A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizará o Fórum da Liderança Sindical Feminina no dia 3 de julho, na sede da entidade em Brasília (DF), das 8h às 18h. O evento é organizado pela Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, com o objetivo de ampliar as oportunidades de atuação feminina nos cenários políticos, técnicos e institucionais, destacando a importância da representatividade de classe e o potencial do sistema sindical rural feminino na defesa do produtor rural. Objetivos e Participação O fórum reunirá representantes das Comissões Estaduais das Mulheres do Agro, além de lideranças sindicais rurais femininas. Stéphanie Ferreira, presidente da Comissão, destacou que o fórum é um marco para o movimento sindical rural feminino no Brasil, proporcionando uma oportunidade para promover a interação entre todas as mulheres que trabalham em seus estados e municípios pelo protagonismo sindical feminino. Programação do Evento A programação do evento inclui a realização de painéis em formato de mesa redonda e uma oficina sobre representatividade rural. O fórum também contará com um espaço de vivência, onde as participantes poderão trocar experiências e obter mais informações sobre a participação das mulheres no setor agropecuário brasileiro. O primeiro painel, após a abertura oficial, abordará o cenário político brasileiro. O segundo painel tratará do fortalecimento da representatividade sindical rural patronal. No período da tarde, serão realizados mais dois painéis: um sobre o ambiente institucional e o outro sobre comunicação. O evento será encerrado com a “Oficina Representatividade”. O Fórum da Liderança Sindical Feminina representa uma importante iniciativa da CNA para fortalecer a presença e a atuação das mulheres no setor agropecuário, promovendo a troca de conhecimentos e experiências e destacando a importância da representatividade feminina nos diversos âmbitos do setor rural brasileiro.
CNA participa do 3º Workshop do Diálogo União Europeia-Brasil
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do 3º Workshop do Diálogo União Europeia-Brasil, focado na redução de metano por meio da produção sustentável de biogás e biometano na agropecuária. O evento aconteceu na quarta-feira (26), e contou com a presença da assessora técnica da CNA, Amanda Roza, como painelista. Objetivos e Participação da CNA O workshop teve como objetivo fomentar debates sobre a redução das emissões de metano na agricultura e nos setores de resíduos urbanos. Amanda Roza apresentou casos do setor agropecuário e destacou que a CNA acompanha de perto as políticas nacionais e internacionais relacionadas ao tema. Ela mencionou a formulação do novo Plano Clima, previsto para 2025, que orientará o Brasil na redução do desmatamento e na transição para uma economia de baixo carbono. Importância do Biogás e Biometano Amanda enfatizou o papel duplo do biogás e biometano na adaptação e mitigação das mudanças climáticas. Na adaptação, esses combustíveis garantem segurança energética e previsibilidade para os produtores rurais. Na mitigação, sua utilização reduz as emissões de metano. Amanda destacou a necessidade de incentivar a adoção dessa produção nas propriedades rurais, independentemente de seu tamanho, para promover uma transformação energética no setor agropecuário. Defesa de Novas Oportunidades Energéticas A CNA defende que os produtores rurais tenham novas oportunidades de geração de energia dentro de suas propriedades, facilitando a transição energética com o uso de biocombustíveis, biogás e biometano. Amanda Roza reforçou a importância de viabilizar essa produção em propriedades rurais de diferentes escalas para alcançar a transformação desejada. Organização e Local do Workshop O workshop foi promovido pela Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (Abren) e realizado no auditório do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, em Brasília (DF).
