O acordo de livre comércio entre Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começou a valer entre Brasil e Islândia em 1º de outubro de 2026. Para Brasil e Noruega, o início está previsto para 1º de novembro. Suíça e Liechtenstein ainda dependem de seus processos de internalização para aplicação das preferências. Portanto, não há uma única data de abertura para todos os integrantes do bloco.
Painel permite examinar produtos
O MDIC lançou um painel que combina dados de comércio e condições tarifárias previstas. Alguns produtos agropecuários podem ter redução ou eliminação de tarifas, cotas ou regimes específicos, dependendo do destino e da classificação. O ministério cita café torrado entre os exemplos de oportunidades. Preferência tarifária não dispensa requisitos sanitários, regras de origem ou análise da demanda.
Preparação comercial começa antes da venda
Empresas interessadas precisam identificar o código de seu produto, o país comprador, a regra de origem e a data de aplicação. Depois, é necessário testar preço final, logística, canais de distribuição e adequação do produto. O acordo oferece uma ferramenta para negociar; a operação depende de compradores e capacidade de entrega.
O que a empresa deve observar
O painel tarifário orienta a prospecção, mas cada operação exige verificar produto, origem, documentação e requisitos de entrada. O calendário de vigência precisa ser consultado país por país.
O que muda na prática
• Consultar tarifa, regra de origem e calendário para cada país.
• Calcular preço posto no destino e comparar concorrentes.
• Prospectar compradores com oferta e documentação preparadas.
• Confirmar as preferências para o produto e o país de destino.
Próximos passos
A entrada em vigor com a Noruega em novembro ampliará a aplicação bilateral das preferências, conforme o calendário oficial.
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