A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) lançou o Circuito Agropecuário Ceará, iniciativa que prevê entre 8 e 9 etapas distribuídas pelo território cearense ao longo do ano, com premiação total de R$ 800 mil — o circuito de exposições agropecuárias mais robusto já organizado no estado. Consequentemente, a iniciativa é conduzida pela Faec com apoio do Governo do Estado, do Sebrae e do Senar, posicionando-se como uma estratégia de capilarização do agronegócio cearense por todo o interior. Nesse sentido, a relevância do Circuito se torna ainda mais clara quando se observa o que o Portal AgroMais vinha acompanhando ao longo desta semana: em apenas três dias, o agronegócio cearense viveu simultaneamente a VIII Expotama em Jaguaretama, a V Expo Itaitinga no município da Região Metropolitana de Fortaleza e a Exposição Estadual da Agricultura Familiar em Meruoca — cada uma com sua especificidade regional, mas todas conectadas à mesma rede institucional de Faec, Senar e Sebrae. O que o Circuito oferece ao produtor além dos prêmios Embora a premiação de R$ 800 mil seja o elemento mais visível do Circuito Agropecuário Ceará, seu valor estratégico vai muito além do aspecto financeiro. Consequentemente, segundo o presidente da Faec, Amílcar Silveira, o circuito terá entre oito e nove etapas distribuídas pelo território cearense, cada uma reunindo expositores, demonstrações de tecnologias voltadas ao campo e programação técnica — funcionando, na prática, como uma versão descentralizada e itinerante da PEC Brasil. Nesse sentido, para o produtor rural que não tem condições de se deslocar até Fortaleza para acompanhar grandes feiras como a PEC Brasil 2026, o Circuito Agropecuário Ceará representa a oportunidade de acessar inovações do agronegócio, crédito rural, assistência técnica e networking com outros produtores sem sair da sua região — uma democratização do acesso ao conhecimento técnico que pode ter impactos concretos na produtividade e rentabilidade das propriedades rurais cearenses. A conexão com a PEC Brasil 2026 e o momento do agronegócio cearense O Circuito Agropecuário Ceará nasce num momento especialmente favorável para o agronegócio do estado. A PEC Brasil 2026, encerrada no último sábado (27 de junho) com 130 mil visitantes, R$ 150 milhões em negócios e 19 mil inscritos em palestras técnicas, demonstrou que a demanda por conhecimento e oportunidades de negócio no campo cearense é muito maior do que uma única feira consegue atender. Consequentemente, o Circuito se apresenta como a resposta institucional a essa demanda reprimida: em vez de concentrar tudo num único evento em Fortaleza, a estratégia é levar o agronegócio para onde os produtores estão. Nesse sentido, a combinação entre o novo Plano Safra 2026/27 — que entra em vigor esta semana com as melhores condições de crédito dos últimos ciclos — e o Circuito Agropecuário Ceará cria uma janela de oportunidade inédita para o produtor cearense: crédito mais barato disponível para quem investir, e eventos regionais para encontrar o conhecimento técnico que vai orientar esse investimento. O agronegócio cearense nunca teve tantas ferramentas ao mesmo tempo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A Faec deve divulgar o calendário completo de etapas do Circuito Agropecuário Ceará nos próximos meses. O Portal AgroMais acompanha os eventos do agronegócio cearense. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
V Expo Itaitinga abre amanhã com concurso leiteiro e Festival de Quadrilhas
A V Expo Itaitinga abre amanhã, sábado (4 de julho), na Vila Machado, em Itaitinga, município da Região Metropolitana de Fortaleza, reunindo agronegócio, pecuária e cultura popular num dos fins de semana mais movimentados do calendário do agronegócio cearense. Consequentemente, a programação começa às 07h com o parque aberto para visitação, e já às 07h20 tem início a primeira ordenha do Concurso Leiteiro — competição que coloca em evidência a vocação leiteira de Itaitinga e região. Nesse sentido, às 09h acontece a abertura oficial do evento com palestra sobre Carcinicultura, tema que reflete o interesse crescente pela aquicultura em regiões da Região Metropolitana de Fortaleza, e às 10h a Agromix apresenta palestra técnica sobre aves — duas cadeias em expansão no Ceará que o Portal AgroMais vem acompanhando de