Entre 10 de agosto e 10 de setembro, os preços internacionais do trigo acumularam alta de 13%, encerrando o período em US$ 7,23 por bushel, segundo o relatório. A escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia e os riscos logísticos no corredor Azov-Mar Negro adicionaram prêmio às cotações.
Rússia exporta menos
Em agosto, os embarques russos teriam somado apenas 1,3 milhão de toneladas, evidenciando o impacto das dificuldades logísticas. O mercado acompanha se o problema será temporário ou se reduzirá de forma mais duradoura a presença russa no comércio internacional.
Qualidade passa a valer tanto quanto volume
No Brasil, excesso de chuva durante a colheita, especialmente no Paraná, elevou preocupações com qualidade. O trigo paranaense foi negociado a R$ 77,96 por saca, alta de 4% em 30 dias. Na Argentina, a produção é projetada próxima de 21 milhões de toneladas, mas proteína e doenças permanecem no radar.
O que muda na prática para o produtor
• Moinhos devem monitorar qualidade e proteína, não apenas volume total disponível.
• Produtores do Sul precisam reforçar manejo de doenças em ambiente mais úmido.
• Risco logístico internacional pode repercutir rapidamente na paridade de importação.
Próximos passos
Chuvas no Sul, qualidade da safra argentina e logística do Mar Negro devem continuar determinando o prêmio do trigo.
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