O Nordeste estará representado no palco do AgroMKT Summit 2026 pela jornalista e empresária cearense Jakeline Diógenes, conhecida como Marketeira do Agro. Fundadora e CEO do Portal AgroMais, ela participa nesta sexta-feira, 4 de setembro, do painel “Os Sotaques do Agro: como adaptar a comunicação para atingir diferentes regiões do Brasil”. Marcado para as 10h50, o painel terá Nathan Lima como host e reunirá Jakeline Diógenes, representando o Nordeste; Carlos Andriolli, trazendo a perspectiva do Sul; e María Isabel, com a experiência da Venezuela. A composição amplia o debate para além das fronteiras estaduais e nacionais. Uma trajetória construída a partir do território A atuação de Jakeline está ligada à missão de dar visibilidade ao agronegócio cearense e às pessoas que fazem o interior acontecer. Como jornalista, empresária, produtora de conteúdo e estrategista de marketing, ela percorre propriedades, eventos e cadeias produtivas para transformar experiências locais em informação, posicionamento e oportunidades. À frente do Portal AgroMais e da JBD Agromarketing, Jakeline trabalha na conexão entre comunicação, desenvolvimento regional e negócios. Sua trajetória também reúne formação internacional em Digital Marketing pela Trinity College Dublin, capacitação em inteligência artificial aplicada à gestão empresarial pelo MIT e experiência profissional fora do Brasil. Essa combinação permite olhar para o território sem reduzir o Nordeste a uma narrativa exclusivamente regional. O desafio é conectar identidade local, estratégia, tecnologia e mercado, preservando autenticidade e aumentando a capacidade competitiva de produtores e empresas. Comunicação regional não é trocar o sotaque da campanha Adaptar uma estratégia ao Nordeste não significa apenas contratar um locutor com sotaque local ou inserir elementos do Sertão em uma peça publicitária. Regionalizar exige conhecer o calendário, as cadeias produtivas, os canais de confiança, o papel das feiras, as relações comunitárias, as condições climáticas e as referências culturais que influenciam decisões. Também significa abandonar estereótipos. O Semiárido, por exemplo, não pode ser representado somente pela escassez. O território reúne conhecimento, tecnologia, capacidade de adaptação, produção de alimentos, energias renováveis, cultura e oportunidades econômicas. “O Nordeste não precisa apenas aparecer nas campanhas do agro. Precisa participar da estratégia, da construção da mensagem e das decisões sobre como o setor será representado.” — Jakeline Diógenes O Ceará no mapa do agromarketing A participação no AgroMKT Summit também amplia a presença do Ceará em uma agenda nacional normalmente concentrada em grandes polos do Centro-Oeste e do Sudeste. Cadeias como pecuária leiteira, fruticultura, apicultura, carcinicultura, avicultura, ovinocaprinocultura e produção de queijos artesanais oferecem experiências que precisam integrar o debate brasileiro. Levar essas histórias para Goiânia é uma forma de demonstrar que inovação não nasce somente nos grandes centros. Muitas vezes, ela emerge da necessidade de produzir em condições desafiadoras, usar recursos com inteligência e construir soluções adaptadas ao território. Um painel sobre escuta Mais do que ensinar marcas a falar de maneiras diferentes, “Os Sotaques do Agro” propõe uma reflexão sobre escuta. Para criar conexão, empresas precisam compreender quem está do outro lado, quais problemas essa pessoa enfrenta e que tipo de relação espera estabelecer. É nesse ponto que o sotaque deixa de ser apenas som e passa a representar identidade, experiência e visão de mundo. Reconhecer essa diversidade pode tornar a comunicação mais humana, o marketing mais eficiente e o agronegócio brasileiro mais bem representado. O que muda na prática para marcas e empresas do agro • Regionalizar comunicação exige compreender território, cadeias produtivas e relações de confiança. • Representatividade precisa participar da estratégia e não apenas da estética das campanhas. • Escuta e conhecimento do público ajudam a reduzir mensagens genéricas e estereótipos. • Experiências do Ceará e do Nordeste podem contribuir para o debate nacional sobre inovação e mercado. • Comunicação eficiente conecta identidade local a objetivos comerciais e posicionamento de marca. Próximos passos O painel “Os Sotaques do Agro” acontece em 4 de setembro, às 10h50, durante o AgroMKT Summit 2026. O Portal AgroMais acompanhará o debate e os principais aprendizados sobre regionalização, identidade e estratégia de comunicação no agronegócio. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Aquicultura e avicultura ganham destaque na Agrinordeste 2026
