As exportações brasileiras de suco de laranja, em equivalente concentrado, somaram 224,53 mil toneladas entre julho e setembro de 2026. O volume foi 12,4% superior ao do mesmo trimestre da temporada anterior, conforme análise do Cepea com dados do Comex Stat. Setembro respondeu por 95,96 mil toneladas, acima das 54,03 mil de agosto.
Faturamento segue em direção oposta
Apesar do aumento no volume, a receita trimestral recuou 30%, para US$ 529,53 milhões. O preço médio passou de US$ 3.825 por tonelada na comparação anterior para US$ 2.359 por tonelada no período recente, segundo a mesma análise. A recuperação de embarques, portanto, não significou melhora equivalente de faturamento.
Demanda externa ainda precisa ser observada
O volume do trimestre permanece abaixo do registrado nos mesmos períodos das safras 2021/22 a 2023/24. Para indústria e citricultores, o efeito final depende do comportamento da demanda, dos contratos e dos preços pagos pela fruta. O Cepea recomenda acompanhar a continuidade das compras, especialmente de mercados europeus.
O que a empresa deve observar
O trimestre expõe uma diferença importante entre vender mais toneladas e faturar mais. A cadeia precisa acompanhar preços e contratos para compreender como a recuperação do volume chega à indústria e ao citricultor.
O que muda na prática
• Distinguir tonelagem exportada de receita obtida.
• Acompanhar preços da fruta e condições de contratos industriais.
• Observar se a retomada dos embarques se mantém nos próximos meses.
• Relacionar preço recebido, volume vendido e custo de produção.
Próximos passos
Os dados de outubro ajudarão a avaliar se setembro marcou uma recuperação consistente ou pontual do comércio.
🌾 O Portal AgroMais acompanha tendências, mercados e rotas comerciais para apoiar decisões e a expansão dos negócios do agro.
👉 www.portalagromais.com.br







