O Ministério de Minas e Energia iniciou conversas com produtores para tratar do uso de biocombustíveis em embarcações, incluindo a mistura de etanol ao óleo bunker. Uma reportagem da CNN Brasil publicada nessa terça-feira aponta demanda potencial de 15 bilhões a 20 bilhões de litros até 2030 associada a encomendas de navios capazes de operar com metanol ou etanol. Não há regra de mistura definida nem mercado contratado nesse volume.
Da discussão técnica à regulamentação
Representantes do setor sugeriram uma agenda de trabalho após reunião realizada no começo de outubro. O governo também indicou intenção de enviar ao Congresso, ainda em 2026, projeto para uma política nacional de combustíveis sustentáveis de navegação. O desenho das metas permanece em debate.
Pernambuco acompanha a oportunidade
O presidente do Sindaçúcar-PE e vice-presidente da Bioenergia Brasil, Renato Cunha, participa da discussão. Para usinas nordestinas, a eventual demanda exigirá examinar preço, escala, especificações do combustível, logística de abastecimento e compatibilidade com as regras internacionais.
Projeção não é receita
As encomendas citadas envolvem 336 navios com possibilidade de uso de metanol ou etanol. A adaptação tecnológica, a regulamentação e a decisão dos armadores determinarão quanto etanol será de fato consumido. A transição também depende das negociações internacionais sobre combustíveis marítimos.
O que muda na prática
• Acompanhar o texto das regras e metas ainda em discussão.
• Estudar especificações e logística para abastecer navios.
• Tratar estimativas de demanda como cenários, não vendas fechadas.
Próximos passos
A próxima etapa será acompanhar a proposta regulatória e os testes comerciais. Só então será possível estimar a participação efetiva dos produtores brasileiros nesse mercado.
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