A produção de carne bovina no Brasil deve registrar queda em 2026, após três anos de abates intensos de fêmeas. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a retração será de 3,5%, totalizando 10,6 milhões de toneladas em equivalente carcaça.
Produção de carne bovina sofre retração
Assim, o recuo acontece em razão da menor oferta de animais disponíveis. O movimento reflete também a recomposição de rebanhos, etapa essencial para o equilíbrio do ciclo pecuário.
Portanto, o cenário sinaliza desafios para produtores e consumidores. De um lado, pecuaristas enfrentam custos maiores. De outro, consumidores devem sentir impacto direto no preço da carne bovina no varejo.
Impactos diretos no mercado brasileiro
Além disso, a retração da produção de carne bovina pressiona a arroba, encarecendo o produto final. A Conab projeta que a elevação dos preços estimule maior consumo de proteínas alternativas, como frango e suíno.
Desse modo, a mudança deve alterar o comportamento de compra da população, especialmente entre famílias de menor renda, que já priorizam alimentos com preços mais acessíveis.
Frango se consolida como proteína acessível
Por consequência, a carne de frango deve crescer 2,8% em 2026, alcançando 15,93 milhões de toneladas. As exportações também devem subir para 5,36 milhões de toneladas.
Ainda assim, a competitividade do frango permanece como fator decisivo. O custo de produção mais baixo, aliado ao preço no varejo, mantém a proteína como principal alternativa ao consumidor brasileiro.
Carne suína amplia participação
Da mesma forma, a produção de carne suína deve avançar 3,6%, totalizando 5,77 milhões de toneladas. As exportações também devem atingir novo recorde, com 1,53 milhão de toneladas em 2026.
Consequentemente, o setor suinícola fortalece sua posição no mercado interno e externo. A carne suína ganha espaço pela versatilidade, preço competitivo e qualidade nutricional.
Repercussões para pecuaristas e consumidores
Ainda assim, a retração da produção de carne bovina representa oportunidade de reorganização para o setor pecuário. Produtores podem ajustar estratégias e focar em maior eficiência produtiva.
Ao mesmo tempo, consumidores devem diversificar sua dieta. A tendência de substituição da carne bovina por proteínas mais baratas deve se intensificar nos próximos meses.
Conclusão: mudança no ciclo pecuário
Em resumo, a queda de 3,5% na produção de carne bovina em 2026 redefine o mercado de proteínas no Brasil. Enquanto a pecuária busca recuperar rebanhos, frango e suíno ampliam espaço no consumo doméstico e nas exportações.
Portanto, compreender esse movimento é essencial para pecuaristas, indústrias de alimentos e consumidores. A retração marca não apenas um ajuste temporário, mas também uma virada estratégica no ciclo de produção da carne no país.










