Um projeto de lei que cria incentivos tributários para novas fábricas de fertilizantes e para a expansão e modernização de unidades já existentes no Brasil ganhou destaque no Congresso nesta semana, segundo o Canal Rural. Consequentemente, a proposta representa a resposta legislativa mais concreta até agora ao problema estrutural que o Portal AgroMais vem documentando ao longo de julho: o Brasil importa 85% dos fertilizantes que consome, com dependência superior a 95% no potássio e cerca de 80% na ureia — uma vulnerabilidade exposta de forma brutal durante as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Nesse sentido, a iniciativa vem na direção certa: qualquer redução da dependência de fertilizantes importados aumenta a resiliência do agronegócio brasileiro a choques geopolíticos, como os que viemos acompanhando nas últimas semanas com a revogação da licença iraniana, os ataques no Estreito de Ormuz e a escalada de preços da ureia. O que os incentivos tributários mudam para o setor de fertilizantes Incentivos tributários para a produção doméstica de fertilizantes funcionam em duas frentes: reduzem o custo de instalação de novas plantas industriais, tornando o investimento mais atrativo para o setor privado, e aumentam a competitividade do fertilizante nacional frente ao importado, que tem custo logístico adicional de frete marítimo e câmbio. Consequentemente, se aprovado e implementado, o PL pode atrair investimentos privados para produção de fertilizantes no Brasil — especialmente para ureia, onde o gás natural disponível em bacias offshore pode ser a matéria-prima para produção doméstica. Nesse sentido, o Brasil tem reservas conhecidas de potássio no Amazonas e em Sergipe, além de fosfato no Cerrado — recursos que não foram suficientemente desenvolvidos por falta de incentivos e infraestrutura de mineração. O PL de incentivos tributários pode ser o gatilho para que esses investimentos de longo prazo finalmente saiam do papel, embora o horizonte de resultado seja de 5 a 10 anos a partir da aprovação. O que o produtor pode fazer agora — enquanto a solução estrutural avança O horizonte de 5 a 10 anos para que novas fábricas de fertilizantes produzam resultado prático não ajuda o produtor que precisa comprar ureia e potássio para a safra 2026/27 agora. Consequentemente, para o curto prazo, as estratégias disponíveis continuam sendo as mesmas: antecipação de compras enquanto os preços ainda não incorporaram a escalada geopolítica de forma plena; diversificação de fornecedores para reduzir dependência de uma única origem; e adoção crescente de bioinsumos — especialmente a fixação biológica de nitrogênio, que já economiza entre US$ 25 e US$ 40 bilhões por ano para os produtores de soja brasileiros. Nesse sentido, o produtor que combinar as três estratégias — compra antecipada, diversificação de fornecedor e substituição parcial por bioinsumos — estará significativamente mais protegido da volatilidade de insumos do que quem espera uma solução estrutural que, por mais bem-vinda que seja, levará anos para se materializar. O PL de incentivos é a boa notícia do horizonte; a ação de hoje é o que protege a margem da safra 2026/27. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha o mercado de fertilizantes e as iniciativas legislativas para reduzir a dependência de importados. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Mato Grosso acelera vendas de soja e milho em junho com pressão de oferta doméstica à frente
Produtores do Mato Grosso aceleraram a comercialização de soja e milho ao longo de junho, segundo dados do IMEA divulgados pelo Notícias Agrícolas, com o avanço da colheita e a necessidade de abertura de espaço nos armazéns funcionando como catalisadores principais do movimento. Consequentemente, o maior volume de grãos disponível no mercado interno nas próximas semanas tende a pressionar os preços domésticos — especialmente do milho, cuja colheita safrinha avançou a mais de 60% no estado na semana passada e deve acelerar ainda mais com a melhora climática que também reduziu as altas em Chicago. Nesse sentido, os produtores do Mato Grosso reduziram os negócios com algodão no período, reflexo do atraso ainda pronunciado na colheita da fibra — que com