O Portal Rural News documenta nesta semana que a China passou a autorizar a importação de polpas e frutas congeladas do Brasil — uma mudança de política sanitária e comercial que abre nova janela de exportação especialmente relevante para a fruticultura tropical nordestina. Simultaneamente, o Panamá autorizou a entrada de sementes de coco e café do Brasil — sinalizando que a diversificação da pauta exportadora agropecuária brasileira para o mercado asiático e da América Central está em expansão. Para o produtor fruticultor nordestino — especialmente do Vale do São Francisco (manga, uva, goiaba), da Chapada do Araripe (manga, goiaba, melão), do litoral cearense (caju, banana, melão exportado) e da região serrana do Ceará (banana, maracujá, café) —, a autorização chinesa para polpas e frutas congeladas é uma das notícias de maior potencial estrutural do agronegócio em 2026. A China é o maior importador de alimentos do mundo, e sua classe média urbana — que já ultrapassa 400 milhões de pessoas — consome polpa de frutas tropicais em bebidas, smoothies, sorvetes e produtos de confeitaria em escala crescente. O caju, a manga e a goiaba nordestinos têm atributos sensoriais — sabor, aroma, coloração — que os diferenciam das frutas tropicais asiáticas disponíveis no mercado chinês. Consequentemente, a abertura do mercado chinês para polpas e frutas congeladas brasileiras é o gatilho que pode transformar a fruticultura nordestina de uma atividade de mercado interno e mercado europeu em uma cadeia de exportação diversificada para três continentes. Nesse sentido, o caju nordestino tem posição particularmente favorável nessa abertura: o Brasil é o maior produtor de caju do mundo, o Nordeste concentra mais de 95% da produção nacional, e o suco e a polpa de caju têm demanda crescente nos mercados asiáticos por conta das propriedades nutricionais e do sabor tropical incomum para o consumidor chinês. A Embrapa Agroindústria Tropical em Fortaleza (CE) é o centro de referência nacional em tecnologias de processamento de caju, manga e frutas tropicais nordestinas — e publica gratuitamente as especificações técnicas de processamento que atendem aos padrões de exportação. O que o mercado chinês de polpas e frutas congeladas exige — o roteiro para o fruticultor nordestino Acessar o mercado chinês de polpas e frutas congeladas exige que o fruticultor nordestino passe por um roteiro de habilitação que o Portal AgroMais documenta em cinco passos. O primeiro passo é a habilitação sanitária da processadora: a unidade de processamento e congelamento de polpas precisa ter registro junto ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para exportação a países com exigência de habilitação específica — como a China. Pequenos fruticultores nordestinos que não têm processadora própria podem usar processadoras cooperativas ou privadas já habilitadas para exportação, fornecendo a matéria-prima e terceirizando o processamento. O segundo passo é a rastreabilidade: o mercado chinês exige que cada lote de polpa ou fruta congelada tenha rastreabilidade documentada da origem — produtor, propriedade, variedade, data de colheita e data de processamento. Esse requisito é cada vez mais fácil de cumprir com sistemas digitais simples (planilhas, aplicativos de gestão) que o Senar Ceará ((85) 3306-6600) e o Sebrae Ceará orientam a implementar. O terceiro passo é a certificação fitossanitária: cada embarque exportado para a China precisa de certificado emitido pelo Mapa atestando que o produto está livre de pragas e doenças de notificação obrigatória — o que exige monitoramento fitossanitário regular da lavoura. O quarto passo é a habilitação do estabelecimento na GACC (Administração Geral de Alfândegas da China), o órgão chinês que habilita os estabelecimentos exportadores estrangeiros. O quinto passo é encontrar um importador ou distribuidor chinês — que pode ser acessado via APEX-Brasil, câmaras de comércio bilaterais ou via participação em missões comerciais ao mercado asiático. Consequentemente, o fruticultor nordestino que já tem processadora habilitada e rastreabilidade implementada tem apenas três passos adicionais para estar acessando o mercado chinês de polpas. Nesse sentido, o Sebrae Ceará e o BNB orientam sobre como o fruticultor nordestino pode acessar o programa de internacionalização do APEX-Brasil para participar de missões comerciais ao mercado chinês de frutas processadas — e a Embrapa Agroindústria Tropical em Fortaleza publica tecnologias de processamento e conservação de polpas tropicais que atendem aos padrões dos mercados