E a Marketeira do Agro tá on!
E hoje a conversa é séria, estratégica e cheia de oportunidade.
Muito se fala sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, mas pouca gente faz a pergunta mais importante:
Quem, de fato, está preparado para aproveitar esse acordo?
E é aqui que o Ceará entra no jogo com vantagem competitiva real.
O acordo: mais que comércio, um redesenho de oportunidades
O acordo Mercosul–União Europeia não trata apenas de redução de tarifas. Ele sinaliza uma reorganização das cadeias globais, em que países capazes de entregar:
- volume,
- regularidade,
- qualidade,
- sustentabilidade
saem na frente.
A Europa busca segurança alimentar, fornecedores confiáveis e produtos com rastreabilidade.
O Brasil tem escala.
O Nordeste tem vocação.
E o Ceará tem logística.
Quando geografia vira ativo econômico
O Ceará ocupa uma posição estratégica privilegiada no mapa mundial. Está mais próximo da Europa do que os grandes polos exportadores do Sul e Sudeste. Isso reduz:
- tempo de transporte,
- custo logístico,
- risco operacional.
O Porto do Pecém consolida esse diferencial:
- terminal moderno,
- calado profundo,
- integração com a ZPE,
- capacidade para contêineres e cargas de alto valor agregado.
No comércio internacional, tempo é margem. E margem define competitividade.
O potencial das cadeias produtivas cearenses
Agora vamos ao que realmente importa: o agro que sai do campo e chega ao mundo.


Fruticultura irrigada
O Ceará já é referência em frutas tropicais e tem tudo para ampliar presença na Europa:
- melão,
- manga,
- banana,
- abacaxi.
Com o acordo, o diferencial passa a ser:
- certificação,
- padronização,
- logística eficiente.
Mais que exportar fruta, o desafio é exportar marca, origem e qualidade.
Caju: do símbolo ao produto premium
O caju é identidade, cultura e oportunidade econômica.
Mas ainda exportamos muito baixo valor agregado.
O novo cenário pede:
- castanha beneficiada,
- derivados,
- uso integral do fruto,
- storytelling territorial.
O Ceará pode deixar de ser apenas produtor e se tornar referência global em produtos premium de caju.
Algodão e fibras naturais
O algodão volta ao radar internacional impulsionado por:
- sustentabilidade,
- rastreabilidade,
- demanda por fibras naturais.
O Nordeste — e o Ceará — têm clima, território e capacidade de organização para integrar:
- produção,
- beneficiamento,
- indústria têxtil.
É a chance de transformar matéria-prima em cadeia estruturada.
Aquicultura e carcinicultura
O Ceará já é potência na produção de camarão.
A Europa é mercado consumidor exigente — e pagador.
Com logística adequada e acordos comerciais:
- aumenta a exportação,
- cresce o processamento local,
- gera emprego no litoral e no interior.
Aqui, o agro encontra o mar e vira desenvolvimento regional.
O que está em jogo não é só exportar mais — é crescer melhor
O acordo Mercosul–União Europeia abre portas, mas não faz o dever de casa sozinho.
O Ceará precisa:
- organizar cadeias produtivas,
- integrar logística, indústria e campo,
- investir em qualificação,
- transformar produção em estratégia.
O Sertão deixa de ser visto como limite e passa a ser plataforma de crescimento, renda e prosperidade.
Reflexão final da Marketeira do Agro
O mundo está se reorganizando.
O comércio global está mudando.
E o Ceará tem tudo para deixar de ser coadjuvante e assumir o protagonismo.Não é só sobre exportar.
É sobre elevar o patamar do nosso agro e do nosso território.
Porque quando a logística encontra vocação produtiva,
o agro vira futuro.
E o Ceará vira rota. Vamos pra cima!







