudanças na política comercial dos Estados Unidos mostra que o produtor local não está imune às tensões do comércio internacional, e que ler esse movimento é parte da estratégia de quem produz. A análise chegou com base em dados, conduzida a partir do trabalho da Jubartdata, empresa especializada em inteligência de mercado para o setor. Nesse sentido, mais do que constatar o impacto, o debate ajudou o produtor a transformar incerteza em decisão informada, avaliando diversificação, custos e novas oportunidades. O que o tarifaço americano muda para o produtor brasileiro Segundo a análise apresentada pela Jubartdata, mudanças na política tarifária americana têm efeito direto sobre o fluxo global de comércio de tilápia, já que os Estados Unidos são um dos maiores importadores mundiais da espécie — historicamente abastecidos majoritariamente pela China. Consequentemente, qualquer alteração nas regras de acesso ao mercado americano reorganiza rotas comerciais em escala global, criando tanto riscos quanto oportunidades para fornecedores alternativos, incluindo o Brasil. Ademais, esse padrão já havia sido identificado pelo Portal AgroMais em outras cadeias do agronegócio brasileiro nas últimas semanas — como o boi gordo e suas cotas de exportação para a China —, reforçando uma lição recorrente: decisões de política comercial tomadas em outros países produzem efeitos em cascata sobre o produtor brasileiro, mesmo quando ele não é parte direta da negociação. Diversificação como resposta estratégica Para o piscicultor nordestino, a recomendação que emergiu do debate foi clara: diversificar destinos de exportação e não depender excessivamente de um único mercado comprador, estratégia que reduz a vulnerabilidade a decisões políticas tomadas fora do controle do produtor. Consequentemente, essa mensagem dialoga diretamente com o que já vínhamos destacando sobre a piscicultura cearense no Açude Castanhão, debatida no primeiro dia da feira, e sobre a necessidade de o setor de aquicultura brasileiro como um todo ampliar sua presença em mercados além dos tradicionais. Nesse sentido, a análise da Jubartdata também avaliou os custos de produção da tilápia brasileira em comparação com concorrentes internacionais, fornecendo ao produtor uma leitura mais completa sobre onde a competitividade nacional pode ser fortalecida diante do novo cenário comercial global. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A PEC Brasil 2026 segue até sábado (27) no Centro de Eventos do Ceará. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos da trilha de Aquicultura e Pesca. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Roberto Rodrigues debate sucessão rural no Encontro de Jovens do Agro da PEC Brasil
Se o agro discute produtividade e tecnologia, também precisa discutir quem vai tocar o setor adiante. O segundo dia da PEC Brasil 2026 trouxe esse olhar para o futuro com o III Encontro de Jovens do Agro Cearense e o Encontro da Juventude Cooperativista, espaços dedicados à sucessão rural, à inovação e ao protagonismo de quem está chegando ao campo. Consequentemente, o debate ganhou peso nacional com a presença de Roberto Rodrigues, embaixador especial da FAO e uma das vozes mais respeitadas do Agro brasileiro — o mesmo Roberto Rodrigues que já havia sido destacado pelo Portal AgroMais como um dos nomes de maior relevância confirmados na programação especial desta primeira edição da PEC Brasil. Nesse sentido, a pauta da sucessão e da permanência do jovem no campo é estratégica para um Nordeste que quer renovar suas lideranças sem perder a conexão com a terra. A fala de quem ajudou a construir o agro brasileiro moderno Segundo Roberto Rodrigues, que ocupou o Ministério da Agricultura entre 2003 e 2006, período de forte expansão das exportações agrícolas brasileiras, ‘o jovem que decide ficar no campo hoje não está escolhendo o passado — está escolhendo um dos setores mais tecnológicos e estratégicos da economia brasileira, mas só vai conseguir se as portas certas estiverem abertas: crédito, terra, capacitação e, sobretudo, reconhecimento.’ Consequentemente, a fala resume a tensão central que o encontro buscou endereçar: o agro moderno é atrativo para a juventude, mas a permanência no campo depende de condições estruturais que vão muito além da vontade individual do jovem produtor. Ademais, a mesa-redonda sobre o que o cooperativismo reserva para os jovens, com lições de quem já trilhou esse caminho, complementou essa discussão trazendo experiências concretas de jovens que conseguiram se estabelecer no agronegócio através da organização coletiva — reforçando que o cooperativismo, mais do que modelo econômico, funciona como rede de apoio para quem está começando. Por que essa pauta é estratégica para o Nordeste O Nordeste brasileiro enfrenta, há décadas, um desafio de retenção de jovens no campo — fenômeno que se intensifica em regiões do semiárido onde a renda agrícola historicamente foi mais instável. Consequentemente, iniciativas como o Encontro de Jovens do Agro Cearense buscam reverter essa tendência mostrando que o agronegócio atual oferece caminhos de tecnologia, gestão e mercado que não existiam para gerações anteriores. Nesse sentido, a presença de Roberto Rodrigues na PEC Brasil reforça a ambição já identificada pelo Portal AgroMais na cobertura do primeiro dia da feira: trazer referências nacionais e internacionais de peso para dialogar diretamente com os desafios específicos do agro nordestino, conectando experiência histórica consolidada com as demandas mais urgentes do presente — entre elas, garantir que a próxima geração tenha motivo e condição de continuar produzindo no campo cearense. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A PEC Brasil 2026 segue até sábado (27) no Centro de Eventos do Ceará. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos do Encontro de Jovens do Agro e da Juventude Cooperativista. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Seleção genômica do camarão é destaque no segundo dia da PEC Brasil 2026
