Jaguaretama celebra o homem e a mulher do campo. A VIII Expotama — Exposição Agropecuária de Jaguaretama — acontece de 1 a 4 de julho de 2026 no Parque de Exposição Gilberto Guerra, reunindo quatro dias de exposição de animais, artesanato, feira de agricultura familiar, julgamento de bovinos, ovinos e caprinos, palestras técnicas e shows culturais. Consequentemente, o evento, promovido pela Prefeitura de Jaguaretama por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Apoio Comunitário, conta com o apoio da JaguarLeit, da Cooprivale e do Sistema Senar/Sinrural, além do Banco do Nordeste — que estará presente com mesa de financiamentos e coleta de propostas. A VIII edição da Expotama começa hoje, quarta-feira (1º de julho), com a entrada e o credenciamento dos animais a partir das 08h, estendendo-se até as 23h — abrindo as portas para bovinos, ovinos, caprinos e equinos que vão disputar os campeonatos nos dias seguintes. Nesse sentido, não é coincidência que a feira comece justamente no dia em que o Plano Safra 2026/27 entra em vigor em todo o Brasil, com novas condições de crédito rural que o BNB vai apresentar diretamente aos produtores de Jaguaretama ao longo da semana. Dia 2 (quinta): BNB com financiamentos, Senar, abertura oficial e primeiras ordenhas Na quinta-feira (2), o dia começa com as zeragens dos torneios leiteiros bovino e caprino às 06h e 07h, respectivamente, e às 08h tem início a Ação da Secretaria de Saúde, que oferece verificação de pressão arterial, testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C, vacinação contra tétano, influenza e raiva animal, avaliação nutricional e exposição de animais peçonhentos pelos profissionais do Instituto de Aviação e Fauna (IAF), com sorteio de brindes. Consequentemente, às 09h o Senar/Sinrural realiza Oficina de Produção Artesanal de Derivados de Leite com a instrutora Clarissa Maia — conectando diretamente o conhecimento técnico de beneficiamento com as vocações produtivas do município. Às 10h, o BNB instala mesa de liberação de financiamentos e coleta de novas propostas — um serviço especialmente relevante no primeiro dia do novo Plano Safra, quando as condições de crédito do ciclo 2026/27 entram em vigor para os produtores de todo o Nordeste. Às 11h acontece a conferência dos animais inscritos para julgamento, e à tarde, às 14h, o Senar/Sinrural realiza Oficina de Cortes Especiais de Carcaça de Ovino e Caprino, com o instrutor José Carlos. Ademais, às 15h tem início o julgamento das raças ovinas e caprinas; às 18h acontecem simultaneamente a Oficina de Produção Artesanal de Derivados de Frutas (Clarissa Maia/Senar) e a primeira ordenha do torneio leiteiro bovino; e às 20h, a solenidade de abertura oficial do evento. Dia 3 (sexta): queijos, Doma Racional, Desfile Pet e noite cultural A sexta-feira (3) traz uma das atividades mais esperadas pelos produtores de leite: o Concurso de Queijos e Derivados, às 10h, que avalia e premia os melhores produtos artesanais da região — numa iniciativa que dialoga diretamente com o movimento de valorização dos queijos cearenses que o Portal AgroMais já vinha destacando na cobertura da PEC Brasil 2026. Concomitantemente, às 10h ocorre o julgamento de bovinos de leite na categoria até 12 meses, e às 09h o Senar/Sinrural promove a Oficina de Manejo Alimentar em Período de Seca, com o instrutor Franck Estélio — conteúdo de máxima relevância diante do El Niño histórico projetado para o segundo semestre. À tarde, às 15h, têm início os julgamentos dos grandes campeonatos das raças caprinas e ovinas; às 18h e 19h acontecem respectivamente a terceira ordenha do bovino e a terceira ordenha do caprino; e às 19h o Senar/Sinrural realiza a Oficina de Doma Racional de Equino, com o instrutor Rafael Campos — atividade que celebra a equinocultura como traição cultural e produtiva do semiárido cearense. Nesse sentido, o Desfile Pet às 20h e a atração musical às 22h encerram a noite de sexta com animação para toda a família. Dia 4 (sábado): drone no campo, Forragens na Seca, premiação e encerramento O sábado (4) é o dia mais técnico e também o grande encerramento. Às 06h tem início a quarta ordenha do torneio leiteiro bovino, e às 07h a quarta ordenha do torneio leiteiro caprino. A Ação de Saúde se repete às 08h, e no mesmo horário o Senar/Sinrural realiza a Oficina de Pilotagem de Aeronaves Não Tripuladas — os drones —, com o instrutor Eduardo, incluindo orientações práticas sobre o uso dessa tecnologia no campo, uma das mais relevantes para a modernização