A contagem regressiva chegou aos sete dias finais. O PEC Brasil 2026 — nova marca da tradicional feira promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) há quase 30 anos — acontece de 25 a 27 de junho no Centro de Eventos do Ceará, com expectativa de movimentar mais de R$ 150 milhões em negócios e receber mais de 100 mil visitantes ao longo dos três dias de programação. Consequentemente, serão mais de 600 empresas e instituições públicas e privadas distribuídas em 1.300 estandes, ocupando uma área superior a 32 mil metros quadrados entre pavilhões, docas e estacionamento externo. Para o produtor cearense, portanto, esta é a última semana útil para organizar a visita e separar as dúvidas que pretende levar aos estandes técnicos e institucionais do evento. A maior feira indoor do agro brasileiro confirma seus números Considerada a maior feira do setor agropecuário das regiões Norte e Nordeste e a maior feira indoor do agronegócio brasileiro, a PEC Brasil deve receber mais de 100 mil visitantes ao longo dos três dias — um volume que reforça a magnitude do evento mesmo em sua primeira edição sob o novo nome. Além disso, a programação técnica deve capacitar de 12 mil a 15 mil pessoas, com a participação de 270 caravanas vindas do interior do Ceará e de estados vizinhos. Nesse sentido, entre os destaques da programação confirmados estão a Feira dos Municípios, com participação de 40 prefeituras cearenses, e a Expocamarão, organizada pela Associação dos Produtores de Camarão Cultivado do Ceará (APCC), com cerca de 300 estandes reunindo carcinicultores do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí. Ademais, o Espaço Somoscoop será dedicado à agricultura familiar e às cooperativas, enquanto outros espaços contemplam startups do agro, ensino, pesquisa e gastronomia regional. Por que esta última semana é decisiva para o planejamento Com o evento a apenas sete dias de distância, o produtor cearense que ainda não organizou sua visita deve aproveitar os próximos dias para definir prioridades, dado o tamanho do evento. Portanto, considerando que mais de 600 empresas estarão presentes distribuídas em 1.300 estandes, ir ao PEC Brasil sem um roteiro mínimo de visita resulta em desperdício de tempo e de oportunidades de negócio. Ademais, vale lembrar que o evento acontece apenas quatro dias antes do anúncio oficial do Plano Safra 2026/27, previsto para 1º de julho. Consequentemente, levar dúvidas específicas sobre crédito rural para discutir com representantes do Banco do Nordeste e do Banco do Brasil presentes no evento é uma estratégia inteligente para quem quer chegar ao anúncio do Plano Safra com informações mais embasadas. O significado da nova marca para o agro nordestino A mudança de nome de PEC Nordeste para PEC Brasil marca o reposicionamento estratégico da feira, que amplia sua atuação nacional e internacional. Nesse contexto, o presidente da Faec, Amílcar Silveira, já havia resumido a ambição da nova marca em declarações anteriores: ‘O agro brasileiro reconhece hoje a importância da nossa feira. A PEC Brasil nasce maior, mais moderna e conectada com os desafios e oportunidades do setor.’ Para o produtor nordestino, portanto, participar da primeira edição com a nova marca nacional é também participar de um momento histórico de consolidação do agronegócio regional como protagonista no cenário brasileiro mais amplo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O PEC Brasil 2026 acontece de 25 a 27 de junho no Centro de Eventos do Ceará, Fortaleza. O Plano Safra 2026/27 será anunciado em 1º de julho, quatro dias após o encerramento do evento. O Portal AgroMais vai cobrir a feira com matérias diárias. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
BNB destina R$ 11,7 bilhões à agricultura empresarial — ativo rural chega a R$ 51,2 bilhões