apenas 4,23% de avanço na semana passada ainda não gerou o volume de oferta que pressionaria as cotações em Nova York. O cenário da semana é de cautela com os grãos domésticos diante da pressão de oferta que se aproxima — e de atenção ao algodão, que sustenta suas cotações internacionais exatamente porque o mercado ainda não consegue prever com precisão quando e com que volume a colheita brasileira entrará no mercado. Por que o gargalo de armazenagem é o catalisador das vendas neste momento A necessidade de abertura de espaço nos armazéns é um dos fatores mais subestimados nas análises de mercado de grãos — e um dos mais relevantes para entender por que os produtores vendem mesmo quando os preços não estão no pico. Consequentemente, quando a colheita da safrinha de milho está em 60% de avanço e a armazenagem já está comprometida com soja e produção anterior, o produtor precisa liquidar estoque para liberar estrutura para o novo volume que está chegando do campo. Nesse sentido, esse movimento de liquidação forçada por gargalo logístico é o que tende a pressionar as cotações domésticas do milho nas próximas semanas — especialmente em regiões do Centro-Oeste onde a capacidade de armazenagem na fazenda é limitada. Para o produtor nordestino de milho, que opera em menor escala mas com os mesmos desafios logísticos, a mensagem é acompanhar de perto o comportamento dos preços do milho nas próximas duas semanas, quando o volume maior do MT chegará ao mercado e poderá oferecer oportunidades de compra para reposição de estoque de ração. Venda antecipada de milho cresce no MT — o que isso sinaliza para o 2º semestre Além da aceleração das vendas do estoque atual, o Agrolink destaca que a venda antecipada de milho também cresceu no Mato Grosso — ou seja, produtores estão fixando preços para o próximo ciclo de produção antes do plantio. Consequentemente, esse comportamento sinaliza que parte dos produtores está travando margens para a safra 2026/27 aproveitando as condições atuais de preço e câmbio, em vez de aguardar o momento de plantio para negociar. Nesse sentido, para o produtor nordestino que planta milho na safra de verão 2026/27 — com plantio previsto para novembro-dezembro após as primeiras chuvas —, o comportamento do MT é uma referência de estratégia: fixar parte da produção antecipadamente, quando as condições de câmbio e preço são conhecidas, reduz o risco de descobrir em março que os preços de março não cobrem os custos de uma safra que foi plantada sem proteção de preço. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O IMEA publica atualizações semanais de comercialização do MT. O Portal AgroMais acompanha os mercados de soja e milho no Brasil. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Boi gordo sobe 1,08% e arroba chega a R$ 328,10 em SP — piso pode estar se formando
O boi gordo registrou alta de 1,08% nesta quarta-feira (15 de julho), com a arroba negociada a R$ 328,10 em São Paulo, segundo dados do Cepea/Esalq. Consequentemente, o movimento confirma o sinal que analistas vinham apontando nas últimas semanas — de que a pressão sobre a arroba estava ‘próxima do fim’, com o mercado começando a enxergar a formação de um piso antes da recuperação esperada para o terceiro e quarto trimestres de 2026. Nesse sentido, as exportações de proteínas seguem aquecidas na segunda semana de julho, segundo análise da Scot Consultoria, com China e Estados Unidos entre os principais compradores de carne bovina brasileira. O dado reforça que o mercado externo mantém demanda firme — e que o gatilho para recuperação mais expressiva da arroba permanece sendo a retomada das posições para a cota de importação chinesa de 2027, esperada para setembro-outubro. O que a alta desta quarta significa para o pecuarista A alta de 1,08% num único dia não encerra o ciclo de pressão que se instalou sobre a arroba desde o esgotamento da cota chinesa, mas representa um sinal técnico relevante: o mercado está encontrando compradores em patamares próximos de R$ 328/@, o que pode estar sinalizando a formação do piso. Consequentemente, para o pecuarista que aguardava esse sinal para calibrar sua decisão de venda, a mensagem é que o piso pode estar próximo — mas não está ainda confirmado