A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) iniciou uma operação de transferência hídrica envolvendo os açudes Orós e Castanhão com o objetivo de reforçar o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A medida coloca o sistema em modo operacional, priorizando segurança hídrica e estabilidade no fornecimento de água para consumo humano.
Operação estratégica
A transferência integra o conjunto de instrumentos de gestão do sistema hídrico estadual. Ao movimentar volumes entre reservatórios estratégicos, a Cogerh busca:
- Garantir regularidade no abastecimento urbano
- Equilibrar níveis entre bacias
- Antecipar cenários de escassez
- Reduzir risco de colapso em períodos críticos
Trata-se de uma decisão preventiva, baseada no monitoramento constante dos reservatórios.
O que isso sinaliza
Quando a gestão da água entra em fase de operação coordenada, o recado é claro: 2026 exige controle rigoroso e planejamento fino do uso hídrico.
Para o agro, isso significa:
- Maior atenção às outorgas
- Planejamento mais criterioso da irrigação
- Uso racional em perímetros produtivos
- Ajuste de expectativas quanto à disponibilidade
Água passa a ser variável central na estratégia produtiva.
Segurança hídrica e prioridade de uso
Em cenários de pressão, o abastecimento humano tende a ter prioridade. Isso reforça a necessidade de integração entre produtores, gestores e comitês de bacia.
O monitoramento diário dos níveis e decisões antecipadas ajudam a reduzir risco sistêmico — mas também elevam a importância da eficiência no campo.
Gestão hídrica não é apenas tema urbano. É base da sustentabilidade produtiva no Ceará.
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