BNB | O Banco do Nordeste confirmou a destinação de R$ 11,7 bilhões à agricultura empresarial no Plano Safra 2025/2026, com prorrogação até 30 de junho do desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros das operações de custeio para produtores do Pronamp e para quem adota práticas sustentáveis, conforme as regras definidas pela instituição. Consequentemente, com o anúncio do Plano Safra 2026/27 previsto para 1º de julho, o produtor nordestino que ainda não acessou o crédito do ciclo atual tem nos próximos dias a última janela para aproveitar as condições vigentes, incluindo o desconto especial que se encerra junto com o fechamento do ciclo 2025/26. A dimensão do BNB no financiamento do agro nordestino Atualmente, o Banco do Nordeste possui um ativo rural da ordem de R$ 51,2 bilhões — sendo R$ 31 bilhões destinados à agricultura empresarial e R$ 20,2 bilhões à agricultura familiar. Esses números, segundo a própria instituição, destacam sua atuação no financiamento do agronegócio regional, respondendo por 48% de todo o crédito rural contratado em sua área de atuação no Nordeste — praticamente a metade do mercado de crédito rural da região. Nesse contexto, o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, destacou que os recursos disponibilizados no novo ciclo devem ampliar a capacidade produtiva e a competitividade do setor agropecuário regional. Segundo ele, o crédito rural tem sido uma das prioridades da gestão federal por desempenhar papel decisivo na dinamização das cadeias produtivas e na geração de oportunidades para o Nordeste. Por que o desconto especial até 30 de junho é relevante O desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de custeio, vigente para produtores do Pronamp e para quem adota práticas sustentáveis, representa economia real no custo financeiro do crédito rural — especialmente relevante num cenário de Selic ainda elevada, em 14,25% ao ano. Ademais, a prorrogação desse benefício até o fim de junho sinaliza o esforço do banco em manter condições favoráveis até o encerramento completo do ciclo atual. Consequentemente, para o produtor que ainda está avaliando se contrata crédito agora, dentro do Plano Safra 2025/26, ou aguarda o anúncio do novo ciclo em julho, vale considerar que o desconto especial atual pode não se repetir automaticamente no Plano Safra 2026/27 — tornando os próximos dias uma janela de oportunidade específica para quem se qualifica nos critérios do Pronamp ou de práticas sustentáveis. O contexto histórico do investimento em crédito rural Em declarações anteriores na solenidade de lançamento do Plano Safra 2025/2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia enfatizado que o plano estabelece novo patamar de investimentos no campo. Segundo ele, somando os três Planos Safra de sua gestão, o total chega a R$ 1,72 trilhão — aproximadamente o dobro do que foi investido nos três anos do governo anterior. Nesse sentido, o volume destinado pelo BNB à agricultura empresarial nordestina se insere nesse contexto mais amplo de expansão do crédito rural ao longo dos últimos ciclos — um movimento que o produtor da região deve acompanhar de perto à medida que as negociações do Plano Safra 2026/27 se aproximam de sua conclusão. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O ciclo atual do Plano Safra 2025/26 encerra em 30 de junho. O Plano Safra 2026/27 será anunciado em 1º de julho. O Portal AgroMais acompanha as condições de crédito do BNB para o produtor nordestino. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Economia equestre em Tauá: vaquejada, tira boi e mangalarga movimentam o Sertão dos Inhamus
Sertão dos Inhamuns | Para quem olha de fora, é esporte e espetáculo. Para quem vive do campo no Sertão dos Inhamuns, no entanto, é negócio que gira o ano inteiro. A economia do cavalo, sustentada por modalidades como vaquejada, tira boi, pega de boi e mangalarga machador, foi tema de mesa de debate na Agro Tauá e revela uma frente econômica que cresce ao lado da tradicional criação de ovinos e caprinos. A discussão reuniu nomes de peso do setor equestre cearense, entre eles embaixadores do ranch sorting no Ceará, dirigentes de associações de criadores e selecionadores de cavalos de raça. Consequentemente, o recado comum foi o de que cada animal que entra na arena representa uma cadeia produtiva inteira em movimento, e que essa cadeia tem peso real na economia das feiras e dos municípios. Uma cadeia que vai além da arena O raciocínio é simples de entender quando se acompanha um competidor. Antes de chegar à prova, ele compra ou cria o cavalo, investe em sela e acessórios, paga exames veterinários, garante feno, ração e transporte do animal. Além disso, durante os eventos, movimenta hospedagem, alimentação e serviços na cidade que sedia a competição. Cada dupla que entra no esporte, portanto, aciona dezenas de pequenos negócios em volta. Em feiras agropecuárias, essa engrenagem se intensifica. Nesse sentido, os eventos atraem atletas que trazem seus próprios