o suficiente para justificar uma aposta agressiva em novas altas imediatas. Nesse sentido, o frango e o suíno também registraram movimentos nesta quarta: o frango congelado fechou a R$ 7,27 o quilo e o resfriado a R$ 7,29 em São Paulo, enquanto a carcaça suína especial manteve estabilidade a R$ 8,45 o quilo — dados do Cepea/Esalq que confirmam o ambiente geral de preços relativamente firmes nas proteínas animais, sugerindo que a demanda doméstica por carne permanece sustentada. A estratégia do pecuarista nordestino neste momento Para o pecuarista cearense que atravessou julho com a arroba pressionada e o rebanho sob estresse do início da seca, a alta desta quarta-feira oferece uma janela de reflexão estratégica. Consequentemente, quem tem gado terminado pode avaliar se o piso atual — em torno de R$ 328/@ — já oferece margem suficiente considerando o custo de manutenção do rebanho durante os próximos meses de seca prevista pelo INMET. Nesse sentido, o pecuarista que optar por aguardar setembro-outubro apostando na retomada da demanda chinesa precisa garantir que o custo de suplementação e forragem durante a seca não corroa a margem que espera capturar na alta. Com o INMET confirmando déficit hídrico para os próximos três meses e o Super El Niño intensificando as condições de seca, o custo de manter o gado em boas condições até setembro é uma variável crítica que precisa entrar na conta antes de qualquer decisão de aguardar. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha semanalmente as cotações do boi gordo e os sinais de recuperação do mercado pecuário brasileiro. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
MP do Frete aprovada pelo Senado — greve evitada e piso mínimo de transporte em vigor
O risco que pairava sobre a logística do agronegócio brasileiro foi neutralizado na terça-feira (14 de julho): o Senado Federal aprovou a Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, estabelecendo piso de custo mínimo para o transporte rodoviário de cargas e criando novas regras para a contratação de caminhoneiros. Consequentemente, como o texto recebeu apenas ajustes de redação durante a tramitação no Senado, ele não precisará retornar à Câmara dos Deputados, sendo promulgado diretamente pelo Congresso Nacional — encerrando uma crise que ameaçou paralisar o escoamento da produção agropecuária no momento mais movimentado da Expocrato 2026 no Cariri. Nesse sentido, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu pautar a MP após governo e oposição fecharem acordo, afirmando: ‘Se esse é o texto de consenso, vou incluir como item extrapauta e deliberar hoje.’ O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, celebrou a aprovação classificando-a como ‘vitória dos caminhoneiros’ — agradecendo ao presidente do Senado e às lideranças parlamentares que viabilizaram o acordo. O que a MP do Frete estabelece na prática A MP 1.343/2026 estabelece um piso de custo mínimo para as operações de transporte rodoviário de cargas, cria novas regras para a contratação de caminhoneiros e endurece as punições para empresas que descumprirem a legislação. Consequentemente, o texto prevê multa para o contratante que não pagar o valor mínimo da tabela da ANTT — e cria um piso salarial para caminhoneiros celetistas, com o valor de R$ 5 mil previsto na Câmara a ser revisto. O presidente Lula deverá vetar o trecho incluído pela oposição que anistia multas aplicadas a caminhoneiros que participaram das manifestações de 2022. Nesse sentido, a FPA, que vinha criticando a metodologia da ANTT para o cálculo da tabela — por não refletir diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e perfil da frota —, mantém seu posicionamento de apoiar a valorização do frete sem endossar integralmente a metodologia de cálculo. O impacto sobre o custo logístico do agronegócio — especialmente para o escoamento de grãos, animais e produtos perecíveis — será monitorado ao longo das próximas semanas. A relevância para o produtor nordestino e para a Expocrato Para o produtor nordestino, a aprovação da MP do Frete elimina o risco mais imediato da semana: uma greve de caminhoneiros durante a Expocrato — que movimenta 5 mil animais, mais de 200 expositores e estimativa de R$ 150 milhões em