A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) poderá adquirir até 260 mil toneladas de milho em 2026 para atender o Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado ao acesso de pequenos criadores aos estoques públicos. O volume anteriormente previsto para compras por leilão era de até 50 mil toneladas.
A mudança representa aumento de 420% na capacidade autorizada de aquisição. A medida está vinculada à Medida Provisória nº 1.384/2026, que abriu mais de R$ 849 milhões em crédito extraordinário para mitigar possíveis efeitos do El Niño sobre abastecimento e segurança alimentar.
Programa atende pequenos criadores
Podem acessar o ProVB pequenos criadores com inscrição ativa no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou que atendam aos critérios previstos para área explorada e renda. Cooperativas e associações da agricultura familiar também podem participar.
Alimentação animal ganha novos produtos
Além do milho, a legislação atualizada permite que sorgo, caroço de algodão, farelo de soja, farelo de milho e outros produtos destinados à alimentação animal façam parte das aquisições autorizadas para manutenção dos estoques do programa.
Nordeste tem motivo adicional para acompanhar
Para estados com forte presença de bovinocultura leiteira, caprinos, ovinos, aves e suínos, o custo da alimentação pesa diretamente na rentabilidade. A ampliação do estoque potencial pode ganhar relevância em cenários de estiagem e pressão sobre oferta regional.
Autorização não significa compra imediata de todo o volume
O teto de 260 mil toneladas define quanto a Conab poderá adquirir. A execução depende de disponibilidade orçamentária e financeira e das decisões dos ministérios responsáveis.
O que muda na prática para o produtor
• Pequenos criadores devem verificar os critérios de acesso ao ProVB.
• Cooperativas e associações podem acompanhar a operacionalização das compras.
• No Ceará, é importante monitorar quanto do estoque será disponibilizado regionalmente.
• Milho, sorgo e coprodutos podem compor estratégias de alimentação animal.
• A medida deve ser acompanhada junto com preços, fretes e condições climáticas.
Próximos passos
Para o Ceará, a pergunta central é quanto do volume adquirido chegará aos criadores do estado, em quais unidades da Conab, em que período e sob quais condições de venda.
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