perto. Domingo com troféus, Mastite e Festival de Quadrilhas O domingo (5) promete ser ainda mais intenso: começa com Corrida de Rua às 06h, seguida pela abertura do parque às 07h e pela última ordenha do Concurso Leiteiro às 07h20. Às 10h acontece o grande momento da competição: a entrega dos troféus para os criadores vencedores — um reconhecimento público que fortalece a identidade produtora leiteira do município. Consequentemente, às 10h30 tem início a palestra técnica sobre Mastite — doença que afeta diretamente a produtividade e a qualidade do leite, tema indissociável de um concurso leiteiro bem estruturado. Nesse sentido, a tarde do domingo traz Cantoria de Viola (11h), John Elton (13h) e Gleydson Gavião (16h), com Fabiano Kibauê encerrando o evento das 18h às 21h. O Festival de Quadrilhas, das 19h às 22h, coroa o encerramento conectando agronegócio e identidade cultural cearense num único fim de semana. A Expo Itaitinga como parte de uma rede que se fortalece Com apoio do Sistema Faec/Senar-CE e do Sebrae, a V Expo Itaitinga faz parte de um movimento maior que o Portal AgroMais identificou ao longo desta semana: o Circuito Agropecuário Ceará, iniciativa da Faec com 8 a 9 etapas distribuídas pelo território cearense e R$ 800 mil em prêmios. Consequentemente, Itaitinga se insere nessa rede como um ponto estratégico da Região Metropolitana de Fortaleza, mostrando que a vocação agropecuária do Ceará vai muito além do interior sertanejo e alcança também os municípios mais próximos da capital. Nesse sentido, para quem visitar a feira neste fim de semana, a programação oferece desde conteúdo técnico qualificado — carcinicultura, aves, concurso leiteiro e palestra sobre mastite — até o melhor da cultura junina cearense, num formato que conecta diferentes públicos em torno do mesmo propósito: valorizar e fortalecer o campo. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A V Expo Itaitinga acontece amanhã (4) e domingo (5) na Vila Machado, Itaitinga. O Portal AgroMais acompanha os destaques do evento. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
VIII Expotama: Concurso de Queijos, Doma Racional e Desfile Pet hoje em Jaguaretama
A VIII Expotama vive nesta sexta-feira (3) um de seus dias mais movimentados, com programação que combina avaliação de qualidade artesanal, capacitação técnica e cultura equestre no Parque de Exposição Gilberto Guerra, em Jaguaretama. Consequentemente, às 09h o Senar/Sinrural realiza a Oficina de Manejo Alimentar em Período de Seca com o instrutor Franck Estélio — tema que dialoga diretamente com o El Niño histórico projetado para o segundo semestre e com a realidade climática do semiárido cearense. Nesse sentido, às 10h têm início simultaneamente dois eventos centrais da programação técnica: o Concurso de Queijos e Derivados — uma das atividades mais esperadas pelos produtores de leite da região — e o julgamento de bovinos de leite na categoria até 12 meses, competição que avalia a genética leiteira do rebanho cearense. Tarde com raças, equinocultura e Desfile Pet A tarde da sexta-feira reserva os julgamentos dos grandes campeonatos das raças caprinas e ovinas às 15h, com os criadores aguardando o veredito dos juízes sobre os animais trazidos de toda a região do Vale do Jaguaribe e municípios vizinhos. Consequentemente, às 18h e 19h acontecem as terceiras ordenhas dos torneios leiteiros bovino e caprino, respectivamente — a sequência de ordenhas ao longo dos dias sendo fundamental para a avaliação justa e precisa da produção dos animais inscritos. Nesse sentido, às 19h o Senar/Sinrural realiza a Oficina de Doma Racional de Equino com o instrutor Rafael Campos — uma das atividades mais aguardadas pelos criadores de equinos da região, já que a doma racional representa uma alternativa técnica e humanizada à doma convencional, com resultados comprovados na produtividade e no bem-estar animal. O Desfile Pet às 20h encerra as atividades do dia em clima de celebração, antes da atração musical às 22h. Amanhã é o grande encerramento O sábado (4) é o dia final da Expotama e promete ser o mais intenso: Oficina de Drone no Campo com Eduardo do Senar (08h), palestra técnica sobre Forragens na Seca com Rodrigo Gregório (10h) — tema diretamente conectado ao El Niño e à gestão do rebanho no segundo semestre —, quinta ordenha do torneio leiteiro bovino (18h), solenidade de encerramento com premiação às 20h e saída dos animais com emissão de GTA a partir das 21h. Consequentemente, a atração musical às 21h fecha um evento que combinou, em quatro dias, o melhor do agronegócio técnico — com o Senar e o BNB presentes —, a competição zootécnica e a valorização da cultura rural do semiárido cearense. O que muda na prática para o produtor Próximos passos A VIII Expotama encerra amanhã (4) com premiação às 20h no Parque Gilberto Guerra, em Jaguaretama. O Portal AgroMais acompanha os destaques do evento. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br