da agricultura familiar e empresarial no semiárido. Às 09h, o julgamento dos grandes campeonatos das raças caprinas e ovinas tem sua etapa final, e às 10h o produtor Rodrigo Gregório apresenta palestra técnica sobre Forragens na Seca — tema que conecta o conteúdo da Expotama com o desafio climático que o Nordeste enfrentará ao longo de 2026. Consequentemente, às 18h acontece a quinta ordenha do torneio leiteiro bovino, e às 20h chega o grande momento: a solenidade de encerramento com premiação dos campeões dos torneios leiteiros e dos julgamentos de raças. Às 21h, os animais começam a sair com emissão de GTA, e a atração musical fecha a noite do sábado. Por que a Expotama importa para o agronegócio do semiárido Jaguaretama, município do Vale do Jaguaribe, tem na pecuária de leite e na criação de caprinos e ovinos suas vocações produtivas mais consolidadas. Consequentemente, a Expotama cumpre papel estratégico ao reunir, em quatro dias, o que normalmente seria difícil acessar no cotidiano de um pequeno ou médio produtor rural: crédito rural na porta (BNB), capacitação técnica certificada (Senar), acesso à genética pelos julgamentos de raças, valorização da produção artesanal pelo concurso de queijos e intercâmbio com produtores da região e de municípios vizinhos. Nesse sentido, o timing da VIII Expotama é especialmente favorável: a feira começa justamente quando o novo Plano Safra 2026/27 entra em vigor, com novas condições de juros para pecuária de leite, recuperação de pastagens e produção familiar — e termina na mesma semana em que o Plano Safra da Agricultura Familiar, com R$ 97,3 bilhões disponíveis, fica
V Expo Itaitinga 2026: programação completa dos dias 4 e 5 de julho
Itaitinga se prepara para celebrar a força e o orgulho do campo. A V Expo Itaitinga acontece nos dias 4 (sábado) e 5 (domingo) de julho, na Vila Machado, das 07h às 22h, reunindo agronegócio, pecuária, cultura popular e entretenimento em uma das principais feiras agropecuárias do município cearense. Consequentemente, o evento reúne apoio institucional de peso: Sistema Faec/Senar-CE, Sebrae, Coperas, Instituto Veredas da Cidadania e Governo do Estado do Ceará, além da Associação dos Produtores Rurais de Itaitinga e das secretarias municipais de Agricultura e de Cultura e Turismo. Dia 4 — Sábado: palestras técnicas, concurso leiteiro e muita música A programação do sábado começa cedo e une conteúdo técnico com entretenimento ao longo de todo o dia. Consequentemente, às 07h o parque abre para visitação, e já às 07h20 tem início a primeira ordenha do Concurso Leiteiro — evento que posiciona Itaitinga no mapa da pecuária de leite cearense. Às 09h acontece a abertura oficial do evento, acompanhada de palestra sobre Carcinicultura — tema que reflete o potencial aquícola da região metropolitana de Fortaleza. Às 09h30 o palco recebe o Momento da Tia Jaze com as crianças, e às 10h a Agromix apresenta palestra técnica sobre aves — linha que dialoga diretamente com o crescimento da avicultura no interior do Ceará que o Portal AgroMais já vinha destacando. Nesse sentido, a programação musical do sábado alterna Cantoria de Viola (11h às 12h30), Forrozeiros.Com (12h30 às 15h), segunda ordenha do Concurso Leiteiro (14h30), Zé Ivan (15h às 17h) e Espaço Kids liberado a partir das 16h — garantindo programação simultânea para todas as idades até as 22h. Dia 5 — Domingo: palestra de Mastite, premiação e encerramento com Festival de Quadrilhas O domingo começa às 06h com uma Corrida de Rua — atividade que conecta saúde, esporte e a comunidade de Itaitinga antes da abertura do parque para visitação às 07h. Às 07h20 acontece a última ordenha do Concurso Leiteiro, e às 10h tem início a premiação: fala de agradecimento no palco e entrega dos troféus para os criadores destaques da competição. Às 10h30, a programação técnica fecha o ciclo com palestra sobre Mastite — doença que afeta diretamente a produtividade e a qualidade do leite, tema de máxima relevância para o pecuarista leiteiro presente na feira. Ademais, a tarde do domingo traz Cantoria de Viola (11h às 12h30), John Elton (13h às 16h) e Gleydson Gavião (16h às 18h). O encerramento fica por conta de Fabiano Kibauê (18h às 21h), com o Festival de Quadrilhas tomando o palco das 19h às 22h — coroando o evento com o melhor da cultura junina cearense. Por que a Expo Itaitinga importa para o agronegócio da região Itaitinga, município da Região Metropolitana de Fortaleza, tem no campo uma de suas vocações produtivas mais consistentes, com