O agronegócio brasileiro registrou 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, segundo levantamento da Serasa Experian. O número é 20,7% menor que os 565 pedidos do mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando houve 474 solicitações, a queda foi de 5,5%.
O indicador reúne produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, além de empresas ligadas à cadeia do agro. Ele mede pedidos de recuperação judicial, não a totalidade dos produtores endividados.
Queda aparece em diferentes perfis
Entre produtores pessoas físicas, foram 197 pedidos no trimestre, redução anual de 10,5%. Entre produtores pessoas jurídicas, foram 160, queda de 34,2%. Empresas relacionadas à cadeia agropecuária apresentaram 91 solicitações, volume 10,8% inferior ao de um ano antes.
Mato Grosso concentrou 107 pedidos no trimestre e liderou o levantamento por estado.
Sinal de alívio ainda precisa ser confirmado
A Serasa recomenda cautela na leitura do recuo. Entrada de receitas em determinadas épocas do ano e renegociações podem ter contribuído para o resultado, enquanto custos elevados, endividamento e crédito seletivo continuam pressionando parte das operações.
Para empresas do agro, o dado reforça a importância de acompanhar fluxo de caixa, vencimentos e capacidade de pagamento ao longo de todo o ciclo produtivo, e não apenas no momento da colheita.
O que muda na prática
- A queda trimestral merece acompanhamento, mas não comprova o fim das dificuldades financeiras.
- Fornecedores e credores podem usar o indicador como parte da análise de risco, junto com dados de cada cliente.
- Produtores ganham um motivo adicional para revisar margens, prazos e alternativas de renegociação.
Próximos passos: comparar os próximos indicadores trimestrais para verificar se a redução se sustenta.
🌾 O Portal AgroMais traduz indicadores em informações úteis para decisões comerciais no agro.
👉 www.portalagromais.com.br







