A forte dependência brasileira do mercado internacional de fertilizantes voltou a aparecer como uma das principais fragilidades da agricultura nacional, com diagnóstico divulgado pelo Notícias Agrícolas nesta semana — baseado no Fórum Mais Milho promovido pela Abramilho. O dado mais crítico para a safra 2026/27 é a projeção de queda nas importações de fosfatados para apenas 20% a 25% do volume observado em 2025 — uma redução de 75% a 80% num insumo essencial para a adubação de base do plantio de soja e milho. A Rússia, que até fevereiro de 2026 liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil (22,1% das compras externas), sinalizou retenção de exportações para priorizar o mercado interno. A China, que havia aumentado sua participação em 2025, voltou a reduzir a sua participação em 2026. E novas tensões geopolíticas — como os conflitos no Oriente Médio — voltaram a pressionar os preços de nitrogenados e fosfatados. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome — deixando o produtor rural diretamente exposto às oscilações internacionais provocadas por conflitos geopolíticos, problemas logísticos e alterações na oferta mundial. A expectativa do setor é de que não falte fertilizante no mercado brasileiro no curto prazo — cerca de 60% da internalização dos nitrogenados ocorre a partir de agosto —, mas os fosfatados preocupam. Consequentemente, o produtor nordestino que ainda não fechou a compra de fertilizantes para a safra 2026/27 enfrenta nesta semana o ambiente de mercado mais tenso para insumos dos últimos dois anos — com potencial de escassez de fosfatados e preços sob pressão nos próximos meses. Nesse sentido, Marcelo Soto, head de Operações e Inteligência de Suprimentos da SCA Brasil Aliança, resume a recomendação mais direta disponível: ‘As compras de fertilizantes e químicos industriais precisam ser tratadas cada vez mais de forma estratégica dentro das empresas. O Brasil ainda depende fortemente de fornecedores externos, enquanto a produção nacional enfrenta desafios de custo e competitividade.’ Para o produtor nordestino, essa gestão estratégica começa esta semana — antes que a escassez projetada de fosfatados se materialize nos preços regionais. O que a queda de 75-80% nas importações de fosfatados significa para a safra nordestina O fosfatado — especialmente o MAP (Monoamônio Fosfato) e o DAP (Diamônio Fosfato) — é o fertilizante de base mais usado no plantio de soja e milho no Brasil. O fósforo é o nutriente responsável pelo desenvolvimento radicular da planta nas primeiras semanas após a germinação: sem a adubação fosfatada correta, a lavoura não estabelece o sistema de raízes necessário para a absorção eficiente de nutrientes e água ao longo do ciclo, o que reduz diretamente a produtividade. Com importações de fosfatados podendo cair 75-80% em relação ao volume de 2025, o mercado nacional vai ter muito menos produto disponível exatamente quando os produtores que deixaram para a última hora vão querer comprar — em setembro e outubro. Para o produtor nordestino, o impacto de qualquer escassez de fosfatados no mercado nacional é amplificado pelo custo logístico estruturalmente mais alto do semiárido: distribuidoras do interior cearense que já pagam frete adicional pelos fertilizantes que vêm dos portos de Fortaleza ou Suape vão sentir ainda mais a pressão de uma oferta nacional reduzida. Consequentemente, fechar o pedido de fertilizantes com o distribuidor regional ainda nesta semana — antes que a pressão de escassez de fosfatados se materialize nos preços regionais — é a ação de maior impacto disponível sobre o custo da safra 2026/27 nordestina. Nesse sentido, o produtor nordestino que tem análise de solo recebida da Ematerce (0800 275 4111) tem a vantagem adicional de saber exatamente a formulação de fertilizante que o seu tipo de solo exige — e pode fechar a compra com especificação técnica correta, sem desperdiçar dinheiro em nutrientes que o solo já tem em excesso. O diagnóstico de solo + pedido de fertilizante fechado esta semana = dois dos sete itens do checklist de agosto resolvidos antes do DATAGRO de quinta. O Profert no Senado e a perspectiva de longo prazo da soberania em fertilizantes O Senado Federal analisou recentemente o Profert — projeto de incentivo à produção nacional de fertilizantes —, documentado pelo Portal AgroMais ao longo do mês de agosto como a política pública de maior impacto potencial sobre o custo estrutural das safras futuras. O Profert propõe reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados de 85% para menos de 50% nos próximos 10 anos, com incentivos fiscais e creditícios para instalação de plantas de ureia (aproveitando o gás do pré-sal), fosfato (usando as reservas nacionais) e potássio (no Amazonas e em Minas Gerais). O CNA e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes com meta de reduzir a dependência para cerca de 50% até 2050. Enquanto o Profert e o PNF não geram resultados concretos — o que levará anos —, o produtor nordestino opera num mercado de fertilizantes onde 85% da oferta depende de decisões tomadas em Moscou, Pequim, Rabat e Niamey. Consequentemente, cada ponto percentual de aumento da dependência externa é um ponto percentual de custo que o produtor não controla — e a única proteção disponível no curto prazo é a compra antecipada, feita em agosto, antes que a escassez e a volatilidade se materializem nos preços. Nesse sentido, o DATAGRO de quinta (20/08) vai debater o impacto dos custos de produção — incluindo fertilizantes — sobre a rentabilidade da safra 2026/27. O produtor nordestino que chegar ao DATAGRO com os fertilizantes já comprados vai usar o painel de competitividade para confirmar se as suas decisões de custo estão alinhadas com o consenso do mercado — ou se há ajustes a fazer antes do plantio de novembro. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha o mercado de fertilizantes e o impacto dos custos de insumos para o produtor nordestino. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Expointer 2026: recorde de 5.756 animais e zebuínos com alta de 78%
A 49ª Expointer — a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina — começa em 12 dias e já chega à edição de 2026 com um dado que reflete a força da pecuária nacional: 5.756 animais inscritos para julgamento, número 12% superior ao registrado em 2025 e o maior desde 2012. O Jornal Timoneiro documenta o destaque mais revelador da edição: crescimento de 78% nas inscrições de bovinos zebuínos — as raças do grupo Bos indicus que incluem Nelore, Gir, Guzerá, Tabapuã e Brahman, e que são exatamente as raças de interesse do pecuarista nordestino do semiárido, por sua adaptação ao clima quente e ao pastejo em condições de menor disponibilidade hídrica. A edição de 2026 também traz o retorno de raças que ficaram períodos sem participar: o Galloway volta à Expointer após quase 20 anos, o Crioulo Lageano retorna após 11 anos de ausência, e Tabapuã e Guzerá voltam à programação — o que confirma o crescimento da diversidade genética exposta no evento. O evento acontece de 29 de agosto a 6 de setembro de 2026, das 8h às 20h, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil em Esteio-RS, com ingressos a R$ 22 (pedestre) e R$ 11 (estudante). Os animais entram no parque entre 24 e 28 de agosto. Consequentemente, o crescimento de 78% nas inscrições de bovinos zebuínos é o termômetro mais objetivo disponível da confiança dos criadores de raças adaptadas ao calor no mercado pecuário de 2026 — e o sinal que o pecuarista nordestino que monitora a Expointer remotamente usa para calibrar as decisões de investimento em genética. Nesse sentido, os 5.756 animais inscritos para 2026 versus o registro anterior mais alto da última década confirmam que a pecuária brasileira está num ciclo de expansão e organização que se reflete em maior número de criadores participando dos eventos de referência. Para o pecuarista nordestino, cada animal premiado na Expointer nas raças zebuínas vai influenciar o mercado de sêmen e embrião nacional nos meses seguintes — o que torna o monitoramento remoto dos julgamentos uma ferramenta concreta de inteligência de mercado para as decisões de melhoramento do plantel. O que o crescimento de 78% nos zebuínos revela para o pecuarista nordestino O crescimento de 78% nas inscrições de bovinos zebuínos na Expointer 2026 — o maior aumento percentual entre todos os grupos raciais — é um sinal de mercado que vai muito além dos números do evento: reflete a expansão estrutural da pecuária de corte e leite nas regiões quentes do Brasil, onde as raças zebuínas dominam por sua adaptação ao clima tropical. O Nordeste é a região que mais depende das raças zebuínas na pecuária comercial: Nelore e seus cruzamentos respondem por mais de 80% do gado de corte nordestino, enquanto Gir e Girolando dominam a pecuária leiteira nas regiões serranas e na agricultura familiar. Quando as inscrições de zebuínos na Expointer crescem 78% em um ano, os criadores do Sul e do Centro-Oeste estão confirmando que essas raças estão em expansão de plantel — o que vai pressionar a demanda por material genético (sêmen e embrião) ao longo dos próximos 12 a 18 meses. Para o pecuarista nordestino que quer melhorar a genética do rebanho, o crescimento de inscrições de zebuínos na Expointer é o sinal de que os melhores touros e as melhores matrizes vão estar disponíveis para julgamento em Esteio — e