A média do boi gordo em São Paulo voltou a R$ 345,90 por arroba em agosto, alta de 3,3% sobre julho. O Itaú BBA estima queda de cerca de 20% nos abates sob inspeção federal frente ao mês anterior, movimento que ajudou o mercado físico a recuperar equilíbrio.
China cai, outros destinos amortecem impacto
As exportações de carne bovina totalizaram 196 mil toneladas em agosto, 27% abaixo de agosto de 2025. Os embarques para a China foram de apenas 16 mil toneladas, queda de 90%. Estados Unidos, Chile, Rússia, Egito e Arábia Saudita ajudaram a mitigar parte do impacto.
Futuros incorporam expectativa de oferta menor
Com o físico próximo de R$ 350 por arroba em 9 de setembro, os contratos de novembro e dezembro chegaram perto de R$ 385, máximas do ano até então. O escritório do USDA no Brasil projetou redução de 3,2% na produção de carne bovina em 2026, para 12,2 milhões de toneladas, e nova queda de 1,6% em 2027.
O que muda na prática para o produtor
• Pecuarista deve acompanhar diferencial entre mercado físico e contratos futuros.
• Diversificação de destinos de exportação ganha relevância comercial.
• Reposição segue pressionada: o bezerro acumulava alta anual superior à do boi gordo.
Próximos passos
Ritmo de abates, recomposição das compras chinesas e desempenho dos demais destinos serão determinantes.
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