de exportação. As frutas nordestinas com maior potencial no mercado chinês de polpas congeladas A abertura do mercado chinês para polpas e frutas congeladas brasileiras beneficia especialmente as frutas tropicais que são produzidas no Nordeste em escala e que têm atributos sensoriais diferenciados das frutas disponíveis no mercado asiático. O caju é a fruta nordestina com maior vantagem competitiva imediata: o Brasil é o único grande exportador mundial de caju, e o mercado chinês de bebidas de frutas tropicais exóticas tem crescido 15-20% ao ano. A polpa de caju processada e congelada pode alcançar preços de US$ 3 a US$ 5 por quilo no mercado chinês premium — um múltiplo do preço pago pelo caju in natura no mercado interno. A manga do Vale do São Francisco — Tommy Atkins, Palmer e Kent — tem qualidade reconhecida no mercado europeu que pode ser replicada no mercado chinês, com polpa congelada como forma de estender a janela de comercialização para além da safra. A goiaba branca nordestina — especialmente da região do Cariri cearense e do Submédio São Francisco — tem acidez e aroma diferenciados que a destacam no mercado de polpas para indústria de bebidas e confeitaria. O maracujá pérola nordestino tem acidez e teor de suco superiores às variedades asiáticas disponíveis — e a polpa concentrada de maracujá é um produto de alto valor no mercado de bebidas e iogurtes na China. Consequentemente, o portfólio de frutas nordestinas com potencial imediato no mercado chinês de polpas congeladas inclui caju, manga, goiaba, maracujá e banana — todas com produção estabelecida no Nordeste e com processadoras regionais em operação. Nesse sentido, o Portal AgroMais vai acompanhar o desenvolvimento do mercado chinês de polpas tropicais brasileiras e vai documentar as cooperativas e processadoras nordestinas que já estão posicionadas para acessar essa janela — com orientação prática sobre
Recuperações judiciais no agro crescem 21,9%
O Mundo Agro News documenta que os pedidos de recuperação judicial no agronegócio somaram 474 no primeiro trimestre de 2026 — alta de 21,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do primeiro semestre de 2026, 1.263 produtores rurais ingressaram com pedidos de recuperação judicial — o maior crescimento em número de recuperações judiciais de qualquer setor da economia no período. O dado revela uma realidade que o Portal AgroMais vem documentando ao longo de agosto: o ciclo de preços favoráveis de soja e milho não protege automaticamente o produtor que não gerencia o custo de produção com método. A análise do Itaú BBA, documentada pelo Agroadvance, é direta: o setor atravessa sua ‘terceira safra consecutiva’ marcada por crédito rural restrito, aumento da inadimplência e necessidade de gestão financeira rigorosa — com margens operacionais reduzidas estimadas até meados de 2027. A combinação de custo crescente de fertilizantes (com fosfatados podendo cair 75-80% no volume disponível e preços sob pressão), custo de crédito elevado para quem não acessou as linhas subsidiadas do Plano Safra e volatilidade climática do El Niño criou um ambiente de margem pressionada que está forçando produtores com alto endividamento à recuperação judicial. Consequentemente, o dado de 474 pedidos no primeiro trimestre e 1.263 no semestre é o sinal mais objetivo disponível de que o agronegócio brasileiro está passando por um ciclo de ajuste financeiro — e o produtor nordestino que tem dívidas rurais difíceis de honrar precisa agir antes que a inadimplência acumule juros e antes do prazo da MP 1.376. Nesse sentido, a MP 1.376 — que permite renegociar dívidas rurais com condições especiais — tem prazo até 12 de novembro de 2026 para protocolo no BNB. O produtor nordestino com dívidas rurais que já estão difíceis de honrar tem em agosto o momento certo para protocolar: antes que a inadimplência acumule juros, antes que o prazo de novembro chegue sem tempo hábil para análise bancária e antes que o produtor entre num ciclo de recuperação judicial que compromete o crédito futuro. Por que 21,9% de alta nas recuperações judiciais coexiste com preços favoráveis — a explicação para o produtor nordestino O aparente paradoxo entre preços de soja e milho em patamares historicamente favoráveis e crescimento de 21,9% nas recuperações judiciais no agronegócio tem uma explicação direta que o Portal AgroMais documenta com a lente nordestina. O ciclo de endividamento que está levando produtores à recuperação judicial hoje foi construído entre 2019 e 2023 — quando os preços de soja e milho estavam nos maiores patamares