Se o agro está mudando, as estratégias usadas para liderar, vender e construir confiança também precisam mudar. Essa é a linha que conecta os principais debates do AgroMKT Summit 2026, marcado para 4 e 5 de setembro, em Goiânia. Em dois dias, a programação aproxima marketing, gestão, inovação e tecnologia de problemas concretos enfrentados por produtores e empresas. Mais do que uma sequência de apresentações, a agenda oferece um retrato das competências que passam a definir a competitividade no setor. O Portal AgroMais reuniu dez discussões que merecem atenção de quem lidera propriedades, marcas e negócios rurais. 1. Do marketing linear ao ecossistema de marca Francis Barros abre o conteúdo do palco principal com “Marketing Orbital”, proposta que questiona campanhas isoladas e defende uma arquitetura na qual marca, conteúdo, relacionamento, experiência e vendas atuam de forma integrada. No agro, onde decisões costumam envolver ciclos longos e confiança, essa integração ganha relevância. 2. O futuro já começou Luiz Candreva conduz uma reflexão sobre como as transformações atuais poderão redesenhar pessoas, negócios e sociedade até 2079. A proposta amplia o horizonte e convida lideranças a observar tendências tecnológicas e comportamentais antes que elas se tornem urgências operacionais. 3. Um país, muitos agros O painel “Os Sotaques do Agro” discute como adaptar a comunicação às diferentes regiões. Nathan Lima recebe Carlos Andriolli, María Isabel e Jakeline Diógenes. A presença de vozes do Sul, do Nordeste e da Venezuela evidencia que território, cultura e realidade produtiva influenciam a maneira como cada público recebe uma mensagem. 4. Economia, mercado e cenário global Kellen Severo e Carlos Cogo tratam de economia, mercado nacional, comércio internacional e tendências do agronegócio global. São discussões que conectam decisões de comunicação e investimento às condições reais de demanda, preço, risco e expansão. 5. Marcas que geram desejo e valor As apresentações de Mônica Zanotto, Márcia Esteves e Nanthala Betancourt Arizaga colocam branding e valor percebido no centro. Em mercados competitivos, a marca pode diferenciar produtos tecnicamente semelhantes, sustentar reputação e criar preferência além da disputa por preço. 6. A fazenda do futuro precisa dar lucro O painel com representantes de tecnologia, finanças e produção rural desloca a inovação do discurso para a rentabilidade. A pergunta deixa de ser apenas qual tecnologia existe e passa a ser qual problema ela resolve, quanto valor entrega e como se integra à rotina da propriedade. 7. Sucessão também é transformação A nova geração rural ganha espaço em um painel sobre tradição, conteúdo, influência e negócio. Sucessores não carregam apenas a missão de preservar patrimônio: precisam profissionalizar a gestão, incorporar ferramentas e traduzir o legado da família para mercados em transformação. 8. Marketing e vendas na mesma mesa A integração entre as duas áreas aparece em diferentes momentos, incluindo “Marketing vs Vendas” e “O Agro Além do Post”. A mensagem é direta: alcance, curtida e conteúdo somente se tornam ativos empresariais quando ajudam a gerar confiança, oportunidade, conversão e receita. 9. Dados, IA e hiperpersonalização Tiago Ribeiro aborda o uso de dados para reduzir o custo de aquisição de clientes, enquanto workshops exploram aplicações práticas de inteligência artificial, produção de conteúdo e arquitetura de receita. O desafio será adotar essas ferramentas com objetivo, governança e mensuração de resultados. 10. Autoridade digital com relevância Marca pessoal, influência e presença nas redes sociais atravessam o segundo dia. A programação sugere uma distinção importante: ser conhecido não é o mesmo que ser relevante. Autoridade exige coerência, conhecimento, relacionamento e capacidade de transformar audiência em confiança. O que muda na prática para produtores e empresas do agro • Comunicação precisa estar conectada à estratégia comercial e não apenas à presença digital. • Tecnologia deve ser avaliada pelo problema que resolve e pelo retorno que entrega. • Dados e inteligência artificial podem apoiar aquisição, relacionamento e personalização, desde que tenham objetivo e mensuração. • Regionalização da comunicação ganha importância em um país com diferentes realidades produtivas e culturais. • Marca, vendas, sucessão e gestão passam a fazer parte de uma mesma discussão sobre competitividade. Próximos passos Ao reunir essas discussões, o AgroMKT Summit 2026 mostra que o futuro do setor não será construído por uma única ferramenta. A vantagem estará na capacidade de conectar conhecimento de campo, leitura de mercado, tecnologia, comunicação e execução comercial. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Festival do Camarão em Aracati debate expansão da carcinicultura