A carcinicultura segue como um dos grandes eixos da PEC Brasil 2026, e no segundo dia o debate avança para a fronteira tecnológica do setor: a seleção genômica aplicada ao melhoramento do camarão. Consequentemente, a discussão coloca o produtor brasileiro diante de uma ferramenta capaz de acelerar ganhos de produtividade, sanidade e resistência, num momento em que a cadeia busca eficiência para competir globalmente. A pauta ganha estatura internacional com a presença de João Luis Lopes da Costa Rocha, especialista que dirige programas de melhoramento genético em cinco países. Nesse sentido, sua trajetória traduz o estágio em que a carcinicultura entrou: o de uma atividade que se apoia em ciência de ponta para dar o próximo salto. O que a seleção genômica muda na prática Segundo João Luis Lopes da Costa Rocha, ‘a seleção genômica permite identificar, ainda na fase de reprodutor, quais animais carregam os genes associados a maior crescimento, melhor conversão alimentar e resistência a patógenos — isso reduz em anos o tempo que levaríamos para obter o mesmo ganho usando apenas seleção fenotípica tradicional.’ Consequentemente, a fala resume o salto qualitativo que a tecnologia representa: em vez de esperar gerações para observar o desempenho de um lote inteiro, o produtor pode tomar decisões de reprodução com base em informação genética detalhada desde o início. Ademais, para o carcinicultor cearense, essa conversa chega em momento estratégico, já que a feira também abriga, nesta edição, o lançamento de um estudo técnico da SDE sobre a carcinicultura no estado, feito em parceria com a Funceme e a Secretaria da Pesca e Aquicultura. Nesse sentido, dados de manejo, clima e genética começam a se conectar numa mesma estratégia de desenvolvimento para o setor. Da ciência de ponta ao tanque de cultivo Dirigir programas de melhoramento genético em cinco países diferentes exige adaptar uma mesma base científica a realidades de manejo, clima e infraestrutura muito distintas — exatamente o desafio que o Brasil, e particularmente o Nordeste, enfrenta ao tentar aplicar tecnologias de ponta em sistemas de produção que vão do pequeno produtor familiar a grandes fazendas verticalizadas. Consequentemente, a presença de João Luis na PEC Brasil serve também como ponte entre o conhecimento acadêmico de fronteira e a realidade prática do produtor cearense. Nesse sentido, o investimento em genética se conecta diretamente ao que a palestra internacional de Yahira Piedrahita, sobre a recuperação do Equador após a crise da mancha branca, já havia indicado no primeiro dia da feira: ciência aplicada com consistência é o que separa cadeias produtivas vulneráveis de cadeias resilientes e competitivas globalmente. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A PEC Brasil 2026 segue até sábado (27) no Centro de Eventos do Ceará. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos da trilha de Carcinicultura ao longo dos três dias de evento. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Avicultura caipira como negócio rentável é debatida na PEC Brasil 2026
Um dos debates mais conectados à realidade do pequeno e médio produtor nesta sexta-feira (26) na PEC Brasil 2026 é o da avicultura caipira como negócio rentável. Consequentemente, a programação mostra o caminho que transforma uma atividade tradicionalmente artesanal em uma agroindústria estruturada, em que genética, manejo e gestão deixam de ser detalhe e passam a definir o lucro. A mensagem central é direta: produzir frango caipira pode ser muito mais do que tradição de quintal. Nesse sentido, com escolha da linhagem certa, sanidade e visão de mercado, a criação vira fonte de renda consistente, capaz de fixar o produtor no campo e agregar valor a um produto cada vez mais valorizado pelo consumidor. Avicultura caipira: a linhagem certa como ponto de partida do negócio Segundo especialistas que conduziram a palestra, o primeiro erro que compromete a rentabilidade do frango caipira é tratar a escolha da linhagem como decisão secundária. Consequentemente, linhagens específicas para o sistema caipira têm crescimento mais lento e características organolépticas valorizadas pelo consumidor — exatamente o diferencial que sustenta o preço premium desse tipo de carne em relação ao frango de produção industrial convencional. Ademais, a combinação entre linhagem adequada, manejo sanitário rigoroso e alimentação balanceada determina não apenas a qualidade final do produto, mas também a velocidade com que o produtor recupera o investimento — fator decisivo para quem está avaliando se vale a pena profissionalizar uma criação que, até então, era apenas tradição familiar. Da produção artesanal à agroindústria estruturada O caminho da produção de quintal até a agroindústria de frango caipira passa por etapas que exigem planejamento: regularização sanitária, padronização de processos, certificação e acesso a canais de venda mais estruturados, como redes de supermercados e restaurantes especializados em produtos de origem definida. Consequentemente, esse caminho de profissionalização dialoga diretamente com o que o Portal AgroMais já vinha destacando em outras cadeias do Ceará — como os queijos artesanais e o mel da Caatinga —, em que pequenos produtores encontram na identidade e na qualidade diferenciada uma rota de rentabilidade que não depende de escala industrial. Nesse sentido, para o Nordeste, onde a avicultura caipira tem tradição cultural forte, especialmente em propriedades familiares do interior, esse processo de estruturação representa uma oportunidade concreta de gerar renda consistente sem abandonar a essência do sistema de criação que já é praticado há gerações. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A PEC Brasil 2026 segue até sábado (27) no Centro de Eventos do Ceará. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos da trilha de Avicultura Caipira ao longo do evento. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br