históricos e os produtores se endividaram para comprar terra, máquinas e ampliar área, apostando que os preços continuariam altos. O crédito de mercado captado para esses investimentos (máquinas financiadas a 14-18% ao ano, terra comprada com CDCA a taxas similares) precisa ser pago com os preços atuais da soja — que, apesar de favoráveis, não são mais os R$ 180/sc de 2022. O resultado é que a margem entre o preço de venda da soja hoje e o custo financeiro do endividamento de 2021-2023 está apertada. Para o produtor nordestino, esse cenário nacional tem um paralelo regional: o produtor do MATOPIBA que investiu em terra e máquinas com crédito de mercado entre 2020 e 2023 pode estar enfrentando o mesmo aperto de margens. O instrumento que resolve essa situação sem chegar à recuperação judicial é a MP 1.376: renegociação da dívida rural com extensão de prazo e redução dos encargos — restabelecendo a capacidade de pagamento sem sacrificar a operação da propriedade. Consequentemente, o produtor nordestino com dívidas rurais que já estão difíceis de honrar tem em agosto o momento certo para verificar se a MP 1.376 se aplica à sua situação — antes que a inadimplência gere encargos adicionais. Nesse sentido, os requisitos da MP 1.376 que o BNB vai verificar incluem: documentação da dívida rural elegível (produtores com dívidas em bancos credenciados pelo Banco Central), CAR em situação regular (condição sine qua non para qualquer operação rural no BNB) e capacidade de pagamento demonstrada com o prazo estendido. O Senar Ceará ((85) 3306-6600) orienta sobre o processo e sobre como organizar a documentação para o protocolo. A diferença entre o produtor que entra em recuperação judicial e o que não entra — cinco práticas de gestão O dado de 1.263 produtores rurais em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026 não é distribuído aleatoriamente entre todos os perfis de produtor: há um conjunto de práticas de gestão que separa o produtor que consegue atravessar o ciclo de ajuste com endividamento controlado do que entra em recuperação. As cinco práticas que o Portal AgroMais documenta ao longo de agosto como as mais diferenciantes: a primeira é o crédito subsidiado — o produtor que acessou o Plano Safra com taxas de 1% a 6% ao ano (Pronaf) ou 8% a 8,5% ao ano (linhas específicas do BNB) tem custo financeiro muito menor do que o que financiou máquinas e terra com crédito de mercado a 14-18% ao ano. A segunda é a fixação antecipada — o produtor que trava parte da produção antes do plantio com março/27 na B3 tem receita garantida independentemente do mercado na colheita. A terceira é o custo de insumos controlado — o que compra fertilizantes em agosto (antes da escassez de fosfatados) tem custo menor do que o que compra em setembro ou outubro sob pressão. A quarta é a diversificação de renda — o que combina soja, milho, boi e forragem tem múltiplas fontes de receita que não colapsam ao mesmo tempo. A quinta é o monitoramento sistemático de margem — o produtor que calcula custo de produção por saca antes de plantar sabe se a safra é rentável antes de gastar o dinheiro. Consequentemente, as cinco práticas formam o conjunto de gestão que diferencia o produtor que atravessa o ciclo de ajuste do que entra em recuperação judicial — e todas são acessíveis gratuitamente via Senar Ceará, Ematerce e Portal AgroMais. Nesse sentido, o DATAGRO de quinta vai apresentar
Importação recorde de óleo de soja pela Índia
O Notícias Agrícolas documenta nesta terça (18/08) que a Índia deve importar volume recorde de óleo de soja em 2026, com a guerra Rússia-Ucrânia afetando a disponibilidade e os preços do óleo de girassol — o principal óleo vegetal que a Índia importa da região do Mar Negro. Com o óleo de girassol ucraniano e russo com preços elevados e disponibilidade comprometida pelos conflitos, os importadores indianos estão direcionando compras para o óleo de soja brasileiro e argentino como substituto competitivo. A Índia é o maior importador de óleos vegetais do mundo — com consumo de mais de 20 milhões de toneladas por ano —, e sua demanda por óleo de soja em volume recorde é um fator altista para o complexo soja brasileiro que vai além da demanda chinesa: enquanto a China compra a soja para esmagamento doméstico (gerando farelo para ração animal), a Índia compra o óleo de soja diretamente para o mercado de culinária e uso industrial. Para o produtor nordestino do MATOPIBA que planta soja em outubro-novembro, o dado da demanda indiana por óleo de soja é mais um fundamento estrutural que sustenta a perspectiva de preços