Depois de um agosto marcado por calor, baixa umidade e tempo seco no Brasil Central, setembro começou com o retorno das precipitações em áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e outras regiões do Centro-Oeste e Sudeste. A melhora, porém, ainda é irregular e localizada. Segundo o Agro Mensal de setembro do Itaú BBA, esse quadro não permite afirmar que a estação chuvosa esteja definitivamente estabelecida.
MATOPIBA entra no radar
Para o MATOPIBA, a regularização das chuvas é especialmente importante. Um atraso na consolidação do regime hídrico pode postergar as primeiras semeaduras e aumentar a exposição das lavouras a períodos de calor e estiagem durante o verão. Em Mato Grosso e Rondônia, o risco de plantar com umidade insuficiente também pode levar produtores a escalonar a semeadura para reduzir a possibilidade de replantio.
Nem todas as culturas sentem o clima da mesma forma
As chuvas de setembro também ajudam café e citros, ao recompor a umidade do solo e favorecer floradas e desenvolvimento dos frutos. No Sul, entretanto, o problema pode ser o excesso: maior umidade, menor luminosidade e pressão de doenças elevam o risco para o trigo, especialmente nas fases finais do ciclo.
O que muda na prática para o produtor
• Acompanhar chuva acumulada e umidade do solo antes de acelerar a semeadura.
• No MATOPIBA, ajustar janela de plantio à regularização efetiva das precipitações.
• No Sul, reforçar monitoramento de doenças e qualidade do trigo.
Próximos passos
O mercado deve observar se as chuvas de setembro ganham regularidade no Centro-Oeste e no MATOPIBA e como o El Niño influencia o Sul do país.
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