Evento internacional reúne pesquisadores e especialistas para discutir o futuro da inteligência artificial confiável Enquanto a inteligência artificial avança rapidamente em diversos setores da economia, cresce também a necessidade de tornar essas tecnologias mais transparentes e compreensíveis. É justamente esse o objetivo da 4ª World Conference on Explainable Artificial Intelligence (XAI 2026), conferência internacional que acontece em Fortaleza entre os dias 1º e 3 de julho, reunindo pesquisadores, cientistas, empresas e profissionais de diversos países. O encontro aborda um dos temas mais estratégicos da atualidade: a Inteligência Artificial Explicável (Explainable Artificial Intelligence – XAI). O conceito busca desenvolver sistemas capazes de apresentar, de forma clara, os motivos que levaram uma inteligência artificial a tomar determinada decisão. Com isso, cresce a confiança no uso da tecnologia em áreas sensíveis como saúde, justiça, educação, indústria e, cada vez mais, no agronegócio. IA explicável também interessa ao agro Embora o evento tenha caráter multidisciplinar, muitos dos debates dialogam diretamente com o futuro do agronegócio. Afinal, ferramentas de inteligência artificial já apoiam decisões sobre manejo, irrigação, sanidade animal, previsão climática e gestão das propriedades rurais. Entretanto, produtores e empresas precisam compreender como essas recomendações são geradas. Por isso, a IA explicável ganha espaço. Ela permite maior transparência, reduz riscos e fortalece a confiança nas decisões apoiadas por algoritmos. Além disso, o congresso apresenta pesquisas sobre governança, ética, segurança, interpretabilidade, aprendizado de máquina e aplicações práticas da inteligência artificial em diferentes segmentos econômicos. Fortaleza no mapa da inovação mundial A realização da conferência reforça o protagonismo de Fortaleza como destino para eventos internacionais de ciência, tecnologia e inovação. Durante três dias, a capital cearense recebe pesquisadores de universidades, centros de pesquisa e empresas que desenvolvem soluções em inteligência artificial responsável. Entre os participantes está a jornalista e especialista em marketing do agronegócio Jakeline Diogenes, fundadora da JBD Marketing Consulting e do Portal AgroMais, que acompanha a programação para identificar tendências capazes de impulsionar a comunicação, a gestão e a inovação no agro cearense. Tecnologia que transforma o campo A inteligência artificial já deixou de ser uma tendência distante. Hoje, ela faz parte da rotina de produtores, cooperativas e agroindústrias. O próximo desafio, porém, será garantir que essas ferramentas sejam transparentes, confiáveis e acessíveis. É justamente essa discussão que coloca Fortaleza no centro do debate mundial sobre inovação. O Portal AgroMais acompanha as tendências que moldam o futuro do agro. O Portal AgroMais acredita que o desenvolvimento do agronegócio passa, cada vez mais, pela inovação, pela ciência e pela tecnologia. Por isso, acompanha eventos nacionais e internacionais que antecipam tendências e aproximam o produtor rural das soluções que transformarão o campo nos próximos anos. Nos próximos dias, nossa cobertura especial mostrará como a inteligência artificial poderá revolucionar a gestão das propriedades, a produção de alimentos e a comunicação do agronegócio. 👉 www.portalagromais.com.br
IBGE projeta Ceará entre destaques do crescimento da safra de grãos no Nordeste
Um levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste, projeta que o desempenho da safra de grãos 2026 na região será impulsionado principalmente pelos resultados esperados para Piauí, Ceará e Paraíba. Consequentemente, o estudo destaca o território piauiense como o que deve contribuir com a maior alta absoluta — 956,6 mil toneladas para o total regional —, mas Ceará e Paraíba também aparecem como protagonistas dessa trajetória de crescimento. Nesse sentido, segundo a analista do Etene, Hellen Cristina Rodrigues Saraiva Leão, o desempenho positivo decorre da combinação entre ampliação da área plantada, condições climáticas favoráveis e avanço contínuo da modernização tecnológica no campo — incluindo práticas de agricultura de precisão como bioinsumos, sementes de alta qualidade, monitoramento remoto das lavouras, mapeamento de pragas e pulverização seletiva. O contraste com a projeção nacional de recuo