A moagem de cana no Nordeste chegou a aproximadamente 5,8 milhões de toneladas na safra 2026/27 até 15 de setembro, alta de 2,9% em relação ao mesmo ponto do ciclo anterior, de acordo com a NovaBio. No total de Norte e Nordeste, o processamento foi de 9,94 milhões de toneladas, praticamente estável, e correspondeu a 16,7% da projeção de quase 60 milhões de toneladas para as duas regiões.
Regiões avançam em ritmos diferentes
A NovaBio informa queda de 3,6% na moagem do Norte, para cerca de 4 milhões de toneladas, enquanto a produção nordestina cresceu. São números acumulados até meados de setembro, divulgados em outubro; não representam o encerramento da temporada. Para o Nordeste, apenas 11,3% da moagem projetada havia sido realizada naquela data.
Volume e qualidade precisam caminhar juntos
No conjunto Norte–Nordeste, o indicador de Açúcares Totais Recuperáveis por tonelada de cana recuou 5,3% na comparação anual. O resultado sugere atenção ao rendimento industrial: mais matéria-prima processada não garante aumento proporcional de açúcar ou etanol. Até 15 de setembro, a produção conjunta de açúcar somava 294 mil toneladas, alta de 3,3%, e a de etanol, 544 mil metros cúbicos, queda de 7,5%.
Mercado externo adiciona pressão
A associação também aponta redução da cota de importação de açúcar brasileiro pelos Estados Unidos. Para as usinas da região, vale observar como qualidade, preços relativos e acesso aos compradores vão orientar a escolha do mix ao longo da moagem.
O que muda na prática
• Nordeste: 5,8 milhões de toneladas moídas até 15 de setembro, alta de 2,9%.
• Norte e Nordeste juntos: 9,94 milhões de toneladas, alta de apenas 0,1%.
• ATR por tonelada caiu 5,3% no conjunto das duas regiões.
Próximos passos
Acompanhar os boletins seguintes da NovaBio e a evolução regional de ATR, açúcar, etanol e exportações.
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