O Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial do Ceará (Nutec) apresentou uma série de projetos voltados à inovação no agro, incluindo desenvolvimento de máquinas agrícolas, bioinsumos, certificação de orgânicos e produção de biocombustíveis como hidrogênio e biometano. A proposta é clara: transformar tecnologia em ferramenta prática para aumentar eficiência, reduzir custos e interiorizar desenvolvimento. Tecnologia aplicada ao campo O Nutec atua em diversas frentes estratégicas: Além disso, há projetos para tornar a mecanização agrícola mais acessível, com desenvolvimento de máquinas em parceria com empresas e startups. Certificação e democratização de acesso Entre as iniciativas em andamento está a implantação de uma certificadora pública de produtos orgânicos, com foco em facilitar o acesso de pequenos e médios produtores. Outro eixo relevante é a bioeconomia, com desenvolvimento de bioinsumos, manejo integrado de pragas e soluções para aumento da fertilidade dos solos do semiárido. Biorefinaria: aproveitamento integral das cadeias Um dos destaques é o conceito de biorefinaria — aproveitamento total da cadeia produtiva para geração de energia e insumos. Do caju ao coco, os resíduos podem se transformar em: O objetivo é reduzir desperdícios e aumentar valor agregado. Hidrogênio e biometano para o interior Dois projetos estruturantes estão em execução: O diferencial é a interiorização da energia. Em vez de focar apenas na exportação de hidrogênio verde, o projeto busca permitir que cooperativas, associações e pequenos produtores utilizem energia renovável no próprio território. A palma forrageira, por exemplo, será usada como biomassa para produção de hidrogênio e biogás. Microalgas e captura de carbono O processo também integra produção de microalgas, como a Arthrospira platensis, capaz de atingir até 60% de proteína. Além de capturar CO₂ do processo produtivo, a microalga gera proteína com menor consumo de água e energia, reforçando o conceito de economia circular. Transformação territorial Com agência de inovação, programas de incubação e aceleração de startups, o Nutec atua desde a ideação até a transferência de tecnologia para a indústria. A estratégia vai além da pesquisa: busca transformar territórios por meio da inovação aplicada.
Arroba ganha força com alta no mercado futuro
O mercado do boi gordo encerra fevereiro com um sinal importante: os contratos futuros registram alta mais intensa do que os preços no mercado físico. Esse movimento indica que o mercado está precificando continuidade de firmeza no curto prazo. Quando o futuro sobe mais que o físico, a mensagem é clara: há expectativa de valorização adiante. O que o mercado está sinalizando A diferença entre físico e futuro sugere: Para quem tem boi pronto, o cenário melhora o poder de barganha nas negociações. Atenção aos fundamentos Apesar do sinal positivo, o mercado segue sensível a dois vetores principais: Qualquer ruído nesses fatores pode ampliar a volatilidade entre físico e futuro. Se as exportações mantiverem fluxo consistente, o suporte tende a permanecer. Já uma desaceleração pode gerar correção rápida. Estratégia em cenário de firmeza Em momentos como este, pecuaristas costumam avaliar: A leitura correta do diferencial entre físico e futuro pode definir margem. O mercado mostra firmeza, mas disciplina comercial segue essencial.
Transferência hídrica entre Orós e Castanhão
A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) iniciou uma operação de transferência hídrica envolvendo os açudes Orós e Castanhão com o objetivo de reforçar o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A medida coloca o sistema em modo operacional, priorizando segurança hídrica e estabilidade no fornecimento de água para consumo humano. Operação estratégica A transferência integra o conjunto de instrumentos de gestão do sistema hídrico estadual. Ao movimentar volumes entre reservatórios estratégicos, a Cogerh busca: Trata-se de uma decisão preventiva, baseada no monitoramento constante dos reservatórios. O que isso sinaliza Quando a gestão da água entra em fase de operação coordenada, o recado é claro: 2026 exige controle rigoroso e planejamento fino do uso hídrico. Para o agro, isso significa: Água passa a ser variável central na estratégia produtiva. Segurança hídrica e prioridade de uso Em cenários de pressão, o abastecimento humano tende a ter prioridade. Isso reforça a necessidade de integração entre produtores, gestores e comitês de bacia. O monitoramento diário dos níveis e decisões antecipadas ajudam a reduzir risco sistêmico — mas também elevam a importância da eficiência no campo. Gestão hídrica não é apenas tema urbano. É base da sustentabilidade produtiva no Ceará.