O PEC Brasil 2026, novo nome do tradicional PEC Nordeste, já tem data confirmada e promete ampliar a visibilidade do agronegócio da região em escala nacional. O evento será realizado entre os dias 25 e 27 de junho, reunindo produtores, instituições, especialistas e criadores em um dos principais encontros do setor no país. A mudança de nome reflete a ampliação do alcance da feira, que passa a se consolidar como uma vitrine do agro brasileiro, mantendo o Nordeste como ponto de partida e referência. Evento amplia exposição nacional da pecuária Entre os destaques desta edição está a exposição nacional de raças bovinas, com expectativa de reunir entre 400 e 500 animais no Centro de Eventos. A programação inclui bovinos e outras categorias, fortalecendo o espaço dedicado à genética, à produção animal e ao intercâmbio técnico entre criadores. Além da exposição, o evento contará com a realização de congressos especializados, com foco em raças zebuínas e na raça santandês, ampliando o debate técnico e a troca de conhecimento durante o PEC Brasil. Congresso técnico e programação institucional A programação do PEC Brasil também será marcada por uma agenda técnica robusta, voltada à pecuária, à produção e à valorização do agronegócio. Os congressos previstos reforçam o papel do evento como espaço de atualização, conexão entre cadeias produtivas e difusão de boas práticas. A abertura oficial será realizada no Teatro Zé de Alencar, em um momento simbólico que marca os 60 anos da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) e os 32 anos do Senar, destacando a trajetória das instituições e a parceria com diferentes segmentos do setor. PEC Brasil celebra história e projeta o futuro do agro A abertura comemorativa do evento será dedicada ao reconhecimento de parceiros e à valorização da força do agronegócio nordestino. A proposta é unir celebração institucional e projeção de futuro, evidenciando o papel estratégico do agro no desenvolvimento econômico. Com uma programação diversificada e foco nacional, o PEC Brasil 2026 reforça seu posicionamento como um dos principais encontros do setor, ampliando oportunidades de negócios, conhecimento e integração entre os agentes do campo.
Insumos em alta elevam custo de produção agrícola
Os preços dos fertilizantes seguem pressionados no mercado brasileiro e continuam sustentando um custo de produção elevado para a safra. O movimento é puxado, principalmente, pelos insumos fosfatados, que permanecem valorizados e impactam diretamente culturas como soja, milho e outras lavouras de grãos. O cenário reforça a necessidade de planejamento mais cuidadoso por parte dos produtores, especialmente em relação ao momento de compra e à gestão de riscos ligados a câmbio, frete e disponibilidade de produto. Fosfatados lideram pressão sobre custos A manutenção de preços elevados nos fertilizantes, com destaque para MAP e DAP, mantém a estrutura de custos em patamares altos. Mesmo sem novos choques pontuais, o nível atual já é suficiente para apertar margens, sobretudo em sistemas produtivos mais dependentes de adubação intensiva. Esse contexto tende a exigir decisões mais estratégicas, já que a postergação das compras pode aumentar a exposição a oscilações do mercado internacional e a variações logísticas. Estratégia de compra vira fator decisivo Com o mercado operando em níveis elevados, a estratégia de aquisição dos insumos ganha protagonismo. Produtores que conseguem antecipar parte das compras, aproveitando janelas mais favoráveis, tendem a reduzir riscos e dar mais previsibilidade ao custo final da safra. Por outro lado, a decisão de postergar aquisições pode deixar o produtor mais vulnerável a repiques de preços, mudanças no câmbio e elevação dos custos de transporte, fatores que seguem no radar do mercado. Impacto direto na margem e no planejamento da safra A persistência de fertilizantes caros reforça a importância de um planejamento financeiro mais rigoroso. Em um ambiente de custos elevados, decisões relacionadas a tecnologia empregada, manejo nutricional e negociação de insumos passam a ter peso direto na rentabilidade da produção. O cenário aponta para uma safra em que eficiência, gestão e timing de compra serão determinantes para proteger margens e reduzir a exposição a riscos de mercado.
Tecnologia de dupla safra amplia fruticultura no semiárido nordestino
O semiárido nordestino vem ampliando sua fronteira agrícola com o uso de tecnologia aplicada à fruticultura. Experiências recentes mostram que o manejo técnico aliado à irrigação e ao planejamento de mercado tem viabilizado a produção de frutas em regiões tradicionalmente consideradas desafiadoras, como é o caso do cultivo de pera com estratégia de dupla safra. A iniciativa reforça uma tendência crescente no agronegócio regional: a adoção da fruticultura de precisão como alternativa para agregar valor, reduzir riscos climáticos e ampliar a previsibilidade de receita. Manejo e irrigação redefinem limites produtivos A produção de frutas no semiárido passa a ser possível a partir da combinação de tecnologia, conhecimento técnico e controle rigoroso do manejo. O uso de sistemas de irrigação, associado à escolha adequada de cultivares e ao ajuste das janelas produtivas, permite que áreas de clima seco entrem de forma competitiva no mercado. A estratégia de dupla safra surge como diferencial, ao possibilitar mais de um ciclo produtivo ao longo do ano, aproveitando períodos específicos de demanda e preços mais favoráveis. Fruticultura de precisão ganha protagonismo O avanço observado no semiárido nordestino está alinhado a um modelo de produção cada vez mais orientado por dados. A fruticultura de precisão envolve decisões baseadas em clima, solo, disponibilidade hídrica e mercado, reduzindo a dependência exclusiva das condições naturais. Esse modelo tende a fortalecer regiões com projetos irrigados e produtores que investem em planejamento de médio e longo prazo, tornando a produção mais eficiente e sustentável. Oportunidade estratégica para o Ceará Para o Ceará, a experiência reforça o potencial de diversificação da fruticultura, especialmente em polos irrigados e áreas com infraestrutura hídrica consolidada. A adoção de tecnologia como pilar do planejamento produtivo pode abrir espaço para novas culturas, ampliar a competitividade e reduzir a exposição a oscilações climáticas. A tendência aponta para um agro cada vez mais técnico, onde inovação, manejo e estratégia comercial caminham juntos para transformar desafios do semiárido em oportunidades de crescimento.