A oferta de carne bovina no Brasil enfrentará uma redução significativa em 2025. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve cair 4,9%, totalizando 10,37 milhões de toneladas. Esse recuo ocorre devido à retenção de vacas reprodutoras, estratégia adotada pelos pecuaristas para equilibrar o ciclo produtivo. Produção Menor Impactará os Preços Com a oferta reduzida, os preços da carne bovina tendem a subir ao longo do ano. Embora o início de 2025 tenha registrado quedas pontuais, especialistas alertam para pressões inflacionárias no setor. Além disso, a arroba do boi gordo começou o ano mais valorizada do que em 2024. Esse movimento impacta toda a cadeia produtiva, refletindo diretamente nos supermercados. Dessa forma, o consumidor deve sentir o peso dessa alta nos próximos meses. Exportações Mantêm Oferta Doméstica Limitada Apesar da queda na produção, o Brasil seguirá exportando grandes volumes de carne bovina. A demanda internacional por proteína animal permanece aquecida, reduzindo ainda mais a disponibilidade do produto no mercado interno. Por outro lado, essa limitação na oferta pode levar parte da população a buscar alternativas mais acessíveis, como frango, carne suína e embutidos. Esse comportamento pode alterar a dinâmica de consumo, beneficiando outros segmentos do setor de proteínas. Medidas Econômicas Podem Reduzir Impactos Para minimizar os efeitos dessa alta, especialistas apontam que ajustes fiscais e reduções na carga tributária podem ajudar a controlar os preços da carne bovina. Além disso, políticas públicas voltadas à pecuária podem incentivar a recuperação da oferta no longo prazo. Enquanto isso, o mercado segue atento às variações de preços e ao comportamento do consumidor. A adaptação a essas mudanças será essencial para manter a competitividade do setor.
SDA e BNDES Debatem Plano para Cooperativas do Ceará
A SDA e BNDES estão avançando em um plano estratégico para fortalecer o cooperativismo no Ceará. Nesta quarta-feira (19), o secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado, Moisés Braz, e o assessor da diretoria de crédito digital do BNDES, Daniel Lopes, conduziram uma reunião essencial para debater formas de incentivar o setor. O objetivo principal foi estruturar um plano de investimentos, garantindo recursos financeiros acessíveis para cooperativas e produtores rurais. O Papel do BNDES no Apoio ao Cooperativismo Desde o início, o BNDES tem desempenhado um papel crucial no desenvolvimento econômico do Ceará. Agora, com esse plano, a meta é oferecer linhas de crédito acessíveis, organizando um modelo de financiamento sustentável para as cooperativas cearenses. Segundo Moisés Braz, fortalecer o cooperativismo é essencial para impulsionar a produção agrícola e dinamizar a economia local. Além disso, Daniel Lopes destacou o compromisso do BNDES em viabilizar novas oportunidades de crédito. Ele enfatizou que a iniciativa envolverá não apenas o banco, mas também outras instituições financeiras e cooperativas locais. Dessa forma, será possível garantir um suporte mais amplo para os produtores e promover um crescimento sustentável. As Estratégias para Implementação do Plano de Investimentos Para garantir eficiência, o plano será estruturado em fases. Primeiramente, a SDA e o BNDES realizarão reuniões técnicas para definir prioridades, prazos e critérios de financiamento. Em seguida, cooperativas, bancos e parceiros estratégicos serão envolvidos na construção das diretrizes finais. Esse processo garantirá uma abordagem mais ampla, atendendo às reais necessidades do setor. Além disso, a reunião contou com a presença de secretários executivos, técnicos da SDA, Ematerce, Idace, Projeto São José e Ceasa. Esses especialistas contribuirão para a formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável das cooperativas. A próxima reunião já está agendada para 25 de fevereiro, com foco em alinhar os últimos detalhes e iniciar a implementação do plano. O Impacto das Cooperativas na Economia Cearense Atualmente, as cooperativas rurais desempenham um papel essencial no desenvolvimento do agronegócio. Elas não apenas geram empregos, mas também impulsionam a economia e garantem mais segurança financeira aos produtores. Com esse plano de investimentos, a expectativa é que mais agricultores tenham acesso a recursos para modernizar suas produções e ampliar a comercialização de seus produtos. Além disso, o fortalecimento das cooperativas no Ceará contribuirá para a criação de novas cadeias produtivas. Com incentivos financeiros bem estruturados, os produtores terão condições de aumentar sua competitividade e expandir seus mercados. Próximos Passos e Expectativas para o Setor Diante desse cenário, a parceria entre SDA e BNDES representa um avanço significativo para o cooperativismo cearense. A iniciativa visa estruturar um modelo sustentável de crescimento, gerando mais oportunidades para agricultores familiares e cooperativas do estado.