favoráveis para a soja 2026/27: a demanda não é apenas da China (já documentada pelo USDA com 115 mi t projetadas), mas também da Índia, da União Europeia e do Sudeste Asiático. Consequentemente, o Brasil está produzindo soja para um mundo que nunca precisou tanto do produto brasileiro — e o DATAGRO de quinta vai revelar quanto dessa demanda global múltipla se traduz em preço de equilíbrio específico para a safra 2026/27. Nesse sentido, o Canal Rural documenta que ataques entre Rússia e Ucrânia seguem ameaçando o comércio de grãos na região do Mar Negro, pressionando também trigo e milho e criando novos riscos para a inflação no Brasil. O trigo e o milho importados da região do Mar Negro são referências de custo para o pão, a farinha e a ração animal no Brasil — e qualquer perturbação nessa rota de exportação se traduz em pressão de custo que alcança o consumidor brasileiro e beneficia indiretamente o produtor nacional de milho e trigo que compete com o produto importado. Por que a demanda indiana por óleo de soja é diferente da demanda chinesa — e por que ambas importam Para entender por que a demanda indiana por óleo de soja é um fundamento adicional relevante para a soja brasileira — além da já conhecida demanda chinesa —, é preciso entender a diferença entre os dois mercados. A China compra soja em grão para esmagamento doméstico: as esmagadoras chinesas importam a soja brasileira, processam localmente e vendem o farelo para a indústria de ração animal (suína, de aves e aquicultura) e o óleo para o mercado de alimentos. A Índia, por outro lado, não tem a mesma escala de esmagadoras domésticas de soja — ela importa preferencialmente o óleo já processado (óleo degomado de soja, RBD) para o mercado de culinária diretamente. Quando o óleo de girassol — que a Índia compra principalmente da Ucrânia e da Rússia — fica escasso ou caro por causa dos conflitos, os importadores indianos substituem por óleo de soja brasileiro. Para o mercado brasileiro, essa substituição significa que o Brasil precisa escoar não apenas o grão de soja para a China, mas também o óleo de soja processado para a Índia — o que aumenta a demanda pela capacidade de esmagamento brasileira (documentada pela Abiove em recorde de 63,3 mi t em 2026) e sustenta o preço do óleo de soja doméstico. Consequentemente, a combinação de China comprando soja em grão para farelo e Índia comprando óleo de soja processado para culinária é o fundamento de demanda dupla mais robusto que o complexo soja brasileiro já registrou — e o que sustenta os prêmios de Paranaguá próximos das máximas do ano nesta terça. Nesse sentido, para o produtor nordestino do MATOPIBA que está avaliando fixar parte da produção de soja 2026/27 com março/27 na B3 (~R$ 80/sc), o dado da demanda indiana por óleo de soja como fundamento adicional é o argumento que confirma que a fixação antecipada está sendo feita num patamar de demanda real — não de especulação de mercado. A soja do MATOPIBA nordestino vai ao mercado em fevereiro-março de 2027 num contexto em que China e Índia estarão comprando do Brasil por razões estruturais diferentes mas igualmente sólidas. A instabilidade no Mar Negro e o milho nordestino — como a guerra afeta indiretamente o produtor cearense A instabilidade na rota de grãos da região do Mar Negro — documentada pelo Canal Rural como fator de pressão sobre trigo e milho — tem uma leitura indireta para o produtor nordestino de milho que planta em novembro. Quando o milho ucraniano (que é exportado pelos portos do Mar Negro e é um dos mais competitivos do mercado global) tem disponibilidade comprometida pelos conflitos, os países que dependem desse milho para ração animal precisam buscar alternativas: milho americano (mais caro por causa do frete), milho argentino ou milho brasileiro. Para o Brasil, a instabilidade na rota ucraniana de milho tem efeito de sustentação dos preços do cereal no mercado brasileiro e global — o que beneficia o produtor de milho nordestino que vai colher em março de 2027. O vencimento março/27 na B3 (~R$ 80/sc) já reflete parcialmente essa perspectiva — e o DATAGRO de quinta vai revelar se os especialistas veem o patamar de R$ 80/sc como adequado, conservador ou otimista para o milho nordestino da safrinha 2026/27. Consequentemente, a geopolítica do Mar Negro — guerra Rússia-Ucrânia — é um fator que sustenta tanto o preço da soja (via óleo de girassol escasso) quanto o preço do milho (via oferta ucraniana comprometida) para o produtor nordestino do MATOPIBA que planta em novembro. Nesse sentido, o Portal AgroMais vai trazer a análise do impacto da geopolítica do Mar Negro sobre os preços da soja e do milho nordestinos após o DATAGRO de quinta — quando os especialistas de Goiânia vão contextualizar
