Emissões de CPR crescem 68% na safra 2024/2025 Emissões de CPR (Cédulas de Produto Rural) cresceram 68% entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, totalizando R$ 268,84 bilhões. Os dados, divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), integram o Boletim de Finanças Privadas do Agro, publicado em março. Além disso, as CPR se destacaram como a principal fonte de recursos privados para o agronegócio neste período. Junto com as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), elas sustentam o financiamento da cadeia produtiva agroindustrial brasileira. CPR superam desempenho de outros títulos Enquanto as emissões de CPR dispararam, o estoque de LCA cresceu apenas 13% em relação ao mesmo período da safra anterior. Atualmente, o volume de LCA soma R$ 540,14 bilhões, frente aos R$ 483,63 bilhões de CPR. Com isso, as CPR demonstram maior tração no financiamento agropecuário. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) subiram 10%, totalizando R$ 35,13 bilhões. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) aumentaram 14%, atingindo R$ 134,31 bilhões. Fundos Fiagro acompanham tendência positiva Por outro lado, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) também apresentaram avanço. Em janeiro, o patrimônio líquido dos Fiagros chegou a R$ 43,99 bilhões, com 137 fundos ativos. Nesse contexto, a diversificação das fontes de financiamento mostra um cenário sólido para o agro. A emissão de CPR tem papel central, principalmente por seu vínculo direto com a produção agrícola. Papel da LCA no crédito rural Conforme regulamentação do Conselho Monetário Nacional, os bancos devem aplicar 50% dos recursos captados por LCA em operações de crédito rural. Isso representa um volume expressivo de reinvestimento no setor produtivo. Portanto, o cenário revela a força crescente das finanças privadas no agronegócio brasileiro. Com destaque para as emissões de CPR, que sustentam o crescimento da safra e impulsionam a economia rural.
Brasil e Japão no Agro
Brasil e Japão ampliam parcerias estratégicas no agronegócio A princípio, Brasil e Japão reforçam parcerias comerciais com foco no agronegócio em 2025. O objetivo principal é ampliar as exportações brasileiras e abrir novos mercados para a carne bovina. Encontro em Tóquio fortalece relações bilaterais Nesta segunda-feira (24), membros do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reuniram-se com a Japan Meat Trade Association, em Tóquio. O encontro aconteceu na sede do Banco do Brasil no Japão. Além disso, representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) participaram da reunião. Eles discutiram os critérios exigidos para a entrada da carne bovina brasileira no mercado japonês. Avanços para a carne bovina brasileira De acordo com o ministro Carlos Fávaro, Brasil e Japão deram passos concretos rumo à liberação do mercado japonês. A visita de técnicos japoneses ao Brasil deve ocorrer em breve. Ainda mais relevante, o Brasil aguarda o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação é esperada para maio. Cooperação comercial e técnica avança Com isso, a visita técnica ao sistema produtivo brasileiro avaliará frigoríficos, práticas sanitárias e rastreabilidade. Esse processo é fundamental para a confiança internacional na proteína brasileira. Portanto, a cooperação entre Brasil e Japão mostra-se estratégica para o fortalecimento da agroexportação. O Japão é um mercado exigente e valorizado globalmente. Relação histórica entre Brasil e Japão completa 130 anos Em 2025, Brasil e Japão comemoram 130 anos de relações diplomáticas. Desde 1895, os países mantêm laços sólidos em comércio, cultura e tecnologia. Sob essa perspectiva, a comitiva brasileira também discutirá acordos em ciência, pesca, combustíveis renováveis e recuperação de pastagens. A reunião com o ministro japonês Taku Etō está agendada para terça-feira (25). Conclusão: novos rumos para o agro brasileiro Por fim, o secretário Luis Rua destacou que o Brasil está se consolidando como um dos principais fornecedores globais de proteínas. A parceria com o Japão é mais um passo nessa direção.
Cajueiro Anão Precoce
A inovação que transformou a cajucultura no Brasil O cajueiro anão precoce é uma inovação agrícola desenvolvida pela Embrapa há mais de 40 anos. Criado no Ceará, ele revolucionou a produção de caju em todo o semiárido brasileiro. Com maior produtividade por hectare e um ciclo mais curto, o cajueiro anão continua sendo símbolo de tecnologia adaptada à realidade do Nordeste. Além disso, ele representa uma das principais fontes de renda de milhares de famílias. No entanto, apesar de todo o seu potencial, muitos produtores ainda não aplicam as práticas de manejo adequadas. Cajueiro anão precoce e seu impacto Com manejo correto, o cajueiro anão precoce pode alcançar até 2.000 kg de castanha por hectare. Em contrapartida, a média atual do Ceará é de apenas 550 kg. Esse número mostra a necessidade urgente de investimento em capacitação e tecnologia para aumentar a produtividade. A Embrapa vem promovendo as chamadas vitrines tecnológicas, que são áreas demonstrativas onde o agricultor aprende, na prática, desde a implantação do pomar até a colheita. Essa metodologia já apresenta resultados positivos em estados como Rio Grande do Norte e Paraíba. Aproveitamento integral do caju Outro ponto relevante é o uso completo da fruta. Tradicionalmente, o foco da cajucultura é a castanha. Contudo, a Embrapa defende o aproveitamento integral do caju: suco, polpa, doces, geleias e até a fibra. O caju de mesa, por exemplo, já conquista novos mercados fora do Nordeste. Além disso, tecnologias como a fibra de caju desidratada estão prontas para uso, mas precisam de parcerias para alcançar o consumidor final. Essa diversificação aumenta a renda do produtor e fortalece a cadeia produtiva. Cajucultura: tradição e modernidade no campo Durante períodos de seca entre 2012 e 2020, o cajueiro foi a principal fonte de renda em várias regiões do Nordeste. Por isso, modernizar a produção com base no cajueiro anão precoce é essencial para garantir o futuro sustentável dessa cultura que é, ao mesmo tempo, identidade e oportunidade. Acesse o vídeo completo do programa Inova Agro, apresentado por Jakeline Diógenes, no canal da TV Portal AgroMais no YouTube. Assista, comente e compartilhe essa história de inovação que nasceu no sertão e impacta o Brasil.