negócios — seria um choque logístico de altíssimo impacto, especialmente para quem precisa transportar animais ao final dos leilões e da feira. Consequentemente, com a crise resolvida, o foco logístico da semana volta ao transporte regular de animais, insumos e produtos do evento. Nesse sentido, o piso mínimo do frete tem implicação direta sobre os custos de produção agropecuária no médio prazo: o transporte rodoviário representa parcela significativa do custo de escoamento de grãos, frutas, queijo, mel e animais vivos do interior do Ceará para os mercados consumidores. O produtor que não havia incorporado o novo piso no planejamento de custos de comercialização para o segundo semestre precisa rever as planilhas — especialmente em rotas longas como Crato-Fortaleza e Jaguaribe-São Paulo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha os impactos da MP do Frete sobre a logística do agronegócio nordestino. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
INMET prevê déficit hídrico no Nordeste e calor acima da média de julho a setembro
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)divulgou o prognóstico agroclimático para o trimestre julho, agosto e setembro de 2026, confirmando o cenário mais temido pelos produtores do semiárido: temperaturas acima da média histórica em praticamente todo o país, distribuição irregular de chuvas e déficit hídrico significativo no Nordeste. Consequentemente, a falta de água preocupa especialmente as áreas do semiárido cearense e estados como Sergipe e Alagoas, onde as culturas mais sensíveis podem registrar perdas relevantes ao longo dos próximos três meses. Nesse sentido, o boletim do INMET coincide e reforça as projeções que o Portal AgroMais vem acompanhando sobre o Super El Niño 2026/27: a NOAA já havia ampliado a escala dos gráficos climáticos de 4°C para 5°C diante de anomalias projetadas entre +3°C e +4°C para o pico do fenômeno no quarto trimestre. Para o produtor nordestino, o boletim de hoje é a confirmação oficial e documentada de que os próximos três meses exigirão planejamento máximo de forragem, água e manejo do rebanho. O que o boletim do INMET diz para cada região Na Região Nordeste, o boletim do INMET é direto: clima quente e seco, com falta de água preocupando as áreas do semiárido. As culturas mais sensíveis podem sofrer perdas, e os estados de Sergipe e Alagoas estão entre os mais vulneráveis. Consequentemente, a única exceção dentro do Nordeste é o litoral, onde as chuvas devem manter alguma irregularidade positiva — mas o interior, especialmente o sertão cearense, deve enfrentar o período mais seco dentro do horizonte de intensificação do El Niño. Nesse sentido, na Região Norte, a previsão é de chuvas abaixo da média em grande parte da região, especialmente no sul da Amazônia, com risco elevado de queimadas. No Centro-Oeste, a situação é similar, com tempo seco e calor predominando — o que favorece a colheita do algodão no MATOPIBA, mas prejudica pastagens e culturas de sequeiro. A única exceção do país é a Região Sul, onde o INMET prevê chuvas acima da média, com o alerta inverso de risco de excesso de umidade, doenças fúngicas e dificuldades operacionais para máquinas no campo. O checklist urgente para o produtor nordestino neste momento Com o INMET confirmando oficialmente o déficit hídrico para os próximos três meses, o produtor nordestino que ainda não agiu está perdendo tempo crítico. Consequentemente, as ações mais urgentes incluem: garantir estoques de forragem e suplementação mineral para o rebanho antes que a seca se aprofunde e os preços desses insumos subam; verificar a capacidade e o estado dos reservatórios de água da propriedade enquanto ainda há água disponível para reparos; antecipar o calendário vacinal e de vermifugação antes que o calor intensifique a pressão parasitária sobre os animais. Nesse sentido, o Plano Safra 2026/27, com R$ 1,6 bilhão destinados ao Ceará e linhas específicas para irrigação (8% ao ano) e recuperação de pastagens (8,5% ao ano), é o instrumento de crédito mais relevante disponível para o produtor que quer se preparar para os próximos meses. O BNB está presente na Expocrato em Crato nesta semana com mesa de financiamentos — e a combinação do boletim do INMET com a disponibilidade de crédito do Plano Safra cria uma janela de ação que o produtor previdenciado não deve desperdiçar. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O INMET publica atualizações mensais do boletim agroclimático. O Portal AgroMais acompanha o El Niño 2026/27 e seus impactos para o produtor nordestino. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Soja cai em Chicago com melhora climática, mas tensão no Oriente Médio gera volatilidade