A programação de abertura da Agrinordeste 2026 coloca duas cadeias estratégicas para o Nordeste em evidência: aquicultura e avicultura. Os painéis desta quinta-feira discutem desde a implantação do primeiro viveiro de tilápia até genética, nutrição, qualidade da água e redução do custo da alimentação das aves. Para o Ceará, a agenda merece atenção porque conecta desafios que já fazem parte da realidade regional: eficiência produtiva, custo de ração, disponibilidade de água, sanidade e necessidade de transformar tecnologia em margem. Tilapicultura precisa começar pelo projeto produtivo A programação aborda o que o produtor deve considerar antes de construir o primeiro viveiro. Dimensionamento, água, mercado, manejo e viabilidade econômica precisam anteceder o investimento. Genética e nutrição entram na busca por alta performance Outro painel discute tilapicultura de alta performance, aproximando genética, alimentação e tecnologia. A lógica é produzir mais com melhor controle dos fatores que determinam conversão e desempenho. Qualidade da água é variável econômica Monitoramento de água não é apenas requisito técnico. Alterações de oxigênio, temperatura e outros parâmetros podem comprometer crescimento, sanidade e sobrevivência dos animais, afetando diretamente a rentabilidade. Avicultura busca precisão para enfrentar a conta da ração Na cadeia de aves, o debate sobre nutrição de precisão responde a um dos maiores componentes do custo produtivo. Ajustar dietas à necessidade de cada lote pode reduzir desperdícios e melhorar eficiência. O que muda na prática para o produtor • Antes de investir em viveiros, validar água, mercado, dimensionamento e custo operacional. • Tratar monitoramento da água como ferramenta de gestão econômica. • Na avicultura, medir conversão alimentar e custo por quilo produzido. • Avaliar tecnologias pelo retorno financeiro, não apenas pela novidade. • Conectar produtores cearenses a experiências e fornecedores apresentados na feira. Próximos passos O Portal AgroMais pode aprofundar a pauta ouvindo produtores e especialistas do Ceará sobre quais dessas tecnologias já estão sendo adotadas e onde ainda existem gargalos de acesso e assistência técnica. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Agrinordeste 2026 começa e 35 mil visitantes são esperados
A 33ª Agrinordeste começa nesta quinta-feira (3), no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, reunindo produtores, empresas, cooperativas, instituições e técnicos até domingo. A organização informa mais de 300 estandes e expectativa de aproximadamente 35 mil visitantes, com entrada gratuita das 10h às 21h. Além da dimensão comercial, a programação técnica desta quinta coloca em pauta questões diretamente relacionadas ao agro nordestino, como tilapicultura, qualidade da água, nutrição de aves, exportação de ovos, biotecnologia na fruticultura, leite e inovação. Aquicultura abre espaço para tecnologia e gestão Os painéis abordam implantação de viveiros, tilapicultura de alta performance, genética, nutrição e monitoramento da qualidade da água — temas que dialogam com a expansão da produção aquícola regional. Avicultura coloca custo de alimentação no centro A programação discute nutrição de precisão e redução do custo da alimentação das aves, além do impacto das exportações de ovos de Pernambuco sobre o mercado nordestino. Fruticultura conecta produção, biotecnologia e mercado O seminário inclui discussões sobre transformação da produção em negócio e ferramentas biológicas para produtividade e resiliência, pauta relevante para polos irrigados do Nordeste. Feira funciona como ambiente de negócios e capacitação Com estandes, seminários, oficinas e caravanas de produtores, a Agrinordeste combina exposição comercial com transferência de conhecimento e conexão entre cadeias. O que muda na prática para o produtor • Produtores podem priorizar painéis diretamente ligados à sua cadeia. • Empresas devem usar a feira para mapear tecnologias e novos fornecedores. • Aquicultura e avicultura merecem atenção pela conexão com custos e produtividade. • Buscar informações aplicáveis à realidade do Semiárido e não apenas tendências gerais. • Acompanhar oportunidades de negócios e parcerias regionais. Próximos passos A feira segue até 6 de setembro. Para o Ceará, vale acompanhar especialmente aquicultura, avicultura, bovinocultura de leite, apicultura, caprinovinocultura e soluções de inovação adaptadas ao Nordeste. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
El Niño pode reduzir PIB agropecuário em 1,5% em 2027