Rabobank confirma safra de soja de 182 mi de toneladas e liderança do Brasil
O relatório AgroInfo de junho do Rabobank confirmou o que o mercado já vinha antecipando: o Brasil deve colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas de soja na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior. Consequentemente, o resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, consolidando ainda mais a posição do Brasil como maior produtor e exportador mundial da oleaginosa. Nesse sentido, a safra histórica chega em momento de grande relevância para o setor: o novo Plano Safra 2026/27, que entrou em vigor nesta semana, vai financiar justamente o ciclo de plantio que começa a partir de setembro e outubro — quando o produtor brasileiro precisará equilibrar as decisões de área e custeio com as perspectivas de mercado influenciadas pelo Weather Market e pelo El Niño. O que sustentou a safra histórica Segundo o Rabobank, dois fatores principais sustentaram o resultado recorde: a expansão moderada da área cultivada — que continuou crescendo, mas em ritmo menor do que nos picos de expansão de 2020-2022 — e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, especialmente nas regiões do Matopiba, principal fronteira agrícola do Brasil. Consequentemente, a combinação entre produtividade crescente por hectare e área em expansão é o padrão que tem sustentado os recordes sucessivos da soja brasileira nos últimos ciclos. Ademais, a Embrapa e o setor de sementes têm desempenhado papel fundamental nessa trajetória, com o desenvolvimento de variedades mais produtivas, resistentes a doenças e adaptadas a diferentes condições edafoclimáticas — incluindo o trabalho de melhoramento genético para resistência à ferrugem asiática, cujo vazio sanitário obrigatório entrou em vigor justamente nesta semana. Os desafios para a safra 2026/27 que começa a se delinear Com a safra 2025/26 praticamente concluída e os resultados históricos confirmados, o mercado já começa a olhar para os desafios da próxima temporada. Consequentemente, o El Niño 2026/27, projetado para atingir patamar histórico com anomalias acima de 2,5°C no Pacífico, é a principal variável climática a ser monitorada nos próximos meses — com risco de veranicos no Centro-Oeste e Matopiba que podem comprometer a janela de semeadura e o desenvolvimento inicial das lavouras. Nesse sentido, o novo Plano Safra, com a extensão da obrigatoriedade do Zarc para contratos de custeio acima de R$ 200 mil a partir desta semana, representa uma resposta concreta do governo a esse risco: ao exigir que o crédito respeite o zoneamento de risco climático, a medida busca alinhar o financiamento da safra com as condições climáticas mais favoráveis de cada região, reduzindo a exposição ao risco do El Niño. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O USDA deve publicar seu relatório de oferta e demanda mundiais em agosto, com as primeiras projeções oficiais para a safra 2026/27. O Portal AgroMais acompanha o mercado de soja e os desdobramentos climáticos. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Agronegócio bate recorde com US$ 38,1 bi em exportações e US$ 33 bi de superávit