InterLeite Brasil e DATAGRO simultâneos — agenda agro
Esta semana de 18 a 22 de agosto concentra dois grandes eventos do agronegócio brasileiro de forma quase simultânea, como documenta o Agrolink: o InterLeite Brasil 2026, que acontece de 19 a 20 de agosto em Uberlândia (MG) com foco na pecuária leiteira, e o DATAGRO Abertura de Safra Soja, Milho e Algodão, que acontece em 20 de agosto em Goiânia (GO) com foco em grãos. Para o produtor nordestino que não pode estar nos dois eventos simultaneamente, a lógica de prioridade é direta: o DATAGRO de quinta tem relevância imediata para as decisões de área e fixação de preço da safra 2026/27 de soja, milho e algodão — culturas que definem a rentabilidade da maioria dos produtores nordestinos do MATOPIBA e do semiárido cearense. O InterLeite tem relevância para o pecuarista leiteiro da região serrana nordestina — especialmente para os criadores de Girolando e Gir Leiteiro do Cariri cearense, da Chapada Diamantina baiana e do Agreste pernambucano que monitoram remotamente as tendências da pecuária leiteira nacional. A 7ª edição da DATAGRO Abertura de Safra acontece no Espaço WTC Events, Av. D, nº 45, Quadra 12, Lote 01/1A, Goiânia-GO, com inscrições ainda abertas em datagroexperience.com/inscricoes/7aberturasafra/. Consequentemente, a semana de 18 a 22 de agosto é a mais rica em eventos técnicos do segundo semestre de 2026 — e o produtor nordestino que acompanha o Portal AgroMais vai ter acesso às análises de ambos os eventos com lente nordestina ao longo da semana. Nesse sentido, a coincidência de datas entre o InterLeite e o DATAGRO revela o eixo central do agronegócio brasileiro desta semana: produção de grãos (via DATAGRO em Goiânia) e produção animal (via InterLeite em Uberlândia) discutindo simultaneamente as perspectivas de rentabilidade do segundo semestre de 2026. Para o produtor nordestino que combina soja/milho no MATOPIBA com pecuária no semiárido, os dois eventos juntos formam o mapa técnico mais completo disponível para as decisões de novembro. O que o DATAGRO de quinta vai revelar — os dados mais relevantes para o nordestino A 7ª edição da DATAGRO Abertura de Safra vai reunir mais de 20 especialistas em seis horas de debates técnicos sobre mercado, clima, tecnologia, sustentabilidade, gestão, logística, crédito e competitividade da safra 2026/27. A grade de palestrantes confirmada inclui Daniel Furlan Amaral (diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE), Aurélio Pavinatto (CEO da SLC), Elisangela Pereira Lopes (assessora técnica de Logística e Infraestrutura da CNA), João Otávio Figueiredo (líder de Pecuária da DATAGRO), William Medeiros (Cerradinho Bioenergia) e Guilherme Oliveira (JBJ). Para o produtor nordestino, quatro dados são os mais relevantes a extrair do DATAGRO de quinta. O primeiro é o preço de equilíbrio projetado para soja, milho e algodão na safra 2026/27 — que confirma ou ajusta a fixação antecipada com março/27 na B3 (~R$ 80/sc para milho). O segundo é o impacto do El Niño no calendário de plantio do Norte/Nordeste — qual a janela de novembro que os especialistas recomendam para o semiárido nordestino. O terceiro é a projeção de área e produção do MATOPIBA nordestino para a safra 2026/27 — quanto o Norte/Nordeste vai expandir. O quarto é a perspectiva de custo de produção — com o dado de fertilizantes (fosfatados com risco de queda de 75-80%) e logística como fatores que impactam a rentabilidade do produtor nordestino mais do que a média nacional. Consequentemente, o produtor nordestino que vai ao DATAGRO de quinta com o checklist de agosto concluído vai extrair desses quatro dados as últimas decisões de calibragem antes do plantio de novembro. Nesse sentido, o Portal AgroMais vai cobrir o DATAGRO de quinta com lente nordestina — publicando análise do que os debates de Goiânia significam especificamente para o produtor de soja, milho e algodão do semiárido cearense e do MATOPIBA na sexta-feira (21/08). O produtor nordestino que não conseguir se inscrever em datagroexperience.com pode acompanhar via Canal Rural e a síntese no Portal AgroMais. O checklist de dois dias antes do DATAGRO — o que precisa estar resolvido até amanhã (quarta) Com dois dias para o DATAGRO de quinta, o produtor nordestino que ainda tem pendências básicas de agosto tem até amanhã (quarta, 19) para resolver o que pode ser resolvido antes do evento de Goiânia. O que precisa estar