Em um cenário nacional que projeta produção de 339,9 milhões de toneladas de grãos em 2026 — recuo de 1,8% frente à Safra 2025, segundo o próprio IBGE —, o desempenho positivo projetado para o Nordeste, e especificamente para o Ceará, ganha relevância ainda maior. Consequentemente, enquanto o país como um todo enfrenta ajustes de produção, a região nordestina, puxada por Piauí, Ceará e Paraíba, caminha na direção oposta, capturando uma fatia crescente da produção nacional de grãos. Ademais, o estudo do Etene reforça que ‘o agronegócio é o grande motor dessa expansão’, sustentado tanto pela ampliação da área plantada quanto pela expectativa de condições climáticas favoráveis observadas até o momento — embora seja importante destacar que esse cenário de favorabilidade climática precisa ser monitorado de perto diante do El Niño histórico projetado para o segundo semestre, que pode alterar significativamente as condições da próxima safra a partir de setembro. Por que o anúncio do Plano Safra de hoje é decisivo para sustentar essa trajetória Esse cenário de crescimento projetado reforça a relevância do anúncio do novo Plano Safra de hoje para o Ceará, já que o volume e as condições de crédito disponibilizadas terão impacto direto sobre a capacidade do estado de sustentar essa trajetória de expansão ao longo do segundo semestre. Consequentemente, produtores cearenses de grãos — especialmente milho e soja, culturas mencionadas no estudo do Etene como destaque de crescimento no Piauí e replicáveis em parte da dinâmica cearense — devem acompanhar de perto as condições específicas oferecidas pelo BNB e pelo Banco do Brasil para garantir que o investimento em tecnologia e ampliação de área seja viabilizado pelo crédito disponível. Nesse sentido, a combinação entre boas condições climáticas registradas até agora, avanço tecnológico no campo e crédito rural mais acessível — com as taxas reduzidas confirmadas no Plano Safra nacional desta manhã — cria um cenário potencialmente favorável para que o Ceará amplie sua participação na produção de grãos do Nordeste ao longo de 2026. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Etene deve atualizar suas projeções de safra ao longo do segundo semestre, considerando os efeitos do El Niño. O Portal AgroMais acompanha o desempenho da produção de grãos no Ceará e no Nordeste. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Banco do Brasil estima alcançar R$ 700 milhões de desembolso do Plano Safra no Ceará
O Banco do Brasil estima alcançar mais de R$ 700 milhões de desembolso do Plano Safra 2025/2026 no Ceará, valor que, se confirmado hoje no encerramento do ciclo, representaria crescimento de 1,89% em relação ao desembolsado no Plano Safra anterior (2023-2024). Consequentemente, até o momento já haviam sido aplicados R$ 507 milhões no estado, com os cerca de R$ 200 milhões restantes previstos para liberação até o fechamento de hoje, 30 de junho. Nesse sentido, segundo o superintendente estadual em exercício do BB, Danilo Batista, o valor corresponderia a 1% de todo o crédito rural do Brasil e 6,3% do volume destinado à região Nordeste — um indicativo do peso que o Ceará já representa no sistema de crédito rural nacional, mesmo com o novo Plano Safra 2026/27 já em vigor a partir de amanhã. O contexto do anúncio durante o Coalizão Agro A informação sobre a meta de R$ 700 milhões havia sido divulgada por Danilo Batista durante o evento de lançamento do 10º Coalizão Agro, iniciativa que busca promover conexões entre os diferentes elos da cadeia produtiva, realizada em Limoeiro do Norte, no Vale do Jaguaribe — região que o Portal AgroMais já vinha acompanhando de perto pela força da fruticultura irrigada exportadora. Consequentemente, esse contexto reforça como o Banco do Brasil tem buscado se conectar diretamente com os polos produtivos regionais do Ceará para divulgar e viabilizar o acesso ao crédito rural. Ademais, vale lembrar que foi também durante o Coalizão Agro que a plataforma digital Princesa Rural, iniciativa da Fapija para o agronegócio do Vale do Jaguaribe, teve sua primeira apresentação — antes do lançamento nacional formal na PEC Brasil 2026. Nesse sentido, esse tipo de evento regional tem se mostrado importante ponto de articulação entre instituições financeiras, produtores e novas iniciativas tecnológicas do agro cearense. O que esperar do Banco do Brasil no novo ciclo Com o fechamento do ciclo atual confirmando uma meta robusta de desembolso no Ceará, a expectativa do produtor cearense se volta agora para as condições que o Banco do Brasil vai oferecer no Plano Safra 2026/27, recém-anunciado em nível nacional com R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial. Consequentemente, para o produtor que ainda não fechou financiamento neste ciclo final, a recomendação é buscar imediatamente as agências do BB no estado, já que o prazo para contratação dentro das condições do Plano Safra 2025/26 se encerra hoje. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O ciclo do Plano Safra 2025/26 se encerra hoje, 30 de junho. O Banco do Brasil deve anunciar as condições para o Ceará no novo ciclo nos próximos dias. O Portal AgroMais acompanha o desembolso de crédito rural no estado. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
BNDES confirma R$ 70 bilhões ao agro, maior orçamento já destinado pelo banco
O BNDES confirmou a disponibilização de R$ 70 bilhões para financiar investimentos da agricultura brasileira no Plano Safra 2026/27 — o maior orçamento já destinado pelo banco ao setor, 5% acima do plano anterior e 180% maior do que o disponibilizado no Plano Safra 2022/23. Consequentemente, do total, R$ 39,7 bilhões correspondem a recursos equalizáveis via Programas Agropecuários do Governo Federal, um incremento de 19% em relação ao ano anterior, enquanto R$ 30,3 bilhões são recursos próprios via BNDES Crédito Rural. Nesse sentido, dos recursos próprios do banco, R$ 14,4 bilhões têm custo financeiro em dólares americanos — linha voltada especialmente para produtores com receita em moeda estrangeira ou maior exposição cambial, como exportadores de commodities agrícolas. O reforço de 80% para a agricultura familiar do Nordeste As regiões Norte e Nordeste contarão com destinação exclusiva de R$ 532 milhões para a agricultura familiar dessas regiões — valor 80% maior do que o montante aplicado no Plano Safra anterior. Consequentemente, segundo o BNDES, essa medida está alinhada à estratégia do banco e do Governo Federal de ampliar financiamentos que viabilizem a redução das desigualdades socioeconômicas e territoriais no país, reconhecendo que essas regiões historicamente enfrentam maior dificuldade de acesso ao crédito formal. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ‘a expressiva evolução desses números reafirma o forte compromisso do BNDES com o setor agropecuário brasileiro. Por meio do Plano Safra com um orçamento recorde de R$ 70 bilhões para o financiamento rural, estamos ao lado dos produtores, apoiando tecnologia, inovação e sustentabilidade, para que o agronegócio continue sendo um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social do país.’ O histórico de aprovações e o foco em máquinas e equipamentos Desde o início da operacionalização em 2020, as aprovações do BNDES Crédito Rural já alcançaram mais de R$ 23,4 bilhões para cerca de 37 mil operações, com mais de 95% das aprovações recentes destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos. Consequentemente, esse histórico mostra que a linha tem cumprido papel relevante na modernização do parque de máquinas agrícolas do país, especialmente para produtores que buscam ganhos de produtividade através de mecanização mais eficiente. Nesse sentido, o apoio do BNDES ocorre tanto de forma direta — com recursos contratados diretamente com o banco — quanto indireta, por meio de mais de 80 instituições financeiras parceiras credenciadas, o que contribui para a distribuição do crédito em todo o território nacional, incluindo o Ceará e demais estados nordestinos. O que muda na prática para o produtor Próximos passos Os recursos do BNDES para o Plano Safra 2026/27 entram em vigor a partir de amanhã, 1º de julho. O Portal AgroMais acompanha as condições de crédito disponíveis para o produtor cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Plano Safra da Agricultura Familiar tem foco no crédito para mulheres rurais
