As exportações brasileiras de frutas somaram US$ 354,2 milhões de julho a setembro de 2026, alta de 8% frente ao mesmo trimestre de 2025, segundo dados da Abrafrutas. O volume, porém, recuou 7,5%, para 268,8 mil toneladas. O balanço traz uma questão central para os polos do Nordeste: quais frutas ganharam espaço e quais perderam receita ou quantidade embarcada?
Avanço agregado esconde diferenças
A manga registrou receita de US$ 131,4 milhões, crescimento de 35%, e volume de 95 mil toneladas, alta de 14,1%. A uva avançou em receita e quantidade; o abacate também cresceu. Já o melão recuou 22,5% em faturamento e 25,3% em volume. Portanto, a melhora geral não deve ser atribuída a todas as culturas.
O que o valor médio revela
Dividindo receita por volume, o valor médio aproximado do conjunto subiu de US$ 1.129 para US$ 1.318 por tonelada. Essa conta não prova uma alta uniforme dos preços: mudanças de produto, qualidade, destino e calendário também podem elevar a média. Para compreender o resultado do Nordeste, é preciso separar as estatísticas por fruta e estado.
Decisão comercial da próxima janela
Exportadores terão de observar demanda nos destinos, exigências de qualidade e capacidade logística. A manga e o melão oferecem ângulos distintos para entrevistar produtores e associações, sem antecipar uma explicação única para a evolução de cada cadeia.
O que muda na prática
• Receita nacional no trimestre: US$ 354,2 milhões, alta de 8%.
• Volume nacional: 268,8 mil toneladas, recuo de 7,5%.
• Manga cresceu; melão caiu em valor e quantidade no período.
Próximos passos
Solicitar à Abrafrutas dados por estado e ouvir exportadores de manga, melão e outras frutas nordestinas.
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