O Brasil precisa agir para manter sua liderança no agronegócio global. No Congresso Brasileiro do Agronegócio, líderes da John Deere, JBS e Bayer alertaram para riscos que podem reduzir a competitividade do país. Segundo eles, é urgente adotar estratégias coordenadas que fortaleçam produção, exportação e inovação. Competitividade e mercados diversificados Além disso, os executivos defenderam que o Brasil precisa agir em três frentes: manter competitividade no campo, diversificar mercados e investir em inovação. Alfredo Miguel, da John Deere, destacou que a reorganização das cadeias de suprimento exige revisão de rotas de exportação, origem de insumos e políticas públicas. Gargalos internos e pressão externa Por outro lado, Márcio Santos, da Bayer, lembrou que o sucesso do agro se apoia em quatro pilares: ambiente institucional sólido, infraestrutura, inovação e profissionalização. Ele alertou que disputas internas podem enfraquecer essa base. Já Larissa Wachholz, especialista em geopolítica, chamou atenção para a pressão da China e dos EUA, reforçando a necessidade de diversificação de parceiros comerciais. Impactos ambientais e barreiras internacionais Ainda mais preocupante, Gilberto Tomazoni, da JBS, criticou as regras ambientais da União Europeia. Segundo ele, essas normas ignoram a captura de carbono dos sistemas tropicais e prejudicam o acesso aos mercados. Ele defendeu apresentar dados técnicos internacionais para contestar restrições e fortalecer a imagem do agro brasileiro. Inovação e cooperação estratégica Por fim, os executivos reforçaram que inovação é essencial. Miguel citou o centro de P&D da John Deere no Brasil, que projeta máquinas adaptadas ao mercado local e já exporta tecnologia. Santos, Tomazoni e Wachholz concordaram que a união de entidades, aliada a uma diplomacia comercial ativa, pode ampliar oportunidades e consolidar a influência do Brasil no comércio global.
Pecém bate recorde e projeta ano histórico
O Porto do Pecém registrou um desempenho impressionante nos sete primeiros meses de 2025. No total, a movimentação geral atingiu 11,3 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação ao ano anterior. Mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o porto mantém ritmo de expansão consistente. Movimentação de contêineres cresce acima da média Além disso, a APM Terminals, responsável pela operação do terminal, movimentou 389 mil TEUs (contêineres de 20 pés) de janeiro a julho. Esse volume representa alta de 38,75% frente ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 280.368 TEUs. A tendência já aponta para superar o recorde histórico de 500 mil TEUs alcançado no ano passado. Segmentos estratégicos impulsionam resultados Por outro lado, André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém, destaca o impacto positivo do e-commerce, da safra de frutas e da cabotagem. A demanda prevista para Black Friday e Natal deve manter o ritmo de alta. O fortalecimento das rotas para a Ásia também impulsiona novas oportunidades de negócios. Diversificação de cargas fortalece competitividade Ainda mais relevante, a diversificação da pauta exportadora inclui algodão, carne, minerais e granito. Projetos estratégicos para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE Ceará) ampliam a competitividade e reduzem a dependência de segmentos específicos. Essa estratégia reforça a resiliência frente a oscilações no mercado internacional. Investimentos em infraestrutura e tecnologia Por fim, Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, afirma que os resultados refletem investimentos contínuos em infraestrutura, aumento da capacidade e implementação de tecnologias avançadas. Esses pilares fortalecem a posição do porto como hub logístico do Nordeste e ampliam a conexão com mercados globais, incluindo a nova rota direta para a Ásia.