feito antes do DATAGRO: Plano Safra 2026/27 iniciado no BNB — se o processo ainda não foi iniciado, ir ao banco hoje ou amanhã é a ação mais urgente disponível; pedido de fertilizantes fechado com o distribuidor regional — a escassez de fosfatados (risco de queda de 75-80% no volume vs 2025) reforça a urgência de comprar em agosto; CAR, CCIR e DAP/CAF regulares via Ematerce (0800 275 4111) — qualquer pendência identificada hoje pode ser resolvida até quarta antes do evento de quinta; aceiros das áreas de pastagem differida verificados — alerta de queimadas ainda ativo no semiárido nordestino. O produtor que resolve essas pendências até amanhã (quarta) vai ao DATAGRO de quinta com o campo organizado e a atenção disponível para os debates de Goiânia — não dividida entre urgências que deveriam ter sido resolvidas em julho. Consequentemente, o DATAGRO de quinta é para calibragem fina — não para começar o planejamento do zero. Nesse sentido, o checklist de dois dias antes do DATAGRO é o mesmo que o Portal AgroMais documentou ao longo de agosto: Plano Safra, fertilizantes, análise de solo, MP 1.376, diferimento com aceiros limpos, nível dos açudes, estoque de forragem. O produtor que conclui o checklist antes do DATAGRO de quinta vai ao evento para as três últimas decisões: área de plantio, nível de fixação antecipada e data de plantio pelo Zarc. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais cobre o DATAGRO de 20/08 em Goiânia com lente nordestina — análise na sexta (21/08). 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
2ª ExpoCacau: 25-27/08 em Ilhéus-BA
A contagem regressiva chegou a 7 dias: a 2ª ExpoCacau acontece de 25 a 27 de agosto, das 9h às 19h, no Centro de Convenções de Ilhéus (BA), com entrada gratuita e expectativa de superar todos os recordes da edição inaugural. A maior feira agrícola e de negócios da cacauicultura brasileira é realizada pelo CocoaAction Brasil em parceria com o Governo da Bahia e a Prefeitura de Ilhéus, e projeta alcançar 8 mil visitantes em 2026 — 33% acima dos 6 mil que participaram da 1ª edição em 2025, quando o evento reuniu participantes de 24 estados, mais de 60 expositores e gerou aproximadamente R$ 240 milhões em negócios em três dias. A programação da 2ª ExpoCacau é a mais robusta já realizada para a cadeia cacaueira brasileira: 8º Fórum Anual do Cacau com especialistas debatendo agricultura regenerativa, manejo eficiente, controle de pragas e doenças, mecanização e produtividade; V Encontro Nacional de Viveiristas de Cacau; Arena do Conhecimento com palestras curtas e técnicas ao longo dos três dias ao lado dos estandes; Feira de Negócios com mais de 60 estandes de insumos, equipamentos e serviços para o cacauicultor; e cursos pagos de gestão econômica da cacauicultura, classificação e fermentação de amêndoas. O Banco do Nordeste está presente como patrocinador Prata — o que significa que os técnicos do BNB vão estar no evento orientando sobre crédito para o cacauicultor nordestino. O acesso ao evento é gratuito — basta realizar o cadastro prévio em expocacau.com.br. Consequentemente, para o cacauicultor baiano, pernambucano ou paraense, a 2ª ExpoCacau de 25 a 27 de agosto é o evento mais relevante do segundo semestre de 2026. Nesse sentido, os números que contextualizam a escala da cacauicultura nordestina — e justificam a presença do BNB como patrocinador do evento — são reveladores: são quase 70 mil estabelecimentos produtores de cacau na Bahia, sendo 53 mil da agricultura familiar. O sul da Bahia — com municípios como Ilhéus, Itabuna, Gandu, Ipiaú, Ibicaraí e Una — é a região onde a cacauicultura tem raízes históricas mais profundas e onde a recuperação do setor após a vassoura-de-bruxa das décadas de 1980-90 está mais avançada. A ExpoCacau de 2026 é o evento que vai conectar esses produtores com as tecnologias, os financiamentos e os compradores que podem transformar a produtividade da cacauicultura nordestina. A programação da ExpoCacau 2026 — o que o cacauicultor não pode perder A programação da 2ª ExpoCacau está distribuída em diferentes áreas do Centro de Convenções de Ilhéus para maximizar a experiência do produtor ao longo dos três dias. O grande auditório vai abrigar o 8º Fórum Anual do Cacau, o V Encontro Nacional de Viveiristas de Cacau e a XIV SEAGRO (Semana de Agronomia da UESC), com palestrantes que incluem o pesquisador da Embrapa Adriano Venturieri, que vai apresentar dados inéditos do mapeamento das áreas de cacauicultura no Pará e Rondônia. A Arena do Conhecimento — novidade desta edição — vai funcionar durante todo o dia ao