animais, geram público e dão visibilidade a toda a economia ligada ao cavalo, do criador ao comerciante de insumos. Consequentemente, o esporte equestre, nesse desenho, deixa de ser apenas entretenimento e passa a ser vetor de negócios e de circulação de renda na região. O ranch sorting como vitrine Nenhuma modalidade traduz melhor esse momento do que o ranch sorting, também conhecido como tira boi. Apontado como o esporte equestre que mais cresce no Brasil em número de inscrições oficiais junto à Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha, a ABQM, ele registrou um salto de 48% nas inscrições de um campeonato nacional para o seguinte. Ademais, conhecido como o esporte da família, é praticado por homens, mulheres, crianças e idosos, o que amplia o público e a base de praticantes. Em uma região onde o trabalho com o gado e a criação de cavalos faz parte do cotidiano, portanto, o esporte encontra terreno fértil. A presença de embaixadores da modalidade, de presidentes de associações e de criadores de Quarto de Milha e de Mangalarga Machador na mesa de Tauá mostra que o setor se organiza para transformar a aptidão natural do sertanejo com o cavalo em atividade econômica estruturada. Tradição que segura o jovem no campo Mais do que renda imediata, dirigentes do setor enxergam no esporte equestre uma ferramenta de permanência. Em outras palavras, ao oferecer ao jovem do sertão uma atividade que une cultura, competição e oportunidade de negócio, as modalidades equestres ajudam a criar laços com o território e alternativas de vida no campo, num momento em que o êxodo rural preocupa gestores em todo o semiárido. A Agro Tauá, ao dedicar uma mesa inteira ao tema, reconhece que o cavalo voltou ao centro da conversa econômica do município. Consequentemente, se a ovinocaprinocultura define a identidade histórica de Tauá, a economia equestre desponta como a frente que diversifica essa base e movimenta a feira a cada apartação cronometrada. No sertão, o cavalo sempre teve função. Agora, tem também faturamento. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
CAR em dia é pré-requisito para crédito rural subsidiado — regularização trava acesso desde janeiro
Em meio às discussões sobre volume e taxas de juros do Plano Safra 2026/27, um detalhe técnico fundamental pode pegar produtores desprevenidos: desde janeiro de 2026, imóveis rurais sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado e sem embargos ativos perdem acesso às linhas oficiais subsidiadas de crédito rural. Consequentemente, a regularidade documental e ambiental da propriedade passou a ser, na prática, tão importante quanto o histórico financeiro do produtor para a obtenção de financiamento. Nesse contexto, especialistas recomendam que o produtor antecipe a checagem do CAR, do enquadramento na categoria correta e do limite de crédito disponível antes da janela de plantio — e não na véspera da contratação, quando eventuais pendências podem custar semanas valiosas de atraso no início da safra. Crédito rural: o que é o CAR e por que ele se tornou obrigatório O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro público eletrônico que reúne informações ambientais das propriedades rurais, incluindo a delimitação de áreas de preservação permanente, reserva legal e remanescentes de vegetação nativa. Criado pelo Código Florestal de 2012, o CAR é a base do sistema de monitoramento ambiental rural do país. A partir de janeiro de 2026, a exigência de CAR analisado — e não apenas registrado — tornou-se condição obrigatória para acesso a crédito rural subsidiado. Em outras palavras, não basta ter feito o cadastro inicial: é necessário que a análise técnica do órgão ambiental competente já tenha sido concluída, confirmando que a propriedade está em conformidade com as exigências legais. Além disso, a existência de embargos ambientais ativos — mesmo que antigos ou relacionados a questões já em processo de regularização — também bloqueia o acesso às linhas subsidiadas. Por que essa exigência pode pegar produtores desprevenidos Muitos produtores fizeram o cadastro inicial do CAR há anos, mas não acompanharam se a análise técnica foi efetivamente concluída pelo órgão ambiental estadual responsável. Consequentemente, é possível que uma propriedade esteja com o CAR ‘registrado’, mas ainda ‘pendente de análise’ — uma distinção técnica que pode não ser do conhecimento de todos os produtores, mas