O Ceará discute a implantação de projetos-piloto de cultivo protegido em Piquet Carneiro, no Sertão Central, e Ubajara, na Serra da Ibiapaba. A Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) informou em 27 de outubro que empresários da Atos Construção e da holandesa CNI Agrotech estão estruturando uma parceria para testar produção em estufas. A implantação é prevista para 2027, mas o projeto ainda está na fase de modelagem, articulação local e preparação de infraestrutura.
Tomate, pimentão e mirtilo entram nos testes
As unidades previstas deverão avaliar o desempenho de sementes e mudas dessas culturas sob condições de cultivo protegido. O objetivo é identificar variedades que se adaptem melhor ao clima de cada polo antes de considerar produção em escala maior. A SDE menciona também processamento, logística e distribuição como componentes do plano.
Tecnologia depende de viabilidade local
Estufas podem ajudar a controlar parte do ambiente de produção e organizar o manejo da irrigação, mas os resultados dependem de energia, água, custo de instalação, sanidade e mercado comprador. Os testes serão importantes para medir produtividade, qualidade e retorno econômico nas condições do Ceará.
Implantação ainda requer etapas
Segundo a SDE, o grupo trabalha em protótipos, contatos com prefeituras, licenciamento e infraestrutura. A fase inicial de pesquisa tem estimativa de 20 a 30 empregos diretos, informada pelos proponentes. É uma previsão associada à instalação das unidades, não vagas já abertas.
O que muda na prática
• Acompanhar licenças, localização e cronograma dos dois polos.
• Comparar resultados de cultivares e custo de produção em cada região.
• Mapear demanda e canais de venda antes de ampliar a escala.
Próximos passos
A efetiva instalação dos protótipos e os dados dos primeiros ciclos de cultivo indicarão quais produtos têm potencial comercial nos dois polos.
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