Aracati recebe nos dias 4 e 5 de setembro o II Festival do Camarão do Vale do Jaguaribe, reunindo produtores, empresários e especialistas de uma das cadeias mais representativas da aquicultura cearense. A programação combina feira de negócios, gastronomia, simpósios técnico-científicos, oficinas de manejo e atendimento ao produtor. Entre as ações anunciadas, um mutirão de licenciamentos chama atenção por tocar em um ponto estratégico para a expansão da atividade. A regularização ambiental pode interferir diretamente no acesso a crédito, na realização de investimentos e na capacidade de crescimento das fazendas de camarão. Evento vai além da promoção gastronômica Embora o camarão tenha forte apelo ao consumidor, o festival também funciona como ambiente técnico e empresarial. Capacitação, fornecedores, instituições e produtores estarão reunidos em torno dos desafios da cadeia. Licenciamento aparece como variável de competitividade Empreendimentos regularizados têm maior capacidade de acessar financiamento, formalizar investimentos e atender exigências de compradores. O mutirão sinaliza que a documentação ainda merece atenção dentro da cadeia. Vale do Jaguaribe concentra conhecimento e produção A região possui tradição na carcinicultura e reúne produtores, empresas e serviços especializados. Fortalecer esse ecossistema pode aumentar produtividade, profissionalização e geração de valor local. Próximo passo é medir o tamanho do gargalo O evento abre uma pergunta importante para o Ceará: quantos empreendimentos ainda enfrentam pendências de licenciamento e quanto investimento poderia ser destravado com maior regularização? O material divulgado não apresenta esses números. O que muda na prática para o produtor • Produtores com pendências devem buscar orientação sobre o processo de regularização. • Licenciamento pode ser decisivo para acesso a crédito e novos investimentos. • Capacitações de manejo podem ajudar a elevar eficiência e biossegurança. • Empresas fornecedoras encontram oportunidade de relacionamento direto com produtores. • O setor precisa produzir dados sobre o impacto econômico da regularização. Próximos passos O Portal AgroMais deve acompanhar o mutirão de licenciamentos e buscar, durante o evento, números sobre propriedades atendidas, investimentos e principais entraves apontados pelos produtores. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Agro cresce 6,8% em um ano, mas culturas têm resultados distintos
A agropecuária brasileira cresceu 2,8% no segundo trimestre de 2026 frente aos três meses anteriores e 6,8% na comparação com o mesmo período de 2025. O número confirma a força do setor, mas a leitura por culturas revela que o crescimento está longe de ser uniforme. Dados repercutidos pela CNN Brasil mostram avanço de 15,1% para o café e 5,3% para a soja, enquanto arroz recuou 11,3% e algodão, 6,7%. O milho ficou estável. O valor corrente da agropecuária chegou a R$ 204,6 bilhões. A média do agro esconde realidades diferentes Indicadores agregados são importantes para medir a economia, mas não traduzem automaticamente a situação de cada cadeia. Produção, preços, custos e clima criam cenários distintos dentro do mesmo setor. Café e soja ajudaram a sustentar o avanço As duas culturas apresentaram crescimento no período analisado e contribuíram para o desempenho positivo. A soja também vive atualmente um momento de valorização no mercado internacional. Arroz e algodão caminham em direção oposta Os recuos mostram que nem todas as atividades participam do crescimento na mesma intensidade. Essa diferença interfere em renda regional, investimento e planejamento da próxima safra. Ceará precisa olhar o PIB pela lente das suas cadeias Para o estado, a pergunta mais útil não é apenas quanto o agro brasileiro cresceu, mas como estão pecuária, leite, camarão, frutas, caju, mel, coco e outras cadeias com peso regional. O que muda na prática para o produtor • Evitar usar o PIB do agro como sinônimo de rentabilidade individual. • Comparar os indicadores nacionais com dados da cadeia e da região. • Acompanhar custos e preços para entender a margem real. • Usar crescimento econômico para identificar setores com maior capacidade de investimento. • No Ceará, ampliar a produção de indicadores específicos das cadeias locais. Próximos passos A leitura dos próximos dados regionais e setoriais será importante para identificar onde o crescimento está gerando renda e onde permanecem gargalos de margem e produtividade. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
UE vê solução para exigências sobre carne brasileira
O impasse envolvendo as exportações brasileiras de carnes para a União Europeia ganhou um novo capítulo. Depois da decisão europeia de suspender as importações a partir de 3 de setembro por pendências relacionadas às regras sobre antimicrobianos, a Comissão Europeia sinalizou confiança nos esforços brasileiros para adequação. A manifestação não significa que a restrição esteja encerrada. O fato novo é a indicação de que o problema permanece no campo técnico-regulatório e que existe perspectiva de solução mediante atendimento às exigências do bloco. Sinalização reduz risco de leitura como bloqueio prolongado A disposição europeia em reconhecer os esforços brasileiros indica espaço para solução técnica. Ainda assim, o setor precisa aguardar atos formais antes de considerar o comércio normalizado. Antimicrobianos viraram requisito de acesso a mercado A discussão mostra como regras de produção, uso de medicamentos, documentação e controle de fornecedores passaram a interferir diretamente na capacidade de exportar. Rastreabilidade ganha importância dentro da porteira Para frigoríficos e produtores, sistemas confiáveis de registro e acompanhamento sanitário ajudam a demonstrar conformidade e reduzem riscos comerciais. O efeito ultrapassa empresas que exportam diretamente Exigências adotadas por mercados premium tendem a influenciar protocolos de toda a cadeia, inclusive fornecedores que hoje atendem principalmente o mercado interno. O que muda na prática para o produtor • Acompanhar a confirmação formal de qualquer retomada das exportações. • Manter registros sanitários e de medicamentos atualizados. • Observar novos protocolos exigidos pelos frigoríficos. • Não tratar a sinalização como suspensão já revogada. • Entender rastreabilidade como ativo comercial e não apenas burocracia. Próximos passos O próximo marco será a confirmação oficial das adequações brasileiras e do cronograma para normalização do acesso ao mercado europeu. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Soja rompe US$ 13 em Chicago e chega a R$ 164 no Brasil
A soja abriu setembro em uma nova faixa de preços. Os futuros romperam a marca de US$ 13 por bushel na Bolsa de Chicago, enquanto referências no Brasil chegaram a aproximadamente R$ 164 por saca nos portos, segundo informações divulgadas pelo Notícias Agrícolas. O movimento reúne fatores como clima nos Estados Unidos, demanda, valorização do óleo de soja e comportamento dos demais grãos. Para o produtor brasileiro, a combinação cria uma janela comercial que merece análise de margem, e não apenas expectativa de novas altas. US$ 13 funciona como referência psicológica para o mercado O rompimento de uma faixa relevante tende a atrair atenção de fundos, compradores e produtores. A sustentação acima desse nível, porém, dependerá dos próximos dados de safra e demanda. Preço brasileiro depende de mais do que Chicago A cotação recebida pelo produtor combina Bolsa de Chicago, câmbio, prêmio de exportação, frete e condições regionais. Por isso, altas internacionais podem chegar de forma diferente a cada praça. Óleo de soja reforça a conexão entre agricultura e energia A valorização do óleo amplia o suporte ao complexo soja e mostra como biocombustíveis e mercado energético influenciam cada vez mais a formação de preços agrícolas. Momento favorece comercialização por etapas Em vez de tentar identificar o ponto máximo do mercado, o produtor pode usar faixas de preço atrativas para vender parcelas da produção e construir um preço médio compatível com seus custos. O que muda na prática para o produtor • Atualizar custo por saca antes de decidir a venda. • Comparar preço disponível, futuro e prêmio regional. • Considerar fixações parciais em momentos de margem favorável. • Acompanhar clima nos Estados Unidos e demanda internacional. • Evitar decisões baseadas apenas na cotação de Chicago. Próximos passos O mercado continuará sensível às condições das lavouras norte-americanas, ao óleo de soja, ao câmbio e aos prêmios de exportação. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Seguro rural pode ter R$ 1,2 bi em 2027, abaixo da necessidade
A proposta orçamentária de 2027 prevê R$ 1,2 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), valor que fica abaixo da necessidade estimada para ampliar novamente a cobertura do produtor brasileiro. Estudo citado pelo Canal Rural calcula que seriam necessários aproximadamente R$ 2,37 bilhões para recuperar o patamar observado em 2021. A diferença é de cerca de R$ 1,17 bilhão. O debate ganha peso em um momento de maior exposição a eventos climáticos e de pressão financeira sobre produtores, tornando a gestão de risco uma variável cada vez mais importante na decisão de plantar e investir. Proteção cresce em importância diante do risco climático O seguro rural reduz parte das perdas financeiras quando eventos adversos comprometem a produção. Com maior frequência de secas, excesso de chuva e temperaturas extremas, a capacidade de proteção deixa de ser acessória e passa a integrar o planejamento da propriedade. Orçamento público influencia o alcance do programa A subvenção reduz o custo do prêmio pago pelo produtor. Quando os recursos são limitados, menos operações podem ser atendidas ou a cobertura pode ficar concentrada em determinados períodos, culturas e regiões. Crédito e seguro estão cada vez mais conectados A ausência de proteção adequada também pode aumentar o risco das operações de crédito. Bancos, cooperativas e produtores tendem a dar mais peso a mecanismos que reduzam a exposição financeira da safra. Semiárido precisa de soluções adaptadas ao risco regional No Ceará e no Nordeste, produtos paramétricos e modelos de proteção ligados a índices climáticos podem ganhar relevância. A realidade de sequeiro e a irregularidade das chuvas exigem instrumentos compatíveis com o risco local. O que muda na prática para o produtor • Revisar antecipadamente as opções de seguro disponíveis para a cultura e a região. • Incluir o custo da proteção na formação do orçamento da safra. • Avaliar produtos tradicionais e paramétricos conforme o perfil de risco. • Não depender exclusivamente de mecanismos públicos de compensação. • Acompanhar a tramitação do Orçamento de 2027, pois os valores ainda podem mudar. Próximos passos O valor de R$ 1,2 bilhão integra a proposta orçamentária e ainda depende da tramitação no Congresso. O setor deve acompanhar eventuais recomposições de recursos para o PSR. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br