que tem efeito prático direto sobre o acesso ao crédito rural. Ademais, embargos ambientais podem permanecer ativos no sistema mesmo após o produtor já ter regularizado a situação que gerou a autuação original, caso o processo de baixa do embargo não tenha sido formalmente concluído junto ao órgão ambiental. Portanto, a recomendação de verificar a situação com antecedência não é apenas burocrática — é uma medida prática para evitar surpresas desagradáveis no momento de contratar o financiamento da safra. Como simular cenários financeiros diante dessa exigência Além da checagem documental, especialistas recomendam que o produtor simule diferentes cenários financeiros antes da janela de plantio. Nesse sentido, uma pergunta central deve ser respondida com antecedência: se a equalização de juros do Plano Safra 2026/27 for limitada — como ocorreu no ciclo anterior —, qual parcela do custeio o produtor consegue bancar com recursos próprios ou crédito privado? Consequentemente, planejar esse cenário com antecedência evita decisões apressadas no momento em que o Plano Safra for divulgado, em 1º de julho. Em outras palavras, um Plano Safra robusto no papel é um bom sinal para o setor, mas o produtor só se beneficia efetivamente do crédito rural que chega à sua fazenda — e isso depende tanto da equalização fiscal definida pelo governo quanto da regularidade ambiental e documental da propriedade individual. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Plano Safra 2026/27 será anunciado em 1º de julho, quando as condições definitivas de crédito subsidiado serão conhecidas. O Portal AgroMais recomenda que os produtores iniciem a checagem documental imediatamente, antes do início da janela de contratação. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Copom corta Selic para 14,25% — primeira decisão sob a presidência de Kevin Warsh no BC
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano na quarta-feira (17), em decisão alinhada com as expectativas do mercado. No entanto, o detalhe mais marcante da reunião não foi o corte em si, mas o contexto institucional: essa foi a primeira decisão de política monetária sob a presidência de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump após meses de embates com o então presidente da instituição, Jerome Powell. Consequentemente, mesmo com o corte de juros, o comunicado que acompanhou a decisão reforçou um tom cauteloso, destacando que a inflação continua acima da meta e que o cenário global permanece cercado de incertezas — sobretudo pelas consequências já materializadas dos conflitos no Oriente Médio, que pressionaram custos de energia e fertilizantes ao longo dos últimos meses. Copom: porque o corte de juros não significa afrouxamento acelerado Na avaliação do Copom, a atividade econômica brasileira mostrou aceleração no período recente, enquanto as expectativas de inflação e as próprias projeções do Banco Central se distanciaram da meta. Diante desse cenário, o Comitê reafirmou uma postura de serenidade e cautela na condução da política monetária, evitando antecipar os próximos passos do ciclo de juros. Nesse sentido, o Banco Safra projeta que a Selic encerre 2026 em 13,50% ao ano — refletindo um processo gradual de queda, e não uma sequência acelerada de cortes. Ademais, a instituição destaca que a atividade econômica resiliente, o mercado de trabalho aquecido e os riscos associados ao El Niño confirmado para o segundo semestre são fatores que limitam o ritmo do ciclo de cortes de juros no Brasil. O que a manutenção de juros elevados significa para o crédito rural Para o agronegócio, a trajetória de queda gradual da Selic — e não um corte acelerado — tem implicações diretas sobre o custo do crédito rural nos próximos meses. Com a Selic ainda em 14,25%, o custo de equalização do Plano Safra 2026/27 permanece elevado, o que limita o espaço fiscal do governo para ampliar significativamente o volume de crédito subsidiado oferecido ao setor. Além disso, as linhas de crédito com taxas de mercado — fora do âmbito do Plano Safra subsidiado — continuam caras, com taxas próximas a Selic + 3% ou 4% ao ano, o que representa 17% a 18% ao ano para o produtor que não tem acesso a linhas como Pronaf, Pronamp ou FNE do Banco do Nordeste. Consequentemente, o custo de carregamento de estoques agrícolas também permanece elevado, em torno de 1,15% a 1,2% do valor do produto por mês. O risco do El Niño