seus índices de DEP (Diferenças Esperadas na Progênie) vão calibrar o mercado de sêmen nacional. Consequentemente, monitorar os resultados dos julgamentos de Nelore e Gir Leiteiro na Expointer de 29/08 via Canal Rural é a forma mais eficiente disponível para o pecuarista nordestino identificar quais touros vão definir o padrão genético do mercado nos próximos ciclos. Nesse sentido, o retorno do Guzerá e do Tabapuã à programação da Expointer 2026 é especialmente relevante para o pecuarista nordestino do semiárido: o Guzerá é uma das raças zebuínas com maior adaptação ao clima semiárido e com bom desempenho em sistemas de pastagem nativa da caatinga — e o retorno dos criadores de Guzerá à Expointer após anos de ausência indica que a raça está em ciclo de valorização que pode beneficiar diretamente os pecuaristas nordestinos que têm animais Guzerá no plantel. Como o produtor nordestino usa a Expointer 2026 à distância — o roteiro de monitoramento remoto O produtor nordestino que vai monitorar a Expointer remotamente de 29 de agosto a 6 de setembro tem um roteiro de três fontes e cinco pontos de atenção que transforma o evento gaúcho em dado útil para as decisões do campo nordestino. As três fontes de monitoramento: Canal Rural (coberturas ao vivo, entrevistas com criadores e análises de mercado de genética), Notícias Agrícolas (resultados dos julgamentos e preços dos leilões) e Portal AgroMais (análise com lente nordestina selecionando o que é relevante para o campo cearense). Os cinco pontos de atenção: resultados dos julgamentos de Nelore (campeões e reservas que definem o padrão DEP do mercado), resultados do Gir Leiteiro (raça base da pecuária leiteira nordestina), preços dos leilões de touros zebuínos (indicadores do mercado de reprodutores no Brasil), lançamentos de máquinas agrícolas (tratores, plantadeiras e implementos que chegam ao Nordeste em 12-18 meses) e resultados do Freio de Ouro do Cavalo Crioulo (referência do mercado equestre nacional). Consequentemente, o produtor nordestino que aplica o roteiro de monitoramento remoto da Expointer sai da semana de 29/08 a 6/09 com o mesmo conjunto de informações de genética, máquinas e mercado que o criador gaúcho que foi presencialmente — sem o custo da viagem de 4.000 km. Nesse sentido, o Portal AgroMais vai cobrir a Expointer de 29 de agosto a 6 de setembro com lente nordestina — publicando diariamente os resultados dos julgamentos de zebuínos, os preços dos leilões e os lançamentos de máquinas mais relevantes para o campo do semiárido cearense. A 33ª Agrinordeste de 3 a 6 de setembro em Pernambuco vai acontecer simultaneamente com o fechamento da Expointer — e o produtor nordestino que vai presencialmente à Agrinordeste pode monitorar
7ª DATAGRO Abertura de Safra: quinta em Goiânia
A 7ª edição da DATAGRO Abertura de Safra Soja, Milho e Algodão acontece nesta quinta-feira (20 de agosto) no Espaço WTC Events, em Goiânia (GO), pela segunda vez consecutiva na cidade que consolida sua posição como um dos principais polos do agronegócio brasileiro. A DATAGRO, consultoria com mais de 40 anos de mercado e referência nacional em inteligência de mercado para o agronegócio, reúne para a edição de 2026 uma grade de palestrantes que inclui Daniel Furlan Amaral (diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE), Aurélio Pavinatto (CEO da SLC), Elisangela Pereira Lopes (assessora técnica de Logística e Infraestrutura da CNA), João Otávio Figueiredo (líder de Pecuária da DATAGRO) e William Medeiros (Cerradinho Bioenergia), entre outros. A edição de 2025 reuniu mais de 20 especialistas e cerca de 500 participantes em seis horas de debates técnicos — e a de 2026 promete ampliar esse número. Inscrições abertas em datagroexperience.com/inscricoes/7aberturasafra/. O diretor de Comunicação, Educação e Eventos da DATAGRO, Luiz Felipe Nastari, define a proposta do evento: ‘promover esse ambiente de reflexão, análise e troca de experiências entre especialistas, produtores e lideranças do setor.’ Consequentemente, o DATAGRO de quinta é o evento que vai traduzir os fundamentos globais desta semana — USDA de terça (11/08), recordes da Abiove, prêmios de Paranaguá nas máximas — em projeções específicas de área, produção e preço para a safra 2026/27 que o produtor nordestino precisa para as decisões de plantio de outubro-novembro. Nesse sentido, o DATAGRO de quinta completa o tripé de eventos de agosto que o Portal AgroMais documentou ao longo do mês: CBA de 10/08 (calibragem estratégica de médio prazo sobre geopolítica e financiamento), USDA de 11/08 (catalisador das cotações de curto prazo com confirmação dos fundamentos globais) e DATAGRO de 20/08 (consenso de mercado sobre a safra 2026/27 que traduz os fundamentos globais em ação concreta de plantio). Os três juntos completam o mapa de informação mais completo disponível para as decisões de novembro. Os quatro painéis mais relevantes para o produtor nordestino A programação do DATAGRO de quinta aborda mercado, clima, tecnologia, sustentabilidade, gestão, logística, crédito e competitividade — temas que cobrem todas as dimensões da safra 2026/27. Para o produtor nordestino, quatro painéis têm relevância direta e imediata. O painel de mercado de grãos — com Daniel Furlan Amaral (ABIOVE) e análise atualizada pós-USDA de agosto — vai revelar o preço de equilíbrio projetado para soja, milho e algodão na safra 2026/27, dado que o produtor nordestino precisa comparar com o custo de produção estimado para confirmar se a rentabilidade da safra é positiva antes de plantar. O painel de clima — especialmente relevante em 2026 com El Niño de intensidade muito forte projetado pelo INMET para o quarto trimestre — vai debater como as condições climáticas do segundo semestre afetam o calendário de plantio e a produtividade esperada. O painel de competitividade — com Aurélio Pavinatto (SLC) e representantes de cooperativas — vai contextualizar a posição do MATOPIBA nordestino na expansão de área projetada para a safra 2026/27. O painel de crédito e logística — com Elisangela Pereira Lopes (CNA) — vai debater as condições de financiamento rurais e as gargalos logísticos que impactam a competitividade do produtor nordestino. Consequentemente, os quatro painéis juntos vão entregar ao produtor nordestino o mapa mais completo disponível para as decisões de novembro. Nesse sentido, para o produtor que não pode ir presencialmente a Goiânia, as inscrições online estão disponíveis em datagroexperience.com/inscricoes/7aberturasafra/ — e o Portal AgroMais vai cobrir o DATAGRO de quinta com lente nordestina, traduzindo os debates de Goiânia em ação concreta para o campo do semiárido cearense e do MATOPIBA nos dias seguintes. Como chegar ao DATAGRO de quinta com o planejamento básico feito O DATAGRO de quinta é para calibragem fina — não para começar o planejamento do zero. O produtor nordestino que chega ao evento com o planejamento básico de agosto concluído vai usar os debates de Goiânia para as três últimas decisões de refinamento: confirmar a área de soja vs milho vs algodão para o plantio de novembro com base no preço de equilíbrio projetado; ajustar a posição de fixação antecipada (se o preço de equilíbrio do DATAGRO estiver acima do vencimento março/27 da B3 de ~R$ 80/sc, há argumento para ampliar a fixação; se estiver abaixo, pode ser mais conservador); e confirmar o mix de culturas com base na relação preço/custo de produção revelada pelos especialistas. O produtor que chega ao DATAGRO com Plano Safra 2026/27 não contratado, fertilizantes não comprados e análise de solo não recebida vai usar o evento para se preocupar com pendências que deveriam ter sido resolvidas em agosto. Consequentemente, hoje (segunda, 17) e amanhã (terça, 18) são os últimos dias úteis antes do DATAGRO para resolver as pendências mais urgentes do checklist de agosto — e o Portal AgroMais vai acompanhar o produtor nordestino nessa semana até o DATAGRO de quinta. Nesse sentido, a cobertura completa do DATAGRO 2026 com lente nordestina vai estar disponível no Portal AgroMais nos dias seguintes ao evento — com análise específica do que os preços de equilíbrio projetados pelos especialistas significam para o produtor de soja, milho e algodão do semiárido cearense e do MATOPIBA. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais cobre o DATAGRO de 20/08 em Goiânia com lente nordestina e publica análise nos dias seguintes. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Soja: prêmios nas máximas e basis elevado antes do DATAGRO de quinta
O mercado brasileiro de soja abre esta segunda-feira (17 de agosto) numa posição que o Portal do Agronegócio e a Brandalizze Consulting documentam como a mais favorável do ano: prêmios de exportação em níveis elevados, basis alto no mercado físico — refletindo a disputa das empresas pela originação do grão — e cotações em porto que variam de R$ 146,00 a mais de R$ 150,00 por saca dependendo dos prazos de entrega e pagamento. O consultor Vlamir Brandalizze documenta os melhores referenciais disponíveis: a soja 2026 com entrega entre outubro e novembro e pagamento em janeiro em Rio Grande chega a R$ 151,50/sc; com pagamento em maio de 2027, R$ 157,00/sc. A semana anterior fechou forte, com a soja encerrando em alta em Chicago na sexta-feira (14) — o Notícias Agrícolas documenta que a sexta conferiu uma semana de bons preços ao mercado brasileiro após período de alta