Após o lançamento da parte empresarial pela manhã, o governo deve anunciar nesta terça-feira, às 17h, o Plano Safra 2026/27 destinado à agricultura familiar. Consequentemente, a expectativa é que os recursos superem os R$ 89 bilhões disponibilizados no ciclo 2025/2026 — do qual R$ 78,2 bilhões correspondiam ao Pronaf, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, que neste ano completa 30 anos de existência. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, o esforço do governo é de manutenção das taxas de juros para os agricultores familiares, com a queda da Selic abrindo espaço fiscal para sustentar condições acessíveis. Nesse sentido, a ministra também adiantou que o novo Plano Safra terá foco especial no acesso ao crédito das mulheres rurais, em referência ao ano internacional da mulher agricultora instituído pela ONU. O compromisso com juros abaixo da inflação ‘Nosso esforço vai ser de manutenção das taxas de juros. Estamos trabalhando em negociação com o Ministério da Fazenda para garantir que as condições do Pronaf se mantenham com juros negativos, viabilizando a produção de alimentos e também a mecanização e a tecnificação da agricultura familiar’, destacou Fernanda Machiaveli em entrevista recente. Consequentemente, manter juros abaixo da inflação significa, na prática, que o custo real do crédito para o agricultor familiar permanece favorável mesmo em um cenário de Selic ainda elevada — um diferencial importante em relação às linhas de crédito da agricultura empresarial. Ademais, segundo dados do próprio governo, entre julho de 2025 e maio de 2026 foram realizadas mais de 2 milhões de operações de crédito rural para a agricultura familiar, totalizando R$ 64,5 bilhões contratados — crescimento de 24% no número de operações e de 9% no volume de recursos em relação à safra anterior, com avanço registrado em todas as regiões, especialmente Norte e Nordeste. Agricultura Familiar: o foco inédito no crédito para mulheres rurais ‘Nós estamos no ano da mulher agricultora e o nosso esforço vai ser também o de ampliar a inclusão produtiva das mulheres rurais’, sublinhou a ministra. Consequentemente, essa pauta se conecta diretamente com o que o Portal AgroMais já vinha destacando na cobertura do IV Encontro das Mulheres do Agro e do Cooperativismo Cearense, realizado durante a PEC Brasil 2026, quando o protagonismo feminino no campo foi debatido como prioridade institucional para os próximos ciclos do agronegócio nordestino. Nesse sentido, para a mulher rural do Ceará e do semiárido nordestino, esse foco específico no Plano Safra da Agricultura Familiar pode representar acesso facilitado a linhas de crédito historicamente mais difíceis de alcançar — um avanço que dialoga com o fortalecimento de Comissões de Mulheres do Agro já em curso em sindicatos e cooperativas da região. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27 será anunciado às 17h de hoje. O Portal AgroMais vai trazer os números completos assim que confirmados pelo governo. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Juros do Pronamp caem para 9% ao ano no novo Plano Safra 2026/27
As taxas de juros das principais linhas de financiamento do Plano Safra 2026/27 foram reduzidas em relação ao ciclo anterior. Consequentemente, no Pronamp — Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural —, a taxa caiu para 9% ao ano, com o programa recebendo R$ 72,6 bilhões, ante R$ 69,1 bilhões na safra anterior. Já o crédito de custeio empresarial passou a operar com juros de 12,5% ao ano, uma redução em relação à faixa de 10% a 14% praticada no ciclo 2025/26. Nesse sentido, programas voltados à inovação, irrigação, cooperativismo, renovação de máquinas e agricultura de baixo carbono terão taxas entre 8% e 12,5%, dependendo da linha específica — um leque de opções que permite ao produtor escolher a modalidade mais adequada ao seu perfil de investimento. As taxas de juros mais vantajosas do novo ciclo As menores taxas do Plano Safra 2026/27 foram reservadas para operações do PCA — Programa de Capitalização de Armazéns, voltado a unidades com até 12 mil toneladas de capacidade — e do RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens, ambos com 8% e 8,5% ao ano, respectivamente. Consequentemente, essa diferenciação reforça o incentivo a investimentos em armazenagem e sustentabilidade no campo, áreas consideradas estratégicas pelo governo tanto para reduzir perdas pós-colheita quanto para recuperar áreas degradadas. Ademais, para produtores de menor porte enquadrados no Pronamp, a redução para 9% ao ano representa alívio relevante no custo financeiro da atividade, especialmente em um momento em que o setor já enfrenta níveis recordes de endividamento — com passivo superior a R$ 800 bilhões segundo levantamentos