destaque para a pecuária de leite, a avicultura e, como sugere a programação desta edição, o crescente interesse pela carcinicultura. Consequentemente, feiras como a Expo Itaitinga cumprem papel estratégico ao conectar produtores locais a instituições de assistência técnica, crédito e mercado — e ao oferecer, na mesma jornada, conteúdo técnico qualificado e acesso a entretenimento que fortalece a identidade rural do município. Nesse sentido, a presença do Sistema Faec/Senar-CE e do Sebrae como parceiros do evento posiciona a Expo Itaitinga dentro da mesma rede institucional que sustentou a PEC Brasil 2026, encerrada no último final de semana em Fortaleza — sinalizando que o fortalecimento do agronegócio cearense passa também por eventos municipais como este, que chegam onde as grandes feiras não chegam. 📍 Local: Vila Machado, Itaitinga (CE) 📅 Dias 4 e 5 de julho de 2026 ⏰ Das 07h às 22h 📱 @agriculturaitaitinga 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Programa Exporta Mais Brasil leva mel e própolis cearenses ao mercado internacional
A cadeia apícola cearense ganhou um braço institucional de peso para acessar o mercado internacional: o Programa Exporta Mais Brasil — Mel e Própolis, iniciativa realizada pelo Sebrae/CE em parceria com o Sebrae nacional, busca ampliar a inserção dos produtos do setor apícola no comércio exterior, identificando oportunidades de negócios e fortalecendo a competitividade das empresas do segmento. Consequentemente, a iniciativa aproxima empreendimentos brasileiros de compradores internacionais por meio de ações de promoção comercial, rodadas de negócios e missões de prospecção. Nesse sentido, no Ceará, a cadeia produtiva da apicultura reúne empreendimentos que se destacam pela qualidade dos produtos, pela adoção de boas práticas de produção e pelo potencial de atender aos padrões internacionais — potencial que o próprio Portal AgroMais já havia destacado ao cobrir os resultados do Pronaf Semiárido e das linhas de sociobiodiversidade, que incluem o mel da Caatinga entre as cadeias com maior crescimento de acesso ao crédito no ciclo que encerra hoje. Por que o mel cearense tem potencial exportador real O mel produzido no semiárido cearense — especialmente o mel de tiúba e o mel de jandaíra, produzidos por abelhas nativas sem ferrão da Caatinga — tem características sensoriais e nutricionais únicas, reconhecidas por pesquisadores e por compradores internacionais de produtos diferenciados. Consequentemente, esses produtos se encaixam exatamente no perfil que os mercados europeu e asiático mais valorizam: origem identificada, processo artesanal, sustentabilidade ambiental e biodiversidade local — atributos que justificam preços premium muito acima do mel convencional. Ademais, o própolis cearense, especialmente o produzido por abelhas nativas, também tem mercado crescente no Japão, nos Estados Unidos e na Europa, onde é consumido como suplemento alimentar e produto de saúde natural. Nesse sentido, a combinação entre o Programa Exporta Mais Brasil e as novas condições de crédito do Pronaf para a sociobiodiversidade (1% ao ano a partir de hoje) cria um contexto inédito de apoio à cadeia apícola cearense — dinheiro barato para produzir e suporte técnico para exportar. Como o programa funciona e a conexão com o Mercosul-UE O programa inclui ações de promoção comercial que preparam o produtor para as exigências do comércio exterior — certificação de origem, rastreabilidade, adequação a normas sanitárias internacionais e embalagem adequada para exportação. Consequentemente, esse preparo dialoga diretamente com o que o Mapa havia apresentado em Bruxelas nas últimas semanas, ao destacar as políticas brasileiras de sustentabilidade e rastreabilidade como porta de entrada para os mercados europeus via Mercosul-UE. Nesse sentido, para o apicultor cearense, o caminho até o mercado europeu passa por essas etapas de adequação — e o Programa Exporta Mais Brasil do Sebrae/CE é justamente o suporte técnico que pode acelerar esse percurso, levando o mel da Caatinga às prateleiras de Roterdã e Lisboa com a identidade territorial que o produto merece e o valor que o mercado está disposto a pagar. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha o Programa Exporta Mais Brasil e seus desdobramentos para a cadeia apícola cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Caravana Impulsa Ceará chega hoje ao Sertão dos Inhamuns com oficina no IFCE Tauá
