O preço médio da uva branca sem semente embalada de categoria 1 chegou a R$ 11,60 por quilo no Vale do São Francisco (PE/BA), alta de 4,4% na comparação semanal, segundo o Hortifrúti/Cepea. A oferta mais controlada entre 13 e 16 de outubro, as exportações mais aquecidas e a demanda interna contribuíram para a valorização.
Na roça, porém, a cotação média da variedade ficou estável em R$ 5,50 por quilo. São referências de etapas e condições de venda diferentes, que não devem ser interpretadas como margem direta do produtor.
Calor impõe uma segunda conta
Produtores consultados pelo Hortifrúti/Cepea relataram prejuízos à aparência das uvas brancas sem semente em meio a temperaturas elevadas. Cachos mais expostos à radiação solar podem apresentar bagas amareladas, reduzindo a proporção de frutas com o padrão desejado pelos compradores.
Assim, a valorização de determinados lotes ocorre ao mesmo tempo que a qualidade de parte da oferta sofre pressão.
Comercialização depende de padrão e destino
Para produtores e embaladores, o desafio é acompanhar quantidade colhida, classificação e preço obtido em cada canal. Um preço médio mais alto para a fruta embalada não garante melhor resultado financeiro se crescer o descarte ou se mais lotes forem vendidos em categorias inferiores.
O que muda na prática
- O mercado mostrou valorização para a uva branca sem semente embalada de categoria 1.
- O calor exige atenção à qualidade comercial dos próximos lotes.
- A análise de margem precisa considerar classificação, custos de embalagem e destino da venda.
Próximos passos: acompanhar temperaturas, qualidade dos lotes, embarques e cotações na roça e no mercado de fruta embalada.
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