O contrato dezembro/26 do arábica em Nova York encerrou 10 de setembro a 288,15 centavos de dólar por libra, queda de 8% em 30 dias. O conilon em Londres recuou 7%, para US$ 3.524 por tonelada. A entrada da safra brasileira e a ampliação da disponibilidade física reduziram parte do prêmio de escassez.
Mercado já olha para 2027/28
Com a colheita praticamente encerrada, a atenção migra para as floradas. As chuvas de setembro favoreceram a abertura das primeiras floradas do arábica e o pegamento no conilon. A regularidade das precipitações e as temperaturas da primavera serão decisivas para transformar florada em produção.
Oferta mundial cresce, mas volatilidade permanece
O balanço apresentado projeta produção global de 190 milhões de sacas em 2026/27, alta de 6,1%, com o Brasil em 71,9 milhões. O consumo é estimado em 180 milhões e o estoque final em 26 milhões de sacas. Mesmo com maior oferta, o documento ressalta que qualidade e clima ainda podem sustentar volatilidade.
O que muda na prática para o produtor
• Produtor deve avaliar oportunidades de comercialização mesmo após a correção.
• Qualidade pode ampliar diferenciais entre lotes.
• Florada não é safra: pegamento e chuva regular continuam decisivos.
Próximos passos
A evolução das floradas e o padrão de chuvas da primavera serão os principais indicadores da safra 2027/28.
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