O mel do caju ganhou atenção no Ceará por unir apicultura e cajucultura em um modelo produtivo que aumenta renda e fortalece a biodiversidade. A florada do cajueiro influencia sabor, cor e qualidade do mel, enquanto a polinização intensifica a produtividade do caju. A prática demonstra como atividades tradicionais do interior podem se complementar.
Produção do mel do caju e sua importância
O mel do caju apresenta coloração escura e sabor característico. O apicultor Júnior do Mel, de Ocara, explica que a florada do cajueiro altera o perfil sensorial do produto. Além disso, a abelha promove polinização eficaz, o que aumenta o rendimento do cajueiro e melhora o desenvolvimento da castanha.
A integração das duas cadeias cria benefícios diretos para o produtor, que aproveita o potencial de uma espécie nativa e presente em grandes áreas do semiárido.
A rotina e a história da apicultura no interior
A apicultura moderna utilizada por produtores locais segue o modelo Langstroth, adotado internacionalmente. No entanto, a tradição começou no mato, antes da introdução das caixas padronizadas.
O trabalho depende do clima, da florada e da força dos enxames. Alguns anos são mais produtivos, enquanto outros exigem manejo cuidadoso. Mesmo assim, a atividade continua sendo uma fonte de renda relevante para famílias que vivem no interior cearense.
A reprodução dos enxames, mostrada por Júnior, reforça que a genética e o manejo adequado sustentam a expansão da produção.
Impactos econômicos e ambientais da integração
O uso estratégico da polinização melhora a produtividade da cajucultura e favorece o equilíbrio ambiental. A abelha amplia a fertilização das flores e reduz perdas. Assim, o mel torna-se mais valorizado enquanto o cajueiro entrega maior retorno por hectare.
Essa complementaridade fortalece a economia rural, diversifica a renda e preserva práticas tradicionais. O Ceará se beneficia ao unir inovação, conhecimento empírico e manejo sustentável em cadeias que representam a identidade do sertão.
A relação entre abelhas e cajueiros mostra como a apicultura pode transformar realidades locais. O mel do caju traduz cultura, técnica e união entre atividades que moldam o interior nordestino. A integração aumenta renda, preserva saberes e reforça o papel do campo na construção de produtos únicos e competitivos.
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