A retomada da cotonicultura no Ceará ganhou espaço na ExpoCariri, em Barbalha, com a apresentação de diretrizes do Programa Estadual de Fortalecimento e Revitalização da Cotonicultura. Segundo a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), o plano prevê R$ 6 milhões de investimentos até 2027 e uma meta de até 4 mil hectares cultivados em sua segunda fase. São objetivos para implantação e expansão, não resultados já atingidos.
Sementes e assistência integram a proposta
A SDE aponta uso de sementes certificadas, como a cultivar BRS 500 B2RF desenvolvida pela Embrapa, além de assistência técnica e defesa sanitária. A adaptação local e os custos de produção deverão ser avaliados pelos produtores antes de ampliar áreas. A lei estadual que instituiu o programa é de 2025.
Cariri já apresenta produção localizada
Dados divulgados pela secretaria citam Mauriti com 501 toneladas colhidas em 240 hectares e Brejo Santo com 237 toneladas em 107 hectares. Esses números mostram bases de produção municipal, mas são menores que a área prevista para a segunda fase do programa em todo o estado. A conexão com a indústria têxtil aparece como oportunidade a desenvolver.
Feira aproxima cadeia e pesquisa
A ExpoCariri reuniu produtores, técnicos, instituições e empresas entre 29 e 31 de outubro. O encontro deu visibilidade ao plano, mas contratos, expansão agrícola e investimentos precisam ser acompanhados por indicadores posteriores. Questões de irrigação, manejo e logística influenciarão a competitividade do algodão cearense.
O que muda na prática
• Conferir regras de acesso às ações do programa estadual.
• Avaliar sementes, assistência técnica e custo por hectare.
• Monitorar área plantada e comercialização antes de chamar a meta de resultado.
Próximos passos
A execução dos investimentos e os plantios seguintes mostrarão a velocidade da expansão anunciada.
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