A soja operou em queda nesta quarta-feira (15) em Chicago, com os principais vencimentos recuando entre 2 e 4 pontos e o complexo inteiro — farelo e óleo incluídos — acompanhando o movimento negativo. Consequentemente, a melhora do clima no Corn Belt americano reduziu a pressão do Weather Market que sustentou as altas expressivas da semana passada, com previsões indicando condições mais favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de soja americanas nos próximos dias. No mercado brasileiro, os preços acompanharam o recuo externo com pressão adicional do dólar: o porto de Paranaguá fechou em R$ 129,64 por saca, com alta marginal de 0,30% no dia. Nesse sentido, analistas do Notícias Agrícolas resumem o cenário desta semana num alerta direto: ‘Guerra puxando a soja novamente.’ O mercado internacional permanece extremamente sensível ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã — com novos ataques norte-americanos contra estruturas de lançamento de mísseis e embarcações próximas ao Estreito de Ormuz elevando a aversão ao risco global. Enquanto o petróleo WTI recuava, o Brent avançava mais de 3%, chegando a US$ 96,46 por barril — sinalizando que a geopolítica pode reverter rapidamente a correção atual. O que a melhora climática no Corn Belt significa para o produtor brasileiro Quando o clima melhora no Corn Belt americano durante a fase de floração e formação de vagens da soja, o mercado ajusta para baixo o prêmio de risco climático que havia sido embutido nas cotações — e as altas recentes se revertem parcialmente. Consequentemente, o recuo desta quarta em Chicago não representa uma mudança de tendência estrutural, mas uma correção técnica dentro de um ciclo ainda influenciado por múltiplos fatores: a demanda chinesa, a geopolítica no Oriente Médio e os dados de estoques e produção que continuam sendo revisados semana a semana. Nesse sentido, para o produtor brasileiro com soja da safra 2025/26 ainda em estoque, o recado prático é que a janela de comercialização aberta nas últimas semanas — com Chicago em alta e câmbio favorável — pode não se repetir com a mesma intensidade a curto prazo. A combinação de melhora climática nos EUA e correção dos prêmios no Brasil torna a semana atual menos favorável do que a anterior para novas vendas. Quem aproveitou a janela passada fez a escolha certa; quem ainda aguarda precisa calibrar as expectativas para o segundo semestre. A geopolítica como fator permanente de volatilidade no segundo semestre O retorno das tensões EUA-Irã com novos ataques próximos ao Estreito de Ormuz configura o que os analistas chamam de ‘fator permanente de volatilidade’ para o segundo semestre de 2026. Consequentemente, num ambiente em que qualquer escalada geopolítica pode reverter em horas uma correção técnica de dias, o produtor que opera com gestão de risco estruturada — fixando preços parcialmente em janelas favoráveis em vez de apostar no topo — sofre significativamente menos com esse tipo de volatilidade. Nesse sentido, a recomendação que o Portal AgroMais vinha fazendo ao longo das últimas semanas se mantém: a estratégia mais sólida não é aguardar o momento perfeito, mas proteger a margem em janelas favoráveis. O Brent a US$ 96,46, o Estreito de Ormuz sob tensão e o prazo de encerramento das transações com petróleo iraniano são variáveis que podem criar novas janelas nos próximos dias — e o produtor preparado vai reconhecê-las quando aparecerem. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha diariamente as cotações de soja e os impactos da geopolítica sobre o mercado de commodities. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Expocrato 2026 tem quatro leilões com genética nordestina — Leilão Show hoje às 19h