O ecossistema de inovação e impacto do Ceará chega hoje ao interior do estado. O Comitê Estadual de Negócios de Impacto (CENI) realiza nesta quarta-feira (1º de julho), no campus do IFCE em Tauá, a primeira parada da Caravana Impulsa Ceará — iniciativa que reúne organizações do ecossistema de inovação e impacto para promover formação, articulação local e conexão com oportunidades que fortalecem empreendedores e impulsionam o desenvolvimento sustentável dos territórios. Consequentemente, a escolha de Tauá, no coração do Sertão dos Inhamuns, como primeira parada da caravana dialoga diretamente com o momento que o município vive: sede da Agro Tauá 2026 em junho, palco da retomada do algodão com 600 hectares revitalizados e ponto de referência da ovinocultura e da caprinocultura do semiárido cearense. Nesse sentido, o evento conecta dois mundos que precisam conversar mais: o do agronegócio produtivo e o do empreendedorismo de impacto orientado à sustentabilidade. O que é o CENI e por que o interior do Ceará é o foco O Comitê Estadual de Negócios de Impacto (CENI) é uma articulação que conecta instituições públicas, privadas, universidades e organizações da sociedade civil para fortalecer a economia de impacto no Ceará — incentivando negócios que unem propósito, inovação e sustentabilidade financeira. Consequentemente, levar essa estrutura ao interior do estado, e especificamente ao Sertão dos Inhamuns, representa uma aposta na descentralização do ecossistema de inovação cearense, reconhecendo que o potencial de negócios de impacto não está concentrado apenas em Fortaleza. Ademais, a escolha do IFCE como sede da caravana reforça o papel das instituições federais de ensino como âncoras do desenvolvimento regional no semiárido — espaços que já formam técnicos agrícolas, engenheiros e empreendedores que ficam no território e constroem soluções para os desafios locais. A programação e como participar A programação do evento inclui uma apresentação institucional do CENI — explicando o que são negócios de impacto, como funcionam e quais oportunidades existem para empreendedores do interior — e uma Oficina de Ideação para Negócios de Impacto, formato prático que ajuda os participantes a estruturar ideias com potencial de gerar resultado social, ambiental e econômico simultaneamente. Consequentemente, o público-alvo da caravana é amplo: empreendedores, estudantes, instituições e pessoas interessadas em transformar ideias em soluções com impacto, seja no agronegócio, na educação, na saúde ou em qualquer outra área relevante para o território. Nesse sentido, as inscrições seguem abertas pelo link https://www.sympla.com.br/evento/caravana-impulsa-ceara-taua/3457596 e a participação representa uma oportunidade rara de conectar o empreendedor do interior cearense a uma rede de suporte que, até pouco tempo atrás, estava disponível apenas em Fortaleza. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A Caravana Impulsa Ceará segue com outras paradas no interior do estado ao longo do segundo semestre. O Portal AgroMais acompanha o ecossistema de inovação e impacto no semiárido cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Nordeste deve absorver parcela expressiva dos R$ 97,3 bi da agricultura familiar
O novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27, que entra em vigor hoje com R$ 97,3 bilhões, deve ter no Nordeste um dos principais mercados de absorção dos recursos disponíveis. Consequentemente, segundo especialistas consultados na divulgação do programa, a região reúne milhares de cooperativas, associações e pequenos produtores que dependem do crédito rural para custear a produção e investir em tecnologia, irrigação e mecanização — exatamente as prioridades enfatizadas pelo novo ciclo. Nesse sentido, o Nordeste reúne algumas das condições que tornam as linhas do Pronaf mais relevantes: concentração de agricultores familiares, vocação para culturas de alimentos básicos (arroz, feijão, mandioca, frutas, leite) com as novas taxas de 2% ao ano, e produção de sociobiodiversidade (mel, castanhas, umbu) com a taxa mais baixa do ciclo, 1% ao ano. O reforço específico do BNDES para a região Além do Pronaf, o Nordeste conta com destinação exclusiva de R$ 532 milhões do BNDES para a agricultura familiar das regiões Norte e Nordeste no novo ciclo — valor 80% maior do que o aplicado no Plano Safra anterior, parte da estratégia do banco de ampliar financiamentos que reduzam desigualdades socioeconômicas e territoriais. Consequentemente, essa combinação entre crédito via Pronaf, recursos do BNDES e o alcance