A produção de açúcar nas usinas do Centro-Sul somou 1,87 milhão de toneladas na primeira metade de outubro, queda de 27,1% frente à mesma quinzena de 2025, segundo dados divulgados em 28 de outubro e repercutidos pela Reuters. O recuo veio acompanhado de menor moagem de cana e de produção de etanol. O comparativo mede um período de quinze dias; não determina, isoladamente, o resultado da safra inteira.
Moagem menor ajuda a explicar o volume
A quantidade de cana processada foi de aproximadamente 27,3 milhões de toneladas, 21,3% abaixo do intervalo correspondente do ano passado. Com menos matéria-prima processada, o volume de açúcar tende a recuar, embora o direcionamento da cana entre açúcar e etanol também influencie o resultado final.
Etanol também caiu na quinzena
A produção de etanol alcançou cerca de 1,53 bilhão de litros, recuo de 26,1% na comparação anual. Os números permitem dimensionar a contração do processamento no período, mas não apontam, por si só, uma causa climática única ou um efeito definitivo no preço ao consumidor. Estoques e demanda devem entrar na análise.
Mercado observará a reta final da safra
As próximas quinzenas indicarão se o ritmo de moagem se recupera e como muda a participação do açúcar no mix industrial. Produtores, usinas e compradores acompanham produtividade agrícola, calendário de colheita e preços relativos entre açúcar e etanol para ajustar decisões.
O que muda na prática
• Comparar quinzena com quinzena e também os acumulados da safra.
• Acompanhar moagem, mix industrial e estoques.
• Evitar atribuir toda a variação a uma causa ainda não demonstrada.
Próximos passos
O próximo levantamento quinzenal mostrará se a redução de processamento se mantém.
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