O agronegócio brasileiro registrou seu melhor primeiro trimestre da história: as exportações do setor somaram US$ 38,1 bilhões entre janeiro e março de 2026, alta de 0,9% sobre o mesmo período de 2025 e o maior valor da série histórica para o período. Consequentemente, as importações agropecuárias totalizaram US$ 5 bilhões — queda de 3,3% —, resultando em superávit recorde de US$ 33 bilhões, alta de 1,8% sobre igual intervalo do ano passado. Nesse sentido, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que o resultado ‘mostra a força de um setor construído com trabalho e investimento ao longo de muitos anos’, destacando a abertura de 30 novos mercados só no primeiro trimestre — que se somam aos mais de 500 abertos nos três primeiros anos da gestão atual. Os mercados que mais cresceram e os que recuaram A China manteve a liderança como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com US$ 11,33 bilhões (29,8% do total) e crescimento de 4,7% na comparação anual. Consequentemente, os mercados que registraram os maiores crescimentos percentuais foram Filipinas (+68,3%), Índia (+47,1%), Tailândia (+23,8%), México (+21,7%) e Chile (+21,8%) — uma diversificação geográfica que reduziu a dependência exclusiva da China, mesmo com o mercado asiático mantendo a liderança absoluta. Nesse sentido, o ponto negativo foi a retração de 31,2% nas exportações para os Estados Unidos — reflexo das tensões tarifárias que marcaram o primeiro semestre de 2026 —, que caiu de sua posição habitual no ranking dos principais compradores do agronegócio brasileiro. Ademais, apesar do aumento de 3,8% no volume exportado, o preço médio recuou 2,8%, com queda nas cotações de açúcar bruto, algodão, milho e farelo de soja — evidenciando que o recorde de valor se apoiou principalmente no volume e na diversificação de mercados. O que esses números significam para o Nordeste Para o agronegócio cearense e nordestino, os dados do primeiro trimestre histórico de exportações confirmam uma tendência que o Portal AgroMais vinha acompanhando: o Nordeste está cada vez mais inserido nesse fluxo exportador, com a fruticultura irrigada do Vale do Jaguaribe, a carcinicultura e o mel da Caatinga ganhando presença em mercados internacionais que o Brasil abre progressivamente. Consequentemente, a abertura de 30 novos mercados no primeiro trimestre representa oportunidades reais para produtos nordestinos que ainda não exportam, mas têm potencial — exatamente o público que o Programa Exporta Mais Brasil do Sebrae/CE, lançado recentemente para mel e própolis, busca alcançar. Nesse sentido, o superávit recorde de US$ 33 bilhões no primeiro trimestre também reforça o papel estratégico do crédito rural — especialmente o novo Plano Safra 2026/27, que entra em vigor esta semana — como instrumento de manutenção da competitividade exportadora brasileira ao longo dos próximos meses. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Ministério da Agricultura deve divulgar os dados de exportação do 2º trimestre nos próximos meses. O Portal AgroMais acompanha o desempenho do agronegócio brasileiro no comércio internacional. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Nova frente fria traz geadas ao Sul e friagem ao sudoeste da Amazônia
Uma nova frente fria avança pela Região Sul nesta sexta-feira (3), trazendo geadas e temperaturas máximas abaixo de 14°C em boa parte da região, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Consequentemente, o episódio de friagem se estende até o sudoeste da Amazônia, com mínimas projetadas entre 12°C e 13°C — um dos fenômenos climáticos mais extensos registrados até agora neste inverno de 2026. Nesse sentido, o Agrolink alerta para tempestades no Sul, com chuva, vento e granizo em pontos específicos da região, enquanto o Norte segue com chuvas e o Nordeste mantém o padrão de calor e baixa umidade que vem caracterizando o início do segundo semestre na região. Os riscos específicos para a cafeicultura e a fruticultura Para o produtor de café no Sul de Minas Gerais e no Cerrado Mineiro, a nova onda de frio adiciona mais uma variável de risco ao calendário de colheita já afetado pelas chuvas das últimas semanas. Consequentemente, geadas durante o período pós-colheita podem queimar ramos produtivos e comprometer a safra do próximo ciclo, especialmente em regiões de maior altitude onde as temperaturas são mais suscetíveis a caírem abaixo de 0°C. Ademais, para frutícolas de clima temperado no Sul do Brasil, como maçã, uva e pêssego, o acompanhamento da trajetória da frente fria nas próximas horas é fundamental: geadas tardias ou incomuns podem danificar flores e frutos em formação, comprometendo a qualidade e o volume da próxima safra. A friagem na Amazônia e o impacto para o agro do Norte A extensão da friagem até o sudoeste da Amazônia é um fenômeno que, embora menos frequente do que as ondas de frio do Sul, tem impactos relevantes para a agricultura do Norte do país. Consequentemente, temperaturas mínimas entre 12°C e 13°C na região amazônica afetam cultivos tropicais sensíveis ao frio, como cacau, açaí e algumas variedades de pimenta-do-reino, além de aumentar o consumo energético dos rebanhos bovinos que pastejam nessas regiões. Nesse sentido, o padrão climático desta semana — geada no Sul, friagem na Amazônia e calor seco no Nordeste — confirma o quadro de extremos simultâneos que o Brasil vem registrando desde o início do inverno 2026, e que o Portal AgroMais identificou como marca climática deste ano já desde a cobertura da onda de frio histórica de junho. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O Inmet deve atualizar os alertas de geada ao longo do fim de semana. O Portal AgroMais acompanha as condições climáticas e seus efeitos sobre o agronegócio. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias.👉 www.portalagromais.com.br
Cota da China se esgota e boi gordo cai 6% com frigoríficos em férias coletivas
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana sob forte pressão, reflexo direto do esgotamento precoce da cota de exportação para a China — o principal destino da carne bovina brasileira, responsável por 29,8% das exportações do agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Consequentemente, segundo o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, a cota de 1,106 milhão de toneladas destinada ao Brasil sem acréscimo de tarifas adicionais deve ser totalmente preenchida até o final de julho. Nesse sentido, empresas como Frigol, Better Beef, Iguatemi Beef e Plena Alimentos estão entre as que adotam férias coletivas a partir de julho, reduzindo parcialmente os abates e redirecionando parte da produção ao mercado interno — pressão que já se refletiu em queda de 6% na arroba no mercado futuro para julho, com o boi gordo sendo negociado ao redor de R$ 332-333 por arroba. O mecanismo do esgotamento e o que acontece quando a cota acaba Quando a cota se esgota, a tarifa adicional imposta pelo Ministério do Comércio chinês (MOFCOM) sobe para 55% sobre as importações excedentes — tornando economicamente inviável qualquer embarque adicional de carne bovina brasileira para o mercado chinês até a renovação do limite no ciclo seguinte. Consequentemente, os frigoríficos que dependem das exportações para a China se deparam com duas opções: parar de exportar ou redirecionar o volume para outros mercados, geralmente com preços inferiores. Ademais, quando grandes frigoríficos reduzem ou interrompem as compras destinadas à China, a pressão de demanda sobre o mercado interno diminui e o preço da arroba tende a recuar — exatamente o que o mercado já está precificando nesta semana, com quedas generalizadas nas praças pecuárias brasileiras, incluindo São Paulo, maior referência do setor, onde a arroba recuou de R$ 346,75 para R$ 345,92 segundo a Safras & Mercado. O impacto para o pecuarista e as recomendações práticas Para o pecuarista brasileiro, o cenário de curto prazo exige cautela: o analista Rodrigo Costa, da Radar Investimentos, resume bem a incerteza que domina o mercado. ‘Você para de produzir aqueles cortes que vão especificamente para a China e muda essa produção para o mercado doméstico’, explica. Consequentemente, a pressão sobre a arroba deve continuar ao longo de julho, com o intervalo entre o esgotamento da cota e a retomada dos embarques — estimado entre setembro e outubro — sendo o período de maior risco para o preço. Nesse sentido, para quem tem gado pronto para vender, a recomendação dos analistas é clara: evitar concentrar a comercialização no período crítico entre julho e setembro, quando a pressão baixista deve ser mais intensa. Para o produtor que pode aguardar, o quarto trimestre apresenta perspectiva de recuperação consistente, com a retomada das compras chinesas no novo ciclo de cota e o estreitamento da oferta pelo El Niño. O que muda na prática para o produtor Próximos passos O mercado aguarda novos dados sobre o ritmo de preenchimento da cota chinesa ao longo de julho. O Portal AgroMais acompanha as cotações do boi gordo e os desdobramentos das exportações de carne bovina. 🌾 Fique por dentro de tudo que acontece no agronegócio do Ceará e do Brasil. Acesse o Portal AgroMais e acompanhe as melhores notícias do campo todos os dias. 👉 www.portalagromais.com.br