volatilidade. O USDA também havia reduzido sua estimativa de produtividade da soja norte-americana de 53 para 52,7 bushels por acre — dado de suporte que entra nesta segunda como fundamento estrutural. Consequentemente, o mercado desta segunda-feira abre na melhor posição de preço disponível em agosto — com prêmios próximos das máximas do ano — exatamente na semana do DATAGRO de quinta-feira (20), que vai completar o mapa de informação que o produtor nordestino precisa para as decisões de novembro. Nesse sentido, o basis elevado que o Portal do Agronegócio documenta — com disputa das empresas pela originação do grão — é o dado mais relevante desta abertura de semana para o produtor nordestino: quando o basis sobe, significa que os compradores estão pagando prêmio adicional sobre a referência de Chicago para ter acesso ao produto físico disponível. Isso acontece quando a oferta que os produtores estão dispostos a comercializar é menor do que a demanda dos compradores — o cenário mais favorável disponível para quem tem soja em estoque. O que o basis elevado e os prêmios nas máximas revelam para o produtor com estoque A combinação de basis elevado e prêmios nas máximas do ano que o mercado registra nesta abertura de semana tem uma leitura específica para o produtor nordestino com soja remanescente da safra 2025/26 em armazém. O basis mede a diferença entre o preço físico local e a referência de Chicago — e quando ele sobe, indica que a demanda local por produto disponível está maior do que a oferta. Quando o basis sobe junto com os prêmios de exportação (que medem a diferença entre o preço FOB no porto e o futuro de Chicago), os dois termômetros de mercado estão confirmando o mesmo fenômeno: há mais demanda por soja física brasileira do que os produtores estão dispostos a ofertar. Esse é o cenário de maior poder de negociação disponível para o vendedor — e é exatamente o ambiente que o produtor nordestino com estoque encontra nesta segunda. A Brandalizze Consulting registrou que muitos produtores estão avançando nos negócios neste ambiente — ‘inclusive para custear o restante da safra 2026/27’. Consequentemente, o produtor nordestino que tem soja em estoque e precisa fazer caixa para os fertilizantes da safra 2026/27 tem neste momento o melhor ambiente de preço disponível em agosto para a realização. Nesse sentido, o DATAGRO de quinta-feira (20) é o próximo catalisador de informação — e pode mover o mercado para cima ou para baixo dependendo das projeções de área e produção que os especialistas apresentarem. O produtor que realiza parte do estoque nos prêmios desta segunda e aguarda o DATAGRO com o restante está praticando exatamente a estratégia de posição dividida que o Portal AgroMais recomendou ao longo de agosto: parte realizada no patamar atual (próximo das máximas do ano), parte aguardando o próximo catalisador. A decisão de comercialização desta semana — antes e depois do DATAGRO de quinta Para o produtor nordestino com soja em estoque, a semana de 17 a 22 de agosto tem dois momentos distintos de decisão. O primeiro é hoje e amanhã (segunda e terça): com prêmios próximos das máximas do ano e basis elevado, realizar parte do estoque agora é capturar o melhor patamar disponível antes que o DATAGRO de quinta mova o mercado em qualquer direção. O segundo momento é após o DATAGRO de quinta-feira: dependendo do que os especialistas revelarem sobre as projeções de área e preço da safra 2026/27, o mercado pode subir (se as projeções de demanda forem mais otimistas do que o esperado) ou pressionar para baixo (se a área estimada superar as expectativas e indicar oferta maior em março de 2027). Consequentemente, a estratégia mais racional disponível é realizar parte do estoque nos prêmios desta segunda e terça, e aguardar o DATAGRO de quinta com o restante para a decisão final. O produtor que realiza tudo agora pode perder uma eventual alta pós-DATAGRO; o que aguarda tudo até depois do DATAGRO pode perder a janela atual de prêmios nas máximas se o relatório pressionar para baixo. Nesse sentido, o Cepea (cepea.esalq.usp.br) publica os preços físicos de Paranaguá diariamente — e o produtor que verifica o prêmio e o basis toda manhã antes das 8h30 tem a informação mais atualizada disponível para calibrar a decisão de quando e quanto realizar. Com prêmios a R$ 150-157/sc dependendo do prazo e do porto, e com o DATAGRO de quinta como próximo catalisador, esta semana é a janela de maior poder de negociação disponível em agosto. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Portal AgroMais acompanha os prêmios e o basis de soja e cobre o DATAGRO de 20/08 com lente nordestina. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br