A Expocrato 2026 entra nesta quarta-feira (15 de julho) em uma de suas etapas mais aguardadas pelos criadores da região: a temporada de leilões. Segundo Zé Lucas, consultor em agronegócios da Super Soluções e proprietário da Fazenda Catolé Real, a edição deste ano contará com quatro grandes eventos de comercialização de animais de alto padrão genético ao longo da semana. Consequentemente, os leilões programados são: o Leilão ExpoCrato Show, promovido pela Leilo Norte; o Leilão Fazenda HCG e Convidados; o Leilão Santa Inês Gentil; e o Leilão Fazenda Quebra e Convidados, também organizado pela Leilo Norte. ‘Estamos realizando quatro leilões durante a ExpoCrato. Vamos estar juntos vendendo qualidade e mostrando uma grande amostra do que existe de melhor no Nordeste’, destacou Zé Lucas. Nesse sentido, o destaque desta quarta-feira é o Leilão ExpoCrato Show, marcado para as 19h, reunindo exemplares de algumas das principais raças da ovinocaprinocultura e bovinocultura nordestina: Dorper, White Dorper, Santa Inês, Anglo-Nubiano e Sindi — raças que combinam rusticidade para o semiárido com alto potencial produtivo e reprodutivo. Por que os leilões da Expocrato são mais do que compra e venda Para o Portal AgroMais, os leilões agropecuários funcionam como muito mais do que simples negociações comerciais: são o principal instrumento de difusão tecnológica e melhoramento genético da pecuária nordestina. Consequentemente, é nesses eventos que produtores têm acesso a animais com alto potencial produtivo e reprodutivo, capazes de contribuir para o melhoramento dos rebanhos em propriedades de toda a região — muitas vezes sem que o criador precise se deslocar até outros estados para acessar genética de elite. Nesse sentido, o valor de um animal em leilão vai muito além da aparência e está diretamente ligado a fatores como linhagem genética, desempenho em exposições, produtividade documentada, fertilidade comprovada, adaptação ao semiárido e capacidade de transmitir características desejáveis ao rebanho. Um reprodutor Sindi ou Dorper de alta genética adquirido no leilão da Expocrato pode transformar o perfil do rebanho de uma propriedade inteira ao longo de duas ou três gerações de cruzamento. As raças em disputa no Leilão Show e o que elas representam para o Cariri As cinco raças presentes no Leilão ExpoCrato Show de hoje formam um conjunto que representa bem a diversidade produtiva da pecuária nordestina. O Dorper e o White Dorper, africanos, são as principais raças de corte ovino do Brasil, com machos que chegam a 90 kg e pele de alto valor comercial. A Santa Inês, a raça ovina de maior expressão nacional, é filha do Nordeste — resultado do cruzamento entre a Bergamácia e a Morada Nova cearense. O Anglo-Nubiano, caprino de dupla aptidão com fêmeas que produzem entre 60 e 80 kg, é uma das raças mais versáteis para o Cariri. Consequentemente, o Sindi, zebuíno importado do Paquistão nos anos 1950 e hoje com a maior parte do rebanho concentrado no semiárido nordestino, é o símbolo da rusticidade extrema: capaz de produzir carne e leite com alimentos secos e de baixa qualidade nutricional, sem perder fertilidade. Nesse sentido, para o produtor do Cariri que vai ao leilão de hoje às 19h, a decisão de compra envolve mais do que o preço do animal: é uma decisão de médio e longo prazo sobre qual direção genética o rebanho vai tomar nos próximos anos — e, num momento de Super El Niño no horizonte, essa escolha precisa equilibrar rusticidade para suportar a seca com produtividade para sustentar a rentabilidade da propriedade. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A Expocrato 2026 realiza mais três leilões além do de hoje. O Portal AgroMais acompanha os resultados e os animais arrematados. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Expocrato 2026 sedia primeira exposição ranqueada do Nelore no Ceará — marco histórico
