As exportações brasileiras de café verde somaram 235,8 mil toneladas em setembro de 2026, equivalentes a 3,93 milhões de sacas de 60 quilos. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reportados pela Reuters, foi o maior volume mensal em vinte meses e um avanço de 20,4% sobre setembro do ano passado.
Volume embarcado atinge marca de vinte meses
A receita atingiu US$ 1,29 bilhão, alta anual de 8,7%. O crescimento menor que o do volume reflete queda de 9,8% no preço médio, de acordo com a mesma apuração. Essa diferença entre quantidade embarcada e valor obtido é importante para analisar o desempenho do exportador e da cadeia: vender mais produto não significa aumentar a receita na mesma proporção.
Preço médio limita ganho de receita
Com a colheita da nova safra encerrada, houve maior disponibilidade de café para embarque. O resultado indica forte escoamento em setembro, mas um mês isolado não define a tendência para o restante do ano. Os próximos dados mostrarão se o ritmo se sustenta e como preços e destinos se comportam.
Próximos meses testarão a continuidade do ritmo
A pauta abre espaço para observar a estratégia comercial do café brasileiro. Qualidade, contratos, armazenagem e apresentação do produto influenciam a capacidade de capturar valor, especialmente quando o mercado internacional absorve volumes maiores a preços médios menores.
O que muda na prática
• Comparar volume e receita ao avaliar o resultado.
• Observar preços médios e mercados de destino.
• Planejar contratos, armazenagem e embarques.
• Aguardar novos dados antes de projetar tendência anual.
Próximos passos
O fechamento dos próximos meses mostrará se a oferta da nova safra mantém o ritmo exportador e como o valor por saca se comporta.
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