Governo propõe política nacional de ordenamento do território O Brasil está elaborando sua primeira política de ordenamento territorial. A proposta visa reorganizar o uso do território nacional e integrar ações públicas de forma coordenada e sustentável. Por essa razão, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) conduz o processo por meio do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI-PNOT), instituído pelo Decreto nº 11.920/2024. A previsão é entregar a proposta consolidada até fevereiro de 2026. Grupo de Trabalho avança com oficinas técnicas Durante a terceira oficina do GTI-PNOT, realizada em abril, o diretor João Mendes confirmou o cumprimento do cronograma. A última oficina ocorrerá em junho, seguida de consulta pública em agosto. Logo após a consulta, o documento será ajustado e encaminhado à Casa Civil. O objetivo é que o presidente Lula assine o decreto que oficializa a nova política de ordenamento territorial no Brasil. Princípios estratégicos guiam a política territorial Entre os pilares da proposta estão a resiliência territorial e a contratualização territorial. O primeiro conceito busca fortalecer a capacidade de resposta a mudanças ambientais e sociais. Além disso, a contratualização territorial prevê acordos entre órgãos públicos, sociedade civil e setor privado. Essa abordagem pretende alinhar interesses e reduzir conflitos nas ações de planejamento. Iniciativa reúne 17 órgãos públicos federais Ao todo, 17 instituições participam do GTI-PNOT. Entre elas estão o IBGE, Incra e ministérios como Meio Ambiente, Agricultura, Povos Indígenas, Transportes e Justiça. Dessa forma, o projeto busca integrar políticas e criar uma base comum para o desenvolvimento regional. A proposta também estimula a cooperação federativa e o planejamento participativo. Política promoverá eficiência e sustentabilidade Atualmente, várias políticas públicas se sobrepõem nos territórios. Com isso, há desperdício de recursos e conflitos. A política de ordenamento territorial solucionará esse problema, promovendo organização e equilíbrio. Portanto, a medida representa um marco na governança territorial. A integração entre órgãos e a definição de diretrizes claras beneficiarão o país como um todo.
Governo reforça apoio ao Piauí
Emergência climática exige resposta urgente do Governo Federal O apoio ao Piauí se tornou prioridade diante da seca mais severa dos últimos oito anos. O estado já contabiliza 80 municípios em situação de emergência — 67 por estiagem e 13 por seca — e enfrenta uma grave crise hídrica causada por fenômenos climáticos extremos. Por esse motivo, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, reuniu-se em Brasília com prefeitos piauienses, o deputado Júlio César e o ministro Wellington Dias para alinhar ações emergenciais. Durante o encontro, Góes reafirmou o compromisso do Governo Federal em garantir água potável e assistência humanitária à população atingida. Medidas emergenciais garantem abastecimento e suporte Com isso, uma nova reunião foi agendada com a Defesa Civil Nacional para agilizar os processos de reconhecimento e liberação de recursos. O ministro reforçou que, se necessário, o governo adotará medidas provisórias para assegurar o abastecimento. Além disso, Wellington Dias destacou o envio de cestas básicas e a importância da atuação da Conab no fornecimento de ração animal. Segundo ele, o apoio ao Piauí deve contemplar tanto o consumo humano quanto o sustento de rebanhos, pois milhares de famílias dependem da atividade agropecuária. Seca verde agrava o cenário no semiárido Entretanto, o cenário é ainda mais crítico devido ao fenômeno da “seca verde”. A vegetação parece normal à distância, mas a umidade do solo está drasticamente reduzida. Conforme dados do Monitor de Secas da ANA, o Piauí não enfrentava uma estiagem tão grave em plena estação chuvosa desde 2017. Portanto, os impactos afetam diretamente o plantio, o pasto e o abastecimento humano. O desequilíbrio hídrico compromete a produção agrícola e exige planejamento estratégico entre os entes federativos. Entenda as diferenças entre seca e estiagem Por fim, é importante esclarecer que seca e estiagem não são sinônimos. A estiagem ocorre quando a redução das chuvas compromete temporariamente o solo, enquanto a seca representa um déficit hídrico persistente e mais danoso. Essa distinção é essencial para definir a resposta governamental adequada a cada realidade. Com ações coordenadas, o Governo Federal busca garantir segurança hídrica, apoio alimentar e estrutura emergencial à população. O foco está em preservar vidas, rebanhos e meios de subsistência.
ExpoZebu valoriza genética zebuína
Ceará se destaca na principal feira da pecuária zebuína A princípio, a genética zebuína foi o grande destaque da ExpoZebu 2025, realizada em Uberaba (MG), consolidando-se como a maior vitrine internacional das raças zebuínas. O evento reuniu mais de 300 mil visitantes e representantes de mais de 30 países, movimentando milhões em negócios e reafirmando o protagonismo do Brasil na pecuária global. Desde o início da feira, o Ceará chamou atenção ao mostrar que, mesmo distante dos grandes polos criatórios, consegue inovar, investir e competir. Com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o estado implementou o primeiro ponto de apoio técnico no município do Crato. Essa iniciativa pioneira tem fortalecido pequenos criadores e se espalhou rapidamente para outras regiões estratégicas do Brasil. Iniciativas cearenses expandem a genética zebuína no Brasil Ou seja, por consequência do sucesso do ponto de apoio no Ceará, outras unidades foram implantadas em cidades como Manaus, Boa Vista, Corrente (PI) e Montes Claros (MG). Esses núcleos diminuem custos logísticos e garantem assistência técnica mais próxima aos criadores. Assim, o modelo cearense comprova que descentralizar o suporte técnico contribui diretamente para o fortalecimento da genética zebuína em regiões menos atendidas. Além disso, a ABCZ reforçou seu compromisso com o Nordeste, apoiando exposições regionais em cidades como Fortaleza, Tauá, Brejo Santo, Tianguá e Tapipoca. Essas feiras são fundamentais para valorizar o produtor local e manter viva a paixão pela criação. ExpoZebu promove inovação e sustentabilidade Em paralelo às exposições de animais, a ExpoZebu 2025 também foi palco de discussões sobre rastreabilidade, exportação de genética e sustentabilidade na pecuária. Raças como Nelore, Gir e Guzerá brilharam nas pistas, destacando os avanços genéticos obtidos ao longo de 90 anos de trabalho e pesquisa. Consequentemente, os pecuaristas demonstraram otimismo com o futuro. Após um ano de queda nos preços da carne, a nova temporada se desenha com mais equilíbrio e oportunidades. A valorização da genética zebuína segue como estratégia-chave para manter o Brasil competitivo no mercado internacional. Ceará mostra sua força na pecuária nacional Por exemplo, com iniciativas bem-sucedidas e apoio institucional, o Ceará prova que é possível crescer com estratégia, mesmo longe dos grandes centros. O protagonismo conquistado na ExpoZebu 2025 reforça que o futuro da pecuária está cada vez mais descentralizado, colaborativo e focado na qualidade genética. Portanto, ações como a criação de pontos de apoio devem ser replicadas e incentivadas em todo o país. Elas representam um avanço real na democratização do acesso à genética zebuína de alto valor, impulsionando o pequeno produtor e gerando desenvolvimento regional. 📺 Quer assistir à cobertura completa da ExpoZebu 2025?👉 Acesse agora o vídeo exclusivo no canal da TV Portal AgroMais no YouTube, deixe seu comentário e fortaleça o agro do Nordeste!