lado dos estandes com palestras curtas e técnicas de 20-30 minutos sobre temas específicos: nutrição do cacaueiro, manejo de pragas, certificação, acesso a crédito e mecanização. Os cursos técnicos — que exigem inscrição separada, algumas com custo — vão aprofundar temas como gestão econômica da propriedade cacaueira, classificação de amêndoas de cacau (que determina o preço pago pelas chocolateiras) e técnicas de fermentação (o processo que mais impacta a qualidade sensorial do cacau e, portanto, o acesso ao mercado premium). A Feira de Negócios terá mais de 60 estandes de insumos, equipamentos e serviços para o cacauicultor, incluindo irrigação (Netafim), nutrição vegetal (Yara), proteção de cultivos (Syngenta), produção de mudas, mecanização, drones, crédito rural e certificação (Rainforest Alliance). Consequentemente, o cacauicultor que passa os três dias circulando pelos estandes, palestrando nos cursos e conversando com os expositores sai da ExpoCacau com um catálogo completo das melhores soluções disponíveis para a sua propriedade. Nesse sentido, os produtores de cacau que chegam em caravanas organizadas têm a vantagem de compartilhar o transporte e as despesas de hospedagem — e de sair do evento com mais conexões do que chegaram. A organização confirma mais de 2 mil produtores em caravanas confirmadas, provenientes do Pará, de Minas Gerais, do Espírito Santo, de São Paulo e de diversas regiões da Bahia. O BNB na ExpoCacau — e o que o cacauicultor nordestino encontra lá A presença do Banco do Nordeste como patrocinador Prata da ExpoCacau 2026 não é apenas simbólica: significa que os técnicos do BNB vão ter um estande no evento orientando os cacauicultores nordestinos sobre as linhas de crédito disponíveis para a cadeia do cacau no Plano Safra 2026/27. O cacauicultor que vai ao estande do BNB na ExpoCacau vai encontrar informação sobre: custeio da produção de cacau com Pronaf (taxas de 1% a 6% ao ano para a agricultura familiar); investimento em irrigação para aumentar a produtividade dos cacaueiros (linha a 8% ao ano no BNB); mecanização da colheita e do beneficiamento (linha de modernização de máquinas no BNB); e crédito para implantação de infraestrutura de pós-colheita — fermentários e estruturas de secagem que têm impacto direto na qualidade do cacau. Para acessar o crédito do BNB para cacau, os requisitos são os mesmos que o Portal AgroMais documentou para toda a produção rural nordestina: CAR em situação regular, CCIR atualizado e DAP/CAF emitida pela Ematerce ou equivalente no seu estado. Consequentemente, o cacauicultor nordestino que vai à ExpoCacau com a documentação regularizada vai ao estande do BNB em condições de iniciar o processo de contratação do crédito já no evento — ou na semana seguinte ao retorno para a propriedade. Nesse sentido, o site da ExpoCacau (expocacau.com.br) concentra toda a informação de programação, inscrição gratuita e contato com a organização. Para dúvidas sobre a documentação de crédito rural: Ematerce (0800 275 4111) no Ceará e equivalentes nos demais estados nordestinos. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais cobre a 2ª ExpoCacau de 25 a 27 de agosto com lente nordestina — destaques
Soja em alta nas praças brasileiras
A soja registra alta na maioria das praças brasileiras nesta terça-feira (18 de agosto), com ganhos moderados em Chicago e valorização do dólar ajudando a sustentar os preços, conforme documenta o Canal Rural. O mercado opera em modo de espera qualificada com dois dias de antecedência do DATAGRO Abertura de Safra de quinta-feira (20), que vai revelar as projeções dos especialistas para área, produção e preço de equilíbrio da safra 2026/27. O dado mais concreto disponível sobre o desempenho da soja nesta quinzena é o publicado pelo Cepea: o preço da soja em Paranaguá (PR) fechou a R$ 149,00 por saca no encerramento da primeira quinzena de agosto de 2026, apresentando ganho de 2,8% entre o final de julho e meados de agosto — sinal de que o mês de agosto está confirmando o patamar favorável de preços que o Portal AgroMais documentou ao longo de toda a semana anterior. O mercado opera desta forma porque a semana anterior fechou forte, com a soja em Chicago encerrando em alta na sexta-feira (14) e conferindo uma boa base de suporte para os preços desta terça. Consequentemente, o ambiente de preços desta terça-feira (18) confirma o que o Portal AgroMais documentou ao longo de agosto: o mercado físico brasileiro de soja está numa posição historicamente favorável para o produtor nordestino com estoque — e o DATAGRO de quinta vai