A Expocrato 2026 entrou para a história da pecuária cearense ao sediar, pela primeira vez, uma exposição ranqueada da raça Nelore no estado — promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e idealizada pela DC Assessoria, com apoio da ACCOA, da Faec e da ABCZ. Consequentemente, o momento inédito representa um marco para os criadores de Nelore do Ceará e para o fortalecimento do melhoramento genético bovino no estado, que até esta edição da Expocrato não havia sediado um evento com o peso e os critérios técnicos das exposições ranqueadas da ABCZ. Nesse sentido, diferentemente de uma exposição convencional, as exposições ranqueadas da ABCZ seguem critérios técnicos rigorosos e concedem pontuações que contribuem para o ranking nacional da raça — identificando e valorizando os animais que apresentam as melhores características para transmitir às futuras gerações. Os jurados avaliam em pista aspectos como estrutura corporal, desenvolvimento muscular, aprumos, características raciais, fertilidade, potencial produtivo e qualidade genética. Os grandes campeões da primeira exposição ranqueada do Nelore no Ceará A pista da Expocrato 2026 revelou os primeiros grandes campeões da história da exposição ranqueada do Nelore no Ceará. Na categoria feminina, o título de Grande Campeã foi conquistado pela Melodia FIV Giber, da Fazenda Haras Dona Rosa, exposta pela HDR Agronegócios LTDA — um plantel que chega à Expocrato com a credencial de quem investe em genética de alto padrão para o mercado nordestino. Consequentemente, o título de Grande Campeã numa exposição ranqueada da ABCZ não é apenas um prêmio: é a pontuação que entra para o ranking nacional da raça e que eleva o valor comercial da linhagem representada pelo plantel da HDR Agronegócios. Nesse sentido, na categoria masculina, o título de Grande Campeão ficou com o Fértil FIV Imbiribeira, exposto por Luíz Jatobá Filho, da Fazenda Imbiribeira — um animal cujo nome já carrega a indicação de origem genética via FIV (Fertilização In Vitro), tecnologia que permite multiplicar o material genético dos melhores reprodutores e fêmeas em escala, acelerando o melhoramento do rebanho. Consequentemente, a presença de animais FIV nos primeiros títulos da exposição ranqueada do Nelore no Ceará sinaliza que a pecuária bovina cearense já opera com as ferramentas biotecnológicas mais avançadas disponíveis — colocando o estado em paridade técnica com os principais polos de genética bovina do Brasil. O que significa uma exposição ranqueada para os criadores cearenses A chegada da exposição ranqueada do Nelore ao Ceará tem implicações práticas e econômicas concretas para os criadores do estado. Consequentemente, um animal premiado numa exposição ranqueada da ABCZ carrega pontuação que contribui para o ranking nacional da raça — o que eleva diretamente seu valor comercial, sua atratividade em leilões e sua reputação como reprodutor para cruzamentos. Para o criador cearense, competir agora no mesmo palco de criadores de outros estados é um salto qualitativo que pode abrir portas em leilões de maior expressão nacional. Nesse sentido, o Nelore responde por cerca de 85% de todo o rebanho bovino brasileiro e é a raça de maior expressão no mercado de genética do país. Sair de uma exposição convencional para uma exposição ranqueada da ABCZ é, para os criadores cearenses, o equivalente a passar de uma competição regional para o cenário nacional — com todas as oportunidades de visibilidade, valorização de plantel e acesso a compradores de outros estados que esse upgrade representa. O protagonismo feminino no julgamento histórico A programação da primeira exposição ranqueada do Nelore no Ceará também contou com a participação da médica-veterinária Dra. Lucyana Queiroz — que já atuava como julgadora das raças Guzerá, Nelore e Sindi na Expocrato — convidada para abrilhantar a abertura do julgamento feminino da raça Nelore. Consequentemente, a presença da Dra. Lucyana na abertura desse momento histórico reforça o protagonismo crescente das mulheres na pecuária brasileira, num evento que acontece durante o Ano Internacional da Mulher Agricultora declarado pela ONU. Nesse sentido, para o Portal AgroMais, a primeira exposição ranqueada do Nelore no Ceará representa o reconhecimento formal de que a Expocrato atingiu um patamar de relevância genética nacional — e que o Ceará pode agora competir por pontuação no ranking da raça mais numerosa do Brasil. É um marco que vai além do evento: é a inserção definitiva da pecuária cearense no circuito nacional de melhoramento genético bovino. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha os resultados da primeira exposição ranqueada do Nelore no Ceará e a cobertura completa da Expocrato 2026. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