do BNB — que responde por 48% de todo o crédito rural contratado em sua área de atuação — forma uma rede robusta de suporte financeiro para o produtor nordestino neste novo ciclo. Ademais, o BNB especificamente deve anunciar nos próximos dias sua nova destinação de crédito para o Ceará no Plano Safra 2026/27, esperando superar os R$ 21,9 bilhões (R$ 11,7 bi empresarial + R$ 10,2 bi familiar) disponibilizados no ciclo que encerra hoje — trajetória de crescimento de 17% que o setor produtivo cearense espera que se mantenha no novo período. Como o produtor cearense acessa os recursos a partir de hoje Para o produtor cearense que quer aproveitar o novo Plano Safra desde o primeiro dia do ciclo, o caminho prático é direto. Consequentemente, as instituições que operam o crédito no estado — BNB, Banco do Brasil e cooperativas de crédito credenciadas — já estão aptas a contratar nas novas condições a partir de hoje. Nesse sentido, a documentação básica necessária inclui DAP atualizada (para agricultura familiar), CAR regularizado e comprovantes fiscais recentes — documentos que devem ser organizados com antecedência para agilizar a análise de crédito e garantir que o produtor não perca as melhores janelas climáticas do Zarc ao longo do segundo semestre. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O BNB deve anunciar os detalhes de sua destinação para o Ceará no Plano Safra 2026/27 nos próximos dias. O Portal AgroMais vai cobrir o anúncio com análise para o produtor cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Agronegócio gera 1 em cada 4 empregos e exporta US$ 169 bi, diz ministro
Durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2026/27, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro André de Paula apresentaram um painel de dados que reforça a dimensão econômica que justifica o maior investimento em crédito rural da história brasileira. Consequentemente, segundo Alckmin, o Agronegócio respondeu por crescimento de 11,7% do PIB em 2025 e gerou um saldo da balança comercial de R$ 149,2 bilhões — ‘isso tem um efeito fantástico na economia, no sentido de estabilidade, de fortalecer a economia brasileira.’ Nesse sentido, o ministro André de Paula complementou que o agronegócio responde por aproximadamente um quarto do PIB brasileiro, gera um em cada quatro empregos no país e foi responsável por cerca de US$ 169 bilhões em exportações no último ano — tornando o Brasil o maior exportador de alimentos do mundo, segundo Alckmin, em um setor que poucas décadas atrás era importador. O papel histórico do Plano Safra como instrumento estruturante O ministro André de Paula também contextualizou a trajetória histórica do Plano Safra: ‘talvez, nenhum instrumento representa melhor essa escala do que o Plano Safra, que pertence ao Brasil, e que a partir de 2003 se transformou na principal política pública de crédito rural do Brasil. Uma das políticas públicas mais longevas da nossa história.’ Consequentemente, esse contexto histórico reforça que o Plano Safra não é apenas um instrumento de crédito, mas uma política de Estado que atravessa governos e ciclos econômicos, adaptando-se às condições de cada momento sem perder sua função estruturante. Ademais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também ressaltou a relevância do agronegócio, que hoje representa mais de 25% do PIB nacional, destacando a necessidade de estabilidade nas políticas públicas do setor — uma sinalização de que o ministério da área econômica reconhece o papel do crédito rural no equilíbrio das contas nacionais e na estabilidade cambial. Por que esses números importam para o produtor cearense Para o produtor cearense e nordestino, a dimensão econômica do agronegócio nacional se traduz em algo concreto: o setor é grande demais para ser deixado sem suporte, e isso influencia positivamente as decisões de política pública, incluindo o volume e as condições do crédito disponível via Plano Safra. Consequentemente, o Nordeste, ao concentrar parte expressiva da agricultura familiar e da produção de alimentos básicos do Brasil, está em posição favorável para capturar uma parcela crescente dos R$ 610,3 bilhões disponíveis no novo ciclo. Nesse sentido, o desafio prático para o produtor cearense não é a existência do crédito, mas a organização para acessá-lo: documentação regularizada, projeto técnico adequado e escolha da linha certa para cada necessidade — o que reforça a importância de eventos como a PEC Brasil 2026, onde as conexões entre produtores, instituições financeiras e técnicos se constroem presencialmente. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais vai publicar análise especial sobre o impacto do Plano Safra 2026/27 para o Ceará, cruzando os dados nacionais com as condições específicas do BNB e do Banco do Brasil no estado. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Pronaf Semiárido cresce 47% e sociobiodiversidade da Caatinga sobe 51%