Presidente da Embrapa conhece Sistema Agroflorestal referência mundial em sustentabilidade
Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, visitou o Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (SAFTA) no Pará, considerado uma referência mundial em sustentabilidade pela FAO/ONU. A visita fez parte das comemorações pelos 85 anos de pesquisa agropecuária na Amazônia. Acompanhada por Cleino Pillon, diretor de pesquisa, e gestores da Embrapa Amazônia Oriental, Massruhá conheceu a trajetória do SAFTA, desde as primeiras experimentações dos agricultores japoneses até a industrialização de frutas tropicais e exportação de produtos sustentáveis. História do SAFTA e Parceria com a Embrapa Tomé-Açu, no nordeste do Pará, abriga a terceira maior colônia japonesa do Brasil. A Cooperativa Mista de Tomé-Açu (CAMTA) foi fundada em 1929 por imigrantes japoneses que começaram cultivando cacau, hortaliças e arroz. Em 1930, investiram na pimenta-do-reino, tornando o Brasil o maior exportador mundial dessa cultura. A doença Fuzariose, que dizimou os pimentais, levou os agricultores a diversificar os sistemas de produção, criando o SAFTA, citado no Relatório O Estado das Florestas no Mundo 2022 da FAO. Alberto Oppata, presidente da CAMTA, enfatizou a importância da parceria com a Embrapa no desenvolvimento de técnicas de manejo, modelagens e materiais genéticos de qualidade, aprimorando o sistema agroflorestal ao longo de 40 anos. Campo Experimental da Embrapa em Tomé-Açu O Campo Experimental da Embrapa em Tomé-Açu, apoiado inicialmente pelo governo japonês e posteriormente doado à Embrapa pela JICA, abriga diversos experimentos e cultivares. A presidente e o diretor plantaram mudas de árvores simbolizando a restauração produtiva das florestas: uma acapau (Vouacapoua americana) e uma castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa). A comitiva também visitou a propriedade de Michinore Konagano, pioneiro na integração de culturas anuais, perenes e criação de pequenos animais. A propriedade, modelo de sucesso do SAFTA com 230 hectares, produz uma variedade de frutas e hortaliças ao longo do ano, além de criar animais. Michinore destacou que o sucesso vem da persistência e diversificação das culturas, que beneficiam o solo e o meio ambiente. Legado e Sustentabilidade Silvia Massruhá destacou a importância de comunicar ao mundo o legado dos sistemas agroflorestais na Amazônia, que promovem a inclusão socioprodutiva, gerando renda e melhorando a qualidade de vida sem desmatamento. Ela enfatizou que esses sistemas são reconhecidamente eficientes econômica e ambientalmente, inspirando e fortalecendo a ciência frente aos desafios das mudanças climáticas e da produção sustentável de alimentos. Clenio Pillon, diretor de pesquisa, destacou que o SAF será uma das vitrines da pesquisa na COP 30, mostrando a eficiência dos processos naturais para reduzir a dependência de insumos externos e promover a sustentabilidade. Walkymário Lemos, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, reforçou a importância das parcerias históricas na construção de soluções sustentáveis na produção de alimentos, respeitando o meio ambiente e os saberes tradicionais. A visita da presidente da Embrapa ao SAFTA em Tomé-Açu reforça a importância da pesquisa e parcerias na promoção de sistemas agroflorestais sustentáveis, valorizando o conhecimento tradicional e contribuindo para a conservação da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores na Amazônia.
Inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024
Os produtores de mel de todo o Brasil têm até o dia 7 de julho para se inscrever no Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024. O concurso, que é dividido em duas categorias – mel claro e mel escuro –, é voltado para produtores com uma produção de até 10 toneladas por ano. O prêmio é organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Epagri/SC, Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultura (CBA) e Escola Brasileira de Apicultura e Meliponicultura (Ebram). Etapas do Concurso Fernanda Regina Silva, assessora e organizadora do concurso, destacou que as avaliações técnica e popular são estratégias para fortalecer o produtor rural, dando visibilidade ao produto até o consumidor final. “É um concurso muito diferenciado. Todos os produtores rurais inscritos receberão uma avaliação técnica do seu produto, o que oferece a oportunidade de melhorar ainda mais a qualidade e competitividade. Além disso, levamos o produto ao consumidor final, aumentando o conhecimento sobre a qualidade do produto na decisão de compra”, explica. Prêmios Os dez produtos selecionados, cinco em cada categoria, receberão certificados e prêmios. Os três primeiros lugares ganharão o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze. Crescimento da Produção de Mel no Brasil A produção brasileira de mel aumentou de 33 mil toneladas em 2005 para 61 mil toneladas em 2022. Fabrícia Soriani, especialista e integrante da Comissão Técnico-Científica da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), ressaltou que a meliponicultura é um setor promissor. Os principais estados produtores são Rio Grande do Sul, Paraná, Piauí, Minas Gerais, Bahia e São Paulo, evidenciando a diversificação da produção no país. “O que chama atenção nas inscrições é a representatividade de inúmeros estados brasileiros, demonstrando que produzimos mel em todo o território nacional”, destaca Fernanda Regina Silva. Importância e Reconhecimento do Mel Brasileiro O mel brasileiro é reconhecido pela alta qualidade, com destaque para o crescimento da produção no Nordeste e a Indicação Geográfica do Mel de Aroeira, de Minas Gerais. O prêmio é uma iniciativa do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA, realizado desde 2019, e já premiou produtores de chocolates, queijos, salames, cachaças, charcutaria, azeites, vinhos e cafés. Serviço