Um El Niño forte pode transformar 2027 em um ano de retração para a agropecuária brasileira. Estudo do Itaú Unibanco projeta queda de aproximadamente 1,5% do PIB agropecuário no próximo ano, com o milho aparecendo como a cultura mais vulnerável. A projeção trabalha com uma quebra de cerca de 17% na safra de milho em 2027. O mecanismo de risco está ligado ao calendário: atraso no plantio da soja pode reduzir a janela ideal para a segunda safra de milho, aumentando a exposição climática. Os números são estimativas e dependem da evolução efetiva do fenômeno. Milho concentra parte importante do risco A segunda safra depende do calendário da soja. Quanto mais tarde ocorre o plantio e a colheita da oleaginosa, menor pode ser a janela climática disponível para o milho, elevando a exposição a períodos adversos. Impacto pode chegar à proteína animal Uma quebra de milho não termina na lavoura. Menor oferta pode pressionar ração e, por consequência, custos de aves, suínos, leite e outras cadeias intensivas em alimentação concentrada. Inflação também entra na conta O estudo estima impacto adicional de 0,3 ponto percentual no IPCA de 2026 por meio de alimentos in natura. Para 2027, a preocupação se desloca para ração e proteínas. No Ceará, planejamento de alimento e água ganha prioridade Para produtores do Semiárido, o cenário reforça a importância de reserva forrageira, eficiência hídrica, alternativas regionais de alimentação e planejamento antecipado de custos. O que muda na prática para o produtor • Tratar a queda de 1,5% como projeção, não como resultado garantido. • Acompanhar calendário de plantio da soja e evolução do milho safrinha. • Revisar estoques e estratégias de alimentação animal. • Avaliar proteção financeira e climática antes da safra. • No Nordeste, ampliar planejamento de forragem e alternativas ao milho quando tecnicamente viáveis. Próximos passos O principal indicador nos próximos meses será o calendário de plantio. A intensidade real do El Niño e a resposta de outras regiões produtoras determinarão o tamanho do impacto. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Fertilizantes: indústria pede R$ 2 bi e alerta para falta de enxofre
A indústria brasileira de fertilizantes aumentou a pressão sobre o governo federal por uma subvenção temporária para a compra de enxofre, insumo essencial à produção de fertilizantes fosfatados. O pedido pode chegar a R$ 2 bilhões no cenário mais crítico, segundo informações apresentadas pelo Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert). O setor afirma que o enxofre, cotado perto de US$ 80 por tonelada em 2024, chegou a US$ 1,2 mil durante a crise e recuou recentemente para aproximadamente US$ 800. Nesse patamar, o custo estimado do apoio cairia para cerca de R$ 900 milhões. O sindicato alerta que outubro pode marcar uma paralisação quase completa da produção por falta de estoques caso não haja solução. Crise geopolítica chegou à matéria-prima dos fosfatados O agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã e as restrições nos fluxos pelo Estreito de Ormuz pressionaram o mercado de enxofre. O setor também aponta competição crescente do insumo com cadeias ligadas à transição energética e minerais críticos. Impacto potencial ultrapassa o preço do adubo Estudo apresentado pelo sindicato estima perdas de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões no elo agrícola caso a produção nacional de fosfatados seja comprometida. O Sinprifert também aponta efeitos sobre mineração, arrecadação municipal e saneamento. Calendário transforma setembro em mês decisivo Segundo a indústria, o ciclo entre contratação do enxofre e chegada do produto ao Brasil leva de 60 a 90 dias. Por isso, uma definição tardia pode comprometer a produção de fertilizantes para o início da próxima safra. Nordeste precisa acompanhar custo e disponibilidade Mesmo distante das fábricas de fosfatados, produtores nordestinos sentem alterações de preço por meio da cadeia de distribuição. Frete e distância dos grandes centros consumidores podem ampliar o impacto regional. O que muda na prática para o produtor • Revisar antecipadamente o orçamento de fertilizantes da próxima safra. • Evitar interpretar o pedido de subsídio como medida já aprovada: até a publicação da fonte não havia decisão do governo. • Acompanhar disponibilidade e preço dos fosfatados nos distribuidores regionais. • Planejar compras com base em necessidade agronômica e fluxo de caixa. • Monitorar o mercado de enxofre e a resposta oficial do governo durante setembro. Próximos passos A indústria considera setembro a janela crítica para uma resposta. O Portal AgroMais deve acompanhar eventual decisão do governo e seus efeitos sobre preços e disponibilidade de fertilizantes. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br