recentes. Porque a recuperação de pastagens ganha destaque neste ciclo A taxa de juros diferenciada de 8,5% para o RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens sinaliza uma prioridade clara do governo para esta safra: incentivar a recuperação de áreas já degradadas, em vez de estimular a abertura de novas fronteiras agrícolas. Consequentemente, essa estratégia se conecta diretamente com a pauta de sustentabilidade que vem ganhando espaço em diversas políticas públicas do setor, incluindo o próprio Plano ABC+, apresentado pelo Mapa em fóruns internacionais nas últimas semanas. Nesse sentido, para o pecuarista que avalia expandir ou modernizar sua atividade, a recuperação de pastagens degradadas com taxa de 8,5% ao ano surge como alternativa de custo mais baixo do que outras linhas de investimento — uma oportunidade especialmente relevante para produtores do semiárido nordestino, onde a qualidade das pastagens é desafio recorrente diante da irregularidade climática. O que muda na prática para o produtor Próximos passos As condições de crédito do Plano Safra 2026/27 entram em vigor a partir de amanhã, 1º de julho. O Portal AgroMais acompanha as taxas de juros e linhas de financiamento disponíveis para o produtor. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Plano Safra 2026/27 é anunciado com R$ 525,1 bilhões e juros reduzidos
O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais. Consequentemente, o montante representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação aos R$ 516,2 bilhões disponibilizados na temporada anterior — abaixo, porém, da expectativa inicial do Ministério da Agricultura, que mirava algo entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões nas negociações que se estenderam ao longo dos últimos meses. O anúncio foi realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Nesse sentido, do total dos recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos nas propriedades rurais — incluindo armazenagem, irrigação, recuperação de pastagens e aquisição de máquinas e equipamentos. Plano Safra 2026/27: porque o valor ficou abaixo do pedido inicial O Ministério da Agricultura havia apresentado proposta inicial de aumento de 10% no montante total, para cerca de R$ 570 bilhões, com corte de até dois pontos percentuais nos juros para médios e grandes produtores. Consequentemente, o valor final de R$ 525,1 bilhões reflete o espaço fiscal limitado que o governo enfrentou na negociação, já que a elevação da taxa básica de juros da economia desde o último Plano Safra aumentou o custo da equalização bancária — mecanismo pelo qual o Tesouro Nacional cobre a diferença entre a taxa de mercado e a taxa subsidiada paga pelo produtor. Nesse sentido, vale lembrar que no Plano Safra 2025/2026, o governo havia prometido R$ 516,2 bilhões, mas conseguiu efetivamente equalizar juros para apenas R$ 113,8 bilhões — menos de um quarto do total anunciado. Ademais, esse histórico de execução parcial é um dos pontos que entidades como a CNA vinham cobrando que fosse corrigido no novo ciclo, defendendo um modelo de Plano Agrícola e Pecuário plurianual, com maior previsibilidade de execução ao longo de toda a safra. Como o crédito se divide entre custeio e investimento Os R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização serão utilizados, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, para despesas como aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção — a espinha dorsal do financiamento do dia a dia da atividade rural. Consequentemente, os R$ 140,2 bilhões reservados para investimentos representam a parcela do crédito voltada à modernização estrutural das propriedades, fundamental para ganhos de produtividade no médio e longo prazo. Para o produtor brasileiro, portanto, a leitura do novo Plano Safra exige atenção tanto ao volume total quanto à distribuição entre essas duas grandes categorias, já que o acesso ao crédito de investimento costuma ser mais seletivo e depende de projetos técnicos mais elaborados do que o crédito de custeio. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Plano Safra 2026/27 entra em vigor a partir de amanhã, 1º de julho. O Plano Safra da Agricultura Familiar deve ser anunciado às 17h de hoje. O Portal AgroMais acompanha os desdobramentos do crédito rural para o produtor cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br