completar o mapa de informação para as decisões de novembro. Nesse sentido, a abertura desta terça também traz uma notícia relevante para a diversificação da pauta exportadora brasileira: o Portal Rural News documenta que a China passou a importar polpas e frutas congeladas do Brasil, ao mesmo tempo em que o Panamá autorizou a entrada de sementes de coco e café brasileiros. A autorização chinesa para polpas e frutas tropicais processadas é especialmente relevante para o produtor fruticultor nordestino — especialmente para os produtores de manga, goiaba, caju e maracujá do Vale do São Francisco, da Chapada do Araripe e do litoral cearense que têm condições de acessar o mercado chinês de frutas processadas se a cadeia de processamento e rastreabilidade for organizada. O que a alta de 2,8% da soja na primeira quinzena de agosto significa para o estoque remanescente O ganho de 2,8% da soja em Paranaguá entre o final de julho e a primeira quinzena de agosto de 2026 — documentado pelo Cepea — é o dado que melhor resume o desempenho do mês para o produtor nordestino com soja remanescente em armazém. Em termos absolutos, essa valorização de 2,8% em 15 dias representa aproximadamente R$ 4,00 por saca sobre uma base de R$ 145/sc no final de julho. Para o produtor que esperou com parte do estoque enquanto o mercado subia, a paciência foi recompensada nesta primeira quinzena. Para o produtor que realizou tudo no final de julho, perdeu o patamar adicional da quinzena. A questão que se coloca agora é o que esperar da segunda quinzena de agosto: com o DATAGRO de quinta (20) como próximo grande catalisador, o mercado pode mover para cima (se as projeções dos especialistas forem mais otimistas do que o esperado) ou para baixo (se a área estimada para 2026/27 indicar oferta maior em março). Consequentemente, a estratégia mais racional para a segunda quinzena de agosto é a que o Portal AgroMais vem documentando: realizar parte do estoque nos prêmios atuais (que estão próximos das máximas do ano) e aguardar o DATAGRO de quinta com o restante para a decisão final. Nesse sentido, o Cepea (cepea.esalq.usp.br) publica diariamente os preços físicos de Paranaguá — e o produtor nordestino que verifica o prêmio toda manhã antes das 8h30 tem a informação mais atualizada para calibrar a decisão de quando realizar o estoque remanescente. A comparação entre o preço físico atual e o custo de carrego acumulado (armazenagem + juros + seguro desde o último dia de realização) é o critério racional para a decisão de quando vender o que ainda está em armazém. China importando polpas e frutas congeladas do Brasil — a janela para o produtor nordestino A autorização da China para importar polpas e frutas congeladas do Brasil — documentada pelo Portal Rural News nesta semana — é uma notícia que parece distante do produtor nordestino de soja e milho mas que tem implicações concretas para o fruticultor nordestino do Vale do São Francisco, da Chapada do Araripe e do litoral cearense. O mercado chinês de frutas processadas está crescendo junto com a classe média urbana do país — público que consome polpa de manga, suco de maracujá, néctar de goiaba e concentrado de caju em larga escala. O Brasil já é o maior exportador de sucos de laranja e de açúcar do mundo — e a expansão para polpas e frutas congeladas é o próximo passo na cadeia de valor da fruticultura brasileira de exportação. Para o fruticultor nordestino, o acesso ao mercado chinês de polpas exige três pré-requisitos: uma unidade de processamento e congelamento habilitada pelo Mapa para exportação, rastreabilidade documentada da origem do fruto (produtor, propriedade, variedade, data de colheita) e certificação de qualidade que atenda às exigências sanitárias chinesas. Consequentemente, o fruticultor nordestino que já organiza a produção com rastreabilidade e tem acesso a uma processadora regional habilitada para exportação tem o caminho mais curto para acessar o mercado chinês de polpas que acabou de ser aberto. Nesse sentido, o Sebrae Ceará e o BNB orientam sobre como o fruticultor nordestino pode acessar o programa de exportação do APEX-Brasil para estruturar a cadeia de polpas e frutas congeladas destinadas ao mercado chinês — e a Embrapa Agroindústria Tropical (em Fortaleza-CE) publica tecnologias de processamento de frutas tropicais nordestinas que atendem aos padrões de qualidade dos mercados de exportação. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha os preços da soja e cobre o DATAGRO de 20/08 com lente nordestina. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as