As Origens da Vaquejada: Tradição e Cultura Sertaneja
A vaquejada no Nordeste é uma tradição que atravessa séculos e continua forte até hoje. Mais do que um esporte, ela representa a identidade do sertanejo, marcada por coragem, resistência e habilidade. Originada na Ribeira do Rio Jaguaribe, entre Aracati e Icó, essa prática nasceu da necessidade de capturar o gado solto na caatinga. Com o tempo, evoluiu para competições organizadas e tornou-se um dos símbolos mais importantes da cultura nordestina. O Surgimento da Vaquejada no Nordeste A princípio, desde o século XVI, as fazendas começaram a se expandir no Ceará. Para cuidar dos rebanhos, os vaqueiros e seus auxiliares, muitas vezes escravizados, precisavam reunir o gado espalhado pela vegetação densa. Como esses animais eram criados soltos, a captura exigia agilidade e destemor. Assim, nasceu a pega de boi no mato, onde os vaqueiros perseguiam os animais em meio à caatinga fechada, superando desafios como terrenos irregulares e espinhos. Com o passar dos anos, essa prática se consolidou. Durante a apartação do gado, realizada uma vez por ano, os vaqueiros promoviam festas do gado, repletas de aboios, desafios e confraternizações. Nesse contexto, surgiu a vaquejada de Mourão, na qual o gado era solto e capturado próximo aos currais, aprimorando a técnica e dando início às primeiras competições. A Evolução da Vaquejada Moderna A partir do século XIX, a vaquejada começou a se estruturar como uma disputa oficial. Em 1859, registros históricos indicam um dos primeiros eventos no Ceará. Já em 1959, no município de Jaguaribe, aconteceu a primeira vaquejada moderna, consolidando regras e padronizando a prática. A partir desse momento, a competição começou a atrair mais participantes, tornando-se um evento de grande porte. Atualmente, a vaquejada movimenta a economia nordestina, impulsiona o turismo e fortalece a cultura local. Apesar de debates e regulamentações, a tradição continua viva, sendo transmitida de geração em geração. A Vida de um Vaqueiro: Treino e Superação Para um vaqueiro, a dedicação é essencial. O treino diário e a conexão com o cavalo fazem toda a diferença na pista. Além disso, a resistência física é desenvolvida ao longo dos anos, tornando a montaria um verdadeiro exercício completo. Como muitos afirmam, a vaquejada não é apenas um esporte, mas um estilo de vida. Além da habilidade, a sintonia entre vaqueiro e esteiro é fundamental. Ambos precisam treinar juntos e aprimorar suas técnicas para garantir um bom desempenho. O trabalho em equipe faz toda a diferença, principalmente em competições de alto nível. A Cultura Nordestina e a Vaquejada A vaquejada vai além das pistas de areia. Ela está presente na música, na literatura e no dia a dia do sertanejo. Os aboios, os desafios e as festas fazem parte de uma cultura que resiste ao tempo. Mesmo com a modernização, a essência dessa tradição permanece intacta. Se você quer conhecer mais sobre essa história, assista ao episódio completo do Ser-Tão Nosso no TV Portal AgroMais e deixe seu comentário!
Planejamento Orçamentário no Agronegócio: Como Proteger seu Negócio
Com margens cada vez menores, o Planejamento Orçamentário no agro é essencial para garantir previsibilidade e eficiência financeira. Neste artigo, você aprende como estruturar um orçamento eficiente, reduzir riscos e otimizar recursos. Descubra as etapas da Gestão Orçamentária e como aplicá-las na sua propriedade rural.