ExpoFísio reúne 600 participantes na Expocrato 2026 com inclusão e experiências sensoriais
Em meio aos julgamentos de animais, leilões e grandes negócios que movimentam, a Expocrato 2026, uma iniciativa vem mostrando que a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste também pode ser um espaço de inclusão, aprendizado e transformação social. A ExpoFísio — realizada anualmente durante o evento e coordenada por Cássia Barbosa, diretora e gestora da rede de clínicas Fisioterapias — reuniu nesta edição cerca de 300 crianças e aproximadamente 600 participantes entre familiares e acompanhantes, numa programação voltada à vivência do universo agro por meio dos sentidos. Consequentemente, ao longo do percurso guiado, as crianças visitam a Casa de Farinha, o engenho, a horta, o zoológico de répteis e os espaços dedicados aos animais da exposição, com passeios de pônei, recreação e atividades no picadeiro. Nesse sentido, o principal objetivo da ExpoFísio, segundo Cássia Barbosa, é proporcionar experiências que muitas crianças não têm a oportunidade de vivenciar no dia a dia: ‘Esse é um momento de interação e socialização. Muitas crianças não têm essa possibilidade de contato com os animais e com o ambiente rural em sua rotina. Aqui, elas podem tocar, sentir os cheiros, experimentar alimentos e viver tudo o que o agro pode oferecer por meio dos sentidos’, explicou. O agro como ferramenta terapêutica e educativa A proposta da ExpoFísio dialoga diretamente com o trabalho realizado nas clínicas de fisioterapia coordenadas por Cássia Barbosa, que utilizam estímulos sensoriais como ferramenta terapêutica e educativa. Consequentemente, o contato com animais — a cinoterapia e a equoterapia são exemplos amplamente documentados —, a exposição a diferentes texturas, cheiros e sabores, e a interação com o ambiente rural oferecem benefícios terapêuticos comprovados para crianças com diferentes condições de desenvolvimento. Nesse sentido, Cássia Barbosa detalha a experiência: ‘Eles experimentam passar pelos espaços onde há produção de alimentos, têm contato com os animais e vivem experiências sensoriais, degustativas e olfativas. Costumamos dizer que é uma experiência completa.’ Para o Portal AgroMais, a ExpoFísio representa uma das dimensões mais relevantes e menos noticiadas da Expocrato: a de que a maior feira do Norte-Nordeste não é apenas vitrine de genética e negócios agropecuários, mas um espaço de pertencimento e transformação para toda a sociedade do Cariri. Inclusão em primeira pessoa: o relato de Jacinta Rafaela Entre as participantes desta edição estava Jacinta Rafaela, pessoa com deficiência física em decorrência de uma lesão medular não traumática, participando da ExpoFísio pela primeira vez. Ela ressaltou a importância da iniciativa para a promoção da inclusão e para a construção de uma sociedade mais acolhedora: ‘Estou aqui participando da ExpoFísio pela primeira vez. É um evento que, para mim, está sendo muito importante, por reunir uma diversidade de pessoas com deficiência, tanto física quanto intelectual. Essa vivência dos espaços, o contato com os animais e a convivência com as famílias agregam e somam na vida de todos.’ Consequentemente, para Jacinta, experiências como essa fortalecem os laços sociais e ampliam o acesso de pessoas com deficiência a ambientes que muitas vezes ainda apresentam barreiras: ‘Eu acho que isso é muito importante para a nossa sociedade, porque fortalece esse processo de inclusão.’ Nesse sentido, além de consolidar-se como vitrine para a pecuária nordestina e movimentar milhões de reais em negócios, a Expocrato reforça, com iniciativas como a ExpoFísio, seu compromisso com a acessibilidade e a inclusão social — mostrando que o maior evento agropecuário do Norte e Nordeste tem espaço e responsabilidade para todos os membros da sociedade do Cariri. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A Expocrato 2026 segue até 19 de julho. O Portal AgroMais acompanha o evento com cobertura diária de todas as dimensões da feira. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br