O balanço do ciclo do Plano Safra 2025/26, que encerra hoje, revela um crescimento expressivo e consistente das linhas de crédito mais relevantes para o agronegócio nordestino. Consequentemente, o Pronaf Semiárido registrou crescimento de 47% nos recursos contratados, enquanto a sociobiodiversidade — que inclui mel, castanhas e demais produtos da Caatinga — teve alta de 51%. O Pronaf Floresta cresceu 80%, o Pronaf Agroindústria 84%, e a Linha Pronaf Mulher expandiu 106%, alcançando R$ 521 milhões contratados. Nesse sentido, esses números confirmam que o Plano Safra vem cumprindo papel crescente no financiamento da agricultura familiar nordestina, especialmente em cadeias produtivas que o Portal AgroMais já vinha acompanhando — do mel da Caatinga às agroindústrias rurais que processam e agregam valor à produção local. O que explica o crescimento das linhas específicas do Nordeste O avanço do Pronaf Semiárido e das linhas de sociobiodiversidade reflete, em parte, o trabalho das instituições de assistência técnica e das cooperativas de crédito em conectar produtores do interior do Ceará e dos demais estados nordestinos às condições diferenciadas disponíveis nessas linhas específicas. Consequentemente, o crescimento de 112% nas operações para quilombolas e de 85% para pescadores artesanais — populações com forte presença no Nordeste — também evidencia que o programa vem alcançando públicos historicamente excluídos do sistema formal de crédito rural. Ademais, o aumento de 31% no número de operações de mecanização (de 292 mil para 382 mil contratos) mostra que agricultores familiares nordestinos estão investindo cada vez mais em modernização — tendência que deve se ampliar no novo ciclo 2026/27, com taxas de máquinas de pequeno porte caindo para 1,5% ao ano. O que esperar do novo ciclo para essas linhas Com o novo Plano Safra 2026/27 em vigor desde hoje, as linhas voltadas ao Nordeste e à sociobiodiversidade devem continuar em trajetória de crescimento, impulsionadas por condições ainda mais vantajosas. Consequentemente, a taxa de crédito para produtos orgânicos e da sociobiodiversidade cai de 2% para 1% ao ano — a menor de todo o Plano Safra —, abrindo espaço para que mais produtores de mel, castanha, umbu e demais itens da Caatinga acessem financiamento formal a custo mínimo. Nesse sentido, o Programa Exporta Mais Brasil — Mel e Própolis, lançado pelo Sebrae/CE em parceria com o Sebrae nacional, chega em momento especialmente propício: com crédito barato para o produtor apícola cearense via Pronaf e um programa de internacionalização conectando esse produtor a compradores externos, a cadeia apícola da Caatinga tem hoje mais ferramentas do que nunca para crescer com qualidade e mercado. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais vai detalhar as condições específicas do Pronaf Semiárido e das linhas de sociobiodiversidade no novo ciclo para o produtor cearense. Acompanhe. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Pronamp a 9% ao ano e investimentos +38%: o que muda no Plano Safra 2026/27
Para o médio e grande produtor, o Plano Safra 2026/27 traz uma mudança relevante na composição dos recursos disponíveis: os investimentos cresceram 38%, para R$ 140,2 bilhões, enquanto o custeio recuou 7,2%, para R$ 384,9 bilhões. Consequentemente, essa reconfiguração sinaliza uma aposta clara do governo na modernização estrutural das propriedades rurais neste ciclo — em vez de apenas manter o capital de giro, o programa incentiva irrigação, armazenagem, máquinas e recuperação de áreas produtivas. Nesse sentido, as taxas de juros caíram em quase todas as linhas da agricultura empresarial, com cortes entre 0,5 e 1,5 ponto percentual. O custeio empresarial teve uma das maiores reduções: de 14% para 12,5% ao ano — queda que, segundo o ministro André de Paula, ‘era um dos principais pleitos do setor, e a queda da Selic abriu a janela para realizá-lo.’ As taxas programa a programa O Pronamp — Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural — terá R$ 72,6 bilhões disponíveis (5% mais que os R$ 69,1 bilhões do ciclo anterior) com taxa máxima de 9% ao ano, redução em relação à safra passada. Consequentemente, os programas voltados à sustentabilidade e à modernização têm as taxas mais baixas do ciclo: o RenovAgro Ambiental e o de Recuperação/Conversão de Pastagens operam a 8,5% ao ano, enquanto o PCA — Programa de Capitalização de Armazéns para unidades de até 12 mil toneladas — tem a menor taxa do ciclo empresarial: 8% ao ano. Ademais, programas de inovação, irrigação e cooperativismo terão taxas entre 8% e 12,5% ao ano, dependendo da linha e do perfil do produtor. Nesse sentido, a redução mais expressiva foi justamente no custeio padrão, que saiu de 14% para 12,5% — diferença que, em operações de grande volume, representa impacto financeiro significativo ao longo do ciclo de 12 meses. Por que o salto nos investimentos muda a estratégia do produtor O crescimento de 38% nas linhas de investimento reflete a lógica de que o Brasil já tem escala de produção consolidada e agora precisa ganhar eficiência — armazenando mais, irrigando melhor e mecanizando de forma mais sustentável. Consequentemente, para o produtor que vinha adiando investimentos em silos, pivôs e maquinário, o novo ciclo oferece condições mais favoráveis do que as observadas no Plano Safra anterior, tanto em volume disponível quanto em custo financeiro. Nesse sentido, especificamente para o Nordeste, o investimento em irrigação de precisão ganha relevância adicional diante do El Niño histórico projetado para o segundo semestre — e as taxas diferenciadas disponíveis para irrigação no novo Plano Safra criam uma janela concreta para modernizar esse sistema antes que a estiagem prevista se intensifique. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Plano Safra 2026/27 vigora de hoje até 30 de junho de 2027. O Portal AgroMais acompanha as condições de crédito e os desdobramentos do novo ciclo para o produtor cearense e nordestino. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Zarc passa a ser obrigatório para crédito de custeio acima de R$ 200 mil
Uma das principais mudanças estruturais do novo Plano Safra 2026/27, que entrou em vigor hoje, é a extensão da obrigatoriedade do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para contratos de custeio agrícola acima de R$ 200 mil. Consequentemente, a exigência, antes restrita a operações de agricultores familiares do Pronaf com enquadramento obrigatório no Proagro, agora se estende a financiamentos maiores e a contratos em que o Proagro não era exigido — uma mudança que redefine a relação entre crédito rural e planejamento climático no Brasil. Nesse sentido, o objetivo, segundo o governo, é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados pelo zoneamento ou em áreas com restrições climáticas — contribuindo para maior segurança e sustentabilidade na produção. Para o produtor nordestino, essa nova exigência se encaixa num momento de extrema relevância: com o El Niño 2026/27 podendo atingir patamar histórico, o Zarc torna-se um instrumento essencial de orientação do plantio e do crédito. O que é o Zarc e como funciona na prática O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é uma ferramenta desenvolvida pela Embrapa e pelo Ministério da Agricultura que indica, para cada município do Brasil, as melhores épocas de plantio para cada cultura e variedade, considerando as condições climáticas históricas de cada região. Consequentemente, um produtor enquadrado no Zarc está plantando no período recomendado para seu município, com variedades adaptadas ao seu solo e clima — o que reduz significativamente o risco de perdas por seca, excesso de chuva ou geada. Ademais, para ter acesso ao crédito de custeio acima de R$ 200 mil a partir de hoje, o produtor precisará demonstrar que está respeitando as indicações do Zarc para sua região e cultura — uma exigência que, embora possa parecer burocrática, funciona como um mecanismo de proteção tanto para o produtor quanto para o sistema financeiro. Zarc: Porque isso é especialmente relevante para o Nordeste diante do El Niño Para o produtor cearense e nordestino, a obrigatoriedade do Zarc no crédito de custeio chega em momento crítico. Com o El Niño 2026/27 projetado para atingir anomalias acima de 2,5°C no Pacífico — patamar comparável aos episódios históricos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16 —, o Zarc para o Nordeste identifica as janelas mais seguras de plantio em cada município, ajudando o produtor a reduzir a exposição ao risco de veranicos e secas prolongadas. Consequentemente, plantar fora do Zarc em um ano de El Niño histórico é acumular dois riscos simultâneos: o climático e o financeiro, já que o crédito contratado precisará ser quitado independentemente do resultado da safra. Nesse sentido, a combinação entre a obrigatoriedade do Zarc e a disponibilidade do Proagro — seguro rural subsidiado que o governo mantém como instrumento de proteção ao produtor — forma a espinha dorsal da estratégia federal de gestão de risco climático no campo para o ciclo 2026/27. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A obrigatoriedade do Zarc para custeio acima de R$ 200 mil entra em vigor hoje, 1º de julho. O Portal AgroMais acompanha as implicações dessa nova regra para o produtor cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Plano Safra 2026/27 entra em vigor com R$ 610,3 bilhões
O Plano Safra 2026/27 entrou em vigor nesta quarta-feira (1º de julho), com volume total de R$ 610,3 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores — 2,7% a mais do que a oferta do ciclo anterior (R$ 594,4 bilhões) e o maior conjunto de recursos já disponibilizado para o setor agropecuário brasileiro em um único ciclo. Consequentemente, o montante combina os R$ 525,1 bilhões da agricultura empresarial, anunciados pelo vice-presidente Geraldo Alckmin na manhã de terça (30), com os R$ 85,2 bilhões do Pronaf, apresentados pelo presidente Lula na noite do mesmo dia após seu retorno da Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai. Nesse sentido, somando o crédito do Pronaf aos R$ 12,1 bilhões em compras públicas, seguro e assistência técnica anunciados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o pacote total da agricultura familiar alcança R$ 97,3 bilhões — o maior já anunciado para o segmento. O custo ao Tesouro Nacional do Plano Safra completo está estimado em R$ 18,1 bilhões, 34% superior ao aporte da safra passada, reflexo direto da redução de juros em quase todas as linhas de crédito do novo ciclo. A composição dos R$ 610,3 bilhões do Plano Safra Do montante total destinado à agricultura empresarial, R$ 384,9 bilhões serão aplicados em custeio e comercialização — operações do dia a dia da atividade rural, como compra de insumos, manutenção de lavouras e rebanhos —, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos em modernização produtiva, armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos. Consequentemente, é importante destacar que R$ 194 bilhões do total empresarial correspondem a recursos de Cédulas de Produto Rural (CPRs) originadas de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e da aplicação da poupança rural com direcionamento obrigatório — valores que o governo inclui no cálculo em virtude da isenção fiscal que representam. Nesse sentido, apesar de recorde em volume nominal, o aumento ficou abaixo da inflação acumulada no período e aquém do pedido apresentado pelo setor produtivo, que havia pleiteado entre R$ 623 bilhões e R$ 674 bilhões. Ademais, o Plano Safra atual foi considerado um dos mais difíceis de construção pelo Executivo, diante da desaceleração da queda da Selic, do comprometimento de fontes de recursos com renegociações e do aperto orçamentário, com contingenciamento recente feito pelo governo. Plano Safra 2026/27: o peso econômico do agro que justifica o investimento Durante a cerimônia de lançamento, tanto o vice-presidente Geraldo Alckmin quanto o ministro André de Paula destacaram os números que justificam a escala do programa. Segundo Alckmin, o setor respondeu por crescimento de 11,7% do PIB em 2025, e o saldo da balança comercial agropecuária atingiu R$ 149,2 bilhões. Consequentemente, o ministro André de Paula complementou que o agronegócio responde por aproximadamente um quarto do PIB brasileiro, gera um em cada quatro empregos no país e foi responsável por cerca de US$ 169 bilhões em exportações no último ano. ‘O Plano Safra 2026/27 reafirma o papel do crédito rural como instrumento estratégico para ampliar a produção agropecuária, fortalecer a renda no campo, garantir o abastecimento e a segurança alimentar, impulsionar as exportações e elevar a competitividade do agronegócio brasileiro’, afirmou o Ministério da Agricultura em nota oficial de lançamento do novo ciclo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Plano Safra 2026/27 vigora de hoje até 30 de junho de 2027. O Portal AgroMais acompanha as condições de crédito e os desdobramentos do novo ciclo para o produtor cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br