como fator que trava o ciclo de cortes Um aspecto particularmente relevante para o produtor rural é a menção explícita do Banco Safra aos riscos do El Niño confirmado como fator que limita o ritmo do ciclo de cortes de juros. Nesse contexto, eventos climáticos adversos podem pressionar a inflação de alimentos — seja por redução de oferta em culturas afetadas pela seca no Nordeste, seja por impactos na safra de grãos do Centro-Oeste. Portanto, a combinação entre El Niño e política monetária cautelosa cria um ambiente em que o produtor deve planejar suas finanças considerando juros elevados por mais tempo do que o inicialmente esperado — reforçando a importância de buscar linhas de crédito subsidiadas e de gerenciar com cuidado o custo de carregamento de estoques ao longo do segundo semestre. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Plano Safra 2026/27 será anunciado em 1º de julho, com possível redução nas taxas de juros das linhas subsidiadas. A próxima reunião do Copom deve ocorrer em agosto, com novas indicações sobre o ritmo do ciclo de cortes. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Plano Safra 2026/27: governo negocia aumento de 10% com volume de até R$ 570 bilhões
As negociações para o Plano Safra 2026/27 avançam com sinalização mais otimista nesta semana. O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Cleber Soares, declarou nesta terça-feira, em evento promovido pela revista Veja em São Paulo, que o governo negocia um aumento de 10% nos recursos do plano, com volume possível de R$ 570 bilhões para a agricultura empresarial — acima da expectativa anterior de R$ 550 bilhões discutida nas semanas precedentes. Por outro lado, o próprio secretário reconheceu que o cenário é desafiador e que um aumento equivalente à inflação, em torno de 4% a 5%, já seria considerado um incremento muito bom diante das restrições fiscais atuais. Consequentemente, o anúncio de um possível aumento de 10% representa uma evolução positiva nas negociações, mas ainda distante do pedido de R$ 623 bilhões defendido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O que está em jogo nas negociações finais A CNA pressiona por um pacote de R$ 623 bilhões — 53,5% acima dos R$ 405,9 bilhões do ciclo atual de custeio, com R$ 104,9 bilhões destinados especificamente à agricultura familiar. Nesse contexto, o Ministério da Agricultura defende publicamente que as linhas de custeio saiam com juros de um dígito — uma meta ambiciosa diante da Selic atual em 14,25%, que eleva substancialmente o custo de equalização para o Tesouro Nacional. Ademais, vale lembrar que o custo médio de produção de soja está estimado acima de R$ 4.500 por hectare em diversas regiões do Brasil, o que significa que o capital de giro necessário para viabilizar uma safra cresce ano a ano, enquanto as linhas oficiais nem sempre acompanham esse ritmo de crescimento. Consequentemente, o ponto mais observado pelo mercado é justamente o teto de juros nas linhas subsidiadas — fator que determina quantos produtores conseguirão financiar a safra por canais formais e quantos precisarão recorrer a alternativas mais caras. Como o secretário busca reduzir os juros mesmo com a Selic elevada O anúncio de que o Ministério busca reduzir as taxas de juros do plano, mesmo com a Selic ainda em 14,25%, é tecnicamente possível através de maior subsídio na equalização — ou seja, o governo absorve uma parcela maior da diferença entre a Selic e a taxa final cobrada do produtor. No entanto, essa estratégia tem custo fiscal direto: quanto maior o subsídio, maior o gasto do Tesouro com a equalização. Nesse sentido, o desafio do governo é encontrar o equilíbrio entre atender as demandas do setor produtivo por juros mais baixos e manter a responsabilidade fiscal num momento em que a Selic elevada já pressiona as contas públicas em diversas frentes. Portanto, o anúncio final em 1º de julho deve refletir esse equilíbrio entre o que é tecnicamente desejável e o que é fiscalmente viável. O que esperar até o anúncio oficial Com o anúncio confirmado para 1º de julho, restam pouco menos de duas semanas para que os detalhes finais sejam fechados entre o Ministério da Agricultura, o Ministério da Fazenda e as entidades representativas do setor produtivo. Consequentemente, é nesse período que o produtor deve acompanhar de perto os desdobramentos das negociações, já que mudanças nas propostas podem ocorrer até os últimos dias antes do anúncio oficial. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O anúncio oficial do Plano Safra 2026/27 está confirmado para 1º de julho. O Portal AgroMais vai cobrir o anúncio com análise detalhada das condições de crédito para o produtor cearense e nordestino. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Ureia recua mais de 40% em 8 semanas e retorna a níveis pré-crise antes da assinatura do acordo
O mercado de fertilizantes já vinha precificando a paz havia semanas — antes mesmo da assinatura do acordo entre Estados Unidos e Irã. Segundo análise da StoneX, os preços internacionais da ureia destinada ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, retornando aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio, no final de março. Consequentemente, as cotações CFR Brasil — que consideram o custo da mercadoria entregue no porto brasileiro, incluindo frete — já recuaram para patamares inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos acumulados durante o período de maior incerteza. Para colocar a dimensão da crise em perspectiva: a ureia chegou a subir 50% desde o início da guerra, no final de março, enquanto outros fertilizantes, como o fosfato diamônico, também registraram altas expressivas no mesmo período. Por que o Estreito de Ormuz pesa tanto nos fertilizantes Para entender a magnitude do movimento de preços, é preciso compreender a concentração geográfica da produção mundial de fertilizantes nitrogenados. O Golfo Pérsico concentra quase metade de toda a produção mundial de ureia e 30% da amônia, com cerca de um terço de todos os fertilizantes do planeta passando pelo Estreito de Ormuz. Nesse sentido, qualquer interrupção ou ameaça de interrupção nessa rota tem efeito direto e imediato sobre os preços globais. Além disso, diferentemente do petróleo, o setor de fertilizantes não possui reservas estratégicas coordenadas internacionalmente — o que torna as interrupções no fornecimento muito mais difíceis de gerir e explica por que os preços reagiram com tanta intensidade durante os quatro meses de conflito. Ademais, a interrupção do fornecimento de GNL (gás natural liquefeito) também afetou a produção de fertilizantes, já que o gás natural é insumo fundamental na fabricação de amônia e, consequentemente, de ureia. O que a queda de 40% significa na prática para o produtor Para o produtor brasileiro, a magnitude da queda é especialmente relevante porque reflete uma reversão completa do choque de preços observado durante a crise. Em outras palavras, o custo de adubação nitrogenada para a safra 2026/27 pode voltar a patamares semelhantes aos praticados antes do conflito — uma diferença que, para grandes áreas de soja e milho, representa economia significativa no custo total de produção. Nesse contexto, vale lembrar que o choque de preços e a eventual escassez de fertilizantes durante a temporada de plantio da primavera no Hemisfério Norte chegaram a ameaçar reduzir o plantio e a produtividade do milho nos Estados Unidos — principal matéria-prima para a carne bovina, aves e laticínios americanos —, com potencial de aumentar os preços globais de alimentos até 2027. Consequentemente, a reversão atual nos preços de fertilizantes é uma boa notícia não apenas para o produtor brasileiro, mas para toda a cadeia global de proteína animal. O timing favorável para a safra 2026/27 A queda nos preços da ureia chega num momento estrategicamente favorável para o produtor brasileiro. Tradicionalmente, o segundo semestre é quando o Brasil amplia as compras de fertilizantes nitrogenados para a safra que começa a ser plantada em setembro e outubro no Centro-Oeste e em novembro no Nordeste. Portanto, quem ainda não fechou contratos de fertilizantes para a próxima safra está numa posição privilegiada para aproveitar a reversão de preços que já está em curso. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A assinatura formal do acordo EUA-Irã ocorre hoje na Suíça, o que deve consolidar ainda mais a tendência de queda nos preços de fertilizantes. O Plano Safra 2026/27 será anunciado em 1º de julho. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
EUA e Irã assinam acordo de paz hoje na Suíça — Estreito de Ormuz é reaberto oficialmente
Acordo de paz | A cerimônia mais aguardada do mês acontece hoje. Estados Unidos e Irã assinam formalmente o ‘Memorando de Entendimento de Islamabad’ em um hotel de luxo no Monte Bürgenstock, próximo ao Lago Lucerna, na Suíça — local escolhido pelos mediadores paquistaneses e cataris justamente pelo difícil acesso, que facilita os rígidos protocolos de segurança exigidos para um encontro dessa magnitude. Consequentemente, o vice-presidente americano JD Vance representa os EUA na assinatura, com a possibilidade de Trump também comparecer ao evento, enquanto o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, assina pelo lado do Irã. Para o agronegócio mundial, portanto, hoje marca o fim formal de quase quatro meses de conflito que pressionaram fortemente os custos de fertilizantes, energia e logística internacional desde o final de março. O que esse acordo de paz prevê na prática Segundo o texto divulgado pelos EUA na quarta-feira (17), o documento detalha medidas concretas para a reabertura do Estreito de Ormuz, o alívio de determinadas restrições financeiras ao Irã e estabelece expectativas para tratar do programa nuclear iraniano em futuras negociações técnicas. Nesse sentido, o tráfego de embarcações comerciais pelo estreito já começou ontem, com a remoção completa do bloqueio naval prevista para até 30 dias e um período de 60 dias em que o Irã deve garantir passagem ‘segura e gratuita’, sem cobrança de pedágios. Além disso, o texto prevê que o Irã inicie a desminagem do Estreito em até 30 dias — um detalhe técnico fundamental, já que relatos de áreas com minas no corredor marítimo vinham sendo apontados como um dos principais obstáculos para a normalização efetiva da navegação. Ademais, o documento estabelece que EUA e Irã vão negociar um mecanismo para lidar com o material nuclear enriquecido estocado pelo país, com ‘metodologia mínima de diluição no local’ e supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) — um avanço em relação ao rascunho anterior, que não incluía essa linguagem específica. Por outro lado, o Departamento do Tesouro dos EUA deve emitir isenções para exportação de petróleo bruto iraniano, derivados e serviços associados, enquanto os dois países negociam a liberação de fundos e ativos iranianos congelados. O cronograma de extinção das sanções, no entanto, ainda precisa ser acertado em negociações futuras. As reações de cada lado e o que ainda está em aberto O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador-chave do acordo de paz, anunciou que ‘ambos os lados declararam a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo as no Líbano’ — referência que ganha relevância especial após o recente ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, que havia gerado temores de um revés nas negociações. Em contrapartida, o Irã fez questão de marcar posição: o vice-chanceler iraniano afirmou que o poder militar do país e suas ameaças ajudaram a finalizar o texto, e a diplomacia iraniana declarou que a conclusão do acordo não significa ‘confiar no inimigo’. Nesse contexto, vale lembrar que reuniões técnicas adicionais estão previstas para hoje mesmo, na Suíça, com a participação de mediadores como Paquistão e Catar — sinal de que a implementação prática do acordo ainda vai exigir negociações complementares ao longo das próximas semanas. O que isso significa para o agronegócio global Para o agronegócio brasileiro e mundial, a assinatura do acordo de paz hoje, representa o evento mais concreto desde o início das negociações para confirmar que a normalização das rotas do Golfo Pérsico é real — e não apenas uma trégua temporária. Consequentemente, os mercados de fertilizantes, que já vinham precificando a paz nas últimas semanas com queda superior a 40% na ureia, ganham hoje a confirmação formal que sustenta essa tendência de médio prazo. No entanto, especialistas já alertam que a normalização completa da navegação e da produção no Golfo deve ser gradual — não imediata —, com efeitos plenos esperados apenas ao longo de 2027. Portanto, o produtor brasileiro deve interpretar a assinatura de hoje como um marco importante, mas não como o fim de toda a volatilidade nos mercados de insumos e energia nos próximos meses. O que muda na prática para o produtor Próximos passos As negociações técnicas sobre a implementação do acordo continuam hoje na Suíça. O Plano Safra 2026/27 será anunciado em 1º de julho. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos do acordo